Microsoft compra Activision Blizzard, de Call of Duty e Candy Crush, por US$ 68,7 bilhões

A Microsoft informou nesta terça (18) que adquiriu a Activision Blizzard, uma das maiores empresas de games do mundo, dona de franquias populares como Call of Duty, Overwatch e Candy Crush, e de diversos estúdios de desenvolvimento de jogos em todo mundo que empregam 10 mil pessoas.

A Microsoft pagará US$ 68,7 bilhões, em dinheiro, um prêmio de ~37% sobre a cotação atual da Activision Blizzard (~US$ 50 bilhões). Na nova estrutura, o contestado CEO da empresa adquirida, Bobby Kotick, sob forte pressão por uma série de denúncias de assédio e abusos entre funcionários, seguirá no cargo.

A aquisição posiciona a Microsoft como a terceira maior empresa do setor de games, atrás apenas da Tencent e da Sony, e ainda precisa ser aprovada por órgãos antitruste. Via Microsoft (em inglês).

A ascensão do trabalho performático

A ascensão do trabalho performático (em inglês), na The Economist: O teatro sempre foi uma parte importante do ambiente de trabalho. A comunicação aberta é um pré-requisito para trabalho remoto bem sucedido. Mas a prevalência do trabalho performático é má notícia — não apenas para os George Costanzas do mundo, que não podem mais se […]

Ativistas criam campanha para pressionar Twitter por regras contra desinformação de covid-19

Nove perfis ativistas no Twitter, como o Sleeping Giants Brasil (@slpng_giants_pt) e o Tesoureiros do Jair (@tesoureiros), lançaram no domingo (16) a campanha #FakeNewsMata, que pretende angariar assinaturas de usuários insatisfeitos com o Twitter e enviar o abaixo-assinado a executivos da empresa na sede, nos Estados Unidos, e no Brasil.

À BBC Brasil, o Twitter afirmou que, em 2021, removeu 63.876 posts amparado pelas regras contra desinformação da covid-19, cerca de 7 por hora. Segundo estimativas de terceiros (a empresa não libera números oficiais), o Twitter veicula cerca de 20 milhões de posts por hora. Via BBC Brasil.

Possível expansão dos limites de disparo de mensagens no WhatsApp preocupa em ano de eleição

Uma funcionalidade do WhatsApp ainda em desenvolvimento, com o potencial de expandir o alcance de grupos na plataforma, foi apresentada a seis representantes de setores estratégicos no Brasil em 9 de dezembro e causou apreensão, relata O Globo. São as “comunidades”, flagradas pelo XDA-Developers e WABetaInfo no segundo semestre do ano passado, uma espécie de “grupo de grupos”. Pouco se sabe, por ora, do que as comunidades serão capazes, nem quando (ou se) serão lançadas. Via O Globo, XDA-Developers (em inglês), WABetaInfo (em inglês).

Twitter passa a receber denúncias de conteúdos enganosos no Brasil

Nesta segunda (17), o Twitter expandiu para o Brasil, Filipinas e Espanha o teste de um mecanismo de denúncia de posts enganosos. Agora, ao clicar/tocar no link Denunciar Tweet, aparece a opção As informações são enganosas e, ao clicar nesta, uma lista de categorias — Política, Saúde e Outra coisa.

O teste de denúncias de posts enganosos começou em agosto do ano passado, limitado à Austrália, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Nos últimos dias, à luz de posts mentirosos relacionados à vacinação de crianças contra a covid-19 promovidos por negacionistas populares no Twitter, iniciou-se uma campanha para que esse mecanismo de denúncia fosse disponibilizado para usuários brasileiros. Via @TwitterSafety/Twitter (em inglês).

Na Holanda, apps de namoro para iPhone poderão oferecer meios de pagamento alternativos

A Apple permitirá que aplicativos de namoro (Tinder, Bumble, Happn etc.) na Holanda sejam oferecidos na App Store do iOS/iPadOS com sistemas de pagamentos de terceiros. A medida foi imposta pela Autoridade Holandesa para Consumidores e Mercados. Embora esteja adequando a App Store à decisão, a Apple recorreu da decisão e espera revertê-la.

A exceção é bem complicada. Quem quiser oferecer meios de pagamento alternativos em seus aplicativos de namoro terá que submeter um novo app à App Store, exclusivo para o mercado holandês, e, segundo a Apple, ainda assim ficará devendo uma taxa à empresa.

A Apple também está sendo obrigada a permitir meios de pagamento de terceiros na App Store da Coreia do Sul. Por lá, a regra deverá valer para todas as categorias de aplicativos e jogos. Não se sabe quando nem qual será o percentual da comissão da Apple, que ela pretende cobrar também no mercado sul-coreano. Via Apple, The Korea Herald (ambos em inglês).

Lichess custa US$ 420 mil por ano; salário do desenvolvedor é de menos de US$ 5 mil/mês

Quem joga xadrez online conhece e provavelmente usa o Lichess, uma das maiores plataformas de jogos de xadrez do mundo. O Lichess foi lançado em 2010 pelo francês Thibault Duplessis, não tem fins lucrativos, é e sempre será gratuito e sem anúncios e não vende dados dos usuários. Atualmente hospeda ~5,2 milhões de partidas por dia, entre duas pessoas e contra o computador.

Dia desses, Thibault comentou que a operação do Lichess custa US$ 420 mil por ano e postou a tabela de custos detalhada. O valor, ridiculamente baixo, já inclui sua remuneração. Em 2021, seu salário mensal foi de US$ 4.705,88, nada de outro mundo, considerando o alcance e a popularidade do Lichess.

Todas as despesas do Lichess são cobertas por doações dos jogadores/usuários, que só recebem em troca uma figurinha em seus perfis.

Em uma seção de perguntas e respostas no Reddit, em abril de 2021, Thibault foi questionado sobre seu salário. Sua resposta:

Eu poderia ganhar mais vendendo minhas habilidades a quem pagasse melhor? Provavelmente.

Eu seria mais feliz? De jeito algum.

Da maneira como encaro, aquilo [salário] é bastante dinheiro para um trabalho que eu posso fazer no meu ritmo, do conforto da minha casa. E em vez de chefes ou clientes, trabalho para uma comunidade incrível.

Por mais coisas do tipo.

O Manual do Usuário também abre sua contabilidade todo trimestre aos apoiadores do projeto.

Twitter sem BBB ou Termo/Wordle? É possível

Nesta segunda (17) começa o Big Brother Brasil 22, reality show da Globo que, nos últimos anos, tem dominado as redes sociais no período em que é exibido. Ótimo para quem curte, nem tanto se não é o seu tipo de entretenimento. A boa notícia é que, pelo menos no Twitter, é possível silenciar palavras […]

Facebook Papers abalou satisfação dos funcionários do Facebook/Meta

O escândalo do Facebook Papers não foi capaz de abalar a maioria das métricas importantes do Facebook/Meta, como geração de receita, lucro e tamanho da base de usuários. Mas teve uma métrica em específico que, ao que parece, sofreu: o moral dos funcionários. Na última edição da pesquisa de satisfação dos funcionários, realizada todo ano pela Glassdoor, o Facebook/Meta despencou para a 47ª posição. Foi a pior classificação da empresa em todas as edições da pesquisa.

A título de contexto, em 2020 o Facebook/Meta havia ficado em 11º lugar. E em três edições, foi eleito o melhor lugar para se trabalhar nos Estados Unidos. Via Bloomberg (em inglês).

Uma mini rede social privada dentro de um widget no iPhone

Quatro prints de divulgação do Locket, mostrando fotos de pessoas em um widget pequeno na tela inicial do iPhone.
Imagem: Locket/Divulgação.

O aplicativo Locket, para iOS, é uma mini rede social privada de fotos comprimida em um widget.

Após instalá-lo, você coloca o widget na tela inicial e adiciona até cinco amigos. As fotos enviadas pelo widget ficam visíveis em todos os celulares da rede — e devem ser tiradas na hora; não dá para acessar a biblioteca de fotos. É quase um “melhores amigos” do Instagram, mais direto e menos ambicioso.

Matthew Moss, programador norte-americano, criou o Locket para uso próprio, quando sua namorada foi estudar em outra cidade e o namoro deles passou a ser à distância. Seis meses mais tarde, quando Matt decidiu lançar o Locket na App Store, foi um sucesso instantâneo: nos Estados Unidos, é o app mais baixado da categoria redes sociais e um dos mais populares entre os gratuitos.

No Brasil, onde o apelo é menor, pois é uma rede/app exclusivo para iPhones, o Locket é o 5º mais baixado em redes sociais e está no top 60 dos gratuitos na manhã desta sexta (14).

Daquelas pequenas ideias geniais que ressignificam elementos de interface para fins diversos. Via TechCrunch (em inglês).

É preciso banir todas as armas que localizam, selecionam e atacam alvos humanos sem supervisão de um ser vivo responsável, ou seja, as autônomas letais. E banir a pesquisa, a criação, o desenvolvimento e o uso.

— Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), especialista em inteligência artificial e autor do livro Inteligência artificial a nosso favor: como manter o controle sobre a tecnologia (Companhia das Letras), em entrevista ao jornal O Globo.

O que eu uso (2022)

O Manual do Usuário é reflexo da minha curiosidade e vivências. Por isso, os produtos e serviços de tecnologia que uso no dia a dia, para fazê-lo e para outros fins, têm um impacto considerável no site. Daí veio a ideia de fazer um raio-x anual do que estou usando, para dar mais contexto ao […]

Em 2021, brasileiro passou 5,4h por dia grudado em apps de celular — um recorde mundial

A App Annie, consultoria especializada no mercado de aplicativos, divulgou um relatório que apontou o Brasil como o país que mais usa apps do mundo. Em 2021, passamos em média 5,4 horas por dia grudados na tela do celular. O número é 12,5% maior que a média global do período (4,8h) e representa um salto de 31,7% em relação à nossa média em 2019 (4,1h), salto que provavelmente se explica pela pandemia — dos 17 países que lideram o ranking, apenas em dois o tempo gasto em apps diminuiu de 2020 para 2021 (Argentina e China).

O levantamento da App Annie traz outros dados curiosos e números enormes para 2021 (dados globais):

  • Baixamos 230 bilhões de aplicativos;
  • Gastamos US$ 170 bilhões com eles;
  • Dispensamos 3,8 trilhões de horas somadas.

Há ainda dados e insights separados por categorias — e o Brasil se destaca em várias delas, como finanças e games. Via App Annie (em inglês).

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