A Rest of World publicou uma matéria detalhando a epidemia de spam no WhatsApp na Índia, maior mercado do aplicativo — são 550 milhões de usuários no país asiático. Usuários de lá relataram o recebimento de até dez mensagens não solicitadas por dia.

Fiquei intrigado. Já recebi/recebo mensagens do tipo — transacionais de empresas como Magazine Luiza e Mercado Livre e contatos não automatizados de funcionários de lojas e vendedores de planos de internet —, porém são raras. Sou sortudo ou é questão de tempo?

Ao que tudo indica, esse movimento na Índia está ligado à abertura da API na nuvem do WhatsApp e à necessidade da Meta de gerar mais receita com o WhatsApp, um aplicativo com bilhões de usuários e que, ao contrário dos outros do conglomerado, não veicula anúncios. E… bem, a Meta está ávida por dinheiro. Via Rest of World (em inglês).

Agora é possível criar links para chamadas de áudio e videochamadas no WhatsApp, um recurso popularizado pelo Zoom e Google Meet.

O objetivo, segundo o WhatsApp, é facilitar o planejamento e o ingresso de pessoas a chamadas de áudio e vídeo. No momento, o WhatsApp aceita até 8 participantes em uma videochamada e 32 em chamadas de áudio.

Ao anunciar a novidade em seu perfil no Facebook, Mark Zuckerberg, CEO da Meta (dona do WhatsApp), disse que a empresa está testando videochamadas com até 32 participantes. Via @WhatsApp/Twitter e @zuck/Facebook (ambos em inglês).

Falando (ou não) de política em grupos de WhatsApp

Neste Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa revelam como lidam com as difíceis e por vezes inevitáveis conversas de política em redes sociais e grupos de WhatsApp. Vale a pena confrontar notícias falsas? Melhor perder a amizade que deixar a “fake news” correr solta? Como denunciar conteúdos ilegais sem se indispor com o seu tio reaça?

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TikTok e Kwai levam desinformação sobre urnas e Forças Armadas ao WhatsApp

por Agência Pública

Selo de republicação da Agência Pública.Esta matéria foi produzida pela Agência Pública, a primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil.

Por Laura Scofield e Nathallia Fonseca.

“Togados, vagabundos, preparem-se”, alertou um homem em um vídeo feito no Kwai, rede social chinesa que existe para criar e compartilhar vídeos curtos. “Nós não vamos só invadir o STF [Supremo Tribunal Federal] não, nós vamos pendurar vocês de cabeça para baixo”, ameaçou.

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A Meta anunciou nesta segunda (29) a primeira loja integral dentro do WhatsApp, lançada na Índia em parceria com a JioMart.

A loja está atrelada ao número de WhatsApp da JioMart. Após enviar um “Oi”, o usuário pode navegar pelo catálogo de produtos, colocar os desejados num carrinho de compras, indicar o endereço para entrega e fazer o pagamento — tudo isso sem sair do WhatsApp. Veja o vídeo acima.

Parece mais um (grande) passo para posicionar o WhatsApp como “super app”, ou como o “WeChat do resto do mundo”. Para acompanhar com atenção. Via Meta, @zuck/Facebook (ambos em inglês)

O WhatsApp/Meta acatou a recomendação do Ministério Público Federal (MPF), feita no final de julho, e adiou o lançamento do recurso de Comunidades no Brasil para 2023.

A recomendação do MPF foi feita a fim de evitar que as Comunidades, que multiplicam o total de contatos alcançáveis em grupos no WhatsApp, contribuísse com manifestações violentas como as vistas no pós-eleições norte-americano, em 6 de janeiro de 2021.

Um porta-voz da Meta disse que “não temos a expectativa de lançar ‘Comunidades’ no Brasil antes de 2023”. Via G1, Folha de S.Paulo.

HalloApp: o segundo ato de um ex-executivo arrependido do WhatsApp

Em maio, um post no Twitter de Neeraj Arora viralizou. No fio, ele contou como foi engambelado por Mark Zuckerberg em 2014, quando o então Facebook comprou o WhatsApp por US$22 bilhões. Neeraj era diretor de negócios do aplicativo de mensagens e esteve diretamente envolvido na venda para o Facebook.

O desenrolar daquela história é conhecido a essa altura: Zuckerberg violou alguns dos compromissos que assumiu em 2014 com os fundadores do WhatsApp, como o de não cruzar dados dos usuários do Facebook com os de outras propriedades, e os fundadores acabaram saindo da empresa enquanto o WhatsApp continuou crescendo até se consolidar como um dos principais motores de comunicação da humanidade.

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Como excluir mensagens automaticamente após um período no WhatsApp e no Signal

Aplicativos de mensagens há muito deixaram de ser meios de comunicação com pessoas conhecidas. Hoje, falamos com fornecedores, restaurantes, encanador, eletricista… pelo WhatsApp. (Em breve, espero, também pelo Signal.)

Essas mensagens muitas vezes são pontuais e não precisam ficar guardadas eternamente no seu celular, ocupando espaço e aparecendo nas pesquisas do histórico de conversas.

Felizmente, é possível configurar WhatsApp e Signal para que tratem toda nova conversa como temporária, ou seja, do tipo que se auto-exclui após um período determinado.

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O WhatsApp para Windows agora é um aplicativo nativo, o que, segundo a Meta/WhatsApp, proporciona uma “nova experiência para computador” porque aplicativos nativos são “mais confiáveis e mais rápidos” e “projetados e otimizados para o sistema operacional do seu computador”.

Obrigado WhatsApp por nos deixar anos usando um aplicativo (baseado em Electron) não confiável e lento 👍

Baixe o novo WhatsApp na lojinha de apps do Windows. Alguém aí já testou? Via WhatsApp.

A Folha de S.Paulo contatou seis empresas responsáveis pelas maiores plataformas sociais no país: Meta (do trio Facebook, Instagram e WhatsApp), TikTok, Telegram, Twitter, Kwai e YouTube.

O jornal paulista queria saber detalhes dos preparativos para o período eleitoral. Entre outras perguntas, qual o tamanho da equipe de moderação que fala português do Brasil e investimentos feitos em pessoal na moderação e nos sistemas automatizados.

Telegram não respondeu. As demais tangenciaram e, embora tenham dado retorno, não responderam as perguntas diretamente.

Apenas o Twitter confirmou, ainda que de forma vaga, que durante as eleições dedica “mais esforços desses e de outros times, que incluem brasileiros, para monitorar as conversas”. Via Folha de S.Paulo.

O WhatsApp agora permite excluir mensagens para todos até 2 dias e 12 horas depois do envio. Bom!

Além disso, Mark Zuckerberg anunciou três novidades que chegarão em breve ao aplicativo, incluindo — finalmente — a opção de ocultar o status “Online”.

As outras duas são a saída de grupos “à francesa”, sem alertar todos os membros, e a proibição de prints em fotos que só podem ser visualizadas uma vez.

O prazo maior para excluir mensagens já está valendo. As três novidades anunciadas por Zuck, ainda não — e nem se sabe quando chegarão. Via @WhatsApp/Twitter, @zuck/Facebook, WABetaInfo (todos em inglês).

O Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo recomendou ao WhatsApp que adie a liberação das Comunidades no Brasil para 2023. No compromisso firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o WhatsApp/Meta disse que seguraria essa e outras atualizações, como a expansão do limite de usuários em grupos, para depois do segundo turno das eleições, ou seja, final de outubro.

A recomendação do MPF tem 30 páginas de considerações. Embora o pedido faça sentido considerando a patifaria que ocorreu nos Estados Unidos em janeiro de 2021, quando o candidato derrotado e golpista Donald Trump tentou melar o resultado das eleições de lá, e considerando (estou parecendo o MPF nas considerações) a retórica golpista explícita do nosso postulante à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), é quase como se os procuradores estivessem mirando no mensageiro (literalmente) e não no problema em si.

Afinal, não é como se o WhatsApp só pudesse ser usado para arquitetar golpes de estado, nem seja o único aplicativo do tipo. A um toque de distância está o Telegram, por exemplo, com capacidade para 200 mil pessoas por grupo e cada vez mais popular no Brasil.

Um caminho alternativa seria incluir salvaguardas e restrições ao funcionamento dos aplicativos na legislação — algo complexo e não sei se o melhor caminho. Outro, que em tempos de normalidade institucional seria óbvio, é enquadrar quem usa o WhatsApp ou qualquer outro meio digital para causar arruaça nos crimes já previstos em lei. Via Núcleo, MPF-SP.

Will Cathcart, diretor responsável pelo WhatsApp, foi ao Twitter alertar os usuários de um aplicativo, o Hey WhatsApp, da HeyMods, que era na realidade uma emboscada para instalar malwares (vírus) em celulares e roubar dados pessoais das vítimas.

O Hey WhatsApp não era distribuído pela Play Store. Mesmo assim, o Google, a pedido da Meta, conseguiu remover o Hey WhatsApp dos celulares onde fora instalado, via Google Play Protect.

Cathcart disse que a Meta tomará outras medidas para impedir que a HeyMods continue operando e prejudicando usuários do WhatsApp. E pede para que todos fiquem atentos com os aplicativos que amigos e familiares usam para conversar pelo WhatsApp, evitando as versões alternativas e falsas — um alerta já dado pelo Manual do Usuário. Via @wcathcart/Twitter (em inglês).

Em 2021, o WhatsApp passou a permitir a migração de contas, incluindo todo histórico de conversas, do iPhone para celulares Android — ainda que, até o momento, de forma bastante limitada, somente em celulares Samsung e Google.

Agora, passa a ser possível o caminho contrário, ou seja, migrar de um Android para o iPhone (veja como fazer). Via @zuck/Facebook (em inglês).

Em 2022, vontade política não significa necessariamente engajamento online

por Guilherme Felitti

Corujas não são exatamente exemplos de força. Uma coruja pesa, em média, dois quilos, sendo que as penas que cobrem seu corpo correspondem a uma parte relevante do peso. Músculos? Quase nada. Como qualquer bicho que não as orcas, as corujas têm predadores naturais. Linces, cobras, águias e falcões adoram um galetinho de coruja nas refeições. O que faz a pobre coruja para se proteger? Existem algumas técnicas, mas a estratégia tradicional de defesa das corujas passa por projetar uma ilusão. Tome o exemplo do corujão-orelhudo, conhecido no Brasil também como jacurutu. Quando um predador ou uma ameaça se aproxima, a jacurutu adota uma postura específica — baixa a cabeça, encolhe o corpo e abre as asas para cima. Assim, a coruja tenta passar a impressão de que é muito maior do que efetivamente é. Caso o predador não se sinta ameaçado, a jacurutu emite sons agudos e, por fim, dá um salto para frente com a intenção de agredir a ameaça com as garras afiadas. As garras afiadas são o que lhe resta, já que, atrás da plumagem, não existe nada além de ar.

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