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O YouTube vai reduzir drasticamente o Originals, programa criado em 2016 para produzir séries originais exclusivas da plataforma. Em comunicado publicado no Twitter, o diretor de negócios Robert Kyncl explicou que honrará os contratos vigentes e manterá apenas os originais dos fundos para o YouTube Kids e Black Voices.

Ainda segundo o texto, o YouTube enxerga em outras iniciativas, como os fundos de fomento aos Shorts e às lives de e-commerce, oportunidades melhores para investir com mais impacto.

O Originals desembarcou no Brasil em 2019, com seis séries estreladas por criadores como Whindersson Nunes, Nathalia Arcuri, Porta dos Fundos, Desimpedidos e Manual do Mundo.

Em nota relacionada, Susanne Daniels, que criou e liderava o YouTube Originals até então, deixará a empresa em março. Via @rkyncl/YouTube (em inglês).

É hora de dizer adeus. O mundo não precisa mais do Popcorn Time.

— Equipe do Popcorn Time.

O Popcorn Time, aplicativo de streaming pirata lançado em 2015 e grande rival da Netflix na época, foi encerrado nesta quarta (5). Não por culpa da Justiça nem dos aplicativos pagos. Segundo a equipe do Popcorn Time, outros serviços de pirataria caíram nas graças dos usuários. Quem ouviu o Guia Prático de fim de ano conheceu um deles ?. Via Torrent Freak (em inglês).

A briga entre Google e Roku em torno do YouTube TV, que chegou a ameaçar a disponibilidade do app regular do YouTube na plataforma de streaming, teve um final feliz. Nenhuma empresa deu o braço a torcer, mas elas chegaram a um entendimento que estendeu a parceria por “vários anos”. A Roku acusava o Google de fazer exigências anti-competitivas de tratamento preferencial dos seus produtos na interface do sistema. Via Axios (em inglês).

A Square, empresa de pagamentos do Jack Dorsey, ex-CEO do Twitter, mudou de nome e agora se chama Block, de “blockchain”, para refletir suas ambições, hoje maiores que as maquininhas de cartão de crédito. Semana cheia para Jack. Via Square/Block (em inglês).

Mas o que mais me chamou a atenção foi a presença do Tidal no rol de apps da Square/Block, o streaming musical que já foi um dia do Jay-Z. A aquisição se deu em março deste ano, por ~US$ 300 milhões. Via New York Times (em inglês).

A partir desta quarta (3), o aplicativo da Netflix para Android passa a oferecer jogos. São apenas cinco títulos, todos sem publicidade, compras in-app ou pagamentos extras, mas o acesso está condicionado à assinatura do streaming. Para iOS, os jogos chegam “em breve”.

A corrida para dominar a nossa atenção se intensifica. Via Netflix (em inglês).

A Globo não divulga o número absoluto de assinantes nem do faturamento do Globoplay, mas alguns dados financeiros relativos sinalizam uma operação robusta. Segundo o colunista Guilherme Ravache, do Uol, um relatório financeiro divulgado a investidores da Globo informou que o serviço de streaming da casa cresceu sua base de assinantes em 42% no segundo trimestre, bateu recorde de faturamento no período e — aqui é conjectura/matemática do Guilherme — pode se tornar um negócio de R$ 1 bilhão anual já em 2021.

Nem tudo são flores, porém. A ausência do Big Brother Brasil no segundo semestre pode desacelerar as novas assinaturas e aumentar o churning. Além disso, a aquisição dos direitos de produções é cara, mas uma necessidade para fazer frente à concorrência, que, por sua vez, está maior e mais acirrada. Nos últimos meses, dois pesos-pesados chegaram ao Brasil: Star+ (da Disney) e HBO Max. Via Uol Splash.

Nesta quinta (14), mais um streaming de games chegou ao Brasil: o GeForce Now, da Nvidia. Ele tem diferenças importantes em relação ao da Microsoft, como o plano gratuito (acesso “standard”/com fila de espera, sessões de 30 minutos) e o acesso aos jogos. No Xbox Cloud Gaming da Microsoft, a assinatura engloba um acervo de jogos. No GeForce Now, o usuário precisa ter os jogos em lojas parceiras, como Epic Games e Steam, para jogá-los. (E os jogos precisam ser compatíveis com o serviço; no momento, a Nvidia informa que são +800.) É como se a Nvidia estivesse alugando servidores poderosos remotos para rodar os jogos em dispositivos “fracos”, PCs Windows, Macs, celulares Android, iPhone e iPad.

O plano padrão, com maior qualidade de imagem e sessões sem limite de tempo, custa R$ 44,90 por mês. Via Nvidia, Abya.

A Twitch, plataforma de streaming da Amazon focada em games, sofreu um enorme vazamento na noite desta terça (5). Um arquivo de 125 GB foi disponibilizado no 4chan. Ele contém todo o código-fonte dos aplicativos da Twitch, o site inteiro twitch.tv, códigos relacionados a ferramentas e serviços internos ligados à AWS, um concorrente da Amazon ao Steam e três anos de dados de pagamentos a criadores de conteúdo.

Pelo Twitter, a Twitch confirmou o vazamento e disse estar “trabalhando com urgência para entender a dimensão disso”.

A forma como o vazamento foi divulgado, com um “parte 1” atrelado, sugere que mais dados sigilosos poderão vir a tona. A pessoa ou grupo que divulgou o vazamento justificou-se, dizendo que a atitude visa “fomentar mais disrupção e competição no espaço do streaming de video game online”.

O vazamento já está rolando por aí. À BBC News, o streamer BBG Calc confirmou que seus dados de faturamento na Twitch batem com os do vazamento. No Brasil, o perfil do Twitter @beescoitu compilou os rendimentos dos 100 streamers da língua portuguesa mais populares. Via Video Games Chronicle (em inglês), BBC News (em inglês), @twitch/Twitter (em inglês), @beescoitu/Twitter.

O Star+, novo serviço de streaming da Disney, foi lançado no Brasil. Com foco em esportes e conteúdo mais adulto, a assinatura sai por R$ 32,90; o combo com o Disney+, por R$ 45,90. Os destaques do serviço são os eventos esportivos ao vivo (ESPN), séries, filmes e todas as temporadas d’Os Simpsons. Via LABS.