Achei que a estratégia de lançar aplicativos “lite” para celulares lentos era coisa do passado, mas a Microsoft acabou de soltar o Outlook Lite com 5 MB e a promessa de funcionar bem até em redes 2G. Apenas para Android e em alguns países, Brasil entre eles. Via TechCrunch (em inglês).

Apple, Google, Microsoft e Amazon usaram ouro ilegal de terras indígenas brasileiras

Apple, Google, Microsoft e Amazon usaram ouro ilegal de terras indígenas brasileiras, por Daniel Camargos no Repórter Brasil:

Você não sabe disso, mas ao ler esta reportagem você pode estar usando ouro extraído ilegalmente de terras indígenas brasileiras. Celulares e computadores das marcas Apple e Microsoft, bem como os superservidores do Google e da Amazon, têm filamentos de ouro em sua composição. Parte desse metal saiu de garimpos ilegais na Amazônia, passou pela mão de atravessadores e organizações até chegar nos dispositivos das quatro empresas mais valiosas do mundo, revela uma investigação da Repórter Brasil.

Documentos obtidos pela reportagem confirmam que essas gigantes da tecnologia compraram, em 2020 e 2021, o metal de diversas refinadoras, entre elas a italiana Chimet, investigada pela Polícia Federal por ser destino do minério extraído de garimpos clandestinos da Terra Indígena Kayapó, e a brasileira Marsam, cuja fornecedora é acusada pelo Ministério Público Federal de provocar danos ambientais por conta da aquisição de ouro ilegal. A extração mineral em terras indígenas brasileiras é inconstitucional, apesar dos esforços do governo Jair Bolsonaro (PL) para legalizá-la.

A Mojang, estúdio da Microsoft responsável por Minecraft, publicou uma enfática negativa ao uso de NFTs e de blockchains dentro do universo do jogo.

Segundo o comunicado, que é assinado por toda a equipe do estúdio, “NFTs criam modelos de escassez e exclusão que conflitam com as nossas diretrizes e o espírito de Minecraft”, em especial com o objetivo de manter uma comunidade onde todos tenham acesso ao mesmo conteúdo.

Transcrevo abaixo um trecho especialmente feliz do comunicado:

Cada um desses usos de NFTs e outras tecnologias de blockchain cria propriedades digitais baseadas em escassez e exclusão, o que não se alinha com os valores de Minecraft de inclusão criativa e de jogar juntos. NFTs não são inclusivas para toda a nossa comunidade e criam um cenário dos que têm e dos que não têm. A mentalidade de especulação e investimento em torno dos NFTs afasta o foco do jogo e incentiva o lucro, o que nos parece inconsistente com o prazer e o sucesso de longo prazo dos nossos jogadores.

Também nos preocupa o fato de que alguns NFTs de terceiros possam não ser confiáveis e acabar causando prejuízo aos jogadores que os compram. Algumas implementações de NFTs de terceiros também dependem inteiramente da tecnologia blockchain e podem exigir um gerenciador de ativos que pode desaparecer sem aviso prévio. Também houve casos em que NFTs foram vendidos a preços artificialmente ou fraudulentamente inflados. Reconhecemos que criações dentro do nosso jogo têm valor intrínseco e nos esforçamos para oferecer um mercado onde esse valor possa ser reconhecido.

Com destaque, a Mojang finaliza dizendo que “tecnologias de blockchain são proibidas de serem integradas às aplicações cliente e servidor de Minecraft e que não podem ser usadas para criar NFTs associados a qualquer conteúdo dentro do jogo, incluindo mundos, ‘skins’, itens ou outras modificações”. Via Minecraft (em inglês).

Print do Viva Engage, mostrando um perfil, com stories embaixo e um feed, tudo isso dentro do Microsoft Teams.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

Para todos aqueles que sentiam falta de uma rede social dentro da empresa (alguém?), a Microsoft apresentou uma solução nesta terça (19), no Inspire, um evento para parceiros comerciais: o Viva Engage, um aplicativo que instala uma espécie de clone do Facebook limitado a funcionários de uma empresa, dentro do Teams. Tem feed (ali chamado “Storyline”) e, claro, stories. Via The Verge, Microsoft (ambos em inglês).

Até poucas horas atrás, a única certeza do vindouro plano mais barato, sustentado por anúncios, da Netflix, é que ele estava sendo gestado. Agora, sabe-se que a parceira comercial nessa investida será a Microsoft.

Greg Peters, diretor de operações da Netflix, disse em comunicado que a parceria se traduz em “mais escolhas para os consumidores e uma experiência de marca premium, melhor que a da TV comum, para anunciantes”. Achei honesto ele especificar que a experiência será melhor para os anunciantes, ou seja, não será necessariamente melhor para os consumidores.

O trabalho nessa frente, ainda segundo Greg, está bem no começo, mas rumores dão conta de que o plano mais barato da Netflix deve chegar ainda em 2022. Via Netflix, Microsoft (em inglês).

Atualização (14/7, 8h35): O texto original se referia ao vindouro novo plano da Netflix como “gratuito”. A Netflix não confirmou a gratuidade do plano; em vez disso, refere-se a ele como “mais barato”.

A Microsoft anunciou uma série de novos princípios de uso responsável da inteligência artificial e, junto ao documento, descontinuou suas ferramentas de detecção de gênero, idade e humor via reconhecimento facial e endureceu o fluxo para liberar as remanescentes do tipo a novos clientes — eles terão que detalhar a finalidade do uso e serem aprovados por uma equipe de revisão liderada por Natasha Crampton, responsável pelo departamento de IA da Microsoft. Via Microsoft, New York Times (ambos em inglês).

A Microsoft aposentou o Internet Explorer. A partir desta quarta (15), o IE 11, última versão do navegador, não tem mais suporte da empresa.

Ao longo dos próximos meses, usuários que ainda usam o IE serão redirecionados aos poucos para o Edge com o “IE Mode”, uma espécie de “Internet Explorer dentro do Edge” para aplicações legadas que dependem de algum recurso exclusivo do IE. No futuro, uma atualização do Windows desabilitará o IE e removerá ícones dele.

O IE foi pivô do grave processo antitruste que a Microsoft respondeu no final dos anos 1990, quando usou o domínio do Windows para tirar a Netscape do mercado e empurrar o IE aos seus usuários. No início dos anos 2000, o IE 6 era tão dominante que sua estagnação significou a estagnação da própria web. O Firefox começou a mudar esse cenário em 2004, mas foi só em 2008 que o nêmesis do IE surgiu: o Chrome, do Google. Via Microsoft (em inglês).

Alternativa chinesa ao GitHub passa a revisar códigos antes da publicação

por Shūmiàn 书面

O GitHub, da Microsoft, se destaca na China por ser um dos únicos sites estrangeiros com espaço para discussão de comunidade que não é barrado pela Grande Firewall. Já comentamos aqui como 10% dos usuários do GitHub são chineses (segundo dados de 2020) e ele acaba sendo um fórum para muito mais do que só discutir código — tem até dicas para sair do país.

Atentos a esse mercado, em 2013, foi criado o Gitee como uma alternativa local. O serviço vem ganhando espaço desde 2020, inclusive num contrato com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China.

Uma matéria de Zeyi Yang conta que no início de maio o Gitee estava fechado e que agora todos os códigos abertos precisariam ser revisados antes da publicação. Em uma nota, o Gitee sinalizou que “não teve escolha”, mas não deu explicação, o que chocou diversos programadores.

Segundo Zeyi, a teoria vigente é de que foi pressão de Pequim e ainda não se sabe quais impactos as novas políticas do Gitee vão causar na comunidade de código aberto, mas não há muito otimismo.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

O GitHub anunciou o fim do editor de código Atom. Criado em 2014, ele ficou meio de escanteio nos últimos anos e perdeu espaço, na empresa e entre os usuários, para o Visual Studio Code, da Microsoft — que, lembremos, comprou o GitHub em meados de 2018.

O projeto Atom seguirá ativo até 15 de dezembro deste ano, para dar tempo aos usuários de trocarem e se adaptarem a outro editor. Via GitHub (em inglês).

O pesquisador Zach Edwards descobriu que o navegador do DuckDuckGo não bloqueia códigos de rastreamento da Microsoft, de sites como bing.com e linkedin.com.

A descoberta gerou comoção. É ruim, mas menos do que se tem alardeado.

O mais importante é que a exceção à Microsoft alcança apenas o navegador web DuckDuckGo, com versões para Android, iOS e macOS (beta). No buscador, mesmo os anúncios veiculados pela Microsoft — que tem uma parceria para esse fim com o DuckDuckGo — não conseguem rastrear cliques e comportamento dos usuários.

Em resposta a Zach, o CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, disse no Twitter:

Quando você carrega os nossos resultados de busca, você está completamente anônimo, incluindo [para os] anúncios. Trabalhamos junto à Microsoft para proteger os cliques neles. Da nossa página de anúncios, “A Microsoft Advertising não associa o seu comportamento ao clicar em anúncios a um perfil de usuário”.

No mesmo fio, Gabriel disse que está negociando com a Microsoft para contornar esse problema no navegador DuckDuckGo, e que atualizará as descrições do navegador nas lojas de aplicativos a fim de torná-las mais informativas.

Gabriel tem feito um esforço de bombeiro (apagando o incêndio) em várias redes sociais, como Twitter, Hacker News e Reddit.

Em resposta ao BleepingComputer, que repercutiu a notícia, Gabriel afirmou que, mesmo com esse deslize, o navegador do DuckDuckGo ainda é uma solução pronta, instale-e-use, melhor que os outros navegadores. Enquanto esses bloqueiam apenas cookies de terceiros e técnicas de fingerprinting, o do DuckDuckGo bloqueia scripts — exceto, por ora, os da Microsoft. Via @thezedwards/Twitter, @yegg/Twitter, BleepingComputer (todos em inglês).

Dois computadores Project Volterra empilhados, ligados a dois monitores grandes com um mouse e teclado à frente. Vista frontal do setup.
Foto: Microsoft/Divulgação.

A Microsoft aproveitou a abertura da Build nesta terça (24), sua conferência anual para desenvolvedores, para anunciar algumas novidades. O destaque foi o Project Volterra (foto acima), um computador desktop, parecido com o Mac Mini da Apple, movido por um processador ARM, um modelo não especificado da Qualcomm.

Junto ao Volterra — que ainda não tem data de lançamento nem preço —, a Microsoft anunciou versões nativas para a arquitetura ARM das suas principais ferramentas de desenvolvimento, como Visual Studio 2022, Windows Terminal e Windows Subsystem for Linux.

Para o Windows 11, o destaque foi a opção de restaurar todos os aplicativos a partir da Lojas do Windows. Outra boa novidade — para desenvolvedores, mas que será aproveitada por usuários finais — é o fim da lista de espera para publicar aplicativos Win32 (“clássicos”) na loja. E até o fim de 2022, desenvolvedores poderão publicar widgets atrelados a seus aplicativos.

Os aplicativos do OneNote serão unificados em uma nova versão modernizada.

O Edge, navegador baseado em Chromium da Microsoft, terá melhorias em desempenho e no suporte a aplicativos web (PWA). Via TechCrunch, Windows Central, Microsoft (2), OneNote (todos em inglês).

Print do novo Outlook para Windows, com um e-mail aberto, demonstrando a integração com elementos do Loop.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

Quase dois anos depois de apresentar uma visão da “evolução do Outlook”, a Microsoft, enfim, liberou o primeiro vislumbre dela na forma de um beta do novo Outlook.

A ideia é similar à do Google, embora a execução pareça um tanto diferente: transformar o Outlook numa área de trabalho, com várias ferramentas além do e-mail e calendário, como listas de tarefas e integração com elementos do Loop, o Notion da Microsoft.

O novo Outlook é um aplicativo, mas baseado em tecnologias web. Para testá-lo, é preciso ingressar nos canais beta (“Insider”) do Office. Via Microsoft (em inglês).

O Edge, navegador da Microsoft e padrão do Windows, ganhará uma VPN gratuita. O recurso, batizado Rede Segura do Microsoft Edge, será oferecido em parceria com a Cloudflare e integrado ao navegador. Por ora, está em testes.

A Apple oferece algo similar com Retransmissão Privada do iCloud (que poderá virar padrão no iOS 16) e a Mozilla tem um serviço pago de VPN, oferecido em parceria com a Mullvad e ainda indisponível no Brasil.

A oferta da Microsoft/Cloudflare é meio limitada, porém. Segundo a documentação do navegador, os usuários só contam com 1 GB de tráfego por mês. Via XDA-Developers (em inglês), Microsoft.

Print do novo Explorador de Arquivos, no modo escuro, mostrando duas abas e a nova tela inicial.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

Em um evento para clientes corporativos, a Microsoft revelou o novo Explorador de Arquivos do Windows 11 — ou o bom e velho Windows Explorer, para os afeitos à tradição.

Ele traz abas, um recurso há muito esperado e que chegou a ser testado no Windows 10. Além disso, traz uma nova tela inicial, com acesso rápido a arquivos recentes e favoritados.

A Microsoft não informou quando o novo Explorador de Arquivos chegará à versão final do Windows 11. Via Microsoft (em inglês).

A Microsoft liberou uma atualização para o Windows 11 (KB5011563) que, entre outras coisas, facilita a definição de um navegador como padrão no sistema. Antes, no Windows 11, era preciso alterar o aplicativo/navegador padrão em cada formato de arquivo suportado; agora, em acréscimo ao sistema anterior, existe um botão que faz todo esse trabalho com apenas um clique. Via The Verge (em inglês).