Embora “qualidade” seja uma métrica bastante subjetiva, algumas alterações anunciadas pelo LinkedIn para combater tal tipo de conteúdo parecem promissoras. Posts do tipo “curta se isso, dê coraçãozinho se aquilo” são chatos mesmo, comentários de contatos em eventos da carreira de não contatos são irrelevantes e a possibilidade de identificar se o desinteresse é em quem postou ou no assunto abordado, uma distinção importante. Via LinkedIn (em inglês).

Nova versão do Tails, distribuição Linux feita para não deixar rastros — você instala o sistema em um pen drive ou coisa parecida e pode usá-lo em qualquer computador sem alterar nada no computador ou no pen drive.

O Tails 5.0 é a primeira versão baseada no Debian 11 “Bullseye”. Traz, como esperado, pacotes atualizados, e incorpora o Kleopatra, uma interface gráfica para o GnuPG. O Tails é gratuito. Via Tails (em inglês).

NFTs chegaram ao Instagram. A rede social da Meta começou a testar o compartilhamento dos famigerados tokens não-fungíveis com alguns criadores norte-americanos.

Em um vídeo, Mosseri explicou que usuários poderão exibir NFTs que criaram ou compraram no Instagram — no feed, nos stories e nas mensagens. Essa é, segundo ele, uma maneira de ajudar uma parte dos “criadores” da plataforma a ganharem a vida fazendo o que amam.

O anúncio do Instagram acontece poucos dias após uma reportagem do Wall Street Journal apontar uma queda expressiva no volume de negócios envolvendo NFTs.

Entre setembro de 2021, quando a febre dos NFTs atingiu seu pico, e a semana que compreendeu o fim de abril e início de maio, o volume de transações despencou 92%, de 225 mil por dia para 19 mil. O número de carteiras com NFTs ativas também caiu drasticamente, 88%, das 119 mil em novembro para 14 mil agora.

Na linha fina, o Wall Street Journal questiona se estamos presenciando o início do fim dos NFTs. Será que o Instagram consegue reverter essa tendência? Via @mosseri/Twitter, Wall Street Journal (ambos em inglês).

Isole sessões na mesma janela do Firefox com esta extensão

O Firefox é um navegador pouco usado (o que é uma pena) e que, ainda assim, tem recursos exclusivos muito legais e algumas extensões melhores que as de outros navegadores.

Um recurso (até onde sei) exclusivo do Firefox é a extensão Multi-Account Containers.

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“Tetris” fisicamente realista e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Em seu blog oficial, o WhatsApp informou que, agora, grupos podem ter até 512 pessoas, o dobro do limite anterior (256).

O recurso vem com um asterisco: a ampliação não será disponibilizada de imediato no Brasil, graças a um compromisso que o WhatsApp firmou com o TSE de não alterar características do produto até o fim das eleições de outubro.

O público brasileiro poderá usufruir das outras duas novidades: as reações e envios de arquivos maiores, de até 2 GB. Antes, o tamanho máximo permitido era 100 MB. Via Blog do WhatsApp.

A cultura pop virou um oligopólio

Sou inerentemente cético em relação a grandes alegações a respeito de mudanças históricas. Publiquei recentemente um artigo mostrando que as pessoas superestimam o quanto a opinião pública mudou nos últimos 50 anos, por isso, naturalmente, estou atento a vieses similares aqui. Mas esta mudança não é ilusória. É grande, está acontecendo há décadas e em todos os lugares que se olha. Portanto, vamos ao fundo da questão.

[…]

O problema não é que a média tenha diminuído. O problema é que a diversidade diminuiu. Filmes, TV, música, livros e video games deveriam expandir a nossa consciência, levar a nossa imaginação a dar saltos e nos introduzir a novos mundos, histórias e sentimentos. Deveriam nos alienar às vezes, ou nos irritar, ou nos fazer pensar. Mas não são capazes de nada disso se apenas nos alimentam de sequências e “spinoffs”. É como comer miojo toda noites, para sempre: pode ser confortável, mas uma hora ou outra você ficará desnutrido(a).

O Google ampliou a política de remoção de informações de identificação pessoal dos resultados do seu buscador.

Agora, além de poder solicitar a remoção de dados bancários e tentativas de doxxing (divulgação de dados pessoais com o objetivo de atingir alguém), o Google permite que as pessoas solicitem a remoção de outros dados pessoais, como CPF, endereços físicos, número de telefone e e-mail, sem que haja risco iminente. Veja a lista completa.

Para fazer a solicitação, é preciso preencher um formulário e aguardar a análise do Google. Via Google (em inglês).

Dark kitchens, delivery e plataformas digitais

por Flávia Schiochet

Matéria produzida em parceria com a fogo baixo, uma newsletter independente sobre alimentação, culinária e gastronomia.

Toda produção em escala requer simplificação — otimizar processos, reduzir custos, diminuir variáveis, testar fluxos e tornar o processo mais ágil. Mas entre os pontos extremos do modo de produção — o artesanal e o industrial —, existem tantas configurações de capacidade produtiva quanto são variados os modelos de celular à venda; parecem a mesma coisa só porque têm o mesmo objetivo. Como em tudo, há ganhos e perdas ao escalonar a produção: ganha-se velocidade, mas perde-se o potencial de personalização.

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Post livre #315

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

Estamos levando o Instagram a um lugar onde o vídeo é uma parte maior da experiência principal, onde o conteúdo é mais imersivo — ele ocupa mais espaço da tela —, onde uma parte maior do feed é de recomendações, coisas que você talvez ame, mas que ainda não conhece, e onde você tem mais controle sobre a experiência.

— Adam Mosseri, head do Instagram.

Mosseri deu a declaração acima ao anunciar um teste para o feed do Instagram que exibe fotos e vídeos que ocupam a tela inteira, bem parecido com o… TikTok.

Esse lugar aonde estão levando o Instagram é estranho e, sei lá, não parece um bom lugar. Via @mosseri/Twitter (em inglês).

Quando El Salvador adotou o bitcoin como moeda oficial, em setembro de 2021, ofereceu aos cidadãos uma carteira digital chamada Chivo para que eles transacionassem usando a criptomoeda.

Um estudo publicado recentemente pelo Birô Nacional de Pesquisa Econômica, grupo de Massachusetts, EUA, descobriu que a Chivo é um fiasco. Nas 1.800 residências consultadas, praticamente metade havia baixado o aplicativo, mas, desses, 61% já o abandonou. Quem manteve o app tem usado ele para transacionar dólares. Segundo o próprio Banco Central salvadorenho, em fevereiro, apenas 1,6% das transações no Chivo envolveram bitcoins. Via Rest of World (em inglês).

A Amazon anunciou o primeiro reajuste no preço do Prime no Brasil. A partir de 20 de maio, a mensalidade passará de R$ 9,90 para R$ 14,90 (+50,5%) e o plano anual, de R$ 89 para 119 (+33,7%). Para quem já é assinante, o reajuste do plano mensal começa a valer em 24 de junho.

O aumento, nota a Folha de S.Paulo, acontece em um momento de fragilidade da companhia, que reportou prejuízo de US$ 3,8 bilhões no último trimestre, o que fez as ações da empresa na Nasdaq caírem +10%. Via Folha de S.Paulo.

A Mozilla lançou, nesta terça (3), o Firefox 100. O número redondo ensejou algumas celebrações, mas o navegador em si traz poucas novidades.

Em computadores, a principal é o suporte a legendas no modo PIP. E em distribuições Linux com interface gráfica Gnome, o Firefox agora usa barras de rolagem no padrão do sistema.

Em celulares (Android; iOS em breve), o Firefox 100 traz novas maneiras de exibir e organizar… coisas. O histórico ganhou uma repaginada visual e um botão de pesquisa, e abas não visitadas há 14 dias ou mais agora ficam numa área à parte. Ah, e tem dois papéis de parede novos. Via Mozilla (em inglês).

Está rolando (até domingo, 8) a Feira do Livro da Unesp. O evento, mais uma vez virtual, reúne ~150 editoras que oferecem livros com no mínimo 50% de desconto. Há, também, uma programação cultural em paralelo. Via Unesp.