Os robôs da Boston Dynamics se reuniram para “celebrar o início do que, esperamos, será um ano mais feliz” dançando Do you love me, do The Countors, melhor que muito ser humano. Que medo.
Jack Ma, fundador do Alibaba (dona do AliExpress) e pessoa mais rica da China, entrou na mira das autoridades regulatórias do seu país. Os meios provavelmente divergem (críticas ferrenhas a Pequim pesam no caso de Ma), mas vemos aqui um raro cenário em que norte-americanos e chineses, ou “capitalistas e comunistas”, concordam: o de que empresas monopolistas são ruins e fomentam a desigualdade social. Via Estadão (com paywall).
O Ministério da Justiça vai editar em janeiro uma portaria para regulamentar a publicidade infantil em plataformas como YouTube e Facebook. Neste mês, um grupo com especialistas, associações do setor e o Conar, conselho de autorregulamentação publicitária, lançou um guia com regras para influenciadores digitais. O documento foi considerado um ponto de partida, mas técnicos do governo já ensaiam aumentar a responsabilização de gigantes da internet em 2021. Via Folha (com paywall).
A resolução 163/2014 do Conanda, que proibiu comerciais direcionados às crianças e, na prática, os varreu da TV aberta, já abrange outros meios como a internet, mas é solenemente ignorada no YouTube e em outras plataformas online.
A versão paga do Nova Launcher, um dos melhores launchers para Android, está em promoção, de R$ 15 por R$ 0,99 (o menor valor que o Google permite para um app pago).
O DigiLabour (de cara nova e agora certificado pelo CNPq), laboratório de pesquisa da Unisinos coordenado pelo Rafael Grohmann, publicou uma lista de 20 livros sobre trabalho e tecnologia publicados em 2020.
A Xiaomi anunciou oficialmente o Mi 11, primeiro celular do mundo com o novo chip Snapdragon 888, e detalhou a remoção do carregador de parede da caixa do aparelho. Segundo um porta-voz da empresa, a remoção só vale para a China. Lá, o Mi 11 será vendido em duas versões, uma sem o carregador, e outra em um pacote com o de de 55 W, ambas pelo mesmo preço de cerca de US$ 650. Via Android Authority (em inglês).
Lei Jun, CEO da Xiaomi, confirmou em uma rede social chinesa que o Mi 11, que será apresentado oficialmente nesta segunda (28), virá sem o carregador de parede na caixa, seguindo o exemplo da Apple. A alegação é a mesma: pelo meio ambiente.
Em outubro, no perfil oficial da Xiaomi: “Não se preocupe, não deixamos nada de fora da caixa do Mi 10T Pro”, com um vídeo da caixa do celular que, ao ser aberta, revelava um carregador de parede.
Sobre o assunto, do arquivo do Manual: Celulares sem carregador na caixa: bom para as fabricantes, bom para nós? (2/7/2020); Pelo meio ambiente (15/10/2020).
Apenas três aplicativos estão na tela inicial de +30% dos celulares brasileiros — os três do Facebook. Este dado vem da edição 2020 da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, realizada com 2.003 participantes no final de novembro. Os resultados refletem 2020: Uber caiu bastante (5 pontos percentuais), TikTok foi o que mais cresceu, Telegram também ganhou posições e Among Us apareceu no radar de popularidade (entre 2 e 4% dos celulares).
Chama a atenção a presença do Snaptube, primeiro app não distribuído pela Play Store que entra no radar da pesquisa. Não à toa: ao longo do ano, a Shenzhen DYWX Tech Co., empresa dona do aplicativo, despejou dinheiro em posts patrocinados de sites de tecnologia. O Snaptube baixa vídeos do YouTube. Via Mobile Time.
O Telegram lançou um recurso interessante para grupos chamado “chats de voz”. É um meio termo entre ligações de áudio e as tradicionais mensagens de áudio, como as do WhatsApp. No grupo que tem o chat de voz ativado, uma sala à parte é criada para as pessoas ouvirem e falarem, uma de cada vez, de modo contínuo. As animações do post-anúncio passam uma ideia melhor do funcionamento.
Regra geral, é difícil tomar partido em briga de gigantes, mas em batalhas como a que ocorre entre Facebook e Apple, nem tanto. O iOS 14 trouxe um recurso de privacidade chamado App Tracking Transparency (ATT), que faz com que apps só possam rastrear a atividade do usuário em outros apps e sites com a anuência expressa dele. Por ora, é opcional (só vi um app se antecipar), mas em 2021 o ATT será obrigatório.
Isso afeta diretamente os negócios do Facebook, calcados na devassa da privacidade. (Outra novidade da Apple, as “tabelas nutricionais” de apps do iOS 14.3, revela o tanto de dados que os do Facebook coletam dos usuários.) Diz muito o fato de que transparência seja uma ameaça existencial ao negócio do Facebook. Oficialmente, o argumento é de que o ATT prejudica as pequenas empresas que usam sua plataforma para anunciar e fazerem negócios.
A Electronic Frontier Foundation publicou um ótimo artigo explicando as falhas do ataque do Facebook à Apple, que incluiu até anúncios de página inteira em jornais de papel.
Pequenos negócios são, se muito, reféns do Facebook, que mantém um oligopólio da publicidade digital com o Google, dita regras e valores, e viabiliza a existência de incontáveis intermediários estranhos que abocanham parte do dinheiro investido pelos pequenos e coleta mais dados dos usuários sem devolver qualquer vantagem aparente. Sem surpresa, o único prejudicado pelo ATT é, na real, o Facebook.

Notificações são ótimas quando bem usadas. Com elas, podemos monitorar muitos lugares ao mesmo tempo, agindo sob demanda. Pena que o “bem usadas” seja raro e, na ânsia de gerar engajamento, a maioria dos aplicativos abuse do recurso, deteriorando a sua utilidade.
Senti isso quando baixei o aplicativo do Zoom (o comparador de preços, não o de videochamadas) para ser avisado, por notificações, dos alertas de preços que havia configurado. Recebia mais notificações de conteúdo produzido pelo Zoom do que de alertas de preços. Nada contra o conteúdo do Zoom, mas não foi para isso que baixei o app.
Alguns aplicativos oferecem configurações granulares de notificações. Em vez da opção binária embutida no sistema (mostra notificações ou não), eles permitem selecionar quais tipos de notificações deve enviar ao usuário. Idealmente, aplicativos só mandariam notificações estritamente necessárias, mas num cenário não ideal, a configuração granular, como os exemplos acima mostram, é a melhor saída.
O preço dos produtos Xiaomi no Brasil é alto demais para seu desempenho. Traremos produtos melhores com preços melhores. Nosso objetivo no Brasil é desafiar a Motorola como fizemos em outros mercados. Já ultrapassamos a Motorola e LG em muitos mercados e em outros já ultrapassamos a Samsung.
— Crystal Gong, diretora de marketing da Realme Brasil
A fala acima foi dada a uma matéria que escrevi no LABS News sobre a ascensão das marcas chinesas de celulares na América Latina. Leia-a na íntegra aqui.
A finlandesa polonesa CD Projekt Red levou sete anos para finalizar Cyberpunk 2077, seu ambicioso jogo futurista, e… parece que faltou tempo. Tanta gente reclamou de falhas no jogo que a Microsoft incluiu um alerta em sua loja dizendo que “os usuários podem ter problemas de desempenho quando jogarem este jogo no Xbox One até ele ser atualizado” e a Sony simplesmente o removeu da do PlayStation até uma correção substancial seja lançada. Ambas estão oferecendo reembolsos completos para quem se arrependeu da compra. Via The Verge (2) (em inglês).
No anúncio da retomada da verificação de perfis, o Twitter disse também que pretende identificar robôs, ou bots, perfis que postam automaticamente. Desde o ano passado, também segundo o anúncio, desenvolvedores têm que identificar contas do tipo; em 2021, o Twitter explorará “um novo tipo de conta opcional que tornará mais fácil para os donos desses perfis divulgarem essas informações.” Aparentemente, a identificação não será compulsória, mas dependerá da boa vontade dos criadores dos robôs, o que deve limitar a identificação àqueles criados de boa-fé. O ideal, como sugerido aqui há dois anos, seria uma identificação automática baseada em padrões de uso e postagem. Via Twitter.
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