Mulher de cabelos compridos usando uma máscara N95 gamer da Razer com o ventilador iluminado em azul e roxo.
Foto: Razer/Divulgação.

Uma máscara N95 “gamer”, criada por uma empresa de equipamentos de games, com ventiladores que expelem CO2, amplificadores para projetar a voz do usuário e, claro, LEDs coloridos, é a coisa mais 2020 que você verá em 2021. Ainda é só um conceito, ou seja, sem certificação de órgãos sanitários, preço nem data de lançamento — e talvez nem seja lançada. Via Razer.

No início da pandemia, Apple e Google se uniram para criar um sistema de rastreamento de contatos (depois, rebatizado para notificação de exposição) em celulares a fim de ajudar a identificar e isolar pessoas que tiveram contato com infectados pelo SARS-CoV-2, o novo coronavírus. Apesar do esforço, quase um ano depois a sensação geral, aqui e lá fora, é de que a solução “prometeu muito e não entregou” (em inglês).

Parte dessa promessa não cumprida tem a ver com a baixa adesão dos usuários. Estudos apontam que, para ser eficaz no controle da pandemia, pelo menos 60% dos habitantes de um país precisam baixar e usar o app oficial compatível com o sistema da Apple/Google, mas que mesmo adesões mais modestas, na casa dos 20%, ainda têm impacto positivo na luta contra a COVID-19. O problema é que nem mesmo essas porcentagens menores foram alcançadas na maior parte do mundo.

No final de dezembro, pedi ao Ministério da Saúde os números da notificação de exposição no Brasil. (Por aqui, cabe sempre lembrar, o recurso está embutido no app Coronavírus SUS.) Segundo a pasta, até 21 de dezembro o app teve 1,99 milhões de downloads no iOS e 8,7 milhões de downloads no Android, ou seja, 10,69 milhões de downloads (que não é o mesmo que usuários ativos), ou 5,05% da população brasileira.

Questionei, ainda, se havia números relacionados à notificação de exposição no país, como o de alertas emitidos. Em resposta, o Ministério da Saúde informou que “as notificações de exposição aos usuários são realizadas uma vez ao dia”, e que “para manter os usuários seguros, a apreciação do quantitativo de notificações ainda não estão sendo divulgadas.”

Esta é uma daquelas situações que explicitam as limitações da tecnologia ao lidar com problemas complexos de ordem social, neste caso potencializadas pela divulgação tímida do app, talvez fruto do descaso do governo federal no enfrentamento da pandemia. Para piorar, a notificação de exposição tem um impacto severo na autonomia dos celulares — no meu, um iPhone 8 com três anos de uso, ele devora ~17% da bateria.

A família de apps Down Dog, famosa pelo de ioga, ganhou um novo membro: o app de meditação. Ele já chega traduzido em português (inclusive a narração das meditações guiadas) e ficará gratuito pelo menos até julho de 2021. Destaque para o ícone: é um cachorrinho meditando! Para Android, iOS e web.

Inacreditável o vazamento de dados de 16 milhões de pacientes de COVID-19, revelado pelo Estadão. O funcionário do Hospital Albert Einstein confirmou à reportagem que enviou a planilha com senhas ao seu perfil no GitHub como parte de um teste e que esqueceu de removê-la. Hospital e Ministério da Saúde vão apurar o caso, e talvez a primeira pergunta a ser feita é por que uma senha importante dessas estava salva em texto puro numa planilha. Via Estadão.

Um estudo da agência australiana CSIRO indicou que o SARS-CoV-2, o coronavírus causador da COVID-19, poderia sobreviver até 28 dias em superfícies como o vidro das telas de celulares. Os resultados causaram alguma comoção, mas é preciso cautela na interpretação. Via BBC Brasil.

Os testes laboratoriais foram conduzidos no escuro, em um ambiente com temperatura controlada e sem o uso de muco humano, que costuma acompanhar o espalhamento do coronavírus. O mundo real afeta drasticamente os resultados — basta lembrarmos dos medicamentos que, em laboratório, se mostram eficazes contra o coronavírus, mas que no corpo humano, não. Um professor da Universidade de Cardiff, Ron Eccles, disse à reportagem da BBC que o estudo australiano causa um “medo desnecessário nas pessoas”.

Na dúvida, higienize seu celular sempre que sair de casa. Tem uma matéria explicando como aqui no Manual.

Você já limpou o controle remoto da TV?

A pandemia fez com que elevássemos o nível dos nossos hábitos de higiene. Aprendemos que leva no mínimo 20 segundos para lavar as mãos da maneira certa, passamos a desinfetar frutas, legumes e embalagens de alimentos industrializados ao chegar do mercado, e a não encostar em corrimões e outras superfícies de áreas comuns exceto se estritamente necessário — e, quando sim, mandando ver no álcool em gel logo em seguida. Vamos além. Você já limpou o controle remoto da sua TV?

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No retorno do post livre (sim, voltou pra valer), a discussão sobre idade foi a mais votada pelos leitores. Chamou-me a atenção, nela, os comentários de gente jovem reclamando de dores no corpo.

Eu também tenho as minhas, derivadas de anos usando computadores, nem todos seguindo aquelas velhas orientações de postura e outras boas práticas. Com o smartphone, que normalmente nem uso tanto, parece que as coisas pioraram. A mão direita é das partes que mais sofrem: primeiro com o mouse, depois o trackpad (a rolagem machuca o dorso) e, nos últimos anos, manuseando o celular.

Até pouco tempo atrás, problemas do tipo (LER/DORT) ficavam restritos a profissionais que lidavam com computadores o dia todo. Esse perfil se espalhou para outras áreas. O smartphone, tão ou até mais nocivo que a dupla teclado+mouse, está impregnado na sociedade. Piora: o contato com esses aparelhos começa cada vez mais cedo, quando criança, fase em que a estrutura óssea ainda está em formação e mais sensível a desvios como os ocasionados pelo uso desses dispositivos.

Ainda não atingi o ponto sem volta, mas em dias de trabalho mais intenso, quando vou dormir com o ombro ou a mão doendo, é difícil não pensar no ponto de ruptura. E desesperador. Se não puder mais escrever, o que farei?

Nesta ótima matéria do BuzzFeed sobre o tema (em inglês), Diane Cho, 26, diz que “um grande motivo que me fez querer mudar de carreira foi meu braço estava literalmente se destroçando. Meu corpo estava doendo.”

Dr. Bactéria ensina como limpar a tela do seu celular

Nota do editor: Este artigo foi publicado muito antes da crise do coronavírus SARS-CoV-2, que se alastrou pelo mundo no começo de 2020 causando a doença COVID-19. As dicas abaixo são válidas para prevenir a contaminação do novo coronavírus pelo manejo de celulares e tablets. Estudos preliminares indicam que o SARS-CoV-2 pode sobreviver por dias no vidro usado nas telas desses aparelhos. E lembre-se: a medida mais importante nesse sentido é lavar sempre as mãos com água e sabão.

Eu já tinha terminado de conferir as novidades da LG e estava rodando os estandes da linha branca no enorme showroom montado pela fabricante. Entre as máquinas de lavar roupa e os aparelhos de ar condicionado, estava um senhor de jaleco falando animadamente com uma jornalista. Hey, é o Dr. Bactéria! (mais…)

App Health do iOS 8 conta passos sem depender de acessórios externos

O iOS 8 Beta 3 trouxe uma versão atualizada do app Health capaz de mensurar os passos do usuário sem depender de um acessório como pulseira ou relógio. Agora ele é capaz de extrair e apresentar esse tipo de dado do chip M7, dedicado a essa função, presente no iPhone 5s.

Com isso, ele se equipara ao Saúde e Bem Estar, do Windows Phone 8.1, que atua da mesma forma com smartphones Lumia que contêm o SensorCore — modelos 630, 635, 930 e 1520.

Estou testando o Xperia Z2 com uma SmartBand, a pulseira bacana que faz essa função de podômetro, monitora meu sono (sabe-se lá como) e permite controlar algumas funções rudimentares do smartphone através de toques em sua superfície. Além de esfregar meu sedentarismo na cara, ainda não encontrei outra função que não a estética para a SmartBand.

Escreverei mais sobre ela, e adianto a pergunta: o que você espera, ou gostaria que uma pulseira do tipo fizesse? E questiono, também: por acaso estou deixando alguma coisa incrível que esse negócio é capaz de fazer?