Nos seis anos da App Store, o desafio da Apple é tirá-la de 2008

Hoje a App Store, loja de apps e jogos do iOS, completa seis anos. Parabéns! Para celebrar, tem vários jogos e apps em promoção — as listas do TUAW e Gizmodo são complementares.

É quase dispensável falar da importância que a App Store teve não só para o iPhone, mas para toda a indústria. Ela simplificou a distribuição e instalação de aplicativos em smartphones, coisa que até existia antes no Windows Mobile, Palm e Symbian, mas de forma totalmente desorganizada. Criou novos filões para desenvolvedores, mudou a expectativa que os usuários tinham de apps (massificou o termo app!), mexeu profundamente na precificação do software. Para o bem ou para o mal, a App Store deu início a uma nova fase para o software que usamos no dia a dia.

Apesar disso, ainda existe espaço para melhorar. Ao longo desses seis anos o funcionamento da App Store pouco mudou. Tivemos, sim, algumas novidades como as compras in-app, mas o modo de usar, a “descobertabilidade” dos apps permanece estagnada, como era em 2008. Para ter seu app reconhecido e fugir da assustadora estatística recentemente divulgada de que 80% dos títulos presentes lá são zumbis (PDF), ou seja, solenemente ignorados por público e crítica, a única saída é ser descoberto por alguém — um editor de site, alguém influente ou os curadores profissionais da Apple.

https://twitter.com/Vectorpark/statuses/479684862526251008

Não faz muito tempo o desenvolvedor Andy Baio foi ao Medium para lançar ideias sobre como a App Store poderia mudar esse cenário. (Por extensão, elas valem também para todas as outras lojas de apps.) A chave para abrir essa porta, segundo ele, é recorrer às redes sociais.

Com a criação de um equivalente ao Grafo Social do Facebook, só que para apps, a Apple conseguiria direcionar pequenas pérolas a quem interessa. Em vez da hierarquia corrente ser de cima para baixo, ou seja, uns poucos apps destacados sendo usados pela maior parte da base, com critérios sociais e recomendações personalizadas haveria uma diluição maior e desenvolvedores e apps novatos teriam chance de emplacar sem depender de QI, o famoso “quem indica”.

O texto dele é uma descrição detalhada de como esse sistema funcionaria. A Apple não tem um histórico decente com redes sociais (lembra do Ping?), mas é algo que vale a pena tentar. Se desse certo, beneficiaria a todos — desenvolvedores, usuários e a ela própria.

Digg Deeper 

A volta do Digg é uma das coisas mais legais da web nos últimos anos. A Betaworks, atual dona e responsável por ressuscitar o sistema, continua adicionando recursos legais à plataforma. Primeiro, um agregador de feeds; hoje, o Digg Deeper.

O Digg Deeper é baseado na tecnologia do News.me, outro produto da Betaworks que foi descontinuado com a compra do Digg. Nesse retorno, ele analisa os links compartilhados por seus contatos no Twitter e faz uma curadoria automatizada dos mais relevantes, exibindo alertas na página inicial do Digg, por e-mail ou pelo app para iOS.

Essa curadoria é o grande barato da coisa, e o que o distancia de outras soluções, como a integração com Twitter do Safari, navegador da Apple. Do anúncio:

O ingrediente mágico é a forma como analisamos seu feed do Twitter para determinar o volume certo de alertas. Por exemplo, um componente do algoritmo mensura a atividade acerca de cada link no seu feed. Se você segue zilhões de contas que estão linkando para centenas de posts por dia, você pode receber um alerta se cinco amigos compartilharem o mesmo link. Mas se você segue apenas algumas contas, poderá receber um alerta quando apenas dois amigos compartilharem aquele link.

Nesse sentido ele se parece muito com o Fever, um agregador de feeds — a explicação do Paulo, que usa o Fever, é bem boa.

Samsung desenvolve SoC Exynos com antena LTE 

Kif Leswing, no GigaOM:

Se você pegar um smartphone topo de linha da Samsung, como o Galaxy S5, ele terá um processador Qualcomm, mesmo a Samsung sendo uma das maiores e mais sofisticadas fabricantes de chips. Isso ocorre porque a Qualcomm é basicamente a única fabricante capaz de incluir uma antena LTE em seus SoCs. Mas isso muda agora, com o anúncio da Samsung de que seu novo chip Exynos ModAP vem com uma antena LTE embutida.

Esse Exynos ainda não tem o mesmo poder dos modelos tradicionais com apenas 3G. É um SoC com processador quad-core, capaz de suportar câmeras de até 8 mega pixels com gravação de vídeo em 1080p a 30 quadros por segundo. Mas é um passo, e um importante, para a Samsung não precisar mais recorrer à rival Qualcomm na fabricação dos seus melhores smartphones.

Satya Nadella redefine a Microsoft: menos burocracia, foco em produtividade e usuários

Satya Nadella, CEO da Microsoft.
Foto: Microsoft.

No recém-iniciado ano fiscal de 2015, o CEO da Microsoft Satya Nadella enviou um e-mail para todos os seus funcionários (também disponível na web, para qualquer um ler) no qual, em meio a muitos “nós vamos fazer isso e aquilo”, tenta especificar quais rumos a empresa tomará. É tempo de repensar o papel da Microsoft — mais uma vez.

Não faz muito tempo que o agora ex-CEO Steve Ballmer lançou o mantra “dispositivos e serviços” e tratou de simplificar o alto escalão dos seus comandados com a iniciativa Uma Microsoft. Nadella, CEO faz pouco tempo, resolveu mexer em tudo isso. Em termos bem resumidos, ele quer acelerar processos, diminuir a burocracia interna e focar em produtividade. (mais…)

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (junho/2014)

Nexus 4 com a gaveta de apps aberta.

Atrasou um pouco, mas os melhores apps de junho chegaram! Neste mês tivemos um punhado de grandes apps chegando ao Windows Phone, nem todos exatamente bons, infelizmente. Na lista abaixo, tudo o que de melhor que pintou nas três principais plataformas móveis — a já citada da Microsoft, mais Android e iOS.

Os apps estão em ordem alfabética e misturados, sem divisão por sistema. Quando multiplataforma, trazem todos os respectivos links. Pronto? Então vamos lá. (mais…)

Agora o Google Maps informa distâncias independente de rotas

Medir distância no Google Maps agora é super simples.
Imagem: Google.

Daqueles recursos que você podia jurar que existiam, mas não, um desses para mim era a medição da distância entre dois pontos na versão web do Google Maps. Parece que isso existia como um recurso do Lab na versão antiga, mas na nova, sumiu. Tanto que não faz muito tempo fui tirar uma dúvida e… nada. No máximo, dava para fazer uma rota entre os pontos “A” e “B”, o que não é nada prático.

Desde ontem, porém, o recurso passou a existir. Basta clicar com o botão direito e, em seguida, Medir distância. Dá para colocar vários pontos no traçado, e esse não se limita a ruas — pode passar no meio das quadras, invadir rios e oceanos e tomar qualquer forma.

Via The Verge.

LG apresenta o KizON, um gadget vestível para monitorar crianças 

Kaylene Hong, no The Next Web:

O KizON é projetado principalmente para pais monitorarem a localização de seus filhos em idade pré-escolar e no Ensino Fundamental. Usando GPS e Wi-Fi, a pulseira consegue fornecer informações de localização em tempo real a um smartphone, de modo que os pais saibam onde seus filhos estão.

O KizON também tem um botão “Discagem Em Um Passo”, que permite aos pais entrarem em contato com seus filhos facilmente. Se a criança não atender a ligação de quaisquer números pré-definidos em 10 segundos, o KizON completa automaticamente a chamada para que o pai consiga ouvir o que se passa através do microfone embutido. As crianças também podem discar para um número pré-configurado caso precisem falar com um adulto.

É uma variante interessante dentro da tendência de gadgets vestíveis e, junto a eventuais dispositivos que miram o público idoso, tem hoje mais aplicação prática do que as soluções generalistas, como as que usam Android Wear.

Não sou pai e talvez isso limite o meu julgamento a ponto de suscitar tal debate, mas me chama a atenção esse monitoramento precoce, especialmente o microfone que entra em ação mesmo contra a vontade da criança. Para as novinhas, nada muito grave, mas crianças no Ensino Fundamental me parecem já ter alguma vida própria e a percepção de, com esse trambolho no pulso, estarem sendo monitoradas.

Andar com o KizON não poderia, de alguma forma, naturalizar ou relativizar a ideia de vigilância constante  nessas crianças e, por consequência, diminuir a importância que a privacidade teria quando chegarem na fase adulta?

As pesquisas em redes sociais financiadas pela Darpa 

Ben Quinn e James Ball, no Guardian:

Pouco antes da controvérsia do Facebook emergir, a Darpa publicou uma longa lista de projetos financiados sob o programa SMISC (Comunicação Estratégica em Mídia Social), incluindo links para os resumos e papers completos.

A lista de projetos inclui um estudo sobre como os ativistas do movimento Occupy usaram o Twitter, bem como um apanhado de pesquisas de monitoramento de memes na Internet e algumas sobre a compreensão de como o comportamento de influência (curtir, seguir, retuitar) acontece em um grupo de plataformas de mídias sociais como Pinterest, Twitter, Kickstarter, Digg e Reddit.

A reportagem faz uma boa recapitulação de projetos fascinantes (e meio assustadores) da Darpa e especifica alguns dos divulgados nessa lista. Desses, destaque para dois: um, com a participação do Facebook, que analisou como as pessoas assimilavam e consumiam informações no Twitter. Outro, sobre o espalhamento de informações no Twitter, por incitar comportamentos através da interação direta em vez de apenas observar os pesquisados.

Pesquisas do gênero não são novidade, nem nada do outro mundo. No Brasil, nomes como Alex Primo e Gabriela Zago há anos analisam comportamentos em redes sociais, especialmente no Twitter, e escrevem artigos a respeito. Só que no caso das pesquisas financiadas pela Darpa, há um ingrediente extra que pode azedar a mistura: a finalidade.

Pode parecer roteiro de filme B dos anos 1980, mas suspeitas reforçadas pelos vazamentos de Edward Snowden, ano passado, apontam que as agências de inteligência podem estar usando os resultados dessas pesquisas para propaganda governamental, propagação da desinformação e outras práticas questionáveis.

O Grupia quer ocupar o espaço que será deixado pelas comunidades do Orkut

Grupia, o substituto das comunidades do Orkut.

O Orkut foi um fenômeno no Brasil por muito tempo. Há quase três anos, porém, o Facebook o superou por aqui. De lá para cá a rede social do Google caiu no underground da Internet e resistiu como piada ou reduto daqueles mais apegados às comunidades, o trunfo ainda inigualado por outras redes sociais. Para ocupar essa lacuna, surge o Grupia.

A ideia de criar uma versão modernizada das comunidades do Orkut precede o anúncio do fim da rede, feito pelo Google no final do mês passado. Conversei com Felipe Felisberto, um dos quatro fundadores do Grupia, que revelou essa e outras curiosidades sobre o projeto: (mais…)

Acompanhe ao vivo a gravação do podcast do Manual do Usuário

Duas boas notícias, pessoal. A primeira é que após um breve hiato o nosso podcast voltará! A outra, é que agora será possível acompanhar a gravação ao vivo, mandar perguntas, interagir durante o papo.

A gravação do primeiro podcast do nosso retorno será hoje (10/7), às 21h40. Para acompanhá-la, é preciso ser assinante o Manual do Usuário — e esse é apenas um dos benefícios, além de viabilizar o funcionamento disso tudo aqui.

Nos vemos lá!

Xperia Z1 Compact começa a ser vendido nos EUA. E no Brasil?

É uma prática recorrente entre as fabricantes Android lançar versões “mini” dos seus topos de linha, mas o Xperia Z1 Compact, da Sony, tem uma característica que o diferencia dos demais: os mesmos componentes internos da versão maior. Enquanto LG e Samsung recorrem a processadores mais fracos, menos memória e câmeras pioradas, a Sony manteve os mesmos componentes do Xperia Z1 na versão Compact, com tela de 4,3 polegadas.

Só agora, seis meses depois de anunciá-lo, a Sony lançou o Xperia Z1 Compact nos EUA. Isso reacendeu a esperança de ver o modelo no Brasil porque… ora, por que não?

Então perguntei à assessoria da Sony se ele seria lançado por aqui e a resposta foi… “não”. Valeu a tentativa.

PCs e tablets invertem posições nos últimos relatórios de vendas 

Don Clark, no Wall Street Journal:

A Gartner Inc. disse que as unidades de PCs entregues subiram 0,1% no período — basicamente empatadas com o mesmo período um ano atrás — pelo aumento das vendas em economias maduras, enquanto em outros lugares elas permaneceram estagnadas.

A [consultoria] rival IDC disse que as entregas de unidades globais diminuíram 1,7%, o que é bem melhor que as previsões preliminares da empresa de que haveria uma queda de 7,1% nas vendas nesse trimestre.

As três maiores fabricantes de PCs (Lenovo, HP e Dell) demonstraram aumentos consideráveis nas entregas em relação ao ano passado, disseram as duas consultorias.

Enquanto isso, nos tablets…  Adrian Kingsley-Hughes, na ZDnet:

Embora as entregas de notebooks PC no primeiro trimestre de 2014 tenham sido melhor que o esperado graças ao ciclo de atualização de PCs comerciais e à migração do Windows XP, as de tablets, com 56 milhões de unidades, representaram pela primeira vez uma queda anual, de acordo com a NPD.

A redução no interesse dos consumidores em tablets reflete o aumento em popularidade dos smartphones grandes, com telas de 5,5 polegadas. Até então, eram os tablets pequenos, com telas entre 7 e 8 polegadas, que impulsionavam as vendas do setor. Agora, as fabricantes esperam que os tablets maiores ganhem força.

Em relação aos notebooks, o Windows XP tem um papel bem importante nesses resultados, mas especialistas apontam, também, a contribuição dos Chromebooks, equipamentos baratos que rodam apenas o Chrome, nesse número inesperado. Desde o segundo trimestre de 2012 o segmento acumulava resultados negativos.

Os números não previram o resultado de Brasil vs. Alemanha 

Nate Silver:

O preditor de partidas Soccer Power Index (ISP), que usa uma distribuição de Poisson para estimar a variedade de placares possíveis, deu à Alemanha apenas 0,022% de probabilidade (cerca de uma chance em 4500) de marcar sete ou mais gols. Da mesma forma, o SPI deu à Alemanha 0,025% de probabilidade (uma chance em 4000) de derrotar o Brasil por seis ou mais gols.

Nate ficou famoso por cravar previsões com base em números. A previsão do FiveThirtyEight para a semi-final era de 65% de chances do Brasil ganhar.

Mais uma vez o fator humano subverteu a lógica e a frieza dos números.

Na conclusão ele diz que o mercado de apostas ofereceu previsões mais certeiras, nesse caso, que os índices costumeiramente usados (ISO e ELO), além de alguns números que, como a ele, também me surpreenderam. Ou vai dizer que você sabia que o Brasil deu mais chutes a gol e teve mais posse de bola?

Brasil e Alemanha, em números.
Imagem: FIFA.

Estas impressoras da Epson custam o que valem — inclusive a tinta 

Mário Nagano, falando das novas impressoras da Epson, L1300 e L1800:

Como já comentamos no review da Epson L200 — nosso palpite é que com a introdução da série L a Epson abandonou o modelo do Freebie Marketing, ou o mito do barbeador e das lâminas de barbear cujo modelo de negócios é baseado na ideia de vender um item por um preço muito baixo (ou mesmo distribuído de graça) com o objetivo de criar uma ampla base de consumo para um produto/serviço complementar. No caso das jato de tinta, vendendo cartuchos.

Assim, com a L1300/L1800 a Epson talvez não vai lucrar tanto com suprimentos (ou até vai já que pode compensar na quantidade), mas em contrapartida ela vai cobrar aquilo que ela acha que sua impressora realmente vale — e como a empresa não é nenhuma instituição filantrópica, não há muito o que se queixar nesse caso né?