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A Apple anunciou nesta segunda (17) que, em junho, o Apple Music ganhará Áudio Espacial com suporte ao padrão Dolby Atmos e que +75 milhões de músicas do seu acervo estarão disponíveis em lossless (formato ALAC). Detalhe: sem custo adicional. Via Apple (em inglês).

Nesta segunda (26), o Spotify anunciou um reajuste dos seus planos premium no Brasil. Abaixo, um “antes e depois”:

Plano Preço antigo Preço novo % reajuste
Individual R$ 16,90 R$ 19,90 17,7%
Duo R$ 21,90 R$ 24,90 13,7%
Estudante R$ 8,50 R$ 9,90 16,5%
Família R$ 26,90 R$ 34,90 29,7%

Quem já é cliente terá dois meses de carência com os preços antigos. O Spotify é a primeira plataforma de streaming musical que sai da faixa dos R$ 16,90, praticamente padrão no setor. Via TechTudo.

O árduo caminho entre o meu dinheiro e os músicos em um mundo dominado pelo streaming

Em uma passagem do Big Brother Brasil 21, o participante Caio apresentou a Rodolffo, que fora da casa é cantor, membro da dupla sertaneja Israel & Rodolffo, um aplicativo de celular “foda” que permitiria baixar músicas do YouTube. Sem entender a vantagem, Rodolffo questionou-o: “Mas pra quê? Baixa no Spotify, no próprio YouTube…”, no que Caio retrucou: “Uai, mas aí eu tenho que pagar. Esse é de graça.”1

A vida do músico nunca foi fácil. A equação que envolve arte e retorno financeiro raramente fecha e, quando sim, é só para uns poucos, aqueles com enormes audiências e que faturam na casa dos milhões. Entre esses e o hobbista assumido, que não faz questão de receber dinheiro pelo seu som, há uma farta “classe média” musical que não consegue sobreviver da arte que produz.

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Em breve, a Netflix poderá acabar com o compartilhamento indiscriminado de senhas do serviço. Lá fora, alguns usuários reportaram que, ao tentarem logar no serviço, receberam uma mensagem dizendo que é preciso viver na mesma casa do dono da conta para usá-la e o pedido por um código temporário. Os termos de uso da Netflix preveem que o compartilhamento só pode ser feito com pessoas da mesma família (item 4.2), mas a empresa nunca aplicou essa regra, ao contrário do Spotify. Estima-se que 1/3 dos +200 milhões de assinantes da Netflix compartilhem suas senhas. À CNBC, a empresa informou que “o teste foi projetado para ajudar a garantir que as pessoas usando contas da Netflix estão têm autorização para isso”. Via The Streamable (em inglês), CNBC (em inglês).

Mais um streaming está chegando ao Brasil, ou sendo relançado. A partir de 4 de março, a versão reformulada do Paramount+ estará disponível no país. A assinatura custará R$ 19,90 por mês, com um período de degustação gratuito de sete dias. Tem produções de Paramount, Showtime, CBS, Nickelodeon, MTV, Comedy Central, BET e Smithsonian Channel, e filmes dos estúdios Paramount serão liberados em uma janela de 30 a 90 dias após a estreia nos cinemas. Ainda há espaço na fatura do cartão para mais um? Via Folha, Estadão.

Os últimos minutos de tempo livre

Dia desses um leitor perguntou: “alguém aqui, além de mim, está com FOMO1 de podcast?” A massificação do formato nos últimos dois anos foi balizada pelo surgimento de muitos bons programas. Com efeito, ouvir tudo que nos parece interessante tornou-se um desafio por si só e, para muitos de nós, mais uma fonte de desconforto, daquela sensação de estar ficando para trás.

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Até o fim do ano, o Spotify HiFi, plano com músicas em alta qualidade (ou “qualidade de CD”, ou ainda “lossless”, ou seja, sem perdas decorrentes da compressão de arquivos), estará disponível. O Spotify não divulgou preços nem em quais “mercados selecionados” o HiFi será disponibilizado, porém. Via Spotify (em inglês).

Embora o Spotify afirme que músicas de alta qualidade sejam o recurso mais pedido pelos usuários, considere que poucos ouvidos são capazes de perceber diferenças entre o padrão atual e as versões “lossless”, e que mesmo aos mais sensíveis é necessário um equipamento de ponta (leia-se: caro) para usufruir da experiência. Para quem quiser testar já, Tidal e Deezer oferecem planos do tipo.

O HBO Max, serviço de streaming da Warner, chega ao Brasil em junho. Que dia? “Conto outro dia ?”, disse em tom de deboche o perfil oficial no Twitter. Entendo a lógica de fragmentar anúncios para manter o interesse do público, mas não estamos indo longe demais? E se as fabricantes de celulares embarcarem nessa e começar um “o novo iPhone custa mais de R$ 5 mil, mas menos de R$ 10 mil. O preço exato, conto outro dia ?”? A nossa paciência é limitada. Não será aqui no Manual, por exemplo, que você ficará sabendo a data exata da chegada do HBO Max. Via @HBO_Brasil/Twitter.

A Netflix fechou 2020 com 203,6 milhões de assinantes no mundo inteiro, crescimento anual de 21,9%. Talvez mais importante que essa marca seja a declaração dada aos acionistas de que a empresa “não precisa mais levantar financiamento externo para nossas operações cotidianas.” Na última década, a Netflix emprestou US$ 15 bilhões para financiar uma estratégia arriscada de sobrevivência: o investimento em produções próprias/exclusivas. No fim, parece que foi uma estratégia vencedora. Via Folha, CNBC (em inglês).

Se todas as Big Tech tivessem o histórico desastroso de aquisições do Twitter, não estariam hoje tão enroladas com os órgãos antitruste. Nesta terça (15), o Twitter anunciou que encerrará o Periscope em março de 2021, app para transmissões em vídeo ao vivo que comprou em 2015 e deixou à míngua desde então, no mesmo período em que outros contemporâneos, como o Twitch, deslancharam. O Twitter já havia falhado com outra aquisição promissora, o Vine, que era basicamente o que o TikTok é hoje. Via Periscope (em inglês).