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Bloco de notas 20#22: Banco Central barra pagamentos pelo WhatsApp

Uma curadoria semanal de notícias, curiosidades e esquisitices da tecnologia pessoal.


🗞 Notícias

O Banco Central determinou que Mastercard e Visa suspendessem imediatamente o processamento de pagamentos pelo WhatsApp, sob pena de multa. Em nota, o Bacen explicou que a decisão visa “preservar um adequado ambiente competitivo” e que a interrupção servirá para avaliar eventuais riscos ao funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro. [Banco Central]

Em um discurso feito na abertura da 9ª reunião plenária do Fórum de Pagamentos Instantâneos, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, confirmou que transferências entre pessoas físicas via Pix serão gratuitas. Na mesma ocasião, ele revelou que o Pix permitirá o serviço de saque por meio da rede varejista. [Banco Central, PDF]

Cresce o movimento de boicote a anúncios no Facebook em julho.Nos Estados Unidos, marcas como Patagonia, The North Face, Ben & Jerry’s, Eddie Bauer, Magnolia Pictures e Dashlane aderiram à ação, batizada “Stop Hate For Profit”, que exige que o Facebook tome medidas mais rígidas contra a disseminação de ódio e de conteúdos racistas em suas plataformas. [BBC Brasil]

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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O Google pagará alguns jornais pelo conteúdo deles veiculado no News e no Discover. Os primeiros parceiros são da Alemanha, Austrália e Brasil. Pode ser benéfico no curto prazo, mas isso subjuga ainda mais os jornais à empresa. Síndrome de Estocolmo? [Folha]

O Cetic divulgou os resultados da edição 2019 da pesquisa TIC Kids Online, que mostra como crianças e adolescentes (11 a 17 anos) usam a internet no Brasil. O celular continua sendo o meio de acesso predominante: 95% desse público acessa a internet por ele; 58%, exclusivamente pelo celular. Chamou a atenção a TV, que ultrapassou o computador pessoal como segundo dispositivo mais popular (43% contra 38%). [Cetic.br, PDF]

Após 84 anos de história, a Olympus não fabricará mais câmeras fotográficas. O negócio deve ser vendido à Japan Industries Partners, empresa que detém outra marca icônica abandonada pela sua criadora, a Vaio, de computadores. Sem o negócio de câmeras, a Olympus se volta integralmente ao mercado de equipamentos ópticos para medicina e ciência. [BBC News, em inglês]

O mais alto tribunal da Alemanha impôs uma importante derrota ao Facebook ao julgar que a empresa abusou do seu domínio em redes sociais para coletar dados dos usuários ilegalmente. A alegação é de que o Facebook não dá opção aos usuários de não terem seus dados coletados de diversas fontes e combinados e processados para ajudar na exibição de anúncios segmentados. Ainda cabe recurso. [Folha]


📱 Apps

Um resumo, com todo o verniz da máquina de marketing da Apple, das principais novidades anunciadas na WWDC 2020. [Apple]

O iOS 14 resolverá, de maneira inteligente, uma das grandes críticas de ativistas da privacidade: o compartilhamento com apps do identificador de publicidade (IDFA) do dispositivo. (Já falei disso no site.) Em vez de desativá-lo, a Apple perguntará ao usuário se ele autoriza o uso por apps que o solicitarem. Alguém autorizará? A indústria da publicidade está aflita porque acredita que não. [Forbes, em inglês]

Na última sexta-feira (19), usuários do iFood relataram pedidos de outras contas aparecendo em seus apps, com dados pessoais como endereço de e-mail e CPF. Em nota, o iFood disse que foi um “problema de atualização” que durou 30 minutos e que nenhum dado de pagamento foi comprometido, pois eles ficam apenas no celular do usuário. [@manualdousuario/Telegram]

O ActionDash foi comprado pela SensorTower, uma empresa de inteligência de mercado. O app é uma alternativa às ferramentas nativas do Google de bem-estar digital para o Android. Com a venda, o app deixou de exibir anúncios. A SensorTower analisa dados de uso de celulares e apps para gerar seus relatórios. A empresa e Chris Lacy, criador e ex-dono do ActionDash, garantem que os dados coletados para uso nos relatórios serão agregados e anonimizados, e que a cessão deles pode ser negada (opt-out). [Medium, em inglês]

O Jumbo, um app que ajuda o usuário a configurar a privacidade de suas redes sociais, ganhou uma grande atualização. O app incorporou duas novas redes (Instagram e LinkedIn) e agora tem planos pagos, como o recurso de monitoramento ativo de vazamentos. [Jumbo, em inglês]

Na Netflix, uma nova opção facilita a remoção de títulos da lista “Continuar assistindo como [nome]”. Por ora, disponível apenas no app do Android. [The Verge, em inglês]


💡 Dicas e curiosidades

O brasileiro em distanciamento social devido à pandemia é alguém ouvindo música triste nos fones de ouvido enquanto o recém-comprado robô aspirador de pó faz seu trabalho (barulhento).[Folha (2)]


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4 comentários

  1. sobre o pix: gostei da ideia de saques nas redes varejistas, isso vai acabar um pouco com a dependência dos “24 horas”, seria legal se pudesse fazer isso também em mercados e farmácias.

    sobre a apple: muito legal as coisas em relação a privacidade, pena que os preços são proibitivos (o iphone se 2 até que é “barato”, mas como estou com um celular há apenas 10 meses, não irei comprar, quem sabe daqui 2 anos…)

    1. Essa ideia de saque nas varejistas é bem interessante. Vai ajudar na sangria do caixa e diminui as filas de banco pra saque. Talvez também ajude a diminuir a necessidade de tantas rondas de carros-forte para coletar o dinheiro. A única coisa ruim seria a parte de conservação do papel-moeda, porém creio que criarão uma solução para isso.

      Quanto ao iPhone SE2: gostei pra caramba. Estou esperando ele chegar nos 2500 parcelado em 10x sem juros. Como eu sei que vai demorar um bocado (ou nem chegar) não estou com pressa pra comprar.

    2. Discordo da questão do saque em rede varejista e explico.

      Salvo engano, já houve experiências anteriores para algo similar – inclusive da Caixa. Tornar supermercados uma “extensão de banco” acaba sendo até meio problemático, ao meu ver. Gera insegurança (pois incentiva o roubo a tais estabelecimentos), risco de fraudes (pois não duvido que será difícil fiscalizar a origem dos saques) e estresse maior para funcionários.

      1. Só imagino a coitada da caixa do mercado ter de lidar, além de validação de estacionamento, recarga de telefone, pagamento de contas, com saques.

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