Revisitando a primeira rede social que desafiou a hegemonia do Facebook

Ouvimos o feedback. É preciso uma maneira mais simples de controlar suas informações. Nas próximas semanas, lançaremos controles de privacidade muito mais fáceis de usar. Também lhe daremos uma maneira simples de desativar todos os serviços de terceiros. Estamos trabalhando duro para disponibilizar essas mudanças o quanto antes. Esperamos que você goste do resultado do nosso trabalho e, como sempre, estamos ávidos para saber o que você achou.

Você acertou se atribuiu o trecho acima a Mark Zuckerberg. Errou, porém, se acha que ele foi feito nesta semana, talvez durante as sabatinas a que o CEO do Facebook se submeteu no Congresso dos Estados Unidos a fim de se retratar pelo escândalo da Cambridge Analytica. (mais…)

O que tem na sua mochila, Luiza Terpins?

Foto da Luiza Terpins.Luiza Terpins é jornalista e trabalha na revista de bordo da GOL, feita pela Editora Trip. Viaja bastante para escrever matérias de turismo, comportamento e negócios. Também faz parte do time de organização do Startup Weekend São Paulo e da ZeroOnze, comunidade de startups da capital paulista. De uns tempos para cá, começou a se aventurar no Medium, onde escreve principalmente sobre empreendedorismo, um de seus assuntos favoritos.

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O fim do feed de notícias

por Benedict Evans

Quando me casei, minha futura esposa e eu tínhamos certeza de que faríamos uma cerimônia pequena e tranquila — nada dessas festas gigantescas e extravagantes com centenas de pessoas! Convidaríamos apenas familiares e amigos próximos. Então, fizemos uma lista de “familiares e amigos próximos” e… constatamos por que as pessoas convidam 100 ou 200 pessoas para seus casamentos. Você conhece muito mais pessoas do que imagina. (mais…)

Post livre #121

Às sextas, o Manual do Usuário publica o post livre: um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários para conversarmos sobre quaisquer assuntos. Vamos lá?

Ficou mais fácil remover apps vinculados à sua conta no Facebook

O escândalo da Cambridge Analytica foi possível porque o Facebook permite que apps de terceiros se conectem aos perfis dos usuários. É um aspecto importante da chamada Plataforma Facebook. Graças a isso, é possível fazer login em apps e serviços de terceiros com apenas um clique, vinculando sua conta do Facebook (e fornecendo dados dela) a apps que conversam com a rede social. (mais…)

CloudFlare lança serviço de DNS gratuito, rápido e com foco em privacidade

A CloudFlare lançou, neste domingo (1), um serviço gratuito de DNS em parceria com a APNIC. É o primeiro produto para consumidores da empresa e a estreia não poderia ter sido melhor: o 1.1.1.1, nome do DNS da CloudFlare, é o mais rápido do mundo e foca em garantir a privacidade do usuário. (mais…)

Post livre #120

Com o feriadão na sexta, antecipamos o post livre desta semana. Você já sabe, mas não custa lembrar: é um post semanal, sem conteúdo, aberto apenas para que possamos interagir nos comentários. Vale qualquer assunto. O espaço é fechado no domingo à noite.

Os 5 GB do plano gratuito do iCloud são insuficientes, mas está tudo bem

Nessa semana, a Apple anunciou um novo iPad básico de olho no público estudantil. Além de descontos na compra do tablet, a empresa subiu o espaço gratuito de armazenamento no iCloud para 200 GB para quem estuda em escolas conveniadas. Foi o suficiente para uma choradeira, como esta do The Verge, sobre o limitado espaço gratuito para os demais, de apenas 5 GB. (mais…)

Veja (e apague) tudo que o Google sabe de você

O Facebook está sob fogo cerrado devido à confusão envolvendo o escândalo da Cambridge Analytica e seus desdobramentos. Justo. Não é, porém, a única empresa que coleta, armazena e processa dados para viabilizar propaganda segmentada a você. O Google também faz isso — e provavelmente sabe tanto da sua vida quanto o Facebook. (mais…)

Coleta de dados de ligações e mensagens SMS pelo Facebook não é novidade

No Android, o Messenger e o Messenger Lite, aplicativos de chat do Facebook, têm coletado dados de ligações e mensagens SMS dos usuários. É uma praxe antiga, mas que chamou a atenção no fim de semana após um neozelandês baixar seus dados do Facebook e manifestar surpresa, no Twitter, ao se deparar com essas informações. (mais…)

Post livre #119

O post livre é a prova de que é possível ter discussões legais fora do Facebook, longe das redes sociais. Da manhã de sexta até a noite de domingo, o espaço de comentários está liberado para falarmos sobre quaisquer assuntos.

Redes neurais sonham com ovelhas elétricas?

por Janelle Shane

Se você usou a internet hoje, provavelmente interagiu com uma rede neural. Elas são um tipo de algoritmo de aprendizagem de máquina que é usado para tudo, de traduções a modelos financeiros. Uma de suas especialidades é o reconhecimento de imagens. Muitas companhias — como Google, Microsoft, IBM e Facebook — possuem seus próprios algoritmos rotular fotos. Mas esses algoritmos de reconhecimento podem cometer erros bizarros. (mais…)

Revise agora os apps que têm permissão de se conectar ao seu perfil no Facebook

O escândalo mais recente do Facebook envolveu um aplicativo que usa a rede social como autenticação. Desenvolvedores de aplicativos podem coletar dados do perfil de alguém com uma autorização do usuário. Facilita a vida, mas o usuário entrega de bandeja informações que nem sempre ele sabe ou, se soubesse, gostaria de compartilhar. (mais…)

#DeleteFacebook? Excluir sua conta no Facebook não é tão fácil quanto parece

Na internet, vez ou outra topamos com o relato de alguém que largou o Facebook. Mesmo assim, com mais de dois bilhões de usuários, encontrar essas pessoas não chega a ser algo corriqueiro. O total de usuários dilui o poder de presença dos excluídos. Por essas e outras, o barulho que esses relatos de desertores causam é compreensível: eles repercutem pois raros e são raros porque não é fácil virar as costas a uma rede tão pervasiva como é o caso do Facebook.

Você acha que é fácil sair do Facebook? Você está enganado. (mais…)

Na noite desta sexta-feira (16), o Facebook anunciou o banimento de sua plataforma da Strategic Communication Laboratories, empresa-mãe da Cambridge Analytica (CA). A CA ganhou notoriedade por ter sido contratada para trabalhar na campanha à presidência de Donald Trump, em junho de 2016, e é acusada de ter manipulado parte do eleitorado norte-americano com anúncios direcionados a partir de análises de perfis. Aqui um bom material a esse respeito.

O horário escolhido para dar essa notícia é típico de empresas que querem diminuir o impacto de notícias que pegam mal. E, de fato, pegou mal — a decisão veio tarde e já tem gente falando se tratar de um vazamento.

Por outro lado, chama a atenção o conceito de “proteção de dados” que o anúncio do Facebook apresenta. Ele pode ser interpretado como um festival de contradições chocantes. Logo no início, por exemplo, Paul Grewal, vice-presidente do Facebook escreve:

Proteger as informações das pessoas está no centro de tudo o que fazemos e exigimos o mesmo das pessoas que operam apps no Facebook.

No parágrafo seguinte, o texto explica qual foi o que ocorreu:

Como todos os desenvolvedores de apps, [o professor de psicologia vinculado à Cambridge Analytica, Dr. Aleksandr] Kogan requisitou e ganhou acesso às informações de pessoas após elas escolherem baixar seu app. Seu app, “thisisyourdigitallige”, oferecia uma predição de personalidade e se vendia no Facebook como “um app de pesquisa usado por psicólogos”. Cerca de 270 mil pessoas baixaram o app. Ao fazerem isso, eles consentiram que Kogan acessasse informações como a cidade onde configuraram seus perfis ou o conteúdo que elas curtiram, bem como a mais informações limitadas sobre seus amigos que tinham configurações de privacidade que permitiam isso.

O problema foi o uso feito dos dados dessas 270 mil pessoas (a cessão/venda a um terceiro), não a obtenção deles. O Facebook diz expressamente que “Kogan teve acesso a essas informações de maneira legítima e através dos canais adequados que governavam todos os desenvolvedores na época”. O problema foi ter repassado esses dados a terceiros.

E nem entramos na questão dos anúncios direcionados e no retargeting a partir da plataforma de de publicidade do Facebook. À luz desse ocorrido, fica a impressão de que ela detém ou quer deter uma espécie de monopólio da exploração e da comercialização dos dados pessoais de seus usuários. O que, convenhamos, está longe do ideal e abre margem para todo tipo de manipulação (in)imaginável, de testes de personalidade/”como você seria se fosse de outro sexo” a campanhas com dark posts e outras coisas menos explícitas, mas bastante destrutivas.