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Como vocês lidam com a suas bibliotecas de ebooks?

Já faz mais de dez anos que só leio livros no digital. Desde o primeiro Kindle, peguei gosto. Nem lembro quando foi a última vez que peguei um impresso. As vantagens são muitas: conforto, tudo num lugar só, leve, instantâneo, e ainda dá pra customizar a leitura do meu jeito.

Só tem um problema que me pega. Tenho uns 300 livros no Kindle, como eles não ficam à vista igual numa estante, eu simplesmente esqueço que estão lá.

Como vocês lidam com a biblioteca de ebooks? Queria uma forma melhor de visualizar tudo que tenho, pra redescobrir livros que coloquei lá há anos e esqueço.

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  1. Eu organizo mesmo no Kindle… Já envio tudo para lá sempre. Criei lá duas coleções: lidos e não lidos. E assim vou indo: lendo um livro de cada vez, ou quando bate a preguiça, mudando um pouco de autores. Quando acabo, coloco em lidos.

    Essa seleção dá para fazer com filtros, mas eu comecei assim há anos atrás e simplesmente ficou. Nunca me perco.

    Esse ano, resolvi fazer uma “biblioteca” em planilha simples do Google Sheets mesmo. Por enquanto apenas das leituras do ano, mas estou atualizando com minha coleção de livros físicos e digitais. Daí é o básico: nome, autor, editora, ano lançamento, formato (livro físico, digital), lido ou não lido.

  2. Uso o Calibre e suas tags para ajudar a categorizar. Tenho as tags de status lendo, concluído, não concluído e quero ler. Uso outras tags (tags de gênero do texto, gênero do autor, assuntos abordados, etc) para revirar a biblioteca e acrescentar libros na “quero ler”. Todos os livros com tag de status vão para o Kindle. Também faço um ebook de catálogo com essas tags para verificação no Kindle.

  3. Eu simplesmente jogo todos os arquivos no Apple Books e deixo lá. A Apple faz a gentileza de disponibilizar meus arquivos em todos os dispositivos e etc. Apenas sinto falta de poder ler numa tela diferenciada como o Kindle e poder salvar/concentrar meus Highlights em algum lugar mais acessível.

  4. Não organizo diretamente, mas faço algumas coisinhas que me ajudam a manter as coisas comigo e lembrar das leituras:

    1. Eu normalmente faço backup dos livros que compro via Amazon e tiro o DRM para não perder o acesso caso resolvam tirar de lá. Converto tudo pra Epub para poder abrir em qualquer app.

    2. Tenho notas organizadas por ano no Joplin (o que uso como app de notas), e em cada ano coloco as leituras que fiz, autor, país de origem, etc.

    Esse segundo ponto me ajuda bastante a refrescar a memória e às vezes a voltar a alguma coisa.

  5. Atualmente eu só compro na Amazon e deixo lá. Porém, todos os dias eu fico pensando “e se retirarem o livro da biblioteca, como fica?”, e sou eternamente vencido pela preguiça.

    No passado, eu tinha uma biblioteca no Calibre que era o meu sonho, toda ela montada com livros que havia comprado (sempre evitei a pirataria de eBooks). Tinha até um lembrete para não esquecer de organizá-la semanalmente, junto com a minha de músicas. Mas abandonei tudo isso depois que meu tablet se tornou um fiel substituto ao meu notebook no dia a dia.

  6. Gerei um prompt na IA e organizei minha biblioteca (física e digital) no Excel. Ela já reúne resumos, pontos altos de cada livro, impacto, relevância etc. Eu estava até comprando livros repetidos por falta de controle. Agora consulto essa planilha sempre que vou iniciar uma leitura.

  7. Não lido ¯\_(ツ)_/¯
    Tenho livros no app do kindle, no skeelo, bibli on… Considero uma boblioteca que fico perambulando até algo me chamar a atenção.

  8. Não costumo comprar na amazon nem ler em Kindle; os que tive que comprar na Amazon dei um jeito de tirar o DRM e guardar o arquivo no meu “depósito”: uma pasta no desktop com os arquivos “crus”, mantidos como cópia de segurança.

    Nesse formato é fácil ver tudo o que tenho ao.mesmo tempo e eventualmente ir alocando em algum sistema de leitura: se for coisa do mestrado entra no Zotero e o que não for do mestrado eu faço upload pro Google Livros, porque fica mais conveniente pra ler depois no tablet. Se eu fizer anotações ou coisa parecida, exporto de volta quando termino de ler, pra ter backup das anotações fora do sistema de leitura

  9. Compro pelo Kobo ou pelo navegador. Sincronizo o Kobo com o PC usando o Calibre. Nele, uso o plugin Obok DeDRM para remover o DRM e armazenar meus livros no PC para ter backup.

    E é isso.

    Não costumo esquecer os livros que tenho, porém sempre que estou procurando o que ler, abro o Calibre e dou uma olhada. Achando alguma coisa, baixo diretamente pela loja do Kobo. O Calibre funciona mais como uma estante e forma de backup.

  10. Você errou em transferir muitos livros. Eu só vou lendo um por um… a fila que aguarde lá no desktop…

  11. Estava pensando nisso estes dias. Gosto muito de livros físicos, mas deixei de comprar já faz algum tempo, por falta de espaço, e também porque o ebook acaba sendo mais prático. Estou usando agora o bigme, mas eu já tinha colocado nele o que estava no Kindle, e nesse ainda tinha coisa que veio do lev…
    Estou pensando em usar um assistente ia para sumarizar tudo e criar categorias.

  12. O Calibre funciona bem como uma estante de livros! Exatamente como uma estante cheia de livros. Vc simplesmente esquece inúmeros deles lá, sem ler, fura fila, etc.
    Uma hora você para para dar uma olhadinha e, eventualmente, pega um livro aleatório.

  13. “como eles não ficam à vista igual numa estante, eu simplesmente esqueço que estão lá”.

    Sei bem como é isso. Sempre quando quero lembrar de um livro impresso que li e/ou tenho, basta olhar para o lado e conferir nas minhas duas estantes. Essa visão ampla e simultânea do conjunto de livros faz falta no digital.

    Sigo dois caminhos. O primeiro, com o Kindle e seu sistema oficial.

    Site de leitura da Amazon: https://ler.amazon.com.br/kindle-library
    Por este link, consigo visualizar todos os livros comprados (tenho centenas), é scroll infinito; também é possível pesquisar as obras por nome; além de consultar todos os grifos e notas que fiz.

    No print abaixo, um exemplo de como aparece, filtrei por quadrinhos porque tem menos itens e está mais organizado:

    https://i.imgur.com/X2MXu1H.png

    Ainda na linha do Kindle Oficial, uso também este plugin do Obsidian, que sincroniza as mesmas Notas e Highlights, permitindo mantê-los offline (com a comodidade de um arquivo em Markdown):

    https://github.com/hadynz/obsidian-kindle-plugin

    Lá em 2012, optei pelo Kindle e não o Kobo por causa do ótimo serviço de nuvem da Amazon (acho que se chama Whispersync). Sempre foi prático e, para quem se importa com anotações pessoais, vale muito a pena.

    Depois da enshitificação do Kindle, proibindo o download à parte dos e-books, parti para o KOReader e ainda não defini bem um padrão. Mas gostei muito do que vi neste post do Vítor Marçal em que ele mostra o Kavita e Calibre-web:

    https://www.marcal.dev/organizando-meus-livros

    1. Fiquei interessado nesse plugin do obsidian. Uma pena que no meu caso não dará certo. Minhas anotações ficam na nuvem porque uso 3 dispositivos e o whispersync, meus livros são por sendtokindle, e o “myclippings.txt” só guarda anotações e highlights do Kindle físico.

  14. Não lido. Baixo o livro pro Kindle, leio e depois excluo. Nunca precisei voltar pra consultar um livro digital antes… Deixo só dois livros no Kindle, a leitura atual e a próxima. Para “lista de desejo” uso o goodreads.

  15. Eu tenho uma lista no Goodreads de livros parar ler. E no leitor deixa apenas 2 arquivos dos livros que estou lendo no momento.

  16. Talvez seja um comentário inútil, pois não se enquadra no tipo de uso que você parece levantar, mas…

    Trazendo pela minha esposa, especialmente porque ela sempre pede para eu “pegar” os livros pra ela: é sempre sob demanda, e o que já leu fica pra trás, sem costume de revisitar ou acumular.

    E no fim, talvez seja o mesmo cenários de acumuladores de dados, como ficar marcando um monte de artigo ou postagem pra ler depois (via listas, favoritos e afins), em que a conclusão é que a gente nunca volta de verdade. hahah A decisão de consumo de conteúdo tem uma dinâmica muito distinta da forma em que somos abordados/apresentados à existência de conteúdos.

  17. Trezentos?! Eu devo ter ao menos seis vezes esse número. Não me julgue.

    Também não abandonei os impressos. Tem livro saindo por buracos inimagináveis na minha casa. Sempre que vou visitar meus pais, abro meus baús antigos e resgato mais alguns — minha esposa detesta.

    Tem uma expressão japonesa que justifica meu acúmulo: tsundoku. De forma simplória: é acumular para ler depois.

    Até recentemente, usava um Kindle antigo em conjunto com o Calibre para armazená-los e formatá-los. Com as recentes modificações da Amazon, meu dispositivo virou peso de papel. Como tenho livro adoidado, provavelmente vou reduzir as compras — já cancelei meu Kindle Unlimited, por exemplo.

    É possível usar tags ou outros indicadores para indexar os livros no Calibre. Outra coisa que também faço é convertê-los para um formato amigável (como TXT) e subir no NotebookLM. Assim “converso” com alguns deles antes de selecionar leituras.

    1. Fiquei interessado e curioso sobre qual tipo de conversa você tem com NotebookLm. Qual dúvida ele consegue tirar sobre o livro, sem fornecer spoiler, por exemplo?

      1. Henrique, faltou falar que a maior parte da minha biblioteca pode ser categorizada como “não-ficção”. Aí, fica fácil te responder. :)

        Aliás, sua pergunta me fez procurar quais foram as últimas leituras que poderiam ter “spoilers” e só encontrei coletâneas de crônicas ou textos breves. Preciso falar disso na terapia.

        1. Ah sim… acabei não pensando nos livros não-ficção. Nesse caso é uma boa ideia mesmo. Vou tentar fazer alguma “conversa” pra testar também.