O escritório em casa do programador Hélio Oliveira

Homem de barba e cabeça raspada sentado em uma cadeira gamer, de lado, olhando para a câmera. Ao fundo, mesa com dois monitores grandes e um notebook entre eles, e várias coisas espalhadas sobre.

Durante a pandemia de COVID-19, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Hélio.


Sou o Hélio, tenho 31 anos e sou programador de sistemas desde a adolescência. Trabalho à distância para uma empresa de publicidade online em São Paulo (SP). Moro em São Luís (MA). Já fazia home office antes da pandemia, mas de alguma maneira a sociedade agora enxerga o trabalho à distância com mais seriedade e isso me ajudou de forma psicológica. Melhorei meu escritório pra melhorar minha produtividade. Tenho um projeto pessoal em desenvolvimento chamado CloudAtlas, voltado para DevOps.

  • Monitores. São dois monitores Philips de 24″ LCD IPS. Comprei numa promoção depois que meu ultrawide de 29″, um LG 29WK600-W, caiu de testa na mesa e fatalmente não existe tela pra eles no mercado… Mas prefiro um monitor apenas. Quem sabe eu consiga um bom preço numa ultrawide de 49″ nessa Black Friday?
Dois monitores lado a lado e um notebook aberto entre eles, todos com uma plantação de abóboras como papel de parede.
Foto: Arquivo pessoal.
  • Notebook Dell XPS (2018). Com tela touch 4K, Core i7, lindo, ultrafino e processador decepcionante. Meu Inspiron de oito anos atrás era muito melhor em desempenho. Pelo preço que gastei, estou aguentando, mas pretendo trocá-lo por algo melhor. Embaixo dele há um cooler pra ver se faz menos barulho.
  • Sistema operacional. Estou usando Windows devido a algum problema deste notebook/processador com Linux. Sou apaixonado por Linux, mas depois de testar dezenas de distros neste notebook, resolvi usar Windows — do qual estava “limpo” há cerca de seis anos. Verdade seja dita, Windows melhorou muito, mas nada se compara à liberdade que o Linux te dá. Pense como roupas: você compra elas prontas, mas é livre pra ajustar, pintar, cortar, etc.
  • Mesa. projetada, tem formato de “L” com comprimento de 180 cm de cada lado. O lado que estão vendo é meu; o outro é onde minhas filhas bagunçam. Isso não foi planejado, só sendo pai para (não) entender.
  • Fones. Em algum lugar aí na mesa está meu Jaybird Freedom 2. Jaybird, para quem não sabe, é uma subsidiária da Logitech. É o único que tenho porque definitivamente não é barato, mas é incrível, uso nas minhas reuniões e para correr. Ou seja, tudo simplificado. Sendo Bluetooth, veio com uma bolsinha e tem um carregador extra para mais duas cargas, mas dificilmente fico sem bateria. Conecta até três aparelhos ao mesmo tempo. Uso no PC e telefone.
  • Celular. As fotos foram tiradas com meu Galaxy S10e. Já tive S3, S7, S8, S9 e agora S10e. Sei que existem outros bons telefones com melhores preços, mas creio que a linha S entregue um contexto (cada vez) melhor. Apple, de forma geral, me parece masoquismo. Adicionei um print da minha tela inicial. Na mesa tem um carregador rápido sem fio original Samsung. Pretendo ter o S20 assim que possível, porém fico tentado com o iPhone 12 Mini por não gostar de celular grande, “smart-telha”.
  • Webcam. Se você olhou as fotos viu um celular entre os monitores, é um S8 de segunda mão com alguns problemas, mas câmera perfeita. Uso o DroidCam pra transmitir minha imagem, o que significa uma imagem incrível nas reuniões. De quebra, uso ele como Google Assistente.
  • Teclados. Diminuir a quantidade de fios sempre é interessante para mim, por isso ao lado tenho dos teclados, um Apple Magic Keyboard v1 de segunda mão. É meu favorito devido aos sons do teclado. E o outro é um Microsoft Wedge, lindo e compacto, faz eu errar as palavras às vezes. Não estou usando nenhum porque a posição do notebook favorece uma tela extra.
  • Mouse. Uso o excelente Logitech G305. Simplesmente não há muito o que falar. A pilha dura um ano comigo, já que não sou gamer. Queria que fosse Bluetooth, porém talvez mude o tempo de resposta, que neste é impecável. Penso em comprar um vertical devido aos ótimos comentários que ouço. Os Logitech são “preços Apple”, então ainda não tive coragem. Tenho um Microsoft Sculpt Touch, que já está idoso e saiu de linha, mas foi o melhor mouse que já tive. Mousepad é um daqueles “gamers” de 90 cm. Por mim, teria 2 m ou a mesa toda! São ótimos. Tenho um mouse Dell alí do lado, que uso para controlar os smartphones extras que tenho ou o tablet.
  • Relógio. Estou no meu segundo Amazfit Bip (carregador no monitor da direita). O primeiro ficou pela metade num acidente de moto, mas só pifou quando fui à praia. O relógio é incrível, a bateria dura cerca de 20 dias e vejo notificações, controlo música, defino timers, recebo lembretes, score de sono, passos diários e outras coisas mais. Smartwatch? Não cola comigo, mas já tive uns bem famosos — Samsung, por exemplo, abre até YouTube. Era meu Jaybird conectado ao PC, celular e relógio. O problema? Um dia de bateria. Do que adianta algo caro assim se eu tenho que carregar toda noite, caso contrário te abandona no meio do dia? Ou pior, usar o modo “apenas relógio” que nem data mostra…
  • Cadeira. “Gamer” genérica, muito confortável. Uso um apoio de pé também.
  • Automação. Tenho uma tomada inteligente da Positivo que controla todos os meus aparelhos do escritório, uma lâmpada da mesma marca que, apesar de poder fazer uma discoteca, só uso luz branca ou amarela e para poder desligá-la via Google Assistente. O ar condicionado desliga via disjuntor Wi-Fi. Ao dizer “trabalhar”, ele liga os três e ao dizer “descansar”, desliga tudo. Parece tudo pelo conforto, mas é mais pela economia de energia.
Dois bonecos, do Groot e do WALL-E, sobre a base de um monitor.
Foto: Arquivo pessoal.
  • Outros. Meus pequenos enfeites são um Groot 2.0 e o triste WALL-E. Eu tinha a Eve, mas roubaram. Preciso encontrar meu favorito: o Pato Donald. Tenho uma cestinha onde estão pilhas usadas e pilhas novas. Guardo as usadas pra descartar corretamente em algum supermercado. Tenho um caderno estilo Moleskine só para desenhos, e uma prancheta com várias listas de anotações de tarefas pessoais e profissionais. As fitas LED mudam lentamente de cor; ajudam no visual. Os papéis nas paredes foram recomendações do meu coach para enviar mensagens ao meu cérebro. Funciona. A bolsa de couro lateral comprei usada poucos antes da pandemia, ou seja, nunca saiu de casa. Para minhas anotações, sempre uso papel couchê fosco brilho. Atrás de mim tem um sofá confortável, um quadro branco de vidro longo na parede e um quadro decorativo. Acima dos monitores vou colar a placa do CloudAtlas.

Ficarei muito feliz quem quiser conversar ou tirar alguma dúvida via Telegram. Se alguém for dev, pode visitar meu perfil no GitHub. E tenho um blog lento em helio.me, onde traduzo alguns artigos que leio.

Edição 20#41

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

12 comentários

  1. Tem gostado do S10e ? Ouvi comentários negativos relacionados a bateria mas ainda assim tô pensando em pegar ele.
    Ia comprar nessa semana mas acompanhando os preços, vi que as empresas tão aumentando muito (efeito Black Friday) vou esperar dia 27 pra ver se dominuem um pouco.

    1. Comprei em janeiro, e gosto demais, tamanho, câmera, e qualidade em geral. Não pretendo ter o S20 pois o preço tá alto com pouca diferença. No entanto, o preço nunca baixou, comprei por 2k continua 2k. Acho que black Friday ou janeiro cai.

  2. Adorei os “reaproveitamentos”! E sim, foi-se a época em que Dell era significado de bom..

  3. Gostei da mesa! Prática e com o que você precisa. Tô procurando outro note por esses dias e seu relato sobre o Dell deu uma ajuda. Dell tem essa fama de ser super confiável e entregar algo bom, mas cada vez mais escuto pessoas decepcionadas. E os preços não estão nada fáceis para ficar arriscando assim.

    1. Faz tempo que desisti da Dell. Meu último foi um horrível Vostro 5470 i7, que tal qual a máquina do Hélio, era sofrível. Depois que entrei de cara no universo ThinkPad, difícil encarar um Dell.

    2. Acho que esse Dell foi experimental, deve ter melhorado nas versões mais recentes. Ainda tenho confiança na Dell a pesar dessa porcaria aqui.

  4. Bem legal seu relato, parabéns!
    Fiquei surpreso que o Dell XPS tem o processador ruim, por muito tempo ele foi o meu sono de consumo :)

O site recebe uma comissão quando você clica nos links abaixo antes de fazer suas compras. Você não paga nada a mais por isso.

Nossas indicações literárias »

Manual do Usuário