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O podcast/áudio de WhatsApp da Cris Junqueira

Estou obcecado com o podcast Vou te mandar um áudio, da Cristina Junqueira, co-fundadora do Nubank. Acho que eu e ela inauguramos uma nova tendência no universo dos podcasts.

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Alguns links citados:

Podcast Vou te mandar um áudio em várias plataformas/apps.

Cofundadora do Nubank pede desculpas após polêmica sobre dificuldade de contratar negros, O Globo [2020].

Podcast Neymar: UOL mostra como império do jogador surgiu, no Uol.

Um criminoso leva, em média, 7 minutos para transferir o dinheiro de um golpe para uma conta laranja e sacá-lo, segundo o Nubank. / mobiletime.com.br

Nubank: a rara ascensão de um mamute no rígido cenário bancário do Brasil

por Guilherme Felitti

Vamos começar o segundo episódio da sexta temporada do Tecnocracia explorando duas ideias sem um elo aparente entre elas.

A primeira saiu da cabeça de, facilmente, um dos dez seres humanos mais geniais da história. Em 1687, um polímata inglês de 45 anos lançou um livro chamado Princípios matemáticos da filosofia natural. O livro era composto de basicamente duas leis definidas pelo quarentão após décadas de observação e experimentação com matemática, astronomia e física. Você não apenas já ouviu falar delas, como o livro continua sendo fundamental em uma série de campos do pensamento humano: a lei do movimento e a lei da gravitação universal. Estamos falando de sir Isaac Newton.

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Uma vantagem de ler publicações de negócios é que elas ajudam a limpar o “marketês” de anúncios de empresas e mostrar o que está por trás de certos movimentos.

O Nubank, por exemplo, anunciou um novo modelo de poupança, baseado em “caixinhas”, e mudou as regras da remuneração do dinheiro parado na conta. “Tudo para você ser protagonista da sua vida financeira”, diz o anúncio no blog oficial.

O Brazil Journal explica, porém, que as novas regras de rendimento — agora o dinheiro só começa a render diariamente após o 30º dia do depósito — é uma operação para diminuir os custos de “funding” da fintech. De lá:

O BTG estima que uma redução de 10 pontos percentuais no valor que o Nu gasta com a remuneração diária dos depósitos poderia gerar um ganho antes de impostos de US$ 250 milhões, ou 15% do lucro bruto estimado para o Nu este ano.

Já as “caixinhas” é uma forma do Nubank conhecer melhor o cliente e, de quebra, expô-lo a outros produtos de investimento disponíveis. O tipo de aplicação é oferecido de acordo com o prazo para resgate manifestado pelo cliente.

Um dado que chama a atenção: “O analista [Pedro Leduc, do Itaú BBA] estima que entre 40% e 50% dos depósitos a prazo do Nubank sejam resgatados em menos de 30 dias.” O resgate antes de 30 dias já era uma má ideia antes da mudança das regras devido à incidência de IOF. Via Nubank, Brazil Journal.

Em novembro de 2021, o Nubank comprou a fintech Olivia, que tinha uma inteligência artificial que ajudava os usuários a conhecer seus hábitos de consumo e a economizar. Agora, o neobanco avisou que o aplicativo e a marca Olivia serão encerrados no próximo dia 15 de julho.

O comunicado oficial ensina a exportar os dados da Olivia num arquivo *.csv. Do lado do Nubank, os dados dos usuários armazenados pela Olivia serão, em grande parte, excluídos — “apenas cerca de 5% dos dados de transações na base da Olivia devem ser anonimizados para estudos internos”.

Sem dar prazos, o Nubank diz que aos poucos o aprendizado obtido com a Olivia será integrado ao seu aplicativos. Via Nubank.

Relacionado: A boa e velha planilha eletrônica para o controle de gastos.

Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

O agente de talentos Bruno de Paula tinha acabado de voltar de uma viagem à Espanha. Já em São Paulo (SP), logo depois de desembarcar do avião, teve seu celular furtado de dentro de um táxi. O que a princípio seria apenas um dissabor, um prejuízo limitado ao valor do aparelho, virou um rombo de R$ 143 mil: o ladrão conseguiu acessar os aplicativos bancários de Bruno e fez uma limpa em suas contas.

A magnitude do prejuízo de Bruno chamou a atenção, o caso viralizou no Twitter e teve um final feliz — na medida do possível, ou seja, ele recuperou o dinheiro perdido. Não foi, porém, um caso excepcional.

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Foi um sucesso a estratégia do Nubank de ofertar um “pedacinho” (um BDR) gratuitamente aos clientes na abertura de capital, a primeira a ocorrer simultaneamente no Brasil (B3) e nos Estados Unidos (NYSE). Segundo o Nubank, 7,5 milhões de clientes, equivalente a 15,6% do total de 48 milhões, reclamaram o BDR, movimento que praticamente dobrou o total de investidores pessoas físicas na B3 e transformou a Nu Invest, braço de investimentos da empresa, na maior corretora em número de clientes do país. Os BDRs distribuídos têm uma trava e só poderão ser vendidos daqui a 12 meses. Via LABS News, B3.

O Nubank enfim liberou suporte ao Apple Pay em seus cartões de crédito. Sobrou algum bancão ou fintech popular que ainda está fora desse sistema? Via Nubank.

O Nubank, apesar de ser todo moderninho, até hoje resistia à integração com carteiras digitais de celulares, como Apple Pay e Google Pay. Parece que isso mudou. Nesta terça (23), a fintech liberou a integração dos seus cartões de crédito ou débito ao Google Pay, o que permite que usuários de celulares Android elegíveis façam pagamentos com o cartão apenas aproximando o celular das maquininhas. Via Nubank.

Pegou mal uma fala de Cristina Junqueira, co-fundadora do Nubank, no Roda Viva segunda passada (assista ao trecho) sobre a falta de líderes negros na fintech. Neste domingo (25), em uma carta aberta, os três co-fundadores admitiram que estavam errando nos campos da diversidade e inclusão racial, anunciaram algumas iniciativas e prometeram revelar outras mais em novembro. Via Nubank.