Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Co-fundador do Basecamp se diz convertido às criptomoedas por protesto de caminhoneiros canadenses

Depois do desastre de comunicação interna que destruiu 1/3 da força de trabalho do Basecamp ano passado, agora um dos fundadores da empresa se diz convertido à necessidade de criptomoedas devido aos protestos antivacina de caminhoneiros protofascistas no Canadá. Via DHH/Hey World (em inglês).

Olha, a gente usa e eu gosto muito do Basecamp, mas parece que os fundadores estão se esforçando um bocado para viraram os véios da Havan da gringa. Dica do Vinícius Ribeiro no nosso grupo de apoiadores.

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20 comentários

  1. protesto financiado pela alt-right americana e c bandeira nazi, mas é pela ˜liberdade˜ sim, confia…

    1. E o líder é supremacista branco, mas pode confiar nessa platitude aí, vai fundo na liberdade.

    2. Mãe solteira que vive de welfare e doou $50 pra campanha (quando ainda podia usar livremente sua conta bancária): alt-right.

      A bandeira nazi era referência ao que o governo (nazi) está fazendo com eles (show me the papers pls).

      Meu deus vcs da lacração…

      1. e as bandeiras confederadas? e dos Three Percenters? tutti buona gente

        Meu deus vcs da mitagem…

  2. “caminhoneiros protofascistas no Canadá”. Seu viés político também não é dos melhores.

  3. Po, Ghedin, OK vc ser de esquerda e a gente raramente concordar em algo político. Mas dizer que o que está acontecendo no Canadá é um proteste ANTI-VACINA… por favor, né? Não é anti-vacina, cara, é anti passaporte da vacina e pela liberdade de ir e vir. Po, chama FREEDOM CONVOY… Enfim, são coisas bem diferentes, e vc taxar de “protesto anti-vacina” muda totalmente o viés da coisa. Dá uma desanimada isso pq, por mais que a gente não concorde, vc sempre parece estar bem informado. O que não aconteceu aqui.

    1. The so-called “Freedom Convoy” started out as a rally of truckers against a vaccine requirement for cross-border drivers, but turned into a demonstration against government overreach during the pandemic with a strong anti-vaccination streak.

      Fonte: The Guardian

      1. Pelo visto vc é um cara que gosta de ir atrás da informação. Então só pesquisa mais um pouco, e aí tira suas conclusões, se são anti vacina ou anti RESTRIÇÕES DA COVID-19 impostas pelo governo.

        Aliás, só o fato de o governo CONGELAR AS CONTAS BANCÁRIAS de quem só doou pra eles, já deveria ser um sinal de que o governo não tá nem aí pra população, ou pra saúde, ou pra segurança de ninguém, mas sim pelo controle mesmo.

        Imagina se o Bolsonaro dá uma de color e congela as contas bancárias dos brasileiros, o que a esquerda iria dizer né…. ah, mas como é um governo de esquerda que é autoritário, aí pode, aí é fofo, aí tudo bem.

        De um lado eu fico preocupado. De outro, acho bem feito por votar em gente de esquerda.

        1. O salnorabo nem precisa congelar contas pois já ferrou com as finanças de quase toda a população – exceto dos amiguinhos e puxa-sacos…

          E quanto ao congelamento de contas, cabe a mesma regra que ocorrem em qualquer lugar do mundo onde ocorre suspeitas: a conta é bloqueada para entender de onde vem o dinheiro, para onde vai e o porquê. É que nem quando mandaram prender o Zé Trovão aqui por exemplo (e o covarde fugiu junto com outros). Não se financia um protesto anti-vacina a toa.

          A propósito, eis um exemplo de autoritarismo, com as bênçãos do salnorabo.

        2. Dizer que o Trudeau é de esquerda é um pouco demais. Nenhum governo nos EUA ou Canadá é de esquerda, no máximo são sociais-democratas. Inclusive, quando essa discussão acontecia sobre os “hardheaded socialists” do Canadá, a maioria da direita e dos liberais os colocava como “libertários”. Ou é um, ou é outro. Os dois ao mesmo tempo e de acordo com o sabor do vento não dá.

          O “freedom” do comboio não tem nada de “freedom” porque ele busca burlar uma das bases do anarcocapitalismo e do libertarianismo, que é o PNA. Se eles podem ou querem ser livres para poder não se vacinar, o que eu acho justo inclusive, eles são livres para deixar o país onde estão, entrar em uma das muitas zona autonomas desse mundo e viver por lá (esse é o argumento máximo dos liberais conservadoes: se você não está feliz, mude-se; protestar e lutar pelos direitos é coisa da esquerda).

          Lembre-se que eu sou contrário à imposição de qualquer norma do governo, mas, dentro da ideologia do capitalismo liberal e conservador, protestar contra esse tipo de ação é inócuo e a maior arma do cidadão é a uma arma de fato ou o motim/boicote, o que no caso dos caminhoeiros canadenses seria exatamente sair do país.

  4. Ghedin, o caso do Canadá foi de protesto contra o passaporte vacinal, que se mostra impróprio, pois os vacinados ainda transmitem. A restrição de ir e vir não se sustenta categoricamente.

    Penso que no caso em específico, lendo a petição de Trudeau para o regime especial e comparando-o com os requisitos legais, o caráter emergencial será derrubado na Corte Superior do Canadá. Usou um canhão nacional para atingir quatro ou cinco quadras de Ottawa.

    O honk, honk deve ter sido insuportável, mas havia outros mecanismos de ação e combate. Não houve violência como em protestos do BLM ou ainda Antifa. Não me parece que o conceito de terrorismo ficou completo.

    Enxergo que de forma fascista se comporta Trudeau. Ele congelou o dinheiro de pessoas de doaram ao protesto, mesmo valores baixos, e ainda quando o protesto sequer havia sido reputado “ilegal”.
    Restringiu áreas para jornalistas e autorizou fiscalizações aleatórias dos comerciantes. A polícia de Ottawa, empoderada, chegou a dizer – sério, sem brincadeira – que ia recolher as crianças e os animais de estimação dos protestantes.
    Trudeau nem recebeu o representante dos protestantes. Ou seja, sem diálogo.

    É assustador usar-se desse poder, sem o devido processo legal, em razão de protestos ideológicos/sociais. Condena-se o dissenso. E será contra todo mundo não-alinhado. Precedente perigosíssimo para as democracias.

    Sobre o BaseCamp man, não sei muito, mas a conclusão lógica é que ter um reserva em moeda fora do sistema regular pode ser útil.
    Mas, nem isso vai durar. Eu pessoalmente nem adotei porque é evidente que no Brasil regularão quem pode operar e tornarão ilegais wallets não certificadas. E mais, a pretexto de combater crime/corrupção, teremos moedas 100% digitais e em um segundo estágio potencialmente programáveis, como já se ventilou em encontros de Bancos Centrais.

    1. A vacina não previne a transmissão, mas a reduz consideravelmente. No mais, existe o caráter educativo, do exemplo, e (literalmente) não custa nada vacinar-se.

      O cenário que o New York Times reporta é bem diferente do do seu comentário, Ivan. Não bastasse a raiz do protesto já ser questionável, ele parece ter sido cooptado por gente bem esquisita.

      No mais, o argumento do DHH recai em um falso dilema, de que descentralizar dinheiro via criptomoedas fosse o único ou mesmo o melhor caminho para confrontar a opressão estatal. Esse falso dilema é ingênuo ou mal intencionado, e muito me surpreende (ou não, né) alguém como ele cair nessa.

      1. As pessoas são adultas e discipliná-las por coerção não me parece a melhor forma de construir uma sociedade estável e harmônica.

        As fontes são diversas, então me baseei nos documentos que tanto os protestantes quanto ao governo emitiram. Não consegui ler o NYT porque eu respeito o paywall.
        Todavia, dou mais credibilidade ao Greenwald no Substack com suas meta-análises que contemplam os mais variados veículos tradicionais.

        Não vejo falso dilema na argumentação do BaseCamp man. Ele disse que não é o único meio. Ele diz que se enganou e, pelo que entendi, resumidamente, voltou-se para prestigiar a “liberdade de transação” que as criptos oferecem.
        Eu, por exemplo, preferiria usar ouro, artes, vinho, whisky etc. Os últimos se não conseguisse passar para frente, ainda assim estaria alegre.

        Parece-me que o modelo de ameaça que cada um enfrenta faria as criptos se tornarem interessantes. Cada um é livre para se defender. Por exemplo, o véio da Havan certamente deve ter um “troco” no exterior para eventualidades. A tia que doou $40 para o Freedom Convoy certamente não.

        Seu comentário foi omisso neste aspecto, mas ainda insisto: a despeito das intenções dos protestos, a resposta foi exagerada, incompatível e representa um perigoso precedente para as democracias.

        1. Talvez, Ivan. Só que estamos mudando o foco da discussão. A despeito da (i)legalidade das ações do governo canadense ao reagir aos protestos, o salto lógico deles para a conclusão de que, ok, precisamos de criptomoedas, me parece… exagerado, para ficarmos no mesmo termo.

          Enxergar nas criptomoedas o único caminho para resistir a um tipo de opressão estatal soa, repetindo-me, ingênuo ou mal intencionado. Sem falar que, hoje, criptomoedas têm tanta utilidade enquanto moeda de troca quanto um quadro ou um vinho, a menos que sejam convertidas em moedas fiduciárias, o que demanda passarem por exchanges que, boom, se submetem ao aparato estatal para poderem operar.

          De qualquer forma, falo por mim. Fiquei um tanto decepcionado com esse reposicionamento do DHH — que, querendo ou não, respinga no Basecamp.

    2. “… caso do Canadá foi de protesto contra o passaporte vacinal, que se mostra impróprio, pois os vacinados ainda transmitem…” — se existe regras, ñ seria mais prático cumpri-las? Pensar no coletivo, invés de apenas no bem próprio?

      Ñ estou defendendo o governo do Canadá, até porque ñ sou cidadão e nem tenho conhecimento para c suas leis. Agora, se existe regras, independente quais são, deve ser seguida, ponto final.

      “Enxergo que de forma fascista se comporta Trudeau…” explique mais o porque dessa sua interpretação, porque pra mim ñ fez sentindo.

      1. “Agora, se existe regras, independente quais são, deve ser seguida, ponto final.”

        Funcionou legal esse teu pensamento na Alemanha da década de 1940.

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