Se tirar IA e a nova Siri, sobra alguma novidade nos OS 27 da Apple?

Neste ano, ao contrário de 2025, atualizei o meu computador assim que o macOS 27 Golden Gate foi disponibilizado. Os comentários favoráveis no período de testes foram animadores e, no fundo, pensava comigo que o Liquid Glass original, do macOS 26 Tahoe, é tão ruim que não dava para piorar.

Sem surpresa, o visual do macOS 27 é melhor. No sentido estético e de usar: os botões se parecem com botões, há novamente divisórias visíveis nas janelas, os cantos de janelas comicamente arredondados, a barra lateral deixou de flutuar por… sei lá por que ela flutuava.

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Nesta quarta (16), foi lançada a versão estável do Gnome 51, o famoso ambiente gráfico para Linux. (Vídeo de divulgação.)O destaque fica para melhorias em desempenho e gráficos. Não sei se já era padrão, mas esbocei um sorriso ao ver que o Sushi é um aplicativo padrão e foi portado para GTK4. Ele exibe o conteúdo de arquivos ao apertar a tecla Espaço no gerenciador de arquivos — similar ao Quick Look do macOS.

Infelizmente a nova camada sobreposta dos resultados da busca, que estava prevista para o Gnome 51, ficou de fora.

ReelSwap 
reelswap.net

Catalogue e navegue por sua coleção de mídias físicas neste site. O diferencial é a exibição: uma prateleira tridimensional. “Retire” (clique em) um filme dela e veja a caixa por todos os ângulos. Em inglês; gratuito.

Da “trend” dos anos 1980 ao Apple Watch que espiona conversas, o que está em jogo é a percepção pública

Foto de um Apple Watch Ultra 4 no braço de alguém, mostrando a transcrição de uma conversa recente captada pelo recurso Live Rewind.

Não foram uma nem duas vezes em que publiquei materiais, neste blog, em tentativas de conscientizar as pessoas dos riscos de aplicativos virais que adulteram fotografias, como o FaceApp em 2019.

Somos seres curiosos. A promessa de olhar para um espelho mágico, que nos mostra velhos, em outro gênero ou numa época diferente é quase irresistível, uma força que faz muitos ignorarem os sinais de alerta, mesmo que óbvios.

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A semana do Manual (6–12/9/2026)

Os destaques do blog:

Minhas participações no Órbita:

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O que eu perdi?

Você está lendo um blog pessoal com foco em tecnologia. Na prática, isso significa que não tenho o compromisso de cobrir todos os acontecimentos da área. Faço muito uso dessa ~prerrogativa.

Estive pensando em preencher eventuais lacunas com a ajuda dos leitores. Este post, que espero tornar semanal, é o resultado de tais reflexões.

O que eu perdi? Que notícias, lançamentos ou curiosidades em tecnologia que rolaram durante a semana que não apareceram no Manual, mas que você acha que deveriam ter sido publicados aqui?

Além de sugerir assuntos, vale comentá-los também — o que você trouxer e os dos outros.

Any human ever 
anyhumanever.com

Este site permite compor a vida de uma pessoa aleatória entre todas as 100 bilhões que já viveram neste planeta, baseado em estatísticas e fragmentos históricos de cada período. Achei legal analisar a vida de gente que viveu há séculos ou milênios e, depois, traçar o seu perfil. Em inglês.

E se em vez de controlar cada movimento do seu personagem em um jogo, você pudesse dizer a ele o que deseja e vê-lo viver, agir e se conectar com os outros por conta própria no mundo virtual em constante mudança?

Microsoft
Project VEGA, “vibe gaming”

Traz aquele meme do filme Jurassic Park. (“Seus cientistas estavam tão preocupados se conseguiriam ou não, que não pararam para pensar se deveriam.”)

Em busca do hipotético comprador do iPhone Duo e outros celulares dobráveis

Dois iPhones Duo segurados por mãos, um fechado e outro aberto.

No final de agosto, tive a oportunidade de mexer em um Galaxy Z Fold8, o celular dobrável da Samsung em formato de passaporte. É menor do que eu esperava. Achei um tanto curioso. Meu momento com o aparelho foi breve e acho que vi o suficiente. Não é para mim.

Nesta quarta (9), a Apple estreou no segmento de celulares dobráveis com o anúncio do iPhone Duo. Lembra bastante o Galaxy Z Fold8. O maior destaque das primeiras impressões é a animação nas telas ao abrir e fechá-las. (É realmente legal.)

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myNoise 
mynoise.net

Stéphane Pigeon, engenheiro de processamento de sinais e apaixonado por sons, mantém sozinho este site. Ele corre o mundo para gravar barulhinhos diversos com a maior qualidade possível. Por quê? A resposta curta, segundo o próprio, é porque ele é doido.

Jellyfin 12

Após várias versões de testes, o Jellyfin 12 foi lançado nesta segunda (7). Esta é a aplicação para o servidor, que outros dispositivos acessam para exibir os vídeos, músicas e outras mídias digitais armazenados. Ela também conta com um cliente acessível pela web.

O versionamento mudou e esta nova tem um punhado de alterações de quebra (“breaking changes”) e cuidados pré-instalação. Super recomendável ler todo o anúncio da nova versão — está em inglês; uma tradução automática deve bastar.

Todos esses obstáculos vão desaguar em muitas correções e melhorias. Nas visíveis, destacam-se o suporte a múltiplas versões de um mesmo episódio, melhorias para livros e quadrinhos digitais e recomendações, suporte a plugins que expandem a pesquisa e o leiaute moderno como novo padrão. O registro de alterações é quilométrico.

Wire Loop 
keithcirkel.co.uk

Dos game shows mais chatos da televisão para o seu computador ou celular, no jogo Wire Loop você precisa levar o disco de um ponto a outro sem tocar no fio, o mais rápido possível. Inclui um criador de níveis.

O Projeto Asahi, que tem por missão viabilizar distribuições Linux em computadores pós-2020 da Apple, anunciou no domingo (6) o suporte à família de chips M3. Ainda há limitações importantes, como a falta de aceleração 3D e a incapacidade de fazer o sistema dormir, mas funciona. Devido a elas, o suporte fica oculto atrás do “modo especialista”.

LibreOffice bate recorde de downloads após declarar não ter recursos de IA

O LibreOffice 26.8, lançado em 26/8, tornou-se a atualização mais popular do software, uma alternativa livre ao Microsoft Office disponível há quase duas décadas. Em uma semana, o instalador foi baixado mais de 1 milhão de vezes — sem contar as atualizações via repositórios de distribuições Linux.

Alguém poderia dizer que as melhorias no sistema de escrita e na tipografia são uma sensação entre ONGs, órgãos governamentais e escritórios que usam o LibreOffice. Coloco as minhas fichas em um “não recurso”, porém: a declaração de que o LibreOffice não traz recursos de inteligência artificial generativa devido à (falta de) privacidade da tecnologia.

Um dia depois de celebrar o recorde de downloads e a ampla repercussão, a The Document Foundation (TDF), que gere o software, detalhou o posicionamento em um post intitulado “Sim, não ter IA é um recurso agora”.

O texto, assinado por Italo Vignoli, diz que a TDF “não rejeita a inteligência artificial de pronto”, mas que a tecnologia ainda não atende a uma lista exaustiva de princípios para ser incluída como padrão. Os tais princípios são:

  • Execução controlada pelo usuário.
  • Nenhum conteúdo pode deixar o computador sem autorização.
  • Sem telemetria de qualquer natureza.
  • Sem dependência de um único fornecedor.
  • Sem comprometimentos ao formato [de arquivos].
  • Totalmente opcional.

Por ora, a TDF recomenda plugins da comunidade para integrar IA ao LibreOffice.

O posicionamento distinto da TDF “não tem quase qualquer relação com a tecnologia”, prossegue o texto antes de cutucar rivais que pularam de cabeça na IA. Para a fundação, a IA “justifica aumento de preços e intensifica a manutenção de todos os documentos dentro da própria infraestrutura” da empresa, que depende da venda de assinaturas.

O detalhamento da The Document Foundation pode decepcionar quem entendeu a declaração no lançamento do LibreOffice 26.8 como um manifesto anti-IA.

Quaisquer que sejam os motivos, o caso do LibreOffice 26.8 responde a uma dúvida que eu e outros temos desde 2023: se todo o mercado agora oferece IA embutida em softwares de toda sorte, será que não há espaço para alternativas *sem* IA se destacarem? Aparentemente, sim.

Após consultar seus advogados, “zedeus”, criador e mantenedor do Nitter, anunciou que o projeto será retomado e as instâncias voltarão a operar em breve. Dentro de uma semana, mais detalhes serão compartilhados.

O Nitter é um “front-end” (interface) alternativa para o X. Em 25/8, o projeto recebeu uma notificação extrajudicial do X e, no mesmo dia, anunciou o encerramento das atividades. Que bom que essa decisão foi revertida. Vai, Nitter!