A beleza do código aberto e do software livre

A beleza do software de código aberto e livre (FOSS, na sigla em inglês) é a possibilidade que isso abre para futuros melhores a projetos abandonados ou estragados.

Aconteceu recentemente com o Simple Mobile Tools, para Android. Após o criador dos apps vendê-los para uma empresa com intenções opostas às do projeto, alguém fez um “fork” do código para continuar o desenvolvimento orientado aos preceitos originais.

Mais dois exemplos recentes de que soube pelo último relatório semanal da F-Droid.

O ótimo Geometric Weather, app de previsão do tempo, parou de ser desenvolvido e foi aposentado da loja em meados de março, já com a promessa de que um substituto, um fork baseado no app original, estava a caminho.

Ele chegou. Chama-se Breezy Weather e tem quatro versões distintas, da mais purista (com fontes de dados também livres) à tradicional. Há uma página detalhada, no repositório do projeto, a respeito dessas versões.

O outro aplicativo, o teclado para Android OpenBoard, estava abandonado havia dois anos. Isso está bem longe do ideal, mas menos mal que um grupo adotou o projeto e, agora, o relançou com outro nome e uma série de melhorias e correções. Chama-se HeliBoard.

Com quase três anos de atraso, a Fairphone lançou nesta semana fones de ouvido sem fios condizentes com sua missão: tanto a caixa quanto os fones em si dos Fairbuds têm baterias substituíveis. (Os de 2021 não tinham.) Saem por € 149 na Europa e não têm a mínima previsão de venda no Brasil.

Análise do Samuel Gibbs (em inglês) no The Guardian.

O fim das senhas?

Quem estava prestando atenção ao tentar criar ou acessar contas em serviços de grandes empresas em 2023 deve ter reparado: Apple, Google e Microsoft passaram a insistir muito para que adotemos um substituto futurista da velha senha alfanumérica, as passkeys — no Brasil, traduzidas como chaves-senha ou chaves de acesso.

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Root é o melhor jogo que eu conheço

por Fabio Bracht

Há mais de 30 anos eu dedico quase todo o meu tempo livre a jogar coisas. Não me lembro quando foi a última vez que passei um dia inteiro sem jogar. Jogos são a minha maior paixão, o meu maior interesse e o principal framework através do qual eu enxergo arte, entretenimento, interações sociais, economia e o mundo de forma geral. Algumas pessoas praticam esportes, outras leem, assistem, estudam. Eu jogo. É a minha ocupação.

E Root é o melhor jogo que eu conheço.

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Talvez a Meta esteja meio certa em ignorar jornalistas e notícias no Threads. (O que não significa que a empresa esteja certa em outras coisas, ou no geral.)

A crise transnacional envolvendo o dono do X (ex-Twitter) e a Justiça brasileira levou muitos tuiteiros, incluindo jornalistas, a procurar abrigo no Bluesky. E, mesmo sem seguir novos perfis, meu feed foi tomado de… notícias. E notícias específicas: do Elon Musk, de política, de desgraças no geral.

Nada contra notícias e jornalismo em geral, é só que nesses ambientes — Twitter e agora Bluesky — a abordagem se dá com o fígado em vez do cérebro. Pesa o clima e cansa um pouco.

Novos sistemas de publicação de blogs

Uma nova leva de CMSs, ou sistemas de publicação para blogs, surgiu no horizonte. Todos pagos, mas com um visual moderno aliado a uma pegada mais… minimalista (no bom sentido do termo) e focados em indivíduos, não em empresas. Talvez um deles possa ser o lar do seu próximo (ou atual) blog.

A Mozilla está testando a tradução de trechos selecionados no Firefox. Por ora, como mostra o Omg! Ubuntu, está disponível apenas em versões experimentais do navegador.

É um recurso fantástico, similar ao que a Apple introduziu no macOS 12 Monterey, em 2021. Pela natureza do que faço, lido com muito texto em inglês ao longo do dia. Ter um tradutor decente a um clique do mouse, em qualquer lugar do sistema, é um super poder que eu não sabia que precisava.

Na semana em que usei Linux (e o Firefox como navegador principal), recorri à extensão do DeepL, que oferece um recurso similar, ainda que seja meio instável. Tê-lo integrado ao navegador deve ser melhor.

A solução do Firefox é, por óbvio, limitada ao Firefox/navegador. É uma pena, mas melhor que nada.

Posts de blogs, ordenados pelo sono

Breck Yunits cruzou dados das suas noites de sono com os posts publicados em seu blog e fez uma análise aprofundada de como a privação de sono interfere no conteúdo que ele publica.

Novos preços e planos família no Fastmail

O Fastmail reformulou seus planos e agora tem preços em 20 moedas — incluindo o real brasileiro. Os novos planos são voltados a “indivíduos e famílias”, e contempla um, dois ou até seis usuários. Os antigos continuam existindo, só que agora na categoria “negócios”.

No Brasil, o antigo plano padrão, que dá direito a usar domínio próprio e oferecia 30 GB de espaço, custa R$ 24/mês. (Assinaturas anuais ou por mais tempo têm descontos.) Quem já é cliente será migrado aos novos planos e valores locais no fim do ano, mas já pode usufruir do espaço extra, de 50 GB.

O Fastmail é parceiro do clube de descontos para assinantes do Manual do Usuário e oferece 20% de desconto a quem assina o site por um ano.

A mesa de trabalho do Fábio Emilio Costa

Sou analista de performance e planejamento de capacidade focado em Linux para ambientes de alta plataforma no Serpro e atualmente trabalho em minha casa.

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Botão de “seguir” do Substack gera temor entre donos de newsletters

Eu gosto de estar certo (quem não gosta?), mas para algumas previsões eu gostaria de estar errado. Uma desse tipo, a de que o Substack é uma bomba-relógio, realizou-se mais cedo do que eu imaginava.

Em agosto de 2023, o Substack lançou uma novidade estranha: um botão para seguir (“follow”) pessoas na rede. Por que uma plataforma de newsletters, que por definição emprega esse recurso (a gente “segue” uma newsletter quando se inscreve nela), precisa ter um botão de “seguir”?

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Se Elon Musk retirar os bloqueios judiciais impostos pelo TSE a contas de lunáticos no X, antigo Twitter, e continuar achincalhando o ministro Alexandre de Moraes (resumo do Núcleo), não é maluquice imaginar um bloqueio do X no país. E… sinceramente, talvez seja uma boa? Seria um lixão a céu aberto a menos na internet brasileira.

Atualização (8/4, às 8h40): Na noite deste domingo (7), Alexandre de Moraes incluiu Musk como investigado no inquérito das fake news do STF e por possíveis crimes de obstrução à Justiça e incitação ao crime. Texto na íntegra.

Como as gigantes de tecnologia dão um jeitinho para coletar dados para IA

O New York Times publicou uma reportagem bombástica mostrando como, nos bastidores, as grandes empresas de IA dão um jeitinho (às vezes ilegal) de obter conteúdo para treinar seus grandes modelos de linguagem, base das IAs generativas.

A parte mais engraçada é o Google fazendo vista grossa para a OpenAI raspando 1 milhão de horas (!) de vídeos do YouTube para transcrever e alimentar o GPT-4 porque o próprio Google estava fazendo o mesmo para o Gemini. (A prática viola os termos de uso do YouTube.)

Detalhe: dois dias antes, o CEO do YouTube, Neal Mohan, disse à Bloomberg (sem paywall) que o uso de vídeos pela OpenAI para treinar a Sora seria contra as diretrizes da plataforma.

Quase ninguém liga se seu site não está nas redes sociais

Em março de 2024, fiz um experimento no Manual do Usuário: parei de distribuir o conteúdo do site em redes sociais e aplicativos de mensagens.

O resultado foi que… pouca coisa mudou.

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Deckset permite criar apresentações de slides escrevendo Markdown

Minha palestra ideal não tem slides. Quando isso não é uma opção ou desejável, tento ser o mais simples possível no desenho da apresentação. O aplicativo Deckset me permitiu ser simples sem ser simplório.

Ele vem com alguns modelos prontos e, o mais legal, trabalha com uma interface baseada em Markdown. Em outras palavras, dá para “montar” a apresentação no Bloco de Notas — digo, no Editor de Textos; é um app só para macOS e iOS.

Nunca fazer uma apresentação elegante foi tão fácil e agradável.

O app é pago, mas oferece um teste sem restrições de 14 dias.

Deckset / macOS, iOS e iPadOS / US$ 35 (macOS) ou R$ 14,90/mês (iOS/iPadOS)