Facebook/Meta usa pequenas empresas para lavar sua reputação
É difícil emplacar a tese de que uma empresa que faturou quase US$ 118 bilhões e lucrou quase US$ 40 bilhões no último ano fiscal esteja em crise, mas talvez seja o caso do Facebook/Meta.
É difícil emplacar a tese de que uma empresa que faturou quase US$ 118 bilhões e lucrou quase US$ 40 bilhões no último ano fiscal esteja em crise, mas talvez seja o caso do Facebook/Meta.
Já faz uns dois anos que o Steam está chegando no Chrome OS. Precisava estabilizar o Crostini, precisava suporte gráfico melhorado, precisava de um monte de coisas… que foram feitas.
Chegou a hora de — isso mesmo — aparecer código. Mais especificamente, aqui.
// The special borealis variants distinguish internal developer-only boards
// used by the borealis team for testing. They are not publicly available.
constexpr char kOverrideHardwareChecksBoardSuffix[] = "-borealis";
constexpr const char* kAllowedModelNames[] = {
"delbin", "voxel", "volta", "lindar", "elemi", "volet", "drobit"};
constexpr int64_t kGibi = 1024 * 1024 * 1024;
constexpr int64_t kMinimumMemoryBytes = 7 * kGibi;
// Matches i5 and i7 of the 11th generation and up.
constexpr char kMinimumCpuRegex[] = "[1-9][1-9].. Gen.*i[57]-";
Eu sei que C++ é uma linguagem de programação quase alienígena. Por sorte, alguém no 9to5Google, que descobriu o commit, traduziu isso para os meros mortais. O Steam só rodará em dispositivos Chrome OS com Core i5 ou i7 de 11ª geração com pelo menos 8 GB de RAM, e ainda assim a placa-mãe terá que ser liberada pelo Google para rodar o programa.
(Lembrança eterna: todo o desenvolvimento do Chrome OS é orientado a placas-mãe, já que o Google certifica e suporta as placas-mãe que os OEMs podem usar.)
A lista de aparelhos elegíveis neste primeiro momento é bem curta (três Acer, dois Asus, um HP e um futuro Lenovo, todos topo de linha etc.), e que não deve se expandir muito já que a exigência da 11ª geração garante que somente Chromebooks lançados a partir de 2020 têm chance de serem suportados (embora, ao que parece, tem testes internos no Google com Intel Core de 10ª geração e chips AMD).
Agora só falta mesmo o anúncio oficial do lançamento. Talvez com um Chromebook com teclado RGB junto, porque afinal parece existir uma lei obrigando tudo gamer a ter RGB.
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Grandes empresas de mídia norte-americanas planejam desativar as versões AMP de seus sites, a plataforma de sites rápidos imposta pelo Google em 2015. O Washington Post já deu esse passo. Depois que o Google abriu o carrossel de destaques a páginas não-AMP e tornou-se público que a empresa sabotava páginas não-AMP para proteger seu negócio de anúncios, faltam motivos para justificar essa venda de alma ao Google. As empresas consultadas pela reportagem do Wall Street Journal esperam mais controle e melhorar as vendas de anúncios em seus sites. Via Wall Street Journal (em inglês).
Os sites da Americanas ficou quatro dias fora do ar devido a um ataque hacker ocorrido no sábado. Ele voltou a funcionar nesta quarta (23), mas os outros do grupo, não — Sou Barato e Shoptime seguem indisponíveis e o Submarino está voltando “de forma gradual”. A operação das lojas físicas não foi afetada. Via Folha de S.Paulo.
A comunicação da Americanas foi criticada. A empresa soltou três comunicados ao mercado, nos dias 19, 20 e 23 (todos PDF). No primeiro, disse ter suspendido os sites preventivamente sob o “risco de acesso não autorizado”, e que não havia “evidência de comprometimento das bases de dados”.
No comunicado do dia 20, a Americanas disse que voltou a suspender os sites “assim que identificou acesso não autorizado”, sem explicações detalhadas — que acesso é esse? De onde está vindo? Quais os estragos causados?
No último, da quarta, reiterou que os quatro dias até então fora do ar foram motivados por “incidente de segurança do qual foi vítima entre os dias 19 e 20 de fevereiro” e que “não há evidência de comprometimento das bases de dados”.
Raphael Hernandes, da Folha de S.Paulo, ao questionar a comunicação da Americanas durante a crise:
Os sistemas serem desligados para proteger os dados de clientes, conforme apuração da Folha, não significa que não houve algum vazamento. Não se sabe muito, pois, até o momento, a Americanas opta pelo silêncio.
Não é de hoje que o mundo produz comida suficiente para alimentar todos os seres humanos, mas a fome ainda existe em vários países. Paradoxalmente, mesmo nesses o desperdício de comida continua a ser um problema. Existe alguma maneira de fazer com que paremos de jogar comida boa no lixo?
A guerra na Ucrânia está afetando o Telegram. Pavel Durov, co-fundador e CEO, informou em seu canal russo que “o cluster europeu do Telegram está enfrentando uma carga sem precedentes”, o que pode gerar “interrupções intermitentes de curto prazo” para alguns usuários. Via @durov_russia/Telegram (em russo).
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.
O Twitter suspendeu diversos perfis de pesquisadores que compartilham imagens e vídeos das regiões de Donbas e Luhansk, na Ucrânia, ambas centrais na guerra que o presidente russo Vladimir Putin começou nesta quinta (24). Esse tipo de perfil é conhecido como OSINT (de “open source intelligence”) e acaba sendo útil a outros pesquisadores e jornalistas.
Em nota ao site The Verge, o Twitter afirmou que as suspensões decorreram de erro (sem especificar qual) e negou tratar-se de uma campanha coordenada de robôs russos, que teriam denunciado os perfis por violação aos termos de uso da rede disparando respostas automáticas do sistema de moderação. Esta hipótese aventada pelos prejudicados.
Apesar da justificativa oficial, o evento causou estranhamento — por pior que sejam as ferramentas automatizadas do Twitter, falhas do tipo, nessa escala, são incomuns.
No Brasil, o perfil do Sleeping Giants também foi suspenso por uma hora nesta quarta (23.fev), logo após o lançamento da #YouTubeApoiaFakeNews, campanha que bota mais pressão contra a postura permissiva do YouTube com conteúdo que viola seus termos de uso. Via The Verge, @tatikmd/Twitter.
Truth, a rede social de nome sugestivo do ex-presidente norte-americano Donald Trump, foi lançada nesta segunda (21). Por ora, apenas a versão para iOS do aplicativo está disponível, e somente para usuários dos Estados Unidos.
Por lá, relatos apontam que o serviço não aguentou a demanda inicial, ainda que ela não pareça das maiores — a Folha de S.Paulo entrou na lista de espera atrás de ~110 mil pessoas. Para comparação, Trump chegou a ter 88,7 milhões de seguidores apenas no Twitter.
Quem conseguiu entrar se deparou com uma apresentação muito similar ao Twitter, rede social preferida de Trump, de onde foi expulso em janeiro de 2021. Não chega a ser surpresa — a Truth Social é feita com o código do Mastodon, uma espécie de Twitter descentralizado e de código aberto. Via Folha de S.Paulo, The Verge (em inglês).
Depois do desastre de comunicação interna que destruiu 1/3 da força de trabalho do Basecamp ano passado, agora um dos fundadores da empresa se diz convertido à necessidade de criptomoedas devido aos protestos antivacina de caminhoneiros protofascistas no Canadá. Via DHH/Hey World (em inglês).
Olha, a gente usa e eu gosto muito do Basecamp, mas parece que os fundadores estão se esforçando um bocado para viraram os véios da Havan da gringa. Dica do Vinícius Ribeiro no nosso grupo de apoiadores.
Com prêmios chegando a 40 milhões de dólares, pode dizer para os críticos que vale a pena jogar videogame, sim. A indústria de eSports na China é o tema deste artigo do The Wire China, que cobre os estrondosos valores e sucesso de audiência desse setor. O The World of Chinese também abordou o tema e contou da inclusão de eSports nos Asian Games 2022, que vai acontecer em Hangzhou. A China é o maior mercado de eSports do mundo e uma fatia enorme do de videogames, com jogos para celular sendo particularmente lucrativos (consoles foram proibidos no país de 2000 a 2015), com destaque para League of Legends.
A regulação na indústria das plataformas online tem sido uma pauta recorrente e atingiu o setor de videogames, como comentamos em agosto e em outubro do ano passado. Uma medida de grande impacto foi o controle de horas para uso de jogos por menores de idade, mas questões políticas sobre o que é conteúdo aceitável nos jogos também afetaram empresas e usuários. Segundo o relatório de 2021 publicado pela associação do setor, o crescimento foi de menos de 7% (havia sido de 20% no ano anterior). Além disso, o governo tem segurado a liberação para novos jogos, como conta Josh Ye no SCMP. Ainda assim, a produção local de jogos de qualidade (categorizados como AAA) fervilha, como mostra essa interessante matéria no Polygon, que entrevistou criadores e desenvolvedores na China.
A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

A Sony divulgou imagens do PlayStation VR2, capacete de realidade virtual do PlayStation 5. Ele será capaz de exibir gráficos em 4K HDR e tem avanços ergonômicos em relação ao capacete original, do PlayStation 4, como saídas de ar para evitar que as lentes embacem e, apesar do desempenho melhor, um design mais leve. O PlayStation VR2 ainda não tem data de lançamento nem preço definidos. Mais fotos no link ao lado. Via PlayStation Blog.
O governo federal tirou do ar toda a área de microdados do Inep, denuncia o Lagom Data, um estúdio de inteligência de dados. Em nota, o Inep afirmou que a remoção dos dados teria sido necessária para adequar a atuação do órgão à LGPD, a fim de “suprimir a possibilidade de identificação de pessoas” — entendimento equivocado da lei de proteção de dados pessoais, de acordo com especialistas.
A indisponibilidade dos microdados do Inep impede estudos e análises diversas com base no Censo Escolar. “Foi excluído todo o detalhamento que permitia analisar o quanto as disparidades socioeconômicas impactam na educação. Só o mais importante”, exemplificou o Lagom Data. Via @DataLagom/Twitter, Brasil de Fato.
Dos riscos de nuvens comerciais: o Google Drive estava sinalizando alguns arquivos .DS_Store como infração a direitos autorais. Esses arquivos são ocultos e gerados automaticamente pelo macOS para registrar definições do diretório onde estão. Imagine perder o acesso à conta Google por um não-problema como esse?
Ao Bleeping Computer, que reportou o problema, o Google informou que ele afetou um pequeno número de usuários e foi corrigido em janeiro, mas que alguns “casos isolados” ainda persistem e estão sendo atualizados. Via Bleeping Computer (em inglês).
A Samsung mudou a postura do programa de resgate de adaptadores para novos celulares. Agora, o programa tem caráter permanente, e não mais promocional. Isso significa que os compradores dos produtos elegíveis poderão solicitar o acessório mesmo meses ou anos após o lançamento — antes, havia uma janela promocional. O pedido deve ser feito até 30 dias após a emissão da nota fiscal, porém, como especifica o regulamento:
3.1. Período de Aquisição do Produto: de 01 de janeiro de 2022 até vida final do produto.
3.2. Período para Resgate do Produto: em até 30 (trinta) dias a partir da emissão da Nota Fiscal do Produto.
O carregador fornecido é de 25W e os produtos elegíveis são: