Bloco de notas #1


2/8/19 às 9h03

GIF de uma bunda com a mão no "queixo" como se estivesse pensando.

Notas curtas e curiosidades do mundo da tecnologia que publicaria no Twitter se o Twitter fosse uma rede legal.

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O intrigante GIF animado que abre esta edição de estreia do Bloco de notas faz parte da Buttsss, uma “bela coleção de ilustrações de bundas redondas”. Não deixe de ler o detalhado caso de estudo de Pablo Stanley, artista responsável por esta magnífica obra de arte digital.

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Estes anúncios de conexão e serviços na internet de 1995 parecem ter saídos de uma realidade alternativa.

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Em Hong Kong, reconhecimento facial virou arma [New York Times, em inglês]. Autoridades identificam os líderes dos protestos pelo rosto e tentam forçá-los a desbloquearem seus celulares dessa maneira. Do outro lado, manifestantes compartilham em grupos no Telegram rostos de policiais à paisana. No vídeo acima [@alessabocchi/Twitter], manifestantes usam lasers para bloquearem câmeras de reconhecimento facial.

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Nesta semana, a nossa campanha de financiamento coletivo ganhou mais dois apoiadores: Ismael Monteiro da Silva e Gustavo Piotto. Obrigado! Estamos em 35% da meta. Se você gosta deste blog e e pode contribuir, considere tornar-se assinante.

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A Netflix foi flagrada coletando dados de movimento [The Next Web, em inglês] em celulares rodando versões de testes do Android Q, próxima do sistema do Google. (Ela explicita a coleta desse tipo de dado.) Questionada, a empresa disse que era “parte de um teste para ver como podemos melhorar a qualidade de exibição dos vídeos para assinantes em trânsito”. A coleta e o processamento de dados sempre andaram de mãos dadas com o crescimento estratosférico da Netflix na última década [Hackernoon, em inglês].

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Amazon, Google e, agora, Apple: todas repassam amostragens mínimas de frases ditas por usuários a seus assistentes de voz — Alexa, Google Assistente e Siri, respectivamente — para que seres humanos as ouçam e classifiquem. O último caso, da Apple, foi especialmente decepcionante, já que a empresa mantém uma postura pró-privacidade e só confirmou esta prática após um ex-contratado denunciá-la [The Guardian, em inglês]. O melhor a se fazer é desativar os comandos automáticos. Veja como no iPhone e Apple Watch e no Android.

Atualização (9h20): A Apple anunciou a suspensão do programa que coloca humanos para ouvirem frases ditas à Siri e que, quando retomá-lo, ele será opcional (“opt-in”). Deveria ter sido assim desde o começo, mas é melhor que nada.

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O Detoxify gera ícones falsos de apps populares na tela do seu celular. Toda vez que você toca em um deles, um contador indica quantas vezes você tentou acessá-lo. O objetivo é substituir o app verdadeiro pelo ícone falso a fim de combater o vício. Tem os suspeitos habituais: Instagram, Twitter, Facebook e outros.

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Perdeu alguma coisa do Manual durante a semana? Sem problema:

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Foto de cima mostrando detalhe nas teclas especiais e no trackpad multifuncional do Positivo Motion Q.
Foto: Positivo/Divulgação.

A Positivo levou à Eletrolar o notebook acima, chamado Motion Q. Diferentemente do Motion C de 2018, que trazia apenas a tecla Netflix, o novo modelo acrescenta outras duas especiais ao teclado: as teclas YouTube, autoexplicativa, e a “Me”, que leva o usuário a qualquer site pré-programado. Já consigo imaginar o desespero de um contador abrindo o YouTube umas dez vezes por dia enquanto tenta navegar em sua planilha usando as teclas direcionais.

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A democratização da internet via celular — a chamada era pós-PC — está criando uma legião de jovens conectados que chegam ao mercado de trabalho sem saber usar o computador [O Globo, em português], deficiência que acaba se tornando uma grande desvantagem competitiva. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 49% dos brasileiros acessam a rede apenas via celulares. Para variar, as camadas pobres da população são as mais afetadas.

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Um punhado de fotos antigas do New York Times mostrando a evolução dos telefones [em inglês] — das primeiras ligações até os celulares.

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O Chrome 76, liberado na última terça-feira (30/7), acabou com a capacidade de os sites detectarem acessos no modo privado/anônimo. Com isso, jornais que usam paywalls porosos não conseguem mais barrar acessos ilimitados por ali [WNIP, em inglês].

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Nos Estados Unidos, 20% das funerárias já oferecem streaming de velórios [Wired, em inglês].

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A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico publicou uma apostila curtinha sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP) [PDF]. Serve como introdução para quem ainda está perdido no assunto.

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Na China, produtoras apoiadas por gigantes como Tencent e Baidu apostam em séries audiovisuais feitas para serem vistas no celular em modo retrato (com a tela de pé) [The Next Web, em inglês]. Os episódios são curtos, ágeis e exploram o formato da tela, transformando em artifício narrativo aspectos que de outra forma seriam vistos como limitadores. Essas séries são chamadas de “shùpíngjù”, ou “dramas verticais”.

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