Terreninho básico na periferia do metaverso e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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O novo Instagram das antigas

Foi um tanto irônico que o Instagram, rede social da Meta, tenha pisado no freio do processo de “tiktokzação” após um protesto de duas das irmãs Kardashian na própria rede, Kylie Jenner e Kim.

O clamor para que o Instagram volte a ser o que era, uma rede “para ver fotos fofas dos nossos amigos”, contrasta com os impérios que elas construíram no Instagram. Naquele Instagram não haveria espaço para influenciadores com +300 milhões de seguidores.

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Grandes empresas, como Santander, Itaú e Via (das bandeiras Casas Bahia e Ponto), têm pedido a quebra do sigilo de geolocalização de ex-funcionários na Justiça do Trabalho em processos envolvendo horas extras.

Os pedidos são endereçados a empresas de telefonia, como a Telefônica (Vivo), e plataformas digitais, como o Google. (As duas são citadas na reportagem do Jota; a Vivo entregou, o Google entra com liminares para não ter que entregar.)

Embora os tribunais (segunda instância) estejam em sua maioria indeferindo os pedidos das empresas, levantamento do Jota mostra que o tema não está pacificado entre os juízes de primeira instância, com muitos autorizando a quebra do sigilo.

Especialistas contrários à prática ouvidos pela reportagem afirmam que ela é exagerada, que faz com que o funcionário crie provas contra si mesmo e que, no fundo, trata-se de uma violação à Constituição, que garante a privacidade das comunicações telegráficas, de dados e telefônicas, salvo nas hipóteses de investigação criminal ou instrução processual penal — o que não é o caso. Via Jota.

Se o Telegram, um dos dez aplicativos mais populares do mundo, está recebendo este tratamento [da Apple], imagine as dificuldades enfrentadas por desenvolvedores de aplicativos menores.

— Pavel Durov, CEO do Telegram.

O desabafo de Durov diz respeito a uma atualização do Telegram presa há duas semanas no processo de revisão da App Store, da Apple.

Segundo o executivo, é uma atualização que vai “revolucionar a maneira como as pessoas se expressam em aplicativos de mensagens”. É de se duvidar, mas seguimos atentos. Via @durov/Telegram (em inglês).

Post livre #329

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

A Samsung reuniu a imprensa em Nova York para anunciar a nova geração dos seus celulares dobráveis e acessórios.

Alguém que não conheça muito bem as versões antigas terá dificuldade em identificar o que há de novo nos Galaxy Z Flip 4 e Galaxy Z Fold 4 — em resumo, componentes internos atualizados, dobradiças menores e novas cores.

Além disso, a Samsung revelou o relógio Galaxy Watch 5, incluindo uma variação “Pro”, e os fones de ouvido Galaxy Buds 2 Pro, 15% menores que os anteriores e com suporte a áudio hi-fi de 24 bits.

Os preços no Brasil serão divulgados no fim do mês, mas não espere um afago dos sul-coreanos: lá fora, os celulares vieram com preços inalterados, o que significa US$ 999 no Galaxy Z Flip 4 e US$ 1,8 mil no Galaxy Z Fold 4. Via Samsung/YouTube e todos os sites de tecnologia do mundo, mas fique com o resumão do The Verge (em inglês).

Um caso ocorrido em São Paulo revela limites naquela dica de segurança, popular nos últimos meses, que consiste em ter um segundo celular com aplicativos bancários e deixá-lo sempre em casa.

Um homem foi sequestrado e, ao descobrirem a tática do segundo celular, os sequestradores obrigaram-no a revelar a localização da casa e orientá-los, por videochamada, na busca pelo aparelho.

Esse homem foi o segundo sequestrado pela quadrilha em menos de 24 horas. O primeiro havia caído em uma emboscada após combinar um encontro com uma mulher via aplicativo de relacionamento: ele combinou de buscá-la em casa e, quando tocou o interfone, foi rendido e levado a um cativeiro. Via SPTV.

Arquivo: Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

Fundador da Ricardo Eletro vira “coach” de vendas após deixar negócio à beira da falência

Fundador da Ricardo Eletro vira “coach” de vendas após deixar negócio à beira da falência, por Fernanda Guimarães e Lucas Agrela no Estadão:

No mês passado, mais de 6 mil pessoas aguardavam o início do evento “Explosão de Vendas”, que seria conduzido no YouTube por Ricardo Nunes, 52 anos, o fundador da Máquina de Vendas, a dona da Ricardo Eletro, varejista que dribla hoje repetidos pedidos de falência. Com um público inflamado no chat da plataforma, o curso, de três dias em modelo híbrido, começou com Nunes dizendo que seu objetivo era passar o melhor de sua experiência em 30 anos para “construir a segunda maior empresa de varejo desse País”.

Segundo fontes, o novo negócio de cursos e mentoria vem garantindo um bom dinheiro ao empresário. Procurado em múltiplas ocasiões pela reportagem, o empresário não deu entrevista.

Com 182 mil seguidores no Instagram, rede social que também utiliza para vender seus cursos, Nunes foi denunciado, em junho, por suspeita de sonegação da ordem de R$ 86 milhões. O empresário também já foi alvo de denúncias de lavagem de dinheiro e chegou a ser preso. “Ele mora nos Jardins, leva uma vida luxuosa e fica postando fotos em avião particular. Enquanto isso, mente sobre o que fez na empresa. Se ele hoje é bilionário, tirou esse dinheiro de algum lugar”, diz outra fonte ligada à Ricardo Eletro.

“Gamers ajudam a alimentar máquina de desinformação”, diz professor

por Matheus Santino

Jogos de aventura, de futebol ou de guerra? Independentemente do estilo favorito, alguns grupos de jogadores estão servindo como megafone de intolerância e perseguição. É o que diz Ivan Mussa, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e autor do artigo “Ódio ao jogo: cripto-fascismo e comunicação anti-lúdica na cultura dos videogames”, que investiga o uso de jogos para propagar o discurso da extrema direita.

Em conversa com a Agência Pública, Mussa explica como o fenômeno chegou no Brasil e aproximou a comunidade gamer ao bolsonarismo, transformando o grupo em um de seus principais aliados nas eleições de 2018.

Leia os principais trechos da entrevista:

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A Folha de S.Paulo contatou seis empresas responsáveis pelas maiores plataformas sociais no país: Meta (do trio Facebook, Instagram e WhatsApp), TikTok, Telegram, Twitter, Kwai e YouTube.

O jornal paulista queria saber detalhes dos preparativos para o período eleitoral. Entre outras perguntas, qual o tamanho da equipe de moderação que fala português do Brasil e investimentos feitos em pessoal na moderação e nos sistemas automatizados.

Telegram não respondeu. As demais tangenciaram e, embora tenham dado retorno, não responderam as perguntas diretamente.

Apenas o Twitter confirmou, ainda que de forma vaga, que durante as eleições dedica “mais esforços desses e de outros times, que incluem brasileiros, para monitorar as conversas”. Via Folha de S.Paulo.

O WhatsApp agora permite excluir mensagens para todos até 2 dias e 12 horas depois do envio. Bom!

Além disso, Mark Zuckerberg anunciou três novidades que chegarão em breve ao aplicativo, incluindo — finalmente — a opção de ocultar o status “Online”.

As outras duas são a saída de grupos “à francesa”, sem alertar todos os membros, e a proibição de prints em fotos que só podem ser visualizadas uma vez.

O prazo maior para excluir mensagens já está valendo. As três novidades anunciadas por Zuck, ainda não — e nem se sabe quando chegarão. Via @WhatsApp/Twitter, @zuck/Facebook, WABetaInfo (todos em inglês).

⭐️ Chega de presentes sem graça: Nossas sugestões para o Dia dos Pais

por Manual do Usuário

* Este é um post patrocinado. Leia o nosso compromisso ético.

O Dia dos Pais está chegando e aqui no Manual do Usuário, defendemos a ideia de presentear com algo útil que você gosta e também usaria. Isso conecta as gerações, pois é comum os pais olharem para os filhos buscando conexão com a atualidade e, vamos combinar, é legal compartilhar gostos com quem você ama.

Pensando nisso, separamos algumas sugestões de presentes com os nossos parceiros da Insider Store. Veja nossa seleção:

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A repercussão da compra da iRobot, dos robôs aspiradores de pó, pela Amazon, por US$ 1,7 bilhão, inclui analistas e gente da indústria desmerecendo o receio de que a Amazon esteja comprando um atalho para consolidar dados das residências dos consumidores.

Na newsletter de tecnologia da Bloomberg, por exemplo, o setorista de Amazon Brad Stone disse achar “a ideia de que a Amazon quer a ajuda do Roomba para mapear o interior da sua casa absurda: à Amazon não interessa saber onde você colocou seu sofá”.

No Twitter, Benedict Evans ecoou o sentimento:

O que me deixa mais perplexo em fios como este é a ideia de que alguém queira saber detalhes aleatórios e triviais da sua vida — que isso tenha qualquer valor econômico. “A Amazon quer saber onde sua mobília está!” Não, ela não quer, mas por que ela iria querer?

Talvez o co-fundador e atual CEO da iRobot nos ajude a entender? De uma entrevista dele à Reuters de 2017:

Há todo um ecossistema de coisas e serviços que uma casa inteligente pode entregar uma vez que você tenha um mapa detalhado da casa que o usuário tenha concordado em compartilhar.

Na época, a iRobot tinha acabado de tornar seus robôs Roomba compatíveis com a Alexa, da Amazon. Na entrevista, Angle ventilou a possibilidade de compartilhar os mapas da casa com as três gigantes de tecnologia — Amazon, Apple e Google —, um serviço que seria gratuito.

A vantagem à iRobot nesses arranjos, na avaliação do executivo, seria conectar os robôs Roomba ao maior número de outras empresas para torná-los mais úteis dentro de casa.

A reação foi bem negativa, o que levou Angle a uma tour de contenção de danos. Em outra entrevista, esta ao Mashable, o executivo bateu na tecla de que dados das casas só são enviados à nuvem e só seriam compartilhados com a anuência do usuário, mas também não descartou vendê-los no futuro: “Ainda não temos qualquer plano para a venda de dados.”

Talvez, afinal, a Amazon esteja sim interessada em saber onde você coloca seu sofá?

No final de maio, um pesquisador alertou que os navegadores e extensões do DuckDuckGo (DDG) deixavam de bloquear um domínio da Microsoft usado para monitorar conversões de anúncios. (A Microsoft é parceira do DuckDuckGo.)

A notícia gerou alguma revolta, em parte justificada. Por isso a atualização prometida pelo DDG na última sexta (5), de que seus navegadores e extensões serão atualizados nas próximas semanas para bloquear esse domínio da Microsoft, é bem-vinda.

Além disso, o DDG abriu sua lista de domínios usados para rastreamento que são bloqueados por padrão como uma forma de dar mais transparência ao projeto. Via DuckDuckGo (em inglês).