Nosso combinado para 2025

A parte que eu mais gosto das pesquisas anuais com quem lê o Manual são as perguntas abertas. Mesmo opcionais, muita gente dedica algumas palavras para elogiar o que funcionou ao longo do ano e, mais importante, tecer críticas pertinentes e dar ótimas sugestões.

Para ~abrir os trabalhos em 2025, achei que seria uma boa aproveitar os comentários da galera para passar a limpo dúvidas frequentes, fazer alguns anúncios e firmar um compromisso entre a gente.

Tentei ordenar os assuntos por importância. Alguns foram mencionados várias vezes; para não deixar o texto repetitivo, limitei cada assunto a um comentário dos leitores, ok?

Volta, podcast!

Volta com o podcast ao menos uma vez no mês ❤️

Surpreendi-me com o tanto de pedidos pelo retorno do podcast do Manual. O finado programa semanal estava com a audiência estagnada há anos, e uma audiência que era baixa, oscilando entre 800–1 mil downloads por episódio.

Aquele podcast não vai voltar, mas em 2025 teremos algo parecido para quem assina o projeto: um “podcast” semanal, dentro do nosso grupo do WhatsApp, do diário de bordo.

É uma versão similar ao diário de bordo por e-mail, que envio há anos aos assinantes, só que em áudio (óbvio) e um pouco mais solta. Sabe o áudio do zap que poderia ser um podcast? É isso.

No WhatsApp, dá para ouvir áudios como se fosse podcasts, ou seja, bloqueando a tela e usando outros apps em paralelo. Fizemos um teste bem sucedido no final de 2024. O pessoal curtiu.

Quer eu falando todo domingo no seu ouvidinho? Assine o Manual por R$ 9/mês ou R$ 99/ano.

Experimentação

Achei que esse ano tivemos muitos “experimentos” que me deixaram perdido nas formas de acompanhar. Gosto de alguma regularidade na forma acessar o site.

Concedo que fiz muitos experimentos em 2024 e que, embora eles tenham sido úteis (para validar hipóteses, descartar mudanças ou como mera curiosidade), tantas mudanças num intervalo tão curto confundem até quem acompanha o Manual de perto.

É por isso que, em 2025, prometo que não farei experimentos. Talvez com um ano de estabilidade as rotinas e ofertas do projeto fiquem mais óbvias para todos que acompanham-no, de perto ou de longe.

Tenho a impressão que a newsletter muda de formato/dias com muita frequência (mas entendo que são testes)

A newsletter, coitada, sofreu bastante com os experimentos. Hoje (e ao longo deste ano), ela é publicada três vezes por semana:

  • Às terças, uma curadoria das conversas do Órbita.
  • Às quintas, um textão e links para o que saiu no blog.
  • Aos sábados, os links legais e outras listas.

Apenas dois ajustes daqui em diante:

  1. A edição de quinta poderá “falhar” vez ou outra. Quero evitar a situação de me ver na quarta à tarde sem um texto e ter que expelir um (ruim) a toque de caixa, só para não passar a semana em branco.
  2. As (ótimas!) entrevistas com pessoas de newsletter vão para a edição de sábado.

Eu sinto falta de um lugar centralizado com tudo que o Manual do Usuário oferece, de maneira organizada. Às vezes eu fico com a sensação de que estou perdendo algo…

Eu também! Só não sei como materializar isso. Uma nova página no menu principal, do topo do site, talvez?

Assinatura

desde que saiu do PicPay nunca procurei entender como funciona a assinatura na nova plataforma, por preguiça mesmo. Pretendo dar uma olhada depois, gostaria de voltar a apoiar o projeto.

Esta página tem todos os detalhes. Revisei o texto ali, pedi a opinião dos leitores no grupo do WhatsApp e… parece-me bem explicado? Talvez o rótulo “Apoie”, no menu do topo, não fosse percebido como referente à assinatura. Troquei ele por “Assinatura”. Será que é suficiente?

Conteúdo

Agreguei neste assunto comentários distintos a respeito da linha editorial do Manual.

Falar menos do ecossistema da Apple, hahaha!

Isto aqui é um blog em que apenas um cara escreve regularmente. Como tal, o conteúdo reflete os meus interesses e vivências, e como estou afundado no ecossistema da Apple…

Eu sei, sou meu pior inimigo.

Essa situação não me impede de buscar conteúdo de Android, Windows, Google etc. Só dificulta. Sempre me esforço para diversificar a linha editorial do Manual porque não quero que o blog dialogue ou beneficie só quem tem coisas da Apple. (Fora que já tem gente demais escrevendo sobre Apple; nem parece que vivemos no país do Android e do Windows.)

Tenho um celular Android de testes e um servidor doméstico rodando Linux, e ambos me ajudam nesse sentido. Talvez adicionar um computador Windows a essa mistura…?

Sei, q a ideia do MdU é ser slow, mas às vezes sinto falta de textos curtos e rápidas, uma info ou opinião de algo aconteceu de imediato, no calor do momento.

Não está nos meus planos “esquentar” a pauta do Manual. Para notícias de momento temos o Órbita, com a vantagem de que ali qualquer pessoa pode trazer uma notícia e iniciar um debate.

No mesmo sentido, não me comprometo a abordar todos os assuntos, por mais importante ou quente que seja. Não tenho capacidade, tempo e, a bem da verdade, interesse em estar em cima do lance em tudo, o tempo todo. Um dos motivos de existir do blog do Manual é ser diferente dos demais sites que cobrem tecnologia, algo que esta pessoa captou:

Acho que de uns tempos pra cá não vi mais tantas notícias além dos links legais (que são em sua maioria realmente bem legais), não sei se é o fato de eu não assinar. Mas os temas que tem no manual não encontro em lugar nenhum no br. So tenho a agradecer todo conteúdo pois é bem o que costumo procurar. Parabéns!

A propósito, o conteúdo do blog é o mesmo para todos, assinantes e não assinantes.

eu só acho que a visão anda um pouco pessimista por aqui… tenho certeza de que tem muita coisa possibilitada pela tecnologia, em termos de transformação social. talvez dar luz pra elas também? me sinto massacrado pelo mundo e todas as coisas horríveis que estão acontecendo, de vez em quando falta um quentinho no coração.

Estou ciente e tentando mudar :)

Moderação de comentários

Muita moderação, me sinto na casa de uma pessoa chata, tipo, parece que tem sempre alguém fiscalizando minha brisa. Acho que dava pra relevar alguma coisinha pelo bem do alívio cômico (como o caso do cocô no Telegram).

É possível a existência de um moderador legal, ou isso é um paradoxo? Tento ao máximo não interferir nas conversas e, quando o faço, é sempre com o regulamento debaixo do braço e de modo transparente, graças aos relatórios da moderação.

Os comentários nos posts dos relatórios me ajudam a entender quando exagero nas intervenções — e, por isso, são bem-vindos. Embora a palavra final caiba a mim, quero que o Manual seja um local agradável e acolhedor ao maior número possível de pessoas.

Leiaute

Bom, sou de São Paulo e o que eu mais vejo é cinza, ou seja, se o site for um pouco colorido, já fico feliz, rsrs!

Eu entendo a escolha pelos designs mais minimalistas, mas eu acho que o site tem pouco apelo visual.

Eu acho o leiaute do Manual tão bonito 🥺 Concordo que é quase um “não-leiaute”, com muito texto e pouco grafismo, o que acho que casa bem com a proposta do blog. É um blog, afinal. Se algum designer quiser apresentar ~ideias, prometo dar uma olhada atenta.

[…] A segunda sugestão é sobre a abertura de links, que atualmente, ao serem clicados vão direto pro conteúdo, na mesma aba. Que tal se eles abrissem automaticamente em uma nova aba? No meu fluxo de leitura, geralmente abro o link, tendo a continuar a leitura original e só depois ir até esse link aberto. Quando vejo/lembro que o Manual abre o link na mesma aba, vou correndo voltar pra página original e abro em nova guia – mas é uma rotina que faço apenas nesse site.

Foi bom alguém levantar essa pergunta porque vira e mexe tenho que me explicar a alguém.

Quando um link é escrito para abrir em uma nova aba, ele deixa a ver navios as pessoas que gostam de abrir links na mesma aba.

Já o contrário, ou seja, um link que abre na mesma aba, pode ser aberto em novas abas — segurando o dedo sobre ele ou com o botão direito do mouse.

É por isso que eu escrevo links assim, para dar as duas opções a quem me lê.

Rolê aleatório

Volte com as reações no canal do Telegram.

Faz alguns meses que removi as reações dos canais do Telegram e do WhatsApp por um motivo meio egoísta: comecei a tomá-las como termômetro do que postava ali.

Tenho uma boa imunidade a visualizações de páginas no que diz respeito a afetar meu julgamento editorial. Às reações, não resisto muito. Gosto de pensar que as pessoas leem as mensagens, clicam nos links (ou não) e ficam satisfeitas com essa breve interação.

Menos estímulos para quem escreve e para quem lê.

Incomoda um pouco o ouvido quando usam o termo “estadunidense”. Existem várias discussões sobre o assunto, mas me parece a mesma coisa que chamar um brasileiro de “republicofederativense”. Sei lá, soa como birra contra o “imperialismo”. O nome da nação é América (sim, o mesmo do continente, paciência). O México também é Estados Unidos Mexicanos mas ninguém os chama de estadunidenses.

Poderia apenas dizer que o uso de “estadunidense” para se referir a quem ou o que é dos Estados Unidos da América não é errado, mas, como bom latino-americano, é óbvio que tenho birra com o imperialismo estadunidense.

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19 comentários

  1. Também gosto de leiaute do site, mas não gosto da abertura de páginas na mesma aba quando clico em links.

  2. Falar estadunidense é uma delícia. Inclusive fico muito feliz de nunca falar “América” para os gringos tbm, sempre US, USA ou NAR (North America Region, denominação da empresa em que trabalho para US+Canada) para não deixar barato

  3. Realmente, o cocozinho deixou saudades. Deixei de acompanhar o canal telegram. Eu nem tinha percebido até ler o post de abertura de 2025

    Na real só acompanho o site pelas notificações do telegram. Deslizo as q não precisa ler mais q o título e entro nas q tem chance de haver alguma discussão interessante

  4. Dos comentários, vim “dar o meu ‘Eu também!’” a dois deles:

    Também acho que pautas positivas viabilizadas pela tecnologia poderiam ter mais espaço no Manual.
    Gosto do visual minimalista do site, mas acho que uma adição bem-vinda seria um ou outro ícone, box ou destaque diferenciando trechos. Dentro dessas experimentações que foram feitas (e também concordo que foram muitas recentemente), nos emails agora em html, há um box do ASSINE O MANUAL. Ficou muito bem destacado e confesso que me dá um alívio ver algo minimamente trabalhado em algum visual diferente do bloco de texto. Seriam adições boas até para quebrar um pouco os textos densos. Que fique claro: eu gosto demais do estilo do Manual e da escrita do Ghedin. Não peço textos menores. Mas poderíamos deixar o geral um pouco mais leve mantendo o mesmo conteúdo.

    Ah. E sobre o podcast, ainda que 800 pessoas no auditório lavando louça – rsrsrs, acho que é um formato que demanda muito trabalho para sair algo dinâmico e bacana. Creio realmente ser pesado dentro da rotina que o Ghedin já tem para manter a coisa toda aqui.

  5. Um auditório com 800 pessoas te ouvindo enquanto lavam suas louças não é o suficiente para o podcast voltar, Ghedin? kk

    1. Note que são 800 downloads. Os analytics de podcasts (os mais simples, que usamos aqui) não conseguem distinguir download de audição.

      É bastante gente, se colocarmos nesses termos, mas não é como se fosse um auditório, não? Acho que o caráter difuso da audiência digital (não sei com quem estou falando, onde estão me ouvindo, muitas vezes zero interação) causa certa estranheza. Que pode ser superada, claro — com o texto escrito isso não me afeta em quase nada, por exemplo.

      Tem outro detalhe também que gravar podcast falando sozinho, sem um norte (como eu tenho/terei com o diário de bordo), é dificílimo. Eu não sou muito de falar sozinho 🥲

  6. Queria apenas reforçar que gosto da ideia de não ter reações no telegram :) Talvez, no máximo, um joinha pra mostrar que acessou o link e que é algo legal? Mas aí cairia no seu problema de criar só conteúdo que traria joinha..

  7. Até concordo com a reclamação sobre o termo “estadunidense”… ou concordaria, se fosse muitos anos atrás. Tipo, o gentílico já foi “forçado” tantas vezes (pela mídia e por várias pessoas) que meio que já se tornou natural pra mim? Além disso, não é como se a gente se referisse aos EUA só como América (isso sim me parece anti-natural). Falamos tantas vezes “Estados Unidos”, que não é estranho chamar “estadunidense”.

    Ainda acho menos estranho falar “americano” ou “norte-americano” para se referir ao povo de lá. Por isso, eu ainda não concordo com quem reclama que América é o continente ou americano é o gentílico do continente. Ainda me parece incomum se referir a América como um bloco só, como se não houvesse diferenças entre norte e sul. Tudo bem que Europa, Ásia e África também não são tão homogêneos assim, mas por terem tantas características em comum, faz sentido chamar de europeu, asiático e africano, em alguns contextos.

    1. Chamar de estadunidense carrega uma carga negativa, parece que é uma birra. Soa como quando alguém chama um homem de varão, você já sabe que é um evangélico falando e, dependendo da posição do ouvinte, a interação será com um pouco de preconceito.

      Eu já fico incomodado demais com leiaute e becape, por exemplo. Se for aportuguesar, porque não utilizamos logo, sei lá, arranjo visual ou cópia de segurança, coisas do tipo. Pra mim soa mais elegante.

      1. De fato, a palavra “estadunidense” tem essa carga que dá pra deduzir as intenções de quem fala.

        Compartilho o incômodo com “leiaute” e “becape”. O curioso é que não vejo outras palavras estrangeiras sendo aportuguesadas, como “blog”/blogue e “site”/saite (ou sítio).

      2. Fala, Velho!
        Qual a carga negativa você visualiza no termo estadunidense?

        1. Não sou o Velho, mas a carga “negativa” que me passa é de alguém ligado à esquerda que quer quebrar as amarras do imperialismo colonialista norte-americano etc etc

          No fundo é só chatisse, já me acostumei ao termo, mas ler isso me faz pensar automaticamente em um professor de geografia que usa papete e boné da cut ou aquele esquerdomacho do DCE (nada contra, inclusive).

          1. Saquei! Eu particularmente não vejo problema em qualquer coisa que demarque posição contrária ao imperialismo

    2. @blue

      Eu também não! Os disparates que estão sendo ditos pelo orange man são um grande exemplo de qual nocivo e atual ele é. A questão, como o Jovem pontuou, é que quem costuma usar esse termo geralmente é alguém… chato.

      Menos o Ghedin, ele nós já conhecemos bem.

      1. Se a intenção for a mesma que o Velho citou, melhor mesmo. Já vi alguns textos utilizando esse termo a sério.

  8. Podcast: seria realmente legal a volta, mas se for o mesmo conteúdo do blog, acho dispensável (acho que até chegou a ser assim um tempo).

    Experimentação: Realmente foi muita coisa ano passado, mas creio que valeu, né? Aí seria bom alternar com um ano calmo, ano que vem volta de novo, rs.

    Conteúdo: Também acho que tem muita coisa da Apple, ainda mais com dicas de aplicativos e relacionados, mas entendo que está dentro da sua bolha, então não tem muito o que fazer.

    Leiaute: Eu gosto! É simples e rápido, não precisa ser colorido para ser bom, isso me lembrou de quando você falou que os portais/blogs em geral têm a mania de colocar foto em tudo, só para chamar atenção, mas o MdU vai na contramão disso e acho bem legal.

  9. “Quer eu falando todo domingo no seu ouvidinho?” Eu ri. Não somos a P. (é P. né?) mas sim queremos.