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A Warner decidiu lançar seus blockbusters de 2021 no HBO Max, seu serviço de streaming, nos mesmos dias das estreias nos cinemas. A estratégia, que já havia sido anunciada para Mulher Maravilha 1984, previsto para 25 de dezembro, valerá para grandes 17 produções de 2021 (no vídeo acima), incluindo títulos como Duna e Matrix 4. Os filmes ficarão disponíveis por um mês na plataforma de streaming a partir de cada lançamento, sem custo adicional.

Os cinemas não gostaram, por óbvio: o anúncio marca uma ruptura histórica no modelo de distribuição de filmes comerciais e é mais um golpe contra esse sistema — Disney e Universal já deram outros, como lançar Mulan diretamente no Disney+ e diminuir a janela de exclusividade dos cinemas, respectivamente.

O HBO Max ainda não está disponível no Brasil — por ora, o serviço só existe nos Estados Unidos. Em locais como aqui, os filmes continuarão exclusivos dos cinemas. Questionado sobre uma possível expansão internacional, Jason Kilar, CEO da WarnerMedia, disse que “estão trabalhando muito duro nisso.” Via Folha, Recode (em inglês)

Até dias atrás, IPTV era assunto das páginas policiais dos jornais. Agora, repetindo um movimento comum na história de institucionalizar inovações criadas à margem da lei, opções legalizadas de IPTV começam a aparecer.

Primeiro veio a Claro Box TV. Nesta terça (1), a Directv Go chegou ao país — um serviço da Vrio, que já operava aqui com a marca Sky. O preço-base do Directv Go é de R$ 59,90/mês, e dá direito a 90 canais, incluindo os de TV aberta, ao vivo (Globo, SBT, Record), canais de esportes (ESPN, Sportv, Fox Sports), de filmes e vários daqueles que, até então, só estavam disponíveis na TV a cabo, além de alguns conteúdos sob demanda. E ainda dá para acrescentar pacotes, como HBO (com promoção de lançamento que dá cinco anos de gratuidade enquanto a assinatura for mantida), Brasileirão (Premiere) e Telecine, entre outros. Via Gizmodo Brasil.

Início de dezembro sempre nos traz as listas dos mais populares nos serviços de streaming. Nesta terça (1), Spotify e YouTube divulgaram as suas, e é sempre curioso ver como o Brasil sai na foto quando ela é ampla assim, colocando todo mundo no enquadramento.

No Spotify, o top 10 de artistas mais ouvidos só tem brasileiros, sete deles do sertanejo — 1º: Marília Mendonça; 2º: Henrique & Juliano; e 3º: Gusttavo Lima. O podcast mais ouvido do ano na plataforma foi Horóscopo Hoje (do qual eu nunca tinha ouvido falar), seguido pelo Café da Manhã da Folha e, em terceiro, o Primocast, da má-influência financeira Thiago Nigro.

Na lista de “vídeos em alta” do YouTube tem Fla-Flu, youtubers manjados, e-sports e humoristas. E um daqueles canais de vídeos “faça-você-mesmo” de algum país aleatório do leste europeu traduzido automaticamente para o português. Neste ano, devido à pandemia, o YouTube não produziu o Rewind, aquele vídeo-retrospectiva que desde 2010 constrange a todos quando vai ao ar.

O Google tem uma votação popular, feita todo ano, para eleger o melhor app para Android. No Brasil, o app escolhido pelo povo foi o Resso. Não conhece? É o streaming de músicas da ByteDance, a dona do TikTok, lançado oficialmente em março. Vai vendo…

O Spotify está testando stories em algumas das suas playlists especiais, como a de Natal. Ainda tem app sem stories? Via Engadget (em inglês).

O Disney+ está disponível no Brasil. Custa R$ 27,90 — plano único, com resolução 4K e até quatro telas simultâneas — e, antes de se comprometer com a assinatura, o usuário interessado pode testar o serviço gratuitamente por sete dias.

A estratégia de lançamento do Disney+ no Brasil é agressiva. Nesta terça (3), a empresa anunciou seus preços no país, a pré-venda com desconto e uma série de parcerias que concedem vantagens ao assinante: com banco (Bradesco e Next), varejista (Mercado Livre), operadora de telefonia (Vivo) e — as que mais chamaram a atenção — rivais diretas no mercado de streaming, Globoplay e Amazon Prime Video.

Parece consolidar-se, com isso, a ideia de que a Netflix é a líder a ser batida no país. E que, com todas essas ofertas e possibilidades a preços mais acessíveis, a base de assinantes da TV por assinatura continuará minguando.

Atualização às 10h08: Aparentemente, a “parceria” com a Amazon foi uma brincadeira do social media, ou seja, não há parceria oficial entre as duas empresas. Não deixa de ser curiosa, porém, essa recepção calorosa de uma rival nas redes sociais.

O Spotify permitirá que artistas e gravadoras sinalizem músicas que gostariam que fossem mais recomendadas pelo algoritmo da plataforma. Parece muito com o impulsionamento de redes sociais, só que em vez de pagar, o artista/gravadora topa receber menos royalties do Spotify. (Lembremos que os royalties do Spotify e de outras plataformas de streaming já são baixos e fonte frequente de reclamações dos artistas.)

Já é palpável como o streaming mudou a maneira como ouvimos músicas de diferentes formas — da prevalência das playlists à duração das músicas (quanto mais curtas, melhor), até à pressão explícita para que artistas produzem mais e num ritmo constante. Como tudo sempre pode piorar, agora entra em cena um componente explicitamente financeiro. Via Spotify, Fader (em inglês).

A NetMovies, uma espécie de Netflix brasileira que não teve a sacada de migrar dos DVDs pelos correios para o streaming na hora certa, e que acabou comprada pela Looke em 2015, anunciou que a partir da próxima sexta (30) passará a ser totalmente gratuita, com sua operação bancada por anúncios.

A notícia é mais a consolidação de uma estratégia do que uma novidade em si. A empresa já disponibiliza filmes e séries completos em seu canal no YouTube; agora, a gratuidade passa a valer também para os apps próprios, incluindo os de TVs. O acervo da NetMovies tem ~2,5 mil filmes, mas não espere ver nada muito conhecido ou celebrado — com exceção, talvez, de uns filmes do Tarzan. Via @henriquemartin/Twitter.