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Bloco de notas 20#20: Entregadores de aplicativos começam a se organizar

Uma curadoria semanal de notícias, curiosidades e esquisitices da tecnologia pessoal.


🗞 Notícias

Entregadores de aplicativos estão se organizando para cobrarem seus direitos. Liderados por Paulo Lima, 31 anos, o grupo criado em São Paulo ainda é pequeno, mas levanta bandeiras importantes de um dos grupos profissionais mais precarizados do Brasil e que pode estar antecipando um “novo normal” do mercado de trabalho — que independe da pandemia. “(…) Existe uma mentira que foi contada pra gente que somos empreendedores”, disse Paulo na entrevista à Pública. [Agência Pública, Uol]

Livros recomendados pelo Manual do Usuárioo

Ainda não foi desta vez que a lei contra “fake news” foi votada no Congresso. Não por coincidência, os vários problemas apontados por especialistas explicam os adiamentos. Na raiz deles está a celeridade do processo e a falta de diálogo na formulação dos textos. [Folha]

A IBM anunciou o encerramento das suas ofertas e o desenvolvimento de tecnologias de reconhecimento facial. Em carta enviada ao Congresso norte-americano, o CEO Arvind Krishna disse que a empresa não vai tolerar “uso de qualquer tecnologia, incluindo reconhecimento facial de fornecedores, para vigilância em massa, perfilamento racial, violação de direitos humanos e liberdades, e qualquer outro fim que não se adeque a seus princípios e valores de confiança e transparência”. [Folha]

A Amazon, por sua vez, instaurou uma moratória de um ano na venda do seu sistema de reconhecimento facial a polícias. O objetivo é dar aos legisladores tempo para regular o uso da tecnologia. O lacônico comunicado não diz nada sobre outros usos questionáveis dele, como contra imigrantes na fronteira com o México. [Amazon, em inglês]

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos se prepara para abrir um mega processo antitruste contra o Google. Os procuradores acreditam que a empresa domina o mercado global de publicidade online ao atuar em todas as fases do processo, impedindo a competição. [Politico, em inglês]

A inteligência artificial da Microsoft que substituiu humanos na edição dos portais de notícias já cometeu um erro. Ao destacar uma reportagem sobre histórias de racismo sofrido pela cantora Jade Thirlwall, da banda Little Mix, a IA ilustrou a chamada com a foto de outra integrante do grupo, Leigh-Anne Pinnock. “É uma ofensa que não consigam diferenciar duas mulheres negras de quatro membros de um grupo… Melhorem!”, escreveu Jade em uma rede social. A Microsoft desculpou-se e corrigiu a gafe, mas alertou os editores humanos, que agora apenas supervisionam os editores robôs, a ficarem atentos à notícia do caso que sairia no Guardian — se os colegas robóticos a veiculassem, a ordem era para removê-la. [Guardian, em inglês]

A Catho, plataforma de vagas de emprego, sofreu um ataque e teve dados de usuários vazados. Em nota, a empresa confirmou o vazamento de dados pessoais de 195 usuários, mas não descartou que o número possa ser maior. [Tecmundo]

Muitos gadgets anunciados no Brasil esta semana. Xiaomi trouxe o Redmi Note 9 (a partir de R$ 2,7 mil) e Redmi Note 9 Pro (R$ 4,2 mil), e novos relógios inteligentes (a partir de R$ 900); Samsung atualizou seus modelos simples que vendem muito, os Galaxy A11 (R$ 1,7 mil) e Galaxy A21s (R$ 2 mil), e o tablet Galaxy Tab 6S Lite, que já traz a canetinha no pacote (R$ 3 mil); e a LG também focou em sua linha de volume, a K, com três modelos: K41s (R$ 1,3 mil), K51s (R$ 1,5 mil) e K61 (R$ 1,9 mil). [Ztop(2) (3) (4), Tecnoblog]

A Avell, fabricante brasileira de notebooks, anunciou nesta quarta (10) a sua nova linha LIV. São modelos com visual mais sóbrio, 10ª geração de processadores Intel e GPUs Nvidia RTX. Ao que parece, há uma tentativa de expandir o público-alvo para além dos gamers. Os preços começam em R$ 6,6 mil. [Olhar Digital]

Em plena pandemia, a Apple tornou-se a primeira empresa norte-americana a valer US$ 1,5 trilhão. A Microsoft deve se tornar a segunda em breve. [MacMagazine]


📱 Apps

O Google revelou o primeiro beta do Android 11 e, com ele, algumas novidades da nova versão do sistema. Foco em notificações (especialmente nas de apps de mensagens) e privacidade, com muitas interações “inspiradas” no iOS, da Apple. [The Verge/YouTube, em inglês]

A pandemia acelerou a adoção do streaming no Brasil e o resultado disso já se reflete nos números. Segundo a coluna do Ricardo Feltrin, em maio, pela primeira vez a audiência das plataformas de streaming em TVs superou a da TV fechada. [Uol]

O Signal para iOS — finalmente — tem uma opção para transferir o histórico de conversas de um iPhone velho para um novo. Ele é feito localmente (ou seja, precisa ter os dois aparelhos próximos; funciona tipo o AirDrop), criptografado de ponta a ponta e sem conexão à internet. No Android isso já era possível, embora o procedimento seja mais complexo. [Signal, em inglês]

O navegador Brave foi flagrado alterando URLs de sites de criptomoedas sem avisar os usuários. Essas alterações inseriam códigos de indicação, o que renderia ao navegador comissões caso os usuários se cadastrassem nos sites. A interferência pegou mal e, pelas redes sociais, o CEO do Brave, Brendan Eich, desculpou-se e disse que a empresa jamais fará algo do tipo outra vez. [Engadget, em inglês]

O Twitter perguntará aos usuários se eles leram o link que estão retuitando caso não tenham clicado nele antes. Segundo a empresa, a medida visa ajudar a promover “discussões embasadas”, já que um texto compartilhado sempre pode iniciar discussões. A princípio, o alerta aparecerá apenas no app para Android. [@TwitterSupport/Twitter, em inglês]

O Dropbox está trabalhando em um gerenciador de senhas. O serviço de armazenamento na nuvem publicou um aplicativo do tipo, chamado Dropbox Passwords, na Play Store, mas ele só é acessível por convite. [Android Police, em inglês]

Um site pode incorporar (“embed”) a foto de alguém publicada no Instagram sem negociar os direitos com o fotógrafo original? Segundo o próprio Instagram, não. Lá fora, há casos na Justiça de fotógrafos cobrando indenizações de jornais que usaram do expediente. Agora, o Instagram se manifestou dizendo que a licença que tem das fotos publicadas em sua plataforma não se estende à API de incorporação. [Ars Technica, em inglês]


💡 Dicas e curiosidades

A loja de games independentes itch.io lançou um pacotão de jogos em prol de causas antirracistas. No momento, são +1,4 mil (!) jogos e assets para criadores de jogos que podem ser comprados pelo valor mínimo de US$ 5, cerca de R$ 25. Obviamente, a maioria dos jogos é… esquisita, mas há várias pérolas no meio, como os célebres A Short Hike, Celeste, Octodad e Oxenfree. [itch.io, em inglês]

Desde o famigerado iPhone 4 encontrado em um bar pelo Gizmodo, em 2011, os vazamentos de celulares ainda não anunciados nunca mais foram os mesmos. A versão brasileira do blog lembra que, hoje, em muitos casos vazamentos são coordenados pelas próprias empresas “vazadas”no que é visto como apenas mais uma frente do marketing. [Gizmodo Brasil]


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1 comentário

  1. Essa decisão do Instagram é interessante. De um lado essa proibição “faz sentido” para o Facebook já que evita que os usuários saem da plataforma, e atrai mais usuários a ela caso queriam ver as fotos (vide o negócio de limitar as fotos vistas no navegador enquanto deslogado), mas não faz sentido nenhum considerando o modelo de negócios deles, já que os embed permitiriam adicionar uns tracking codes no meio…

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