18 comentários

  1. Mesmo quem deveria não usa, é difícil fazer uma conversa por lá. Pessoal usa o velho “dá nada não” para justificar a inércia de usar a única coisa que pode manter seus assuntos intocados.

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        1. Esperava uma resposta mais específica. Uso tanto Signal quanto WhatsApp (e outros apps de mensagens) e, de verdade, acho o Signal bastante competitivo. Não fica devendo em nada aos demais.

          Consegue apontar problemas mais específicos?

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          1. Como um aplicativo com uma base de usuários tão pequena pode ser competitivo? No WhatsApp e Telegram, só a título de exemplo, meus contatos inscritos passam dos milhares, no Signal são 3 (isso, somente três). E os três foram pessoas que eu insisti para que baixassem.

            WhatsApp e Telegram tem mais recursos que o Signal. Localização em tempo real, chamada em grupo com gravação (e em vídeo), pagamento direto na conversa, muuuuitas opções de personalização, canais de conteúdo e muito outros recursos.

            Para quem realmente se preocupa com privacidade, e tem esse poder de convencer os outros a instalarem o Signal, é a melhor opção, sem dúvida alguma. Mas para uso de comunicação diária, não chega nem a ser uma opção.

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          2. Base de usuários não é sinônimo de competitividade, ou de qualidade. Se isso fosse critério, Facebook era o melhor app do mundo.

            WhatsApp e Telegram, de fato, têm mais recursos, muitos deles fora do escopo de um app de mensagens (como os canais). No que tange à comunicação, porém, não acho que o Signal esteja tão atrás — não a ponto de “pior que bater na mãe”.

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          3. Para mim, ter uma base de usuários faz parte da competitividade. Como vai ser competitivo, se não há quem use o serviço? Fazendo uma analogia com a fotografia, seria como dizer que a Leica e a Hasselblad são empresas competitivas frente à Canon. Não são. São marcas de nicho, que vendem pouco, que tem poucos usuários e que mesmo que tenham margem de lucro alta, vendem tão pouco que não dá para competir com as grandes. E esse nem é o propósito delas, assim como imagino que não é o propósito do Signal. Os desenvolvedores sabem que não são competitivos e nem vão brigar com Telegram e WhatsApp, com certeza o objetivo deles é pegar os usuários que realmente se preocupam com a privacidade, e esses usuários são como os donos de Leica e Hasselblad.

            Sobre o “pior que bater na mãe”, imagino que você tenha notado que é uma brincadeira, não? Aqui é muito comum usar essa expressão, assim como “mais perdido que cego em tiroteio”.

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    1. Ué, qual o problema do Signal? É apenas um mensageiro criptografado, que foca na privacidade dos usuários.
      Se tem gente fazendo coisas ilícitas, o problema não é o Signal, e sim essas pessoas.

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  2. Super empresários são sempre criminosos de alguma (ou várias) maneiras. Pulando isso, amei o Signal pela promessa de privacidade e visual super minimalista.

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  3. Nunca consegui usar ele, até mesmo o Telegram que do meu círculo de contatos uma boa parte têm, nunca consegui usar como mensageiro principal, muito difícil usarem outra coisa a não ser o WhatApp.

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  4. Também, quando ele usa WhatApp os caras hackeiam o telefone dele 😂😂😂😂😂

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  5. A verdade inconveniente: na posição dele, 99% das pessoas fariam exatamente a mesma coisa ao tratar de assuntos sensíveis

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    1. Nem sempre. Empresas de capital aberto precisam seguir regras de comunicação/compliance definidas pela FTC, incluindo não destruir evidências de tratativas relacionadas aos negócios.

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      1. Mas acho que a lei de privacidade é superior a isso.

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        1. Pior que não é. Nenhuma lei é absoluta, incluindo as de privacidade. Quando uma empresa abre capital na bolsa, ela se submete a certas condições específicas — incluindo não destruir/sonegar comunicações internas do órgão regulador.

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        2. Uma analogia seria ele usar o protonmail para assuntos da empresa ao invés do email corporativo. Não pode e a SEC é bem clara em relação a este tema.

          A SEC exige que as empresas capturem, retenham e monitorem as comunicações eletrônicas (Regra 17a-4 – registro e retenção em formato não regravável, não apagável) .

          Se uma comunicação, independentemente de onde ocorra, se relacionar com os negócios da empresa, ela deve ser feita pelo canal oficial da empresa.

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