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Greve de streamers

Logo da Twitch com dois “x” no lugar dos olhos, em um fundo roxo com ruído.

No final de julho, a Twitch, plataforma de streaming audiovisual da Amazon, regionalizou os valores cobrados na América Latina das assinaturas de canais (“subs”, no jargão do meio). No Brasil, o valor do sub, antes de R$ 22,90 e atrelado ao dólar (US$ 4,99), passou a ser de R$ 7,90. Para muitos streamers, foi a gota d’água para manifestarem suas crescentes insatisfações com a plataforma. Alguns deles iniciaram uma campanha propondo um “apagão”, ou uma greve, na próxima segunda-feira (23).

O grupo, composto por cerca de 30 streamers (pessoas que fazem transmissões pela Twitch) e viewers (espectadores/fãs/apoiadores), organiza a campanha por um perfil no Twitter, o @apagaotwitch. “É uma greve de streamers e viewers da Twitch por melhorias de repasses e transparência”, explica sucintamente a “bio” do perfil. Manual do Usuário conversou com dois integrantes do grupo, um streamer de “just chatting” (“só na conversa”) e co-working, e uma viewer que acompanha esse e outros streamers. Ambos pediram para permanecerem anônimos por medo de retaliações da Twitch/Amazon.

Autodenominado anticapitalista e esquerda radical, e sem uma liderança definida, o grupo demanda mudanças no repasse esquálido que a Twitch/Amazon paga aos streamers. Nessa plataforma, os espectadores (viewers) assinam canais específicos, ou seja, viram subs (abreviação de “subscriber”, ou inscrito em inglês). Isso custa R$ 7,90 por mês, por canal, ou seja, se alguém assina dois canais, o valor dobra; três, triplica, e assim por diante. Não é como no Spotify, onde o valor da assinatura é fixo e diluído entre todos os artistas da plataforma. O modelo da Twitch lembra mais o do Patreon, Padrim e Apoia.se, no sentido de que é individualizado.

A principal diferença é que a mordida da Amazon é gigante. Dos R$ 7,90 pagos por um sub, o streamer recebe apenas US$ 0,47 — na cotação desta quarta (18), pouco mais de R$ 2,40. Em percentuais, a Twitch/Amazon retém cerca de 70% do valor bruto, muito acima da média de outras plataformas, em média de 13%.

Cartaz de chamamento ao Apagão da Twitch, com dia (23 de agosto) e descrição das demandas do movimento.
Cartaz digital do Apagão da Twitch. Imagem: @apagaotwitch/Twitter.

Quando anunciou a regionalização de preços, em maio deste ano, o cenário pintado pela Twitch/Amazon era o de que “mais criadores estão lucrando com inscrições e, em geral, mais espectadores estão dando apoio aos seus canais favoritos”. Na prática, para muitos streamers não foi bem isso que aconteceu.

“A gente precisa de muitos subs, se não me engano são 500 para conseguirmos um salário mínimo”, argumenta o streamer com quem falamos. “A gente trabalha ‘streamando’ por várias e várias horas e não recebe por esse trabalho.”

Yasmin Curzi, advogada e pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (CTS-FGV), no Rio de Janeiro (RJ), lembra que críticas à falta de transparência por parte das plataformas de streaming audiovisual, como Twitch e YouTube, são frequentes. “Eles [streamers] reclamam que não são informados sobre o funcionamento desses repasses, nem possuem acesso aos cálculos realizados pelas plataformas sobre a renda bruta. As políticas das plataformas muitas vezes também mudam sem nenhuma consulta, em decisões unilaterais, que quebram as expectativas dos criadores de conteúdo em relação aos valores a serem recebidos. Também não há clareza sobre as decisões de desmonetização ou de diminuição dos valores.”

Clara Leitão, mestranda em Direito da Regulação na FGV e também pesquisadora do CTS-FGV, complementa: “Um problema que pode provocar regulação sobre esse mercado é a vulnerabilidade dos streamers em relação à plataforma. Existe uma enorme assimetria informacional entre plataformas e criadores de conteúdo sobre as políticas de monetização, tendo a plataforma poder para alterar suas regras unilateralmente.”

Embora outros canais de arrecadação existam e sejam usados pelos streamers, como as já mencionadas plataformas de financiamento coletivo (Patreon, Padrim etc.), além de microtransações diretas (PicPay, Pix), os subs desempenham outro papel vital na vida de um canal na Twitch, como explica a viewer que participou da conversa e integra o Apagão: “O esquema de sub, dos inscritos, ajuda no engajamento do canal. Quanto mais subs você tiver no seu canal, mais chances tem de ser recomendado na página inicial da Twitch. Então fica meio que um dilema para os criadores de conteúdo, porque eles não recebem esse dinheiro, só que eles precisam disso para conseguirem mais visualizações, mais subs. Vira uma bola de neve.”

A repercussão do Apagão da Twitch já é maior do que os organizadores previam. “A gente ia fazer esse post [no Twitter], esperando que chegasse em 40 curtidas, 15 RTs. Agora ele está gigante, já furou a nossa bolha”, disse o streamer. Embora mantenha o anonimato dos 30 integrantes originais, ele cita que outros streamers populares já manifestaram apoio à iniciativa publicamente, como Luide (69,7 mil seguidores), Orlando Calheiros (19,3 mil), Gamer de Esquerda (14,5 mil) e Gustavo Melão (101,1 mil). “Propomos uma ação, esperamos que as pessoas apoiem”, explicou a viewer. “Não tem uma liderança, não tem como a gente ter muito controle também, porque tomou uma proporção muito grande.”

A expectativa é chamar a atenção ao problema e forçar a Twitch/Amazon a rever sua política de repasses. E só. O grupo de streamers insatisfeitos não quer diálogo com a Amazon. “É o que a gente pontuou, de [sermos] uma esquerda radical mesmo. Nós já temos as nossas reivindicações e a resposta que a gente precisa ter da Amazon é se isso muda ou não, ou qual vai ser o plano caso a gente não tenha uma resposta, a longo prazo. Mas dessa coisa de diálogo com o ‘patrão’ não existe muito para nós, de fazer um acordo, de entender o lado deles”, argumenta a viewer.

Sobre a hipótese de trocarem a Twitch por outra plataforma, Clara, da FGV, explica que “uma característica importante das plataformas digitais são seus altos efeitos de rede — quanto mais pessoas utilizam uma plataforma, maior seu valor. Assim, os criadores de conteúdo que desejam fazer streamings ao vivo terão necessariamente uma audiência muito maior na Twitch e, consequentemente, maiores possibilidades de renda a partir do conteúdo criado”.

Para a viewer do Apagão da Twitch, a Twitch/Amazon ocupa a mesma posição em que estão outras plataformas da chamada economia dos bicos, como o iFood em relação aos entregadores e a Uber para os motoristas: “Não existe essa escolha de ‘ah, você está fazendo stream porque você quer e você pode fazer qualquer outra coisa, pode arrumar um emprego ‘decente’‘, num país que está em crise. Acho importante as pessoas terem noção de que a Amazon ganha muito com isso, e está ganhando em cima do trabalho de pessoas que realmente trabalham, sabe? Mesmo que todo mundo ficasse o dia inteiro sentado, jogando video game, isso ainda é um trabalho, eu estou produzindo entretenimento para as pessoas, e é importante a gente começar a entender que a internet é um mundo real, que esse conteúdo, esse entretenimento que as pessoas produzem é uma coisa real, é uma coisa palpável, que precisa de trabalho, de esforço, e que existe um consumo por trás disso também. Se vivemos em uma sociedade capitalista, esse consumo é importante para essas grandes empresas e nós estamos trabalhando para elas, e elas precisam ouvir essas reivindicações.”

O paralelo com outras plataformas da economia dos bicos, ou “gig economy”, encontra respaldo nas discussões acadêmicas. Yasmin inclui os streamers na categoria e alerta à insegurança jurídica que eles enfrentam: “Como parte da ‘gig economy’, a situação de precarização desses streamers diz respeito à possibilidade de alteração das regras pela plataforma a qualquer momento, que os coloca em uma situação bastante instável. Não há previsão na legislação sobre esse tipo de trabalho, e por isso, diversos criadores estão buscando formar uniões. O Direito ainda precisa incorporar algum tipo de proteção para evitar essas desestabilizações, o que perpassa também a necessidade de se falar sobre a concentração do poder de mercado por essas empresas.”

O grupo por trás do Apagão da Twitch não é o primeiro que se organiza para cobrar a Amazon por melhores condições. Há duas semanas, foi criado o Sindicato dos Streamers. O nome foi alterado posteriormente, para União dos Streamers, porque, segundo o grupo, “não existe mecanismo legal que torne possível um processo de sindicalização de streamers, já que criadores de conteúdo não possuem um registro legal como trabalho formal”. À frente da organização, que publicou um manifesto já assinado por mais de 2,4 mil pessoas, está Daniel Reis.

A União dos Streamers faz demandas similares às do Apagão da Twitch, mas procura estabelecer uma via de diálogo, mais conciliatória, com a Twitch/Amazon. O grupo alega, por exemplo, ser injusto que seja descontado 30% de imposto norte-americano dos pagamentos de subs brasileiros, mesmo após a regionalização, e que falta transparência por parte da Twitch/Amazon junto aos streamers.

Os dois grupos não se misturam. “Achamos muito vago esse rolê deles quererem conversar com a Twitch, que a Twitch melhore”, disse o streamer do Apagão. “Precisamos tomar uma posição um pouco mais radical para algo ser feito.”

Por sua vez, a União soltou uma nota de posicionamento a respeito do Apagão, dizendo que “não incentivamos nada além da negociação, conversa, entendimento, estudo e compreensão das demais demandas de nossa união como grupo”, e que “cabe em única e exclusiva vontade pessoal, da qual não interferimos, se o streamer irá aderir ou não ao apagão”.

O Manual do Usuário pediu uma entrevista com Daniel, da União dos Streamers, e recebeu a nota de posicionamento como resposta. Reforçamos o pedido pela entrevista, mas depois disso não teve mais retorno.

Também tentou contato com a Twitch, que está sem assessoria de imprensa no Brasil no momento. Orientados pela antiga assessoria, contatou uma diretora da Twitch, responsável pela comunicação da empresa na América Latina, e a assessoria da Twitch nos Estados Unidos, mas não teve retorno de nenhuma das duas até a publicação desta reportagem.

Atualizada às 16h22 com comentários da Yasmin Curzi e Clara Leitão, da Fundação Getúlio Vargas.

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14 comentários

  1. Dos mesmos produtores de “Greve do Uber”, vem aí, “Apagão do Twitch”.

    Enquanto isso a MP1045 foi aprovada na Câmara.

  2. Olha, embora a matéria esteja muito bem editada, é muito patética a revolta dos streamers.
    De onde eles tiraram que a Amazon lhes deve algo?
    Uma coisa é ser contratado da twitch, com cláusulas de exclusividade, etc. Outra é o cara abrir um canal gratuitamente e esperar que porque está “””””””””trabalhando produzindo conteúdo””””””” a twitch tem que dar alguma coisa pra ele.
    Se for assim é fácil, vou deixar uma live aberta 24 horas por dia, “produzindo conteúdo da minha vida”, e exigir que a twitch me pague.
    É patético, pra dizer o mínimo.
    Não tá feliz? Vai pro youtube. Ah lá é ruim também? Vai pro Vimeo. Também é ruim? Bitchute. Tudo é ruim? Então vai trabalhar mesmo, carteira assinada, 8 horas por dia… ah mas isso não querem né?

    1. Como você inferiu, a partir da matéria, que se tratam de pessoas querendo abrir uma conta no serviço, deixar uma live qualquer rolando sem fazer nenhum esforço, e achando que a Amazon lhes deve dinheiro por isso?

      Porque o que eu entendi da matéria é que são streamers efetivamente trabalharam para construir uma audiência e receber o apoio financeiro dos seus espectadores (o que não é fácil), e ainda assim, mesmo tendo conquistado essa audiência disposta a financiar o trabalho deles, a Amazon abocanha 70% (!!!) desse apoio financeiro.

      Eu achei absolutamente surreal que, de um sub de R$ 7,90, a Amazon repasse somente R$ 2,40 para o produtor de conteúdo.

    2. Eles não estão exigindo que a Amazon pague nada, apenas que ela retenha menos do dinheiro que os espectadores pagam aos canais, não à Amazon. Hoje, a Twitch fica com 70% (!) do que os inscritos pagam (reiterando) aos canais. Se isso não for abusivo, não sei mais o que é…

      1. “Se isso não for abusivo, não sei mais o que é”
        Eu não disse que 70% não é abusivo. Eu disse que é patético streamer exigir que a Amazon repasse x% pra eles. Os streamers estão na plataforma dela, de livre e espontânea vontade. Não concorda com 70% de retenção? Ótimo. Justo. Vai pra outra plataforma.
        O que eu falei, e repito, é que é patética a revolta dos streamers, típico de uma geração que foi criada ouvindo SIM pra tudo, e na primeira adversidade coloca a culpa em alguém poderoso, no sistema, pra se vitimizar e “exigir direitos”. Jajá aparece um processo no já assoberbado Judiciário contra a cobrança da amazon, porque, pra essa geração que sempre ouviu sim, senão vou contar tudo pra minha mãe, o estado acabou virando a mãe.

        “são streamers efetivamente trabalharam para construir uma audiência e receber o apoio financeiro dos seus espectadores (o que não é fácil)”
        Eu não falei que é fácil construir audiência. Vocês deturpam tudo, meu deus. É claro que é muito difícil construir um público, ainda mais um público disposto a pagar. Veja o próprio MDU, que tem um puta conteúdo excelente, mas não tem 1% do que qualquer um desses grandes portais de tecnologia. No entanto, os streamers estão na plataforma da amazon, então tem que se submeter as regras da amazon. Se não gosta, ok, vai pra outra e constrói seu público lá. Mas não, o alecrim dourado quer toda estrutura da twitch, todo público da twitch, todo serviço da twitch, mas quer pagar só x%…

        Imagina que louco você chegar no seu chefe e dizer que, pelo que vc (acha que) produz pra empresa, deveria ganhar x% do pro-labore dele.

        1. Parabéns, você acaba de descobrir o conceito de greve trabalhista. Um conceito muito anterior ao surgimento dessa ~geração chata que só quer exigir direitos~. E, diga-se de passagem, um instrumento muito pouco utilizado por essa ~geração chata~ — pouco utilizado porque, desde a década de 1990, chegou com tudo uma tal ideologia que prega que você não deve lutar por direitos trabalhistas, ao contrário, se você não gosta do seu emprego, você deve pedir as contas e “ir pra outro”.

        2. Mas a questão é que é uma relação co-dependente. A Amazon tem a plataforma, sim, mas ela depende dos streamers criando conteúdo e mantendo a plataforma ativa. Precisa existir uma relação razoável entre os dois pra eles existirem, ou o pessoal vai começar a migrar pra outra plataforma.

        3. Anônimo, você fala como se a Amazon estivesse fazendo um favor aos streamers, o que não é o caso. É uma relação comercial e a Amazon se beneficia muito. O que se questiona é justamente isso: a Amazon está levando vantagem, muita vantagem, vantagem excessiva.

          Imagina que louco você chegar no seu chefe e dizer que, pelo que vc (acha que) produz pra empresa, deveria ganhar x% do pro-labore dele.

          O que tem de louco nisso? 🤔 O funcionário deveria receber o que o patrão acha justo (spoiler: se depender do patrão, o mínimo possível), ficar quieto e agradecer? Sozinho, realmente, o funcionário não tem esse poder, e é por isso que existem leis trabalhistas e sindicalização — para deixar as duas partes em pé de igualdade.

    3. Uma coisa que nossa sociedade tem de preconceito é esta coisa do Então vai trabalhar mesmo, carteira assinada, 8 horas por dia… , como se trabalho fosse justamente o que se é feito CLT (ou PJotinha) nas regras do patrão ou do cliente.

      Não é bem assim que a banda toca e acho que você aqui não notou uma coisinha, que também tem a haver com economia em um todo.

      Pega a galera que fica “minerando” bitcúin. O cara está trabalhando? Para quem lida com o assunto, SIM (Ah, o cara tá lá operando as máquinas, vendo o blockchain, negociando, etc… bla bla)..

      Eu não lido com o assunto. Para mim, o cara não está trabalhando – este é o MEU preconceito.

      (E o que tem a haver com esta coisa de trabalhar 8 horas por dia? Se pergunta)

      Oras, você mesmo expôs seu preconceito. Criação de conteúdo, a quem é da área ou curte a área, NÃO DEIXA DE SER UM TRABALHO. Seja um streamer, um apresentador, um artista, um jornalista, repórter, narrador, etc… isso tudo é questão de comunicação e arte. É profissão.

      Um streamer trabalha pela sua audiência. E como “diz o poeta, o artista vai onde o povo está”.

      O Twtich é uma das plataformas principais de streaming, assim como o YouTube é uma das principais plataformas multimídias.

      De fato sua lógica até não está tãão errada: se o Twitch não paga as contas, talvez outra plataforma o ajude nisso.

      Mas bem, ele não deixa de ser um ponto de audiência, e tem sua base de pessoas que pagam para ver o cara LÁ. Parece fácil migrar a audiência, mas não o é, depende muito de como a audiência é trabalhada.

      O que eles fazem é POLÍTICA. Pura, simplesmente e o que é necessário para fazer. Política.

      Se não há atitudes para mudar a plataforma, ela (e outras) continua(m) na mesma. Claro que, como bem dito pelo Brenno Machado: Qualquer movimento de união contra desmandos das plataformas tipo Twitch só vão surtir efeito quando essas perderem dinheiro… (o que vai de encontro com seu comentário, mas o do Brenno está melhor tratado). Mas como ainda temos poucas plataformas de streaming que remuneram mesmo (Twitch, YouTube e TikTok), é difícil achar uma posição que não seja uma atitude política – neste caso tentar não gerar conteúdo e esperar as reações seja da Twitch, seja de outras operadoras de streaming.

      Claro que também tais grupos poderiam se unir e tentar achar tecnologias para criar suas próprias plataformas de streaming. Mas é caro manter uma infraestrutura.

      Tudo é política, tudo é negociar.

      1. O ponto critico é esse seu penúltimo parágrafo, é caro manter a infraestrutura.

        Dificilmente alguma empresa que não seja um conglomerado consegue manter esse tipo de infra sangrando dinheiro, e mesmo pra elas, uma hora a conta chega. O problema é ficar na mão deles. Se a Twitch for “forçado” a “dar” mais dinheiro, pode não ser rentável pra Amazon manter, eles abandonam a plataforma, fecham o serviço, aí todo mundo fica na mão.

        Complicado mesmo.

  3. Quero ver qual será o efeito dessa greve. Dúvido muito que uma greve de um nicho tão fora da realidade de muita gente, vá realmente mudar os planos de lucros da Amazon.

  4. Olha, denominar-se anticapitalista/esquerda radical e ter citações como as que li na matéria fazem BEM POUCO sentido. Vou chamar de ingenuidade para não soar agressivo.

    Qualquer movimento de união contra desmandos das plataformas tipo Twitch só vão surtir efeito quando essas perderem dinheiro… a curto e médio prazo não parece ser o caso.

    As pessoas não se vêem na sinuca que se meteram enquanto continuam procurando a bola 8 e reclamando do taco. A solução passa em ficar longe do bar das Bigtechs e fomentar/trabalhar em alternativas… isso sem criar outros monstrinhos que só querem ser Bigs também.

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