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A Apple adquiriu o streaming de música clássica Primephonic. O valor do negócio não foi informado. De imediato, o Apple Music ganhará playlists e conteúdo exclusivo do Primephonic e, em 2022, um novo aplicativo será lançado. Já o app/serviço independente do Primephonic será encerrado já no próximo dia 7 de setembro. Os atuais assinantes receberão seis meses de gratuidade no Apple Music. Via Apple (em inglês).

A música clássica tem toda uma organização de meta dados própria, que em muitos aspectos é estranha ou incompatível com a da música popular. Nesta matéria de 2019, que destaca Primephonic e um serviço rival, o Idagio, o New York Times explica tais particularidades:

Para a maior parte das músicas no Spotify ou Apple Music, uma listagem do artista, faixa e álbum funciona bem. Mas críticos do status quo [os serviços de streaming especializados] argumentam que a estrutura básica do gênero clássico — com compositores não performáticos e trabalhos compostos por múltiplos movimentos — não é adequada ao sistema construído para o pop.

Greve de streamers

No final de julho, a Twitch, plataforma de streaming audiovisual da Amazon, regionalizou os valores cobrados na América Latina das assinaturas de canais (“subs”, no jargão do meio). No Brasil, o valor do sub, antes de R$ 22,90 e atrelado ao dólar (US$ 4,99), passou a ser de R$ 7,90. Para muitos streamers, foi a gota d’água para manifestarem suas crescentes insatisfações com a plataforma. Alguns deles iniciaram uma campanha propondo um “apagão”, ou uma greve, na próxima segunda-feira (23).

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Streaming nordestino apresenta modelo alternativo na relação entre plataforma e artistas

Em 2013, Roni Maltz foi a um show do Aviões do Forró na cidade de Ipojuca, famosa pelo Porto de Galinhas, no litoral pernambucano. Era uma terça-feira e ele ficou impressionado com o público, de mais de 30 mil pessoas, e com a agenda da banda, lotada nos meses seguintes. Ali, descobriu com seus sócios, Rodrigo Amar e Allan Trope, um negócio local ligado com enorme potencial: a plataforma musical Sua Música. O trio se empolgou tanto com a ideia que comprou a plataforma. Oito anos mais tarde, eles agora dão os primeiros passos para expandir o Sua Música para muito além do Nordeste. Eles querem a América Latina.

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A proliferação de serviços de streaming segue alta. No último post livre, perguntaram até onde isso vai, ou quantos serviços de streaming veremos serem lançados antes que eles comecem a fechar ou serem engolidos pelos maiores.

O nicho dos animes e mangás talvez ofereça uma visão antecipada do que pode acontecer a toda essa indústria. Nesta segunda (9), a Funimation, uma joint venture da Sony Pictures Entertainment e Aniplex, subsidiária da Sony Music Entertainment (pensa numa estrutura confusa), comprou o Crunchyroll, até então da AT&T, por US$ 1,175 bilhão. O negócio foi anunciado em dezembro, mas só foi fechado agora. Via Nasdaq (em inglês).

YouTube e Spotify estão testando planos intermediários e mais baratos das suas assinaturas.

O YouTube Premium Lite, em testes em alguns países europeus, custa € 6,99, redução de 41,7% em relação ao preço do Premium convencional (€ 11,99). A única vantagem do novo plano mais barato é a remoção dos anúncios. Os outros recursos, como YouTube Music, download de vídeos para execução offline e com a tela do celular apagada, não entram no pacote. Mantida o mesmo desconto, o YouTube Premium Lite custaria R$ 12,20 no Brasil (o preço do Premium regular, aqui, é de R$ 20,90). Via Resetera (em inglês).

Já o Spotify Plus, também em testes, vai no sentido contrário: é uma oferta super barata que mira em usuários do plano gratuito do serviço. Por US$ 0,99, ou 10% do preço da assinatura regular do Spotify Premium nos EUA (US$ 9,99), os usuários continuam ouvindo anúncios sonoros entre as músicas, mas têm acesso a todas as funções da assinatura convencional, como ouvir qualquer música a qualquer momento e poder pular quantas faixas quiserem. No Brasil, mantido o desconto percentual, o Spotify Plus custaria R$ 1,99. Via The Verge (em inglês).

São tantos os serviços de streaming disponíveis hoje que não é absurdo quando um deles passa batido. Em abril, a distribuidora Imovision lançou o seu, a Reserva Imovision. Custa R$ 24,50 por mês e, no lançamento, contava com 264 filmes em seu acervo e a promessa de novos títulos toda semana. Via Imovision.

Quem assina o Globoplay já deve ter se deparado com o característico logo da Imovision no rodapé dos cartazes de alguns filmes — na minha humilde opinião, boa parte dos melhores filmes disponíveis no streaming da Globo. Nem todos os títulos da Imovision, porém, estão no Globoplay. A Imovision foi fundada há 30 anos e foca em filmes independentes e estrangeiros (leia-se: de outros países que não os Estados Unidos), em especial da França.

O Itaú Cultural lançou, no último sábado (19), a plataforma de streaming Itaú Cultural Play. Com um catálogo voltado ao cinema brasileiro, “marcado por diversidade, variedade de autoria e representatividade regional, com títulos de todos os estados brasileiros”, a plataforma é gratuita e estreia com mais de 100 títulos. Nesta primeira fase, conta com apps na web, Android e iOS, e a previsão de, na terceira (e última), chegar às Smart TVs, como Samsung, LG e Apple TV. A segunda será a integração com o Itaú Cinema. Via Itaú Cultural.

Agora sim: o HBO Max tem data de estreia e preços para o Brasil. O serviço chega ao país em 29 de junho custando R$ 19,97 (1 tela “mobile”) ou R$ 28 (3 telas simultâneas, até 5 perfis) por mês. É possível fazer assinaturas trimestrais ou anuais, com descontos de até 30%, e em qualquer caso haverá um período de 7 dias de degustação.

O acervo tem títulos da HBO, Warner Bros, Max Originals, DC e Cartoon Network; traz lançamentos da Warner Bros com uma janela de 35 dias para o cinema; e jogos da Champions League ao vivo. Haverá atrações locais também. Via HBO Max.

A reabertura nos países onde a vacinação contra a COVID-19 avança já preocupa empresas que oferecem ferramentas de comunicação remota e viram, na pandemia, seus negócios se expandirem exponencialmente. Para evitar um impacto similar ao do início da pandemia, mas em sentido contrário, elas estão lançando novos recursos.

O Zoom vai expandir sua solução de eventos online, chamada anteriormente de OnZoom. No novo desenho, o Zoom Events suportará grande eventos, com sessões paralelas, conversas por texto informais e métricas diversas. Ainda sem data para chegar. Via Zoom (em inglês).

O Spotify também tem novidades nessa frente. O streaming começou a vender ingressos para “uma experiência de shows virtuais”. Toda quinta-feira, com horário marcado (mas vídeos gravados), exibirá um show de 40–75 minutos. O ingresso custa US$ 15 e já há agendas até 24 de junho. O primeiro será do The Black Keys, nesta quinta (27). Via Spotify (em inglês).

A AT&T, operadora norte-americana, separou a sua unidade de mídia, a WarnerMedia, e anunciou uma fusão dela com a Discovery, criando a segunda maior empresa do tipo dos Estados Unidos, com valor de mercado estimado em US$ 150 bilhões. Nesse guarda-chuva estão marcas como HBO, HBO Max, os estúdios Warner, a CNN e canais da Discovery.

A previsão é de que o negócio seja finalizado até meados de 2022. Lá fora, a fusão gera um conglomerado capaz de fazer frente a Netflix e Disney. Aqui, segundo analistas, o impacto deverá ser menor. “[…] O brasileiro não dá conta de arcar financeiramente com isso”, disse uma analista. Via Folha de S.Paulo (2).

  • O HBO Max estreia no Brasil em junho (ainda sem dia definido).
  • A AT&T segue um caminho parecido ao da Verizon, que vendeu a Aol e o Yahoo no início do mês, e se livra do negócio de mídia/conteúdo para focar no seu “core business”. Nessa, vai levar US$ 43 bilhões entre dinheiro, débitos e retenção de débitos da WarnerMedia. Via CNBC (em inglês).