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Toda vez que há um avanço tecnológico para gerar obras artísticas alguns céticos já declaram a morte da arte. A transição da pintura para a fotografia, do teatro para o cinema, da fotografia analógica para a digital, e por aí vai.
Na minha opinião, o elemento humano definitivo é o julgamento estético. A IA pode gerar milhares de imagens aleatórias, e parte delas vão ficar bem legais, mas só serem humanos são capazes de escolher qual que toca a sua subjetividade, a que ficou mais “bonita”.
Sem mais.
E outra, a IA é só mais uma ferramenta que podemos usar. Ferramenta. Para usar uma ferramenta temos que aprende a manejá-la. Não vai ser qualquer Zé que vai chegar ali e criar um obra prima.
Pensando aqui com os meus botões… será mesmo que o “elemento humano” dessa arte se resume somente ao comando dado à IA? Vejamos, para seres humanos, a intenção (ou o objetivo o qual a arte atende) de uma pintura de fato influencia bastante na obra, mas também há a técnica utilizada pelo artista, o estilo, a experiência anterior e até idiossincrasias da própria pessoa. Será que uma IA não poderia ter elementos “humanos” parecidos? Por exemplo, o próprio algoritmo da IA, programado por humanos, pode ter algumas peculiaridades originadas no código. O banco de imagens o qual a inteligência é alimentada também depende de um arquivo que deve ser selecionado por humanos. Até mesmo os parâmetros do algoritmo são ajustados por humanos.
Nesse mesmo contexto, eu lembro daquela polêmica do Twitter onde o algoritmo estava favorecendo pessoas brancas. Alguém poderia dizer que a empresa declarou especificamente para que o algoritmo fosse racista (ou seja, o “elemento humano” do algoritmo), porém era igualmente provável que um banco incorretamente enviesado ou que algum parâmetro/código inserido resultou nesse comportamento. Ambos “elementos humanos” do algoritmo.
PS: eu tentei comentar ontem aqui, mas por algum motivo, meu comentário não estava aparecendo após clicar em “Publicar comentário”.
Esse é o cerne do debate, Diogo. Os dois lados têm argumentos muito válidos. Da minha parte, fico um pouco reticente em pensar “elementos humanos” no algoritmo como algo próprio do algoritmo; os exemplos que você deu só poderiam ser considerados “humanos” se intencionais, e, até onde se sabe, máquinas não têm esse discernimento.
Que todo algoritmo é enviesado pelos seus criadores, de modo intencional ou não, acho que é ponto pacífico. Agora, quando essa intenção se descola dos humanos e passa a ser reclamada pelo algoritmo? Acho eu que ainda estamos muito, mas muito longe disso.
PS: Estamos enfrentando uma falha desconhecida com a Cloudflare que barra alguns comentários — eles simplesmente desaparecem. Quando acontecer, peço que, se possível, relate por e-mail com o seu IP e horário da tentativa. Estou coletando esses dados para tentar encontrar um padrão ou pistas do que está errado na nossa configuração da CF.
Não tenho opinião formada sobre isso. Só sei dizer que ficou muito bonito. =]
Pensando aqui com meus botões…
Não sei se dá para fazer um paralelo com a “música eletrônica”, mas vamos tentar.
Música em si hoje não é mais feita só por instrumentos comuns, seja uma bateria, piano, violão ou flauta. Mesmo estes equipamentos são “simulados” em sistemas criados para produção musical. Quando não, podemos ter músicas feitas por uma programação – que não é diferente de um algoritmo – bastando apenas definir a sequência desejada.
Claro que há muito mais complexidade em uma pintura, fotografia ou edição de imagem em relação a produção musical. Músicas são feitas baseadas em ruídos em sequência. Imagem é definir algo muitas vezes bem delimitado visualmente – como um ser humano e suas feições.
Admirável Mundo Novo…