Converta textos entre Markdown e HTML com um simples comando no Terminal
Gosto de escrever em Markdown, mas os sistemas do Manual (site e newsletter) só entendem HTML. Isso gerava um gargalo que consegui resolver de um jeito elegante, com um simples comando no Terminal, que agora compartilho com você.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ, na sigla em inglês) e oito estados norte-americanos processaram o Google nesta terça (24). A acusação? Monopólio do mercado de publicidade digital.
A ação pede para que o Google seja obrigado a se desfazer das suas áreas de publicidade, frutos de aquisições que, hoje, posicionam o Google em todas os estágios da compra e venda de anúncios digitais.
Os procuradores afirmam que o Google embolsa 30% de cada dólar gasto com anúncios digitais, o que prejudica anunciantes e consumidores.
Ações desse tipo costumam levar anos até a sentença. Esta é encarada com seriedade, pelo escopo e pelo embasamento, tido como sólido. O Google já respondeu, obviamente negando as acusações. Via CNN, Platformer, Google (todos em inglês)._
O Ivory, aplicativo de Mastodon da Tapbots, acabou de ser lançado.
O preço veio mais salgado que o do finado Tweetbot: R$ 9,90 por mês ou R$ 79,90 por ano. Não é muito lá fora e, atendendo a pedidos, a Tapbots acrescentou uma assinatura anual mais cara, opcional, de R$ 129,90. Baixe-o na App Store.
Do arquivo: Uma olhada no Ivory, aplicativo de Mastodon para iOS.
⭐️ Undershirt da Insider: Volte ao trabalho sem “pizza” nas axilas
O corpo humano é uma máquina fascinante, quase perfeita, mas, em algumas situações sociais, aspectos naturais da gente podem jogar contra e gerar constrangimentos. Por mais importante que seja o suor, por exemplo, ninguém curte andar por aí com a famosa “pizza” nas axilas.
Alguns eventos importantes no setor de aplicativos de entregas/caronas das últimas semanas:
- A 99 encerrou o serviço de delivery com entregadores parceiros. Agora, o 99Food funciona apenas como marketplace, ou seja, os entregadores são todos vinculados a restaurantes ou terceiros. Via Mobile Time.
- A Sis Express, maior operador logístico (terceirizada/intermediária) do iFood no Brasil, faliu. Em novembro de 2022, o The Intercept denunciou as investidas abusivas da Sis Express e do iFood contra um entregador youtuber. Via iFood.
- O governo Lula conseguiu um feito: agradar empresários do setor e representantes dos entregadores/motoristas. O desafio agora é convergir as promessas feitas aos dos lados da mesa. Via Folha de S.Paulo.
Chegou a vez do Spotify demitir em massa. Nesta segunda (23), o CEO da empresa sueca, Daniel Ek, anunciou um corte de 6% dos quase 10 mil funcionários.
Dawn Ostroff, até então diretora de conteúdo e publicidade, responsável por “aumentar em 40 vezes o nosso conteúdo em podcasts”, pediu demissão. Sua saída parece não ter relação com as demissões em massa, mas foi anunciada no mesmo comunicado de Ek.
Não é o primeiro abalo que a vertical de podcasts sofre. Em outubro do ano passado, o Spotify demitiu 1/3 dos funcionários dos estúdios que havia comprado, Gimlet e Parcast, e cancelou 11 podcasts. Os sindicatos dos dois estúdios culparam falta de apoio e a restrição do acesso aos programas ao Spotify pela queda de audiência.
Ek usou a mesma desculpa dos outros CEOs — esperava que o crescimento da pandemia se mantivesse, corte de custos, “assumo total responsabilidade”, blablablá —, mas talvez o podcast enquanto mídia esteja passando por uma ressaca: o volume de lançamentos despencou mais 80% em 2022 no comparativo com 2020, segundo dados do Listen Notes compilados pelo Chartr. Via Spotify, The Verge, @Jason/Twitter (todos em inglês).
Pelo que entendi, o ChatGPT é basicamente o que você consegue quando pede a um supercomputador que se torne realmente bom em mansplaining. Muita autoconfiança, pouca precisão.
— Eli Pariser, ativista e autor do conceito de “filtro bolha”.
Via @elipariser/Mastodon (em inglês).
Às vezes acho que a minha preocupação com as inteligências artificiais (IA) gerativas, como o ChatGPT, são exageradas.
Aí leio que os co-fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page, voltaram aos escritórios da empresa após três anos longe do dia a dia da empresa para ajudarem na estratégia de resposta à tecnologia da OpenAI, e… talvez não seja o caso?
Se o Google está preocupado — o Google, com recursos quase ilimitados e dono do DeepMind desde 2015, talvez o vice-líder na corrida da IA —, imagine o resto de nós?
Em tempo: a coluna da Jacque e este artigo da The Atlantic (em inglês) ajudaram a ver o lado bom dessa revolução que se avizinha. Ainda acho que haverá um estrago grande, porque os dividendos de novas tecnologia, em vez de promoverem o bem-estar coletivo, só aumentam o fosso social, mas… né, um pouco de otimismo sempre cai bem. Via New York Times (em inglês).
O robô humanoide serelepe da Boston Dynamics e outros links legais
Ser otimista ao ver o ChatGPT exige criatividade
Tem sido um trabalho inglório ser otimista hoje em dia. Depois de dois anos no papel de pessoa que “pensa positivo” ou “vê algo bom” como co-apresentadora do podcast Guia Prático ao lado do Rodrigo Ghedin e em trocas frequentes com o Guilherme Felitti, tenho ficado cada vez mais sem argumentos, sem defesa.
Também pudera: junto com o avanço na carreira, veio também menos deslumbramento com o cenário de tecnologia. Se no passado olhava maravilhada para algumas novidades (um computador de bolso que vai mudar nossas vidas pra melhor, celebrava na época dos áureos lançamentos de Steve Jobs), hoje as novidades vêm um pouco mais agridoces.
Meu trabalho em risco
Alguns séculos depois, sinto hoje o que artesãos e pequenos produtores ingleses devem ter sentido quando viram chegar as primeiras máquinas e serem inauguradas as primeiras fábricas durante a Revolução Industrial.
Tecnologia recente, as inteligências artificiais (IA) gerativas representam uma ameaça a trabalhos intelectuais que, até pouco tempo atrás — coisa de cinco anos — pareciam garantidos frente à automação avassaladora do trabalho.
Não mais. IAs como o ChatGPT, as do tipo LLM (de “large language model”), são capazes de gerar textos originais coerentes a partir de “prompts” (enunciados) curtos escritos por humanos.
- Meta: 11 mil demissões (~13% dos funcionários).
- Microsoft: 10 mil demissões (~5%).
- Amazon: 18 mil demissões (~6%).
- Google: 12 mil demissões (~6%).
O Google juntou-se às big techs que demitiram em massa nesta sexta (20). Já são mais de 50 mil empregos eliminados, em três meses, em quatro das empresas mais poderosas do mundo.
Ainda falta a Apple.
Não falha nunca: por trás de toda tecnologia de inteligência artificial, existem trabalhadores mal pagos e com estresse pós-traumático em países pobres. Desta vez é o ChatGPT, a IA gerativa de conversas da OpenAI, que explorou quenianos pagando US$ 2 a hora para rotularem conteúdo em texto tóxico. Via Time (em inglês).
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