Banimento em massa de Trump suscita perguntas difíceis
Primeiro foi o Twitter, com um gancho de 12 horas à conta @realDonaldTrump. Nos dias seguintes, mais de uma dezena de plataformas digitais se juntaram ao banimento, temporário ou permanente, do presidente norte-americano Donald Trump. Motivadas por uma tentativa de golpe liderada por ele que culminou em uma invasão ao Capitólio, em Washington, e cinco mortes, as empresas do setor finalmente agiram. Antes tarde que mais tarde, mas como demoraram.
O escritório em casa do tradutor e narrador Leonardo Souza
Durante a pandemia de COVID-19, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Leonardo.
Post livre #252
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.
A CD Projekt e a Warner, responsáveis por Cyberpunk 2077, e a Garena, dona do Free Fire, tiveram uma sacada para o marketing dos jogos: alugar as laterais de prédios em São Paulo e pintar artes relacionadas aos jogos a fim de promovê-los. A prefeitura, porém, entendeu as artes como publicidade (o que parece… coerente) e, com base na Lei Cidade Limpa (14.223/2006), multou as empresas em R$ 410 mil (Cyberpunk 2077) e R$ 595 mil (Free Fire). Além do prejuízo, as duas pinturas já foram apagadas. Veja o antes e depois na reportagem do Uol Start.
A enxurrada de novas TVs na CES que usam a tecnologia Mini LED, com algumas microLED, tem causado confusão até em sites especializados. A Cnet trocou a tecnologia ao falar da TV microLED de 110″ da Samsung neste resumão e replicado na newsletter Meio, por exemplo. Apesar dos nomes parecidos, são tecnologias diferentes.
Mini LED é uma evolução das telas LCD, também chamadas comercialmente de telas LED e variações, como QLED (Samsung). As telas Mini LED mantêm uma iluminação de fundo, só que aumentam consideravelmente, na casa dos milhares, a quantidade de mini-lâmpadas LED presentes, todas controladas individualmente, o que ajuda a aumentar o contraste, a diminuir os “vazamentos” de luz, comuns em telas LCD mais antigas, e a reduzir a espessura das TVs. As fabricantes na CES apresentaram vários modelos Mini LED, cada uma com um nome comercial próprio: Neo QLED (Samsung), QNED (LG, única que divulga o número de LEDs das suas Mini LED: 30 mil) e OD Zero (TCL).
Já a tecnologia microLED é mais parecida com a OLED: cada pixel é uma fonte microscópica de luz própria, com a diferença de não utilizar materiais orgânicos (o “O” de OLED significa “organic”) e, por isso, estar menos suscetível à degradação natural com o passar do tempo. Como cada pixel pode ser desligado individualmente para mostrar o preto, o contraste é altíssimo. A tecnologia microLED ainda é cara e só está disponível em painéis enormes e TVs gigantescas, todos caríssimos, como a referida de 110″ que a Samsung mostrou na CES. Preço dela? US$ 150 mil (cerca de ~R$ 760 mil). Via Display Ninja (em inglês).
O que muda na nova política de privacidade do WhatsApp
No dia 8 de fevereiro 15 de maio, começa a valer a nova política de privacidade do WhatsApp. O pedido de aceite, que os usuários já começaram a ver ao abrir o aplicativo (imagem acima), diz que “após essa data, você deverá aceitar as atualizações para continuar usando o WhatsApp.” O ultimato tem causado rebuliço. O que muda, exatamente? Chegou a hora de abandonar o WhatsApp? Tento responder essas e outras perguntas nesta análise1.
Se preferir, veja em vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=VR3asQo4wgE
Saiu o Filmlog 2 (iOS), um aplicativo para registrar filmes vistos e que se quer ver. É um app independente, desenvolvido por uma pessoa só (Simon Braun), cujo apelo está na privacidade e discrição — ao contrário de outros apps do tipo, o Filmlog não é uma rede social; serve apenas para você manter um controle de filmes vistos e a ver. E está traduzido para o português.
A nova versão teve seu visual repaginado e agora é freemium, ou seja, grátis, mas com alguns recursos desbloqueáveis mediante pagamento. Para acessar a versão completa (Plus), basta um pagamento único de R$ 22,90. Via Filmlog.
Gentilmente, Simon disponibilizou cinco códigos promocionais para os leitores do Manual do Usuário (saiba como ativá-los). Leva quem for mais rápido:
- YW3NXHHHF3N3
- 9KYL4XX63R9M
- A773WJLAPYLW
- LAPTHXYREYR9
- 4LP3PYJWYYL4
Amigos, queridos, a partir de hoje eu não usarei mais o WhatsApp. Vocês ainda podem falar comigo por e-mail, SMS ou telefone.
— Gloria Pires
A atriz surpreendeu os fãs e amigos ao anunciar, em um story no Instagram, que excluiu sua conta no WhatsApp. E ainda alertou-os: “Caso vocês sejam contactados por alguém pelo WhatsApp afirmando ser Gloria Pires, saibam que não sou eu.” Ela não disse o que a motivou a tal atitude, mas fica aí o exemplo para nós. Via Notícias da TV.
Já tivemos picos de downloads antes, ao longo da nossa história de sete anos protegendo a privacidade dos nossos usuários. Mas desta vez é diferente.
— Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram.
A crise de privacidade do WhatsApp está beneficiando aplicativos de mensagens rivais. O Telegram havia ultrapassou a marca de 500 milhões de usuários ativos na primeira semana de janeiro; só nas últimas 72 horas, o aplicativo ganhou 25 milhões de novos usuários. Via @durov/Telegram.
Depois do PayPal, agora foi a vez do PagSeguro banir Olavo de Carvalho da sua plataforma de pagamentos. A ação é creditada ao Sleeping Giants, que organizou um abaixo assinado que disparava um e-mail à CPP Investments, acionista do PagSeguro, a cada assinatura feita. Foram mais de meio milhão de assinaturas. Via Época.
Atualização (17h40): A assessoria do PagSeguro entrou em contato para dizer que não baniu Olavo de Carvalho, ou seja, Carvalho deixou de usar o PagSeguro por iniciativa própria. A nota do Guilherme Amado, na Época, também foi atualizada. Abaixo, a íntegra da que o PagSeguro enviou ao Manual do Usuário:
O PagSeguro reitera que é instituição de pagamento sujeita à Lei 12.865 de 2013, garantindo o atendimento não discriminatório aos usuários finais, bem como liberdade de escolha, segurança e proteção a seus interesses econômicos. O PagSeguro não faz juízo com relação às transações realizadas entre os milhões de compradores e vendedores por seu intermédio todos os dias. Conteúdos comunicacionais vendidos / adquiridos utilizando o PagSeguro como meio de pagamento são sujeitos ao Marco Civil da Internet, e somente conteúdos apontados como infringentes mediante o recebimento de ordem judicial específica são tornados indisponíveis. Isso não ocorreu até o momento, e notícias veiculadas sobre o tema são falsas.
Quais dados seus o WhatsApp compartilha com Facebook, Instagram e outros?
Como diria o Tino, o Facebook sentiu. Pelo Twitter, o perfil do WhatsApp publicou um infográfico para explicar quais dados não compartilha com o Facebook. Novamente, o Facebook se apega à criptografia de ponta a ponta como se fosse uma panaceia da privacidade, o que não é verdade. O infográfico só conta metade da história, omitindo os muitos dados que são compartilhados com Facebook, Instagram e outras propriedades do grupo.
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