O enorme crescimento do Telegram não veio de graça. Segundo o Wall Street Journal, a empresa está emitindo dívida no valor de US$ 1 a 1,5 bilhão para manter os servidores ligados e saldar uma dívida com investidores que entraram naquele esquema de criptomoedas que o Telegram lançou em 2017. (Deu ruim, os Estados Unidos melaram o negócio e, no final de abril, o Telegram precisará pagar US$ 700 milhões a investidores nada satisfeitos com o investimento, pois perderam grana.)

A matéria cita alguns caminhos que o Telegram deverá buscar para gerar receita. Além de um IPO, fala também em anúncios. (O próprio Durov, CEO do Telegram, já havia dito isso em seu canal oficial.) Os anúncios seriam veiculados apenas em canais (tipo o do Manual) e não seriam gerenciados pelo Telegram, mas por empresas parceiras espalhadas pelo mundo. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

A próxima versão do Telegram (7.6) virá com muitos recursos para equipará-lo ao Clubhouse em seu recurso Chat de Voz: levantar a mão para falar, gravação das conversas, Chat de Voz em canais, nomes personalizados e links de convite direto para os Chats de Voz. Via @DicasTelegram/Telegram.

A Globo derrubou conteúdo de pelo menos dois canais do Telegram que cobrem o Big Brother Brasil (BBB) e publicavam pequenos vídeos do reality show. Ambos estavam veiculando publicidade de anunciantes pequenos; o Canal BBB 21, derrubado e recriado (agora sem vídeos), chegou a faturar R$ 1 mil por semana. Os donos dos canais são todos jovens e fãs da atração. Em nota, a Globo ofereceu uma justificativa meio esquisita para a ação tomada: “A pirataria expõe o usuário ao roubo de dados e crimes de outras naturezas.” Via Folha.

O Telegram, por padrão, notifica o usuário quando algum contato dele ingressa no aplicativo. Não é todo mundo que gosta disso. Para desativar essa notificação, entre nas configurações do app, depois na área Notificações e Sons, e desmarque o seletor Novos Contatos.

A partir desta quinta-feira (18), apoiadores do Manual do Usuário do plano II em diante (R$ 16 ou mais) poderão acompanhar as gravações do podcast Guia Prático ao vivo e trocar ideias em áudio comigo e com a Jacqueline Lafloufa.

O evento ocorrerá no Telegram, que, sem surpresa, já tem um recurso parecido com o Clubhouse embutido, ou seja, grupos de conversas por áudio. (O que o Telegram não tem?) Fizemos um teste no início da semana e deu muito certo. Além das similaridades, o Telegram tem duas vantagens sobre o Clubhouse: oferece app para Android e é onde o nosso grupo de apoiadores já funciona.

As transmissões ocorrerão toda quinta-feira, começando nesta (18), a partir das 18h30. (Somos pontuais!) Durante a conversa, os apoiadores poderão interagir por texto, comentando e corrigindo o que eu e a Jacque estivermos falando. Ao final da gravação, abriremos os microfones para um bate-papo de ~20 minutos — esta parte não será gravada e, portanto, não estará no podcast.

Você pode apoiar o Manual pelo PicPay, Catarse ou Pix (anual; envie um e-mail para mais detalhes). Àqueles que não apoiam o site financeiramente ou que não puderem nos ouvir durante a gravação, o Guia Prático continuará saindo às sextas de manhã, como sempre, acessível a todo mundo.

Fenômeno curioso se desenrola na internet em torno do Big Brother Brasil. No Telegram, canais e grupos têm arregimentado audiências enormes para acompanhar o reality show da Globo. O canal @Espiadinha conta com 101 mil inscritos e cada post chega fácil a 400 comentários. Já o @canalbbb tem 134 mil e ainda mais comentários por post. O grupo @chatbbb21 tem 7,4 mil membros e, na tarde desta segunda (1), 1,2 mil deles estavam online debatendo o programa. Dica do @pinguinsmoveis.

Há poucos perfis no Twitter com mais de 50 mil seguidores — a exceção é o @RadarBBB, com 239 mil. (Do Instagram não sei porque impossível verificar isso sem ter conta lá.)

Os super grupos e canais do Telegram são, sim, um risco à plataforma, mas também uma força para popularizá-la.

Os aplicativos rivais do WhatsApp continuam aproveitando o momento. O Telegram 7.4, liberado nesta quinta (28), permite importar o histórico de conversas de outros apps — incluindo, obviamente, do WhatsApp. Via Telegram.

Telegram e desinformação

Apesar da multiplicidade de alternativas disponíveis, o êxodo do WhatsApp tem beneficiado dois aplicativos em especial: Signal e Telegram. Por priorizar privacidade e segurança, o Signal come poeira do WhatsApp em experiência de usuário (UX). O Telegram, por outro lado, é muito mais do que o WhatsApp poderia ser. E isso pode virar um problemão agora que o aplicativo está sob os holofotes.

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Já tivemos picos de downloads antes, ao longo da nossa história de sete anos protegendo a privacidade dos nossos usuários. Mas desta vez é diferente.

— Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram.

A crise de privacidade do WhatsApp está beneficiando aplicativos de mensagens rivais. O Telegram havia ultrapassou a marca de 500 milhões de usuários ativos na primeira semana de janeiro; só nas últimas 72 horas, o aplicativo ganhou 25 milhões de novos usuários. Via @durov/Telegram.