Root é o melhor jogo que eu conheço

por Fabio Bracht

Este post faz parte da série Jogos integrais. Saiba mais e descubra outros jogos recomendados.

Há mais de 30 anos eu dedico quase todo o meu tempo livre a jogar coisas. Não me lembro quando foi a última vez que passei um dia inteiro sem jogar. Jogos são a minha maior paixão, o meu maior interesse e o principal framework através do qual eu enxergo arte, entretenimento, interações sociais, economia e o mundo de forma geral. Algumas pessoas praticam esportes, outras leem, assistem, estudam. Eu jogo. É a minha ocupação.

E Root é o melhor jogo que eu conheço.

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Talvez a Meta esteja meio certa em ignorar jornalistas

Talvez a Meta esteja meio certa em ignorar jornalistas e notícias no Threads. (O que não significa que a empresa esteja certa em outras coisas, ou no geral.)

A crise transnacional envolvendo o dono do X (ex-Twitter) e a Justiça brasileira levou muitos tuiteiros, incluindo jornalistas, a procurar abrigo no Bluesky. E, mesmo sem seguir novos perfis, meu feed foi tomado de… notícias. E notícias específicas: do Elon Musk, de política, de desgraças no geral.

Nada contra notícias e jornalismo em geral, é só que nesses ambientes — Twitter e agora Bluesky — a abordagem se dá com o fígado em vez do cérebro. Pesa o clima e cansa um pouco.

Novos sistemas de publicação de blogs 

Uma nova leva de CMSs, ou sistemas de publicação para blogs, surgiu no horizonte. Todos pagos, mas com um visual moderno aliado a uma pegada mais… minimalista (no bom sentido do termo) e focados em indivíduos, não em empresas. Talvez um deles possa ser o lar do seu próximo (ou atual) blog.

Firefox terá tradutor de texto selecionado

A Mozilla está testando a tradução de trechos selecionados no Firefox. Por ora, como mostra o Omg! Ubuntu, está disponível apenas em versões experimentais do navegador.

É um recurso fantástico, similar ao que a Apple introduziu no macOS 12 Monterey, em 2021. Pela natureza do que faço, lido com muito texto em inglês ao longo do dia. Ter um tradutor decente a um clique do mouse, em qualquer lugar do sistema, é um super poder que eu não sabia que precisava.

Na semana em que usei Linux (e o Firefox como navegador principal), recorri à extensão do DeepL, que oferece um recurso similar, ainda que seja meio instável. Tê-lo integrado ao navegador deve ser melhor.

A solução do Firefox é, por óbvio, limitada ao Firefox/navegador. É uma pena, mas melhor que nada.

Novos preços e planos família no Fastmail 

O Fastmail reformulou seus planos e agora tem preços em 20 moedas — incluindo o real brasileiro. Os novos planos são voltados a “indivíduos e famílias”, e contempla um, dois ou até seis usuários. Os antigos continuam existindo, só que agora na categoria “negócios”.

No Brasil, o antigo plano padrão, que dá direito a usar domínio próprio e oferecia 30 GB de espaço, custa R$ 24/mês. (Assinaturas anuais ou por mais tempo têm descontos.) Quem já é cliente será migrado aos novos planos e valores locais no fim do ano, mas já pode usufruir do espaço extra, de 50 GB.

O Fastmail é parceiro do clube de descontos para assinantes do Manual do Usuário e oferece 20% de desconto a quem assina o site por um ano.

A mesa de trabalho do Fábio Emilio Costa

Nesta seção, leitores do Manual mostram suas mesas (e o que tem em cima delas), explicam o que usam e como, e nessa todo mundo aprende alguma coisa nova. Veja outras mesas e, se puder, envie a sua.

Sou analista de performance e planejamento de capacidade focado em Linux para ambientes de alta plataforma no Serpro e atualmente trabalho em minha casa.

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Botão de “seguir” do Substack gera temor entre donos de newsletters

Eu gosto de estar certo (quem não gosta?), mas para algumas previsões eu gostaria de estar errado. Uma desse tipo, a de que o Substack é uma bomba-relógio, realizou-se mais cedo do que eu imaginava.

Em agosto de 2023, o Substack lançou uma novidade estranha: um botão para seguir (“follow”) pessoas na rede. Por que uma plataforma de newsletters, que por definição emprega esse recurso (a gente “segue” uma newsletter quando se inscreve nela), precisa ter um botão de “seguir”?

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Elon Musk contra Alexandre de Moraes

Se Elon Musk retirar os bloqueios judiciais impostos pelo TSE a contas de lunáticos no X, antigo Twitter, e continuar achincalhando o ministro Alexandre de Moraes (resumo do Núcleo), não é maluquice imaginar um bloqueio do X no país. E… sinceramente, talvez seja uma boa? Seria um lixão a céu aberto a menos na internet brasileira.

Atualização (8/4, às 8h40): Na noite deste domingo (7), Alexandre de Moraes incluiu Musk como investigado no inquérito das fake news do STF e por possíveis crimes de obstrução à Justiça e incitação ao crime. Texto na íntegra.

Como as gigantes de tecnologia dão um jeitinho para coletar dados para IA 

O New York Times publicou uma reportagem bombástica mostrando como, nos bastidores, as grandes empresas de IA dão um jeitinho (às vezes ilegal) de obter conteúdo para treinar seus grandes modelos de linguagem, base das IAs generativas.

A parte mais engraçada é o Google fazendo vista grossa para a OpenAI raspando 1 milhão de horas (!) de vídeos do YouTube para transcrever e alimentar o GPT-4 porque o próprio Google estava fazendo o mesmo para o Gemini. (A prática viola os termos de uso do YouTube.)

Detalhe: dois dias antes, o CEO do YouTube, Neal Mohan, disse à Bloomberg (sem paywall) que o uso de vídeos pela OpenAI para treinar a Sora seria contra as diretrizes da plataforma.

Deckset permite criar apresentações de slides escrevendo Markdown

Minha palestra ideal não tem slides. Quando isso não é uma opção ou desejável, tento ser o mais simples possível no desenho da apresentação. O aplicativo Deckset me permitiu ser simples sem ser simplório.

Ele vem com alguns modelos prontos e, o mais legal, trabalha com uma interface baseada em Markdown. Em outras palavras, dá para “montar” a apresentação no Bloco de Notas — digo, no Editor de Textos; é um app só para macOS e iOS.

Nunca fazer uma apresentação elegante foi tão fácil e agradável.

O app é pago, mas oferece um teste sem restrições de 14 dias.

Deckset / macOS, iOS e iPadOS / US$ 35 (macOS) ou R$ 14,90/mês (iOS/iPadOS)

IA, mas pode chamar de terceirização para países pobres

A Amazon fez barulho na década passada quando abriu lojas físicas nos EUA com o Just Walk Out, que dispensava caixas humanos: o cliente apenas pegava as coisas nas prateleiras e o sistema (supostamente) inteligente detectava e cobrava direto no cartão, sem intervenção humana.

Acontece que, segundo o The Information, o tal “sistema automatizado” consistia em mais de 1 mil indianos monitorando e rotulando as compras remotamente. (Isso explica, por exemplo, por que algumas cobranças levavam horas para serem creditadas.)

A Amazon anunciou nesta terça (2) que vai acabar com o Just Walk Out. Em seu lugar, implementará outro sistema em que o próprio consumidor passará as compras por um leitor embutido no carrinho de compras.

“Inteligência artificial” segue sendo um eufemismo para terceirização de trabalho repetitivo para países pobres. Via The Information e Gizmodo (ambos em inglês).