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Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (fevereiro/2014)

Lumia 920, Xperia Z1 e iPhone 5 com suas lojas de apps abertas.

A tradição continua: todo fim de mês é publicada, no Manual do Usuário, uma lista com os melhores apps lançados no intervalo para Android, iPhone e Windows Phone.

Esse intervalo mensal foi escolhido para dar margem à escolha dos melhores de fato, afinal sai muito app toda semana, mas nem todos são bons, são os melhores. Em vez de posts semanais magrinhos ou com apps meia boca, sai só um por mês, com apps realmente bacanas, só a nata do desenvolvimento em plataformas móveis.

Reiterando as regrinhas apresentadas mês passado, a lista abaixo está em ordem alfabética, com os três sistemas misturados. Quando um app é multiplataforma, todos os links são exibidos. Aproveite e, caso note uma omissão, mande-a nos comentários.


AllCast

Ícone do AllCast.Para Android.
O que é? App que permite fazer streaming de conteúdo local para uma TV.
Preço? R$
DOWNLOAD

Agora com o Chromecast SDK, o AllCast, que chamou a atenção quando o Chromecast foi lançado para logo em seguida perder o suporte a ele, voltou a funcionar com o pequeno dongle HDMI do Google.

Na prática, o AllCast transmite para a TV conteúdo a partir de outros dispositivos, como Roku, Apple TV, Xbox 360/One e até diretamente para algumas Smart TVs. É uma comodidade extra, e funciona bem. A nova versão ganhou uma reformulação visual, melhorias no suporte a formatos menos mainstream, como MKV, e outras correções menores.

Screenshots do AllCast.


Automated Device

Ícone do Automated Device.Para Android.
O que é? Criação de regras para automatizar funções do smartphone.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

A interface não é só feia, é confusa. As telas não têm uma ordem muito específica, às vezes é preciso voltar para avançar (?). Telas de confirmação? Não existem. É meio complicado, mas depois que se pega o jeito a coisa flui e o Automated Device mostra o seu poder.

Com esse app é possível definir regras, gatilhos e ações para o seu smartphone. Digamos que você queira desativar a conexão de dados quando der 23h59 ou com o Wi-Fi ativado. É possível definir essa regra e o smartphone se comportará como o esperado. As possibilidades são infinitas.

O Automated Device lembra bastante o Tasker, porém é gratuito. O app é novo e está sendo ativamente desenvolvido — e quem se interessar mais por informações de bastidores pode dar um pulo neste tópico do XDA.

Screenshots do Automated Device.


Basecamp

Ícone do Basecamp.Para Android e iPhone.
O que é? App oficial do Basecamp, sistema de gerenciamento de projetos.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD Android, iPhone

Usado e adorado por muita gente, o Basecamp, que já existia no iPhone, finalmente ganhou um app oficial no Android.

O que dá para fazer na versão web, é possível também no app móvel — que inclusive tem layout adaptável a tablets. Delegar tarefas, ver as novidades do projeto, criar e alterar listas de tarefas, conversar com os outros membros… está tudo lá, na palma da mão.

A 37Signals passou recentemente por uma grande mudança, que afetou até o nome da empresa, agora Basecamp. É um serviço antigo, tradicional e confiável.


Bing Receitas e Bebidas

Ícone do Bing Receitas e Bebidas.Para Windows Phone.
O que é? Receitas de comida, coquetéis e avaliações de vinhos.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Mais um app que faz o caminho do Windows para o Windows Phone, o Bing Receita e Bebidas é um compêndio de… bem, de receitas e bebidas. Além de dar o passo-a-passo para fazer seus quitutes, ele também conta com uma seção de coquetéis e outra com avaliações de vinhos. Ainda dá para fazer a lista de compras no próprio app e salvar os itens que mais lhe interessam.

Como os demais apps Bing, esse também é bem feito e muito ágil. Para aspirantes a mestre-cuca, uma boa pedida!

Screenshots do Bing Receitas e Bebidas.


Bing Viagem

Ícone do Bing Viagem.Para Windows Phone.
O que é? Destinos para viagens, agendamento de viagens e estadias em hotéis.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

A receita (rá!) é a mesma do app de cima, mas adaptada ao contexto turístico. O Bing Viagem fornece informações abundantes, com fotos e destinos interessantes para quem quer viajar por esse mundão.

Além de ajudá-lo a escolher um lugar legal para passar as férias, o app ainda oferece comparação de preços de passagens aéreas e diárias de hotéis. Essas facilidades usam serviços de terceiros. No caso dos voos, até o status dele é exibido. Se rolar um atraso ou a aterrissagem for antecipada, você saberá.

Screenshots do Bing Viagem.


Catchr

Ícone do Catchr.Para iPhone.
O que é? Monitor de atividades no smartphone.
Preço? US$ 1,99
DOWNLOAD

Está desconfiado de que andam mexendo no seu iPhone quando você não está por perto? O Catchr tira a prova. Ao ser ativado, o app passa a monitorar todas as atividades desempenhadas no aparelho — quais apps foram abertos e fechados, com data e horário, e por onde ele andou, via GPS. Bom para quem tem um cônjuge ciumento e acredita que privacidade é um direito sagrado do qual não se pode abrir mão.

Há problemas com dois apps, Mail e o de telefone, devido a restrições da Apple sobre o que apps do iOS podem fazer. Tenha em mente, também, que quando ativo há um consumo acima da média da bateria, já que o GPS fica ativo o tempo todo.

Screenshots do Catchr.


Google Now Launcher

Ícone do Google Now Launcher.Para Android.
O que é? Launcher do Nexus 5.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

O launcher do Nexus 5 finalmente foi disponibilizado para outros dispositivos Android, mas apenas os da linha Nexus e Google Play Edition.

Gratuito, ele traz algumas mudanças estéticas, como ícones maiores, nova tela de configuração das home screens e novos planos de fundo. Outra novidade bem-vinda é o Google Now a um arrastar de dedo da esquerda para a direita, ou acessível via comando de voz — apenas com o smartphone desbloqueado e com o Google Now em inglês.

Screenshots do Google Now Launcher.


Hello SMS

Ícone do hello sms.Para Android.
O que é? App minimalista para envio de mensagens SMS.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

No Android 4.4, o Google deixou de lado o app dedicado para mensagens SMS e as integrou ao Hangouts. Se você quer um app exclusivo para lidar com mensagens de texto, ou está em uma versão antiga do Android e quer algo melhor que o padrão, o Hello SMS é uma boa pedida.

O app é bastante minimalista, mas conta com alguns truques interessantes. Ele puxa fotos da lista de contatos, o que facilita identificá-los em meio às conversas. Também permite mandar fotos, via MMS, direto do app. Nas configurações, dá para personalizar os sons e notificações do app. E é basicamente isso.

Screenshots do Hello SMS.


Magnify

Ícone do Magnify.Para Windows Phone.
O que é? Leitor de RSS com foco no visual.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

O Magnify, que até a última versão se chamava FlipMag, ainda está em beta, mas tem grandes ambições. Na sua descrição, se diz “o leitor de RSS mais bonito do Windows Phone”. Ele tem um visual que lembra os blocos dinâmicos do Windows Phone, apenas mais coloridos e chamativos. Há um bom uso de imagens extraídas dos posts e a tela de leitura é agradável.

A divisão do app é bonita e as transições, embora um pouco truncadas, têm potencial. Só é estranho o uso de paginação para a leitura dos artigos; em textos longos, pode ser cansativo.

Screenshots do Magnify.


Muzei Live Wallpaper

Ícone do Muzei Live Wallpaper.Para Android.
O que é? Planos de fundo artísticos trocados automaicamente.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Cansado da mesmice visual no seu Android? O Muzei (russo para “museu”) traz pinturas célebres para o aparelho e as troca automaticamente. A fim de não prejudicar a legibilidade dos ícones e inscrições das telas iniciais, o app joga um “blur” nas pinturas — mas, caso queira apreciar a obra, basta dar dois toques em uma área vazia da tela inicial e o efeito vai embora.

Quem se achar o artistão e preferir ver suas próprias fotos trocadas periodicamente pelo app, tem essa opção também. O Muzei tem uma API aberta, o que significa que conjuntos de wallpapers podem ser criados e distribuídos por terceiros. É um app bonito e muito bem feito.


Pacemaker

Ícone do Pacemaker.Para iPad.
O que é? Mesa de DJ fácil de usar e integrada ao Spotify.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Sempre quis atacar de DJ, mas nunca levou jeito para a coisa? Os criadores do Pacemaker, exclusivo para iPad, garantem que qualquer um pode mandar bem na discotecagem com esse app. A proposta deles é que o Pacemaker seja para aspirantes a DJs o que o Paper, da FiftyThree é para desenhistas em formação: uma ferramenta agradável e acessível.

Além de facilitar o uso com uma interface pra lá de elegante, o Pacemaker resolve o problema do acervo de músicas integrando-se ao Spotify. O serviço, que ainda não estreou no Brasil, oferece mais de 20 milhões de músicas e tem um plano gratuito, suportado por anúncios.


Paper

Ícone do Paper.Para iPhone.
O que é? Nova forma de visualizar conteúdo do Facebook.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Criado por uma equipe reduzida do Facebook, o Paper (não confunda com o da FiftyThree!) é uma nova forma de acessar o conteúdo do Facebook, além de outros materiais selecionados por curadores humanos e algoritmos.

O app foi muito elogiado (inclusive por mim) devido à sua qualidade. As animações e transições de tela são suaves, a navegação por gestos é intuitiva e há pouco a reclamar dele.

O Paper só está disponível na App Store norte-americana, então se a sua conta for brasileira, o link não funcionará.

Bônus: na Loja do Windows Phone apareceu o Booklet, uma cópia fidedigna, porém sem a estabilidade e polidez do Paper.


Pin.it

Ícone do Pin.it.Para Windows Phone.
O que é? Cliente não-oficial do Pinterest.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Mais um app não-oficial, e mais um bom. O Pin.it conversa com o Pinterest, a rede social que permite criar boards e pendurar fotos de produtos, inspirações e tudo mais que você quiser. Ele usa a API oficial do Pinterest, o que deve garantir uma comunicação suave com o serviço. Seu criador garante: qualquer coisa feita no site pode ser feita no app também.

Embora capaz, o design não é tão inspirado. A visualização é em uma coluna, o que faz sentido na tela apertada do smartphone, e as configurações são bem robustas — pode-se trocar as cores da interface e acrescentar um bloco dinâmico personalizado na tela inicial do sistema. O app permite não só apreciar, mas também publicar conteúdo a partir de imagens e fotos salvas no aparelho.

Screenshots do Pin.it.


Poki

Ícone do Poki.Para Windows Phone.
O que é? Cliente não-oficial do Pocket.
Preço? R$ 3,99
DOWNLOAD

Na falta de um app oficial do Pocket, aquele serviço de “read later”, o jeito é apelar para alternativas. O Poki impressiona: é bonito, tem uma identidade visual toda própria e, ainda assim, condizente com o Windows Phone. É exemplar.

No Poki, é possível alterar bastante a tipografia, escolher até três padrões de cores e ouvir notícias — mas se restrinja a textos no idioma do aparelho; colocar a moça que fala português para ler textos em inglês é desastroso.

A versão de testes permite baixar até 50 entradas do Pocket.

Screenshots do Poki.


Stackables

Ícone do Stackables.Para iPhone.
O que é? Edição de fotos via aplicação de camadas.
Preço? US$ 0,99
DOWNLOAD

Do mesmo criador do ProCam, o Stackables é mais um app de edição de fotos com um punhado de filtros e recursos avançados. O diferencial dele é na forma com que esses filtros são aplicados. Em vez de selecionar um por um, individualmente, aqui o conceito de camadas se faz presente, quase como no Photoshop.

Não há limite de camadas, e dada a quantidade de recursos — 150 efeitos, 20 ferramentas de ajustes e 23 fórmulas pré-definidas –, dá para variar e inventar bastante coisa.

Bônus: só hoje (28 de fevereiro) o Stackables está saindo de graça na App Store!

Screenshots do Stackables.


SwiftKey Note

Ícone do SwiftKey Note.Para iPhone e iPad.
O que é? App de notas com suporte ao SwiftKey.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Não, a Apple não mudou a política que restringe teclados de terceiros no iOS. Para contornar essa limitação, o pessoal do SwiftKey, muito popular no Android, criou um app de notas e integrou, logo acima do teclado padrão do sistema, a previsão de palavras que lhe é tão característica.

O app é tão simples quanto eficiente. Ele aprende com o que o usuário digita, oferecendo palavras mais usadas e tentando adivinhar as próximas — para que se digite mais com menos toques. O Note ainda se conecta ao Evernote, importante seus hábitos de digitação de lá e permitindo a sincronização das notas redigidas no iPhone ou iPad.


Type Machine

Ícone do Type Machine.Para Android.
O que é? Grava automaticamente tudo o que é digitado no smartphone/tablet.
Preço? ~R$ 4,80
DOWNLOAD

Uma das coisas mais frustrantes é perder o texto recém-digitado. Seja um comentário, um post ou alguma bobagem, reescrever é sempre chato. O Type Machine garante que isso não aconteça. Como? Copiando tudo o que você digita.

Parece meio assustador (e é), mas o app toma medidas para evitar o pior. Dá para estabelecer uma senha de acesso a ele, um prazo para que os textos copiados expirem e, importante, ele não tem permissão para acessar a Internet — a única permissão que ele tem é a de iniciar junto com o sistema.

Os textos são copiados em tempo real e organizar por app. Dá para vê-los em uma linha do tempo e, claro, copiar qualquer coisa dali.

Screenshots do Type Machine.


Waterlogue

Ícone do Waterlogue.Para iPhone e iPad.
O que é? Conversão de fotos em pinturas.
Preço? US$ 2,99
DOWNLOAD

Não é mais necessário lidar com pincéis e tintas, ou mesmo ter habilidade artística para fazer suas próprias aquarelas. Com o Waterlogue, basta tirar uma foto e fazer os ajustes para transformá-la em uma bela pintura.

Criação de dois desenvolvedores, o app oferece alguns modos de pintura e uma interface simples e direta.

Screenshots do Waterlogue.


Zippy

Ícone do Zippy.Para iPhone.
O que é? Lista de tarefas com estatísticas.
Preço? US$ 1,99
DOWNLOAD

Mais um app de listas de tarefas… mas com um diferencial interessante: insights. O Zippy monitora e traduz, em gráficos, as suas atividades. Esses gráficos podem ser úteis para mostrar onde falta ânimo e/ou eficiência, em quais áreas você termina as pendências mais rapidamente e outras constatações.

Além de útil, o Zippy tem um visual característico e agradável. Faltam recursos comuns em apps do tipo, como compartilhamento de listas, mas o lance das estatísticas por si só já vale a pena.

Bônus: até 4 de março, o Zippy está com 50% de desconto — sai por US$ 0,99.

Screenshots do Zippy.


Quer mais apps? Leia a seleção dos melhores apps de janeiro e as dos melhores apps de 2013 para iPhone, Android e Windows Phone.

O Paper é como o Facebook deveria ser: bonito, direto e informativo

Na véspera de completar 10 anos1 o Facebook liberou um novo app para iPhone chamado Paper. Com uma apresentação de cair o queixo e apostando na mistura do conteúdo gerado pelos seus amigos ao de curadorias especializadas, ele talvez seja um pequeno vislumbre do que será a rede social amanhã.

O melhor jornal personalizado do mundo

Paper, o novo app do Facebook.

O app do Facebook para smartphones nunca foi um exemplo de design, nem a personificação de boas práticas de desenvolvimento. Na tentativa de replicar em telas pequenas tudo o que pode ser visto na web, criou-se um espaço caótico — e a presença de anúncios só piora essa sensação.

O Paper consolida o desejo de Mark Zuckerberg de transformar o Facebook no “melhor jornal personalizado do mundo.” O app, por ora exclusivo para iPhone, lembra muito agregadores de artigos como o Flipboard e o Pulse, e consegue, com animações suaves, gestos espertos e eliminando distrações, botar ordem naquele caos. Ele conserva, além do Feed de Notícias, algumas outras áreas da rede, como notificações e perfis, embora não dê tanta ênfase a elas. Eventos, jogos e algumas outras ficam de fora.

O Feed de Notícias, no Paper, é um dos “cadernos”, ou seções que você pode acrescentar à sua lista de interesses. A semelhança a um jornal não parece ser acidental: ao abrir o app pela primeira vez, depois de passar pela bela introdução guiada (uma voz feminina o ensina a usar o app), pode-se escolher entre vários cadernos, ou editorias, para receber conteúdo.

Com exceção do Feed de Notícias, as demais seções são mantidas por editores profissionais contratados pelo Facebook. Elas são bem variadas e não visam prender o usuário dentro do ecossistema do Facebook, uma abordagem meio estranha dado o histórico claustrofóbico da rede. Não que eu esteja reclamando, longe disso. Outro efeito colateral dessa intereferência humana é o aumento da serendipidade, aquelas descobertas gostosas de textos, fotos e outros conteúdos agradáveis em momentos inesperados.

O design brilhante do Paper aponta para um futuro repleto de apps

Ainda é cedo para dizer se a curadoria, somada ao trabalho dos seus amigos e dos algoritmos do Facebook serão suficientes para fazer o usuário médio recorrer ao Paper como nossos pais abriam o jornal impresso à mesa do café da manhã. Mas uma coisa é segura de dizer: temos aqui um exemplo de app bem feito.

Diferentemente dos outros apps do Facebook, o Paper foi concebido no Creative Labs, um novo grupo restrito criado dentro da empresa para dar flexibilidade e dinamismo a novos projetos. O do Paper foi encabeçado por Chris Cox, VP de Produtos do Facebook, e conduzido por Mike Matas, que coleciona trabalhos magníficos em design e teve sua empresa, a Push Pop Press, comprada pela rede social em 2011.

Existem algumas diferenças pontuais entre o Paper e o que se esperaria de algo com a marca Facebook, começando pela ausência daquela azul característico do site. A estética do Paper é mais refinada.

[insert]Paper: um belo app.[/insert]

O app usa fotos em tela cheia, tipografia acertada e animações suaves para apresentar o conteúdo. Fotos grandes são manuseadas inclinado o iPhone para as laterais. Há menos botões e mais gestos, todos bem intuitivos. A navegação é horizontal, a rolagem vertical é reservada para a exibição de conteúdo. Quando se abre uma página web, aliás, ela ocupa a tela inteira, sem molduras. A tela de edição de “histórias” também ganhou atenção especial, é bem mais atraente que a sua contraparte no app principal do Facebook.

No geral, o Paper se parece com o Facebook Home do Android, só que mais refinado e menos ambicioso — ele não tenta mudar o jeito que você usa o smartphone, apenas oferece um outlet extra mais bonito e com boas fontes para quem deseja se manter informado.

Há muito em gestação, o Paper chega no momento em que o Facebook anseia por diversificar sua presença no espaço móvel2. Na última conferência com investidores Zuckerberg disse que em 2014 veremos mais apps dedicados a funções isoladas do Facebook. O novo e redesenhado Messenger foi o primeiro dessa safra, o Paper, o segundo. Se os próximos apps seguirem esse padrão de qualidade e foco, será cada vez mais difícil se livrar das garras do Facebook.

O Paper é gratuito e está disponível para iPhone (no mínimo iOS 7) apenas na App Store dos EUA.

  1. Pois é, 10 anos! Para celebrar, o Facebook criou um vídeo personalizado de um minuto para cada usuário da rede, mostrando as fotos mais curtidas, as primeiras e algumas aleatórias dos últimos anos. Clique aqui para ver o seu. Eu gostei um bocado do meu! ↩
  2. É na palma da mão que o dinheiro se encontra. No último relatório fiscal referente ao quarto trimestre de 2013, o Facebook anunciou que 53% do faturamento veio de dispositivos móveis. O Paper ainda não exibe anúncios, mas deve ser questão de tempo até eles aparecerem no app. ↩

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (janeiro/2014)

Os melhores apps do mês para Android, iOS e Windows Phone.

Quando estava no Gizmodo eu era responsável pela seção Apps da Semana: todo sábado subia três posts com os melhores apps lançados para Android, iOS e Windows Phone. O Giovanni manteve a tradição depois da minha saída e imagino que ele deva lidar com as mesmas dificuldades que eu na minha época.

Sai muito app toda semana (à exceção do Windows Phone, por ora), mas quantos desses são bons o bastante para aparecer em uma lista cujo título inclui a palavra “melhores”? Não muitos. Então aqui, no Manual do Usuário, proponho um prazo mais dilatado. Em vez dos melhores da semana, os melhores do mês. Fica mais fácil para todo mundo, certo? E como são poucos, melhor centralizar tudo em um post só.

Todo fim de mês teremos uma lista do tipo para que você aproveite melhor o seu smartphone, seja ele Android, iPhone ou um Lumia — ainda existem outros Windows Phones sem ser Nokia?


Command-C

Command-C.

Para iPhone e iPad.
O que é? Uma área de transferência compartilhada entre dispositivos iOS e Macs.
Preço? US$ 3,99
DOWNLOAD

O Command-C permite transferir conteúdo entre dispositivos iOS e Macs usando a área de transferência — baixe o app gratuito para Mac aqui. Basta copiar um trecho de texto (plano ou formatado) ou uma imagem (JPEG, JPEG2000, TIFF ou PNG) e mandar para o outro dispositivo. É mais rápido do que usar o email, o Dropbox ou outro serviço similar, ou mesmo o AirDrop.

Em ambos os sistemas o conteúdo transferido aparece como uma notificação e vai para a área de transferência. Há teclas de atalho e bookmarks para agilizar o uso e para usuários avançados, snippets x-callback-url para automatizar as ações.

Command-C, para iOS.


Faded

Faded.

Para iPhone.
O que é? Editor de fotos cheio de filtros e recursos de edição.
Preço? US$ 0,99
DOWNLOAD

Há espaço para mais apps de fotos? O pessoal que desenvolveu o Faded acredita que sim. O app, com um jeitão todo descolado, tem 70 efeitos, sendo 34 gratuitos, dispostos em uma interface bem construída.

Recursos básicos de edição, como controles de contraste e saturação, estão disponíveis, e dá para sobrepôr camadas nas imagens, controlar a exposição em tempo real na hora de fazer a foto, acrescentar efeitos e, claro, compartilhar os resultados em várias redes sociais, incluindo Instagram, Facebook e Flickr.


Google Play Movies & TV

Google Play Movies & TV.

Para iPhone e iPad.
O que é? App que dá acesso via iOS aos filmes e seriados comprados no Google Play.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Agora você, que comprou ou alugou algum vídeo no Google Play, pode assisti-lo usando um iPhone ou iPad.

Fique atento: o app não permite comprar conteúdo, já que isso implicaria ao Google ter que pagar a comissão que apps para iOS devem em qualquer tipo de transação à Apple. Para comprar, só pela web ou usando um smartphone ou tablet Android.

Você pode assistir aos vídeos no próprio dispositivo iOS ou usar um Chromecast para transmitir o conteúdo para uma TV.

Google Play Movies & TV.


Horizon

Horizon.

Para iPhone e iPad.
O que é? App que grava vídeos em formato paisagem mesmo com o celular na vertical.
Preço? US$ 0,99
DOWNLOAD

Mesmo com campanhas anti-vídeos em modo retrato, é difícil convencer algumas pessoas de que existe, sim, uma maneira correta de filmar com o smartphone.

O Horizon propõe outra abordagem para lidar com o problema. Em vez de forçar uma mudança de comportamento, com ele o usuário pode continuar filmando com o celular de pé que, mesmo assim, o vídeo sai em formato paisagem. Graças a um corte na imagem, a proporção mais natural para consumo em telas modernas (widescreen) é preservada e todo mundo sai ganhando. O único problema é a pessoa se lembrar de usar o Horizon em vez do app nativo da câmera.


Jelly

Jelly.

Para Android e iPhone.
O que é? Nova rede social de perguntas e respostas do Biz Stone.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD Android, iPhone

De um dos co-fundadores do Twitter, Biz Stone, o Jelly é um novo app para uma velha atividade online: perguntar e responder questões sobre qualquer coisa.

O fato de ser um app para smartphones dá ao Jelly um aspecto bastante ágil. Perguntas podem ser feitas com o auxílio de fotos e as respostas vêm da sua rede de contatos.

O app tem um punhado de animações bonitas e boas práticas em usabilidade, mas com o Quora e o Yahoo Respostas servindo às perguntas importantes e fundamentais e àquelas sem noção (respectivamente), é de se questionar se a nova aposta de Stone tem futuro.


Loopr

Loopr.

Para Android.
O que é? Menu lateral de acesso rápido a apps em segundo plano.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Launchers que usam as bordas da tela para chamarem menus e outros recursos do Android não são novidade. O Loopr chama a atenção por, em vez de acionar um painel enorme, exibir apenas discretas “bolinhas-ícones” dos apps.

É possível fixar os botões Home e Voltar, ter uma pré-visualização dos apps e personalizar os ícones — essas duas últimas opções apenas mediante pagamento in-app, que custa em torno de R$ 6,30. Nas configurações pode-se delimitar a área em que ele atua em ambas as laterais, a sensibilidade e o atraso do movimento, e personalização as animações.

A abordagem do Loopr é diferente da da multitarefa nativa do Android, aquela lista vertical de miniaturas. Acredito que em smartphones e tablets mais simples o fato de não precisar renderizar todas as telas deva contar pontos em desempenho.


Music Drop

Music Drop.

Para Windows Phone.
O que é? App que transfere músicas do PC para o smartphone sem usar cabos, via Wi-Fi.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Órfãos do Zune HD lembram da praticidade que era a sincronia da biblioteca de músicas via Wi-Fi. Nada de cabos, era tudo sem fio. E era lindo.

O Music Drop traz essa comodidade para o Windows Phone, ainda que de forma um pouco mais complexa. Toda a ação se dá através do navegador, com uma URL criada especialmente no app do smartphone. Estabelecida a conexão, basta arrastar a música desejada para a janela do navegador e a transferência começa.

Um pouco limitado, o conceito pelo menos é bem interessante e para transferir uma ou algumas poucas músicas, definitivamente mais cômodo do que ir atrás de cabos.

Music Drop.


Nokia Storyteller

Nokia Storyteller.

Para Windows Phone (Nokia).
O que é? App que usa a geolocalização das fotos para dispô-las em um mapa e criar narrativas a partir disso.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Ainda em estágio beta, este app, mais um exclusivo para a linha Lumia da Nokia, coloca suas fotos no mapa, agrupa elas de acordo com alguns parâmetros e embeleza a forma de mostrá-las aos amigos.

Dá para criar álbuns (além dos automáticos), colocar legendas e com um gesto de pinça, ver num mapa onde cada uma foi tirada. A tela principal permite filtrar as fotos por local, data e definir lugares favoritos, para ter sempre à mão as fotos tiradas lá.

É como se fosse um álbum de fotos mais robusto, que usa os meta dados delas para organizá-las de diferentes formas.


Pasta de Aplicativos

Pasta de Aplicativos.

Para Windows Phone (Nokia).
O que é? App que permite empilhar diversos atalhos em um bloco dinâmico na tela inicial.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

O que Android e iOS já fazem há bastante tempo agora também é possível no Windows Phone — desde que o seu seja fabricado pela Nokia.

A Pasta de Aplicativos, por ser um app à parte, concentra a criação dos atalhos, ou seja, elas não são configuráveis direto da tela inicial do Windows Phone. O visual é bacana, ficam miniaturas dos blocos dentro de um grande, e o acesso é em lista. É uma solução meio gambiarra, mas que pode servir para quem tem muitos blocos na tela inicial ou quer apenas organizá-la melhor.

Pasta de Aplicativos.


Path

Path.

Para Android, iPhone e Windows Phone.
O que é? Rede social intimista, com limite restrito de amigos e diversas opções de compartilhamento.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD Android, iPhone, Windows Phone

Velho conhecido de quem usa Android ou iPhone, o Path desembarcou para Windows Phone nesse mês — ainda em beta.

O visual característico do Path foi bem mesclado com a identidade visual do Windows Phone. Não se trata de um simples port; a versão para o sistema móvel da Microsoft conta com algumas exclusividades, como filtros para fotos baseados no SDK Imaging, da Nokia.

O mais difícil é encontrar amigos e parentes usando o Path. Como seu apelo é pelo compartilhamento de pedaços mais íntimos da sua vida, só com essa galera próxima na rede ela se justifica.

Path.


SkipLock

SkipLock.

Para Android.
O que é? App que desabilita a senha do Android em redes Wi-Fi e Bluetooth.
Preço? ~R$ 11,70
DOWNLOAD

Um dos favoritos da casa, o Unlock With Wi-Fi ganhou um nome melhor, SkipLock, e novos recursos.

Se você preza pela sua privacidade, certamente tem algum tipo de senha habilitada no smartphone — um código alfanumérico ou aquele padrão, bem popular no Android. O que o SkipLock faz é desabilitar essa defesa quando ele está em redes Wi-Fi pré-configuradas ou próximo de dispositivos Bluetooth. Na sua casa, por exemplo, não faz muito sentido deixar a senha. Com o SkipLock, ela é desativada quando está na sua rede sem fio e volta a funcionar, automaticamente, assim que você sai do raio de alcance dela.

Além do suporte a dispositivos Bluetooth, a nova versão do SkipLock permite remover o ícone da barra de notificações e, em dispositivos rooteados, usar um padrão em vez da senha alfanumérica.

O app funciona por quatro dias. Depois disso, só comprando. É um pouco caro, mas pelo tempo que economiza no acumulado do uso, vale a pena. Caso você experimente e resolva removê-lo, muita atenção: por necessitar de privilégios especiais para funcionar, a desinstalação é diferente, se dá através do menu, dentro do próprio app.


Storehouse

Storehouse.

Para iPad.
O que é? Uma forma interativa e linda de contar histórias através de fotos e vídeos.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Criado por um punhado de ex-funcionários da Apple e sem um modelo de negócios pronto, se existisse um campeonato de apps mais bonitos para iPad o Storehouse seria um sério concorrente.

Com ele, o usuário pode criar histórias para suas fotos e vídeos. A apresentação é linda, o app é fluído e bem arquitetado, e tudo é de muito bom gosto. Terminando suas histórias, elas podem ser visualizadas na web — atingindo, assim, quem não tem um iPad disponível. De dentro dele, porém, aquele esquema digno de redes sociais, o seguir e ser seguido, está disponível.


Talon

Talon.

Para Android.
O que é? Cliente para Twitter moderno e adaptado ao Android 4.4.
Preço? ~R$ 4,70
DOWNLOAD

Não chega a ser um Tweetbot para Android (faz falta!), mas o Talon se junta a outras alternativas ao terrível cliente oficial do Twitter na plataforma do Google.

Ele é pago, mas promete um mundo de opções e o que há de mais moderno em experiência de uso no Android. O layout segue as diretrizes do sistema e até coisas bem recentes, como suporte às barras transparentes do Android 4.4, estão presentes.

A lista de recursos e funções do Talon, na descrição do app no Google Play, é extensa. Apesar do ícone horrível, é um trabalho fenomenal e com potencial para ficar ainda melhor. Agora que os tokens do Carbon acabaram, talvez seja a melhor saída para quem não suporta o último redesign do Twitter.


Mês que vem tem mais!

Permissões de apps: como elas funcionam no Android, iOS e Windows Phone

Permissões de apps: um assunto importante!

Um smartphone moderno é composto por um punhado de sensores, módulos e recursos. É esse arsenal que faz com que ele seja tão versátil, tão útil no dia a dia. Os desenvolvedores podem utilizar essa gama de poderes para facilitar ou mesmo viabilizar o funcionamento dos seus apps. Só que é como dizia o tio de um super-herói: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Você presta atenção nas permissões que os apps exigem antes de instalá-los?

A Tatiana contou, na Galileu, os motivos que a levaram a desinstalar o app do Facebook em seu smartphone Android: o excesso de permissões que o app pede para ser instalado. Como ela nota, algumas fazem sentido, outras soam estranhas mesmo sob a bandeira da comodidade.

Todo smartphone vendido atualmente conta com um sistema de permissão destinado aos apps. Como eles funcionam em sandboxes, ou seja, isolados entre eles e do sistema, as permissões funcionam como um contraponto de flexibilidade nessa estrutura orientada à segurança, como pontes seguras entre os apps e os recursos que o smartphone tem.

Por padrão o sistema operacional bloqueia acesso a esses recursos em prol da segurança. Um app, para usufruir desses recursos, precisa declarar explicitamente quais são necessários e apenas com a anuência do usuário as portas virtuais que os guardam são abertas.

Nós temos a chave, mas somos proprietários displicentes. Raramente atentamos para as permissões que um app pede e, nessa, acabamos abrindo a porta de casa para qualquer um. Um jogo gratuito precisa mesmo saber a minha localização? Por que uma rede social quer saber meu histórico de ligações, ou ficar aberta o tempo todo em segundo plano? E esse app de piadas, quer minha lista de contatos para quê?

Abaixo, faço um passeio pelos sistemas de permissões das três principais plataformas móveis: Android, Windows Phone e iOS.

No Android, é tudo ou nada

Ao instalar um app no Android, o Google Play exige confirmação para as permissões que ele pede. Surge uma lista delas na tela com um botão de confirmação embaixo. Clique nele e o app é instalado; discorde e você volta para a Play Store, sem o app.

Permissões que o Path pede no Android.
Ou você aceita tudo e recebe o app, ou cancela a instalação.

Essa abordagem é oito ou oitenta, não há meio termo do tipo “ok, app, você pode saber a minha localização e acessar as fotos do celular, mas nada de ler meus contatos”. Alguns apps até permitem configurações granulares de permissões após a instalação — no Facebook, talvez o exemplo-mor de app que extrapola nesse ponto, dá para deixar a localização desativada por padrão, por exemplo. No geral, porém, é aquela abordagem rígida do aceite total que vale.

Abordagem que, claro, não é a ideal, mas que tem sua validade. Dependendo do app e do que ele pede, é melhor deixá-lo de lado — em muitos casos é de se pensar se o risco vale a pena. Existem aqueles chatos, mas mais amenos, em que você verá propagandas assustadoramente precisas, de anunciantes próximos, graças à concessão da sua localização via GPS. Outros são mais graves; você pode acabar vítima de um golpe, como o do Balloon Pop 2 que sequestrava conversas no WhatsApp para revendê-las depois.

O Android carece, ainda, de uma central de privacidade. O recurso fez uma rápida aparição na versão 4.3: o App Ops abria todas as permissões de cada app instalado e permitia revogá-las individualmente. Era preciso usar algum programa que criava a interface para o App Ops, como o da Color Tiger1.

App Ops em funcionamento no Android 4.3.
Screenshots: EFF/Reprodução.

Ele não durou muito. Na versão 4.4.2 o App Ops sumiu com a justificativa, do Google, de que sua aparição recente fora um descuido e que na prática trata-se de um recurso usado apenas internamente para testes. Triste, mas compreensível: muitos apps simplesmente “quebram” quando permissões vitais são revogadas.

O melhor a se fazer, por ora, é ficar atento às permissões na hora de instalar um app — e desistir ao menor sinal de desconfiança.

As permissões de apps são ainda piores no Windows Phone

Requisitos do Hisptamatic Oggl, para Windows Phone.
No Windows Phone, requisitos dos apps são apresentados discretamente na Loja de Aplicativos.

No Windows Phone a situação é similar à do Android, com uma agravante: as permissões são listadas na Loja de Aplicativos, só que essa não pede confirmação do usuário na hora de instalar algum — com apenas uma exceção, a do acesso à localização.

A lista de permissões de um app fica soterrada na página “Detalhes” dele na loja de apps. Em texto puro, logo depois da descrição e entre links legais que recebem ainda menos atenção, o posicionamento ruim de informações tão importantes é preocupante. Elas deveriam estar em local mais acessível e ter mais destaque ali.

A Microsoft lista, na ajuda do Windows Phone, todas as permissões possíveis a um app.

O mais triste é que nas configurações do sistema existe uma aba “Aplicativos” que, em vez de contemplar todos, fica restrita a alguns nativos, pré-instalados do sistema. A exceção é o item “Tarefas em segundo plano”, que lista apps capazes de rodar em segundo plano e permite revogar esse privilégio.

iOS: demorou, mas é assim que se faz

O iOS é o sistema que melhor lida com permissões de apps.

Não foi sempre assim. Antes do iOS 6, essa parte do sistema era um desastre. Foi preciso um escândalo envolvendo o app Path para que a Apple tomasse providências e desse a devida atenção às permissões dos apps.

Exemplo de app requisitando permissão especial no iOS.
No iOS, as permissões são concedidas durante o uso do app.

No começo de 2012 o app do Path foi flagrado enviando listas de contatos dos usuários para seus servidores sem notificá-los disso. Até então o iOS só informava e pedia autorização do usuário para o uso do sistema de notificações push e dos serviços de localização que um app porventura precisasse; todo o resto era concedido de pronto, sem aviso algum.

Com o estouro do caso Path, que repercutiu até no Congresso dos EUA, mudanças foram feitas no iOS 6. Além de notificações e localização, o sistema passou a regular outras permissões nos apps, a saber:

  • Contatos
  • Calendários
  • Lembretes
  • Fotos
  • Compartilhamento Bluetooth
  • Microfone

A App Store continua sem listas de permissões para os apps por lidar com elas de maneira diferente. Ao instalar um app de lá, ele não ganha acesso imediato às permissões de que precisa. É durante o uso que o usuário concede (ou não) as necessárias. O app vai perguntando na medida em que uma função que dependa de certa permissão é acionada e aí cabe ao usuário concedê-la ou não.

Não existe o risco de “quebrar” apps porque as diretrizes da App Store exigem que o desenvolvedor preveja comportamentos alternativos para quando certas permissões forem negadas. As notas de lançamento do iOS 6 para desenvolvedores esclarecem isso:

“Além dos dados de localização, o sistema agora pede permissão do usuário antes de liberar o acesso a apps terceiros a certos dados do usuário.

(…)

Para dados de contatos, calendários e lembretes, seu app precisa estar preparado para ter o acesso negado a esses itens e ajustar o comportamento de acordo. Se o usuário ainda não foi questionado sobre a liberação do acesso, a estrutura retornada é válida, mas não contém registros. Se o usuário negou o acesso, o app recebe um valor nulo ou nenhum dado. Se o usuário garantir permissão ao app, o sistema consequentemente notifica o app de que ele precisa ser reiniciado ou reveter os dados.”

Área Privacidade, nas configurações do iOS, e app Foursquare sem acesso à localização do usuário.
No iOS, permissões são concedidas durante o uso dos apps e podem ser revogadas a qualquer momento.

Nas configurações do sistema existe, ainda, uma área chamada Privacidade. Ela concentra as permissões que o sistema oferece e dá ao usuário o poder de vetá-las, para qualquer app, a qualquer momento.

Permissões de apps são importantes

As permissões de apps são meio como a EULA do Windows, ou os termos de uso das redes sociais: a maioria aceita sem ler. Nem o fato de serem compostas por poucas linhas anima o usuário médio a prestar atenção nos privilégios que ele concede sempre que instala um app. O que é um perigo.

Este é um assunto importante. Ler aquelas poucas linhas e tentar entender por que um app pede certas permissões é um esforço válido. Na próxima vez que fizer uma parada no Google Play ou na Loja de Apps do Windows Phone, ou que um app no iOS começar a pedir muita coisa, abra de olho, questione.

Foto do topo: Vit Brunner/Flickr.

  1. A Color Tiger oferece, agora, o App Ops X. Ele não está disponível no Google Play porque o método de instalação viola as regras do Google — a saída, pois, é fazer sideloading do app. Os desenvolvedores garantem que o app funciona mesmo no Android 4.4.2 e prometem um futuro cheio de atualizações, integração com o Tasker, pré-configuração de permissões a serem desativadas de pronto e outras vantagens. Mais informações no Lifehacker. ↩︎

Os equipamentos e apps que uso, 2014

Ferramentas, foto de OZinOH.

Por mais simples que seja uma operação, ela demanda instrumentos, padrões e um workflow minimamente estruturado. É assim com o Manual do Usuário: um blog de um homem só, um homem preparado para ler, escrever, fotografar e filmar.

É bem comum usarmos momentos de ócio no fim do ano para reavaliarmos partes da vida, refletir onde erramos e onde acertamos e, nessa, fazer pequenos (ou grandes) ajustes. Resolvi usar parte desse tempo para contar a vocês o que uso (ou pretendo usar em 2014) no trabalho que desempenho aqui. Além de útil, quero também trocar figurinhas nos comentários, descobrir apps, equipamentos etc. É um post com segundas intenções :-)

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Os melhores apps para iPhone lançados em 2013

Melhores apps para iPhone lançados em 2013.

Depois de cinco anos apostando no esqueumorfismo, em 2013 a Apple mudou radicalmente o iOS. A última versão deixou de lado texturas e elementos do mundo real para apostar em um visual flat, plano, simples. E isso, claro, respingou nos apps. Nesta lista você confere os dez melhores apps para iPhone lançados em 2013.

É difícil encontrar algum app, pelo menos entre os mais populares, que ainda preserve a aparência antiga da era pré-iOS 7. Alguns foram atualizados sem ônus para o usuário, outros, aproveitaram a guinada visual para acrescentar recursos e cobrar novamente — o que na maioria dos casos não foi algo injusto, diga-se. Entre os novatos muita coisa boa apareceu, como é de praxe na plataforma móvel da Apple. Embora o Android tenha diminuído a desvantagem nesse setor, o iOS continua sendo o local preferido das surpresas em forma de apps.

A lista abaixo foi compilada com base em conversas no Twitter e no acompanhamento, durante o ano, dos principais apps lançados. Os dez apps estão em ordem alfabética.


App para iPhone: Any.do Cal.

Any.do Cal

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android

O Any.do original, um app de lista de tarefas, apareceu primeiro no Android. Quando foi portado para o iOS, trouxe de carona um totalmente novo, o Any.do Cal.

O visual deste app é fantástico. Com muitas fotos, animações suaves e abordagens um tanto diferentes para uma agenda, ele joga novas cartas na mesa para uma categoria que, especialmente no iOS, clama por boas alternativas. De quebra, ainda conversa com o Any.do, puxando listas de tarefas para os eventos do dia.

Screenshots do Any.do Cal.


App para iPhone: DuckDuckGo.

DuckDuckGo

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android

Em 2013 a privacidade online esteve muito em voga com as denúncias contra a NSA, utilização de dados dos usuários para fins nada nobres e outros escândalos do tipo. Muito antes disso o DuckDuckGo já oferecia uma experiência limpa, livre de usos comerciais questionáveis.

O app para iPhone traz alguns destaques na página inicial e a busca do DuckDuckGo no topo. Sem reutilizar seu histórico para direcionar publicidade, nem personalizar os resultados. O app ainda não foi atualizado para o visual do iOS 7, mas as funcionalidades estão todas ok. Para quem se encheu do Google ou quer algo diferente, é talvez a melhor alternativa.

Screenshots do DuckDuckGo.


App para iPhone: Duolingo.

Duolingo

Gratuito
Site oficial

Escolhido pela Apple o app do ano para iPhone, é fácil entender a decisão. O Duolingo ensina idiomas sem cobrar nada, com um método bem interessante de tradução colaborativa. No iPhone, o app conseguiu condensar as lições antes disponíveis apenas na web em uma interface fácil de entender e usar.

Dá para aprender espanhol, alemão, francês, italiano e português — nesses casos, tomando o inglês por idioma nativo/padrão. Falantes do português têm o inglês à disposição.

Com lições multimídia e um sistema de gamificação bem esperto, é melhor do que ficar jogando Angry Birds ou lendo a Caras na sala de espera do consultório, né?

Screenshots do Duolingo.


App para iPhone: IFTTT.

IFTTT

Gratuito
Site oficial

No curso de lógica matemática, uma das primeiras lições ensinadas é a dos conectivos lógicos. Entre eles, a condicional. “Se isso, então aquilo”, deve se lembrar qualquer estudante de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e afins. O IFTTT leva esse conectivo à Internet.

O app para iOS permite gerenciar e acrescentar novas receitas, da mesma forma que no site. Por estar em um smartphone, o IFTTT também usa recursos dele para automatizar algumas rotinas e facilitar a vida do usuário. Dá para, por exemplo, mandar as fotos tiradas com a câmera por email ou para algum serviço de armazenamento de arquivos na nuvem, receber um SMS todo dia de manhã com a previsão do tempo ou manter uma cópia da lista de contatos no Google Drive.

Screenshots do IFTTT.


App para iPhone: Mailbox.

Mailbox

Gratuito
Site oficial

Com uma lista de espera lotada por centenas de milhares de pessoas, o Mailbox foi lançado no começo do ano com uma proposta ousada: botar ordem no seu email — desde que ele esteja hospedado no Gmail.

A premissa do Mailbox é tirar da reta as mensagens que chegam. Ainda que você não a responda imediatamente, o gesto de adiá-la a remove da sua frente e ajuda a manter a bagunça em ordem. É uma abordagem meio lista de tarefas para o email que para muita gente funciona.

O app é gratuito e há alguns meses foi comprado pelo Dropbox. Desde então, ao baixá-lo o usuário ganha 1 GB de espaço neste serviço.


App para iPhone: Mailbox.

Quip

Gratuito
Site oficial

O Quip é um editor de textos moderno. Sem o legado de décadas de outros editores estabelecidos, como o Word da Microsoft, ele foca no que importa: sincronia em tempo real com a nuvem, colaboração dentro do app (edição, comentários e bate-papo integrados em uma linha do tempo) e recursos fáceis de serem usados. A página principal funciona como uma espécie de caixa de entrada, destacando documentos que foram modificados desde a sua última visita.

O app funciona também no iPad e na versão web. Ele é vinculado a uma conta Google e traz de lá os contatos — dá para chamá-los para colaborar em um texto. A interface é baseada em gestos e o teclado, no modo editor, ganha uma linha extra com alguns comandos, incluindo uns de inserção que permitem referenciar pessoas ou documentos, além de acrescentar imagens e tabelas.

Não dá para dizer que o Quip é a evolução do Word — há algumas limitações severas, como a impossibilidade de alterar a fonte –, mas ele tem boas ideias e uma execução muito bacana.

Screenshots do Quip.


App para iPhone: VSCO CAM.

VSCO Cam

Freemium (filtros via in-app purchase)
Site oficial
Disponível também para Android

Mais um app de fotos com filtros, sim, mas filtros legais, tão inspiradores que conseguiram criar uma micro-comunidade dentro do Instagram.

O VSCO Cam tem uma interface minimalista e elegante. Ele oferece muitos filtros, vários gratuitos, alguns pagos — e são esses que mantêm o app, que não custa nada para ser baixado e não exibe anúncios. O Grid é a página, igualmente elegante, onde as fotos dos usuários são publicadas. É opcional e dá para compartilhar as fotos em várias redes sociais independentemente de usá-la ou não.


App para iPhone: Tweetbot 3.

Tweetbot 3

US$ 2,99
Site oficial

O novo Tweetbot é tão bom que, tivesse outro nome, passaria fácil por um app novo. O melhor cliente de Twitter foi adaptado ao iOS 7 e, com um punhado de gestos e soluções interessantes de interface, é quase obrigatório para quem usa o Twitter no iPhone.

Não que seja difícil bater o cliente oficial — especialmente a estranha última versão. Mas além disso, o Tweetbot 3 excede o que se esperaria de um app do tipo. Ele é bem pensado, tudo faz sentido e não é raro tentar um gesto qualquer, do nada, e ele funcionar. Seria legal se o Twitter mesmo direcionasse sua experiência da forma com que a Tapbots direciona com o Tweetbot.

Screenshots do Tweetbot 3.


App para iPhone: Vine.

Vine

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android e Windows Phone

O Vine, comprado e relançado pelo Twitter, é um app de compartilhamento de vídeo com uma limitação marcante — como os 140 caracteres da empresa-mãe. No seu caso, esse limite é temporal: cada vídeo pode ter no máximo seis segundos. Pode-se filmar trechos à parte e como eles são exibidos em loop infinito, os usuários mais criativos conseguem fazer coisas bem interessantes. Se o Instagram tem vídeos hoje, é por culpa do Vine.

O app tem uma interface simples de entender e é bem direto. Ele conta com a dinâmica de seguir e ser seguido, além de canais temáticos e algum conteúdo selecionado por editores do serviço. Existem diversas páginas no Facebook dedicadas a mostrar os melhores trabalhos feitos no Vine e como tecnicamente ele é bem limitado, o que separa você dos melhores vídeos é só a criatividade.

Screenshots do Vine.


App para iPhone: Yahoo Weather.

Yahoo Tempo

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android

Ninguém esperava do Yahoo um app tão bonito e bem feito. Puxando fotos do Flickr (uma das suas propriedades) e combinando-as com uma bela interface, o Yahoo Tempo é um exemplo de design no iOS.

Além da previsão do tempo, o Yahoo Tempo oferece um radar interativo, informações de satélite, sensação térmica e velocidade do vento. A navegação se dá por gestos — dá para manter a previsão de várias cidades, alternando entre elas horizontalmente.

Screenshots do Yahoo Weather.


Na App Store você encontra a lista de apps do ano da Apple. Tem muita coisa legal lá e tenho certeza que fora dessas duas, da Apple e da do Manual do Usuário, ainda sobram alguns apps muito bons lançados em 2013. Conhece algum? Deixe a dica aí nos comentários.

1 Second Everyday registra sua vida em pequenos vídeos de um segundo

Tiramos fotos e gravamos vídeos para registrar momentos. Anos mais tarde, quando revisitamos esses momentos de outrora, é inevitável que certas lembranças voltem com força. É como um diário, mas visual, com mais apelo junto à nossa memória.

Não é raro se deparar com vídeos na Internet de time lapses. Uma foto atrás da outra que passam a sensação de movimento e condensam, em poucos minutos, talvez anos de trabalho. E se você pudesse fazer algo assim de uma maneira fácil, quase automática? É a proposta do 1 Second Everyday, app para iPhone e Android.

Cesar Kuriyama e seu ano de folga

O 1 Second Everyday é a realização do primeiro projeto pessoal de Cesar Kuriyama. Após assistir a uma palestra de Stefan Sagmeister, ele resolveu seguir o exemplo dele e tirar um ano de folga. Nesse período, gravou um vídeo de um segundo por dia. Ao final de um ano, tinha pouco mais de seis minutos que condensavam os 365 últimos dias. Ele curtiu a brincadeira, tanto que decidiu levá-la a mais pessoas.

Em um TED de 2012, Kuriyama contou a história do 1 Second Everyday:

O app foi criado pela Touch Lab, uma empresa de Nova York, e financiado via crowdfunding em uma bem sucedida campanha no Kickstarter que conseguiu angariar mais que o dobro pedido. O resultado é um app bem feito e muito tranquilo de usar.

1 Second Everyday

Um segundo de cada dia da minha vida no 1 Second Everyday.

Disponível para iPhone e Android, o app é basicamente igual nas duas plataformas. Ele se apresenta como um grid/calendário; nos dias em que pelo menos um vídeo foi gravado, o retângulo fica laranjado. Toque nele, recorte o trecho de um segundo desejado, e o laranja cede espaço a uma miniatura daquele dia. Com o tempo, a tela inicial fica bonita, cheia de momentos da sua vida.

É possível criar múltiplas linhas do tempo dentro do app. A partir dele, também, dá para filmar o um segundo, embora o uso do app da câmera (ou de qualquer outro que faça vídeo) funcione tão bem quanto. A área de seleção do segundo é bem versátil: o vídeo é exibido na íntegra e, no rodapé da tela, fica um seletor para escolher, com um bom nível de precisão, o trecho exato a ser salvo.

As configurações se limitam a duas: lembretes e sincronização. São cinco lembretes que podem ser ativados, para vários períodos do dia, que surgem na área de notificações de forma bem simpática, sempre com algum dado (verídico ou falso/engraçado) sobre o tempo e lifelogging.

A opção de sincronização é importante, diria até recomendável. Com ela ativada, os snipetts de vídeo são salvos na nuvem — no Google Drive em aparelhos com Android, e no iCloud, no iPhone. Além da segurança, é uma bela precaução para caso você perca seu smartphone.

O 1 Second Everyday é fácil de usar.

O 1 Second Everyday é parcialmente gratuito. O app não cobra nada para ser usado no registro das entradas, apenas na hora de compilar vídeos com mais de 30 dias. E mesmo aí o valor é baixíssimo, apenas US$ 0,99.

Lifelogging

Venho usando o 1 Second Everyday desde que ele foi lançado, no começo de agosto. Muito do que Kuriyama diz na palestra eu pude sentir na prática: a mera presença do app instiga a busca por coisas diferentes. Existe o compromisso e completá-lo todos os dias é bem satisfatório, ainda que nem sempre o lapso registrado seja empolgante.

Nem sempre dá, é verdade. Esqueci-me duas ou três vezes de gravar alguma coisa nesse período. Digo a mim mesmo que esses buracos deixarão o vídeo mais similar à vida, imperfeito. Uma mera desculpa filosófica para falhas que, de verdade, são difíceis de justificar — o celular está sempre comigo e deixo um lembrete configurado no app. Ele é bem rígido, aliás: esqueceu de gravar? Já era. Não dá para trapacear e puxar vídeos de outros dias, nem de outros dispositivos. É seu celular, naquele dia, e só.

Registrar um segundo por dia é mais fácil do que manter um diário, é mais rápido de recuperar/ver e tem um “peso” psicológico realmente notável. Um segundo, aliás, parece pouco, mas a mim é um bom ponto de equilíbrio: tempo suficiente para desencadear memórias, mas não o bastante para expôr o usuário. (A parte de compartilhamento, aliás, é opcional. Se quiser gravar os vídeos e deixá-los guardados no celular ou computador, o app não o obrigará a publicá-lo em redes sociais.) Nada como a maluquice da SenseCam, ou a esquisitice de um Google Glass. Um, e apenas um segundo.

Mesmo em pouco mais de três meses, rever um segundo de alguns dias especialmente felizes é bacana, recompensa o trabalho que dá — e me faz lamentar o 1 Second Everyday não ter surgido antes. Não sei se terei pique para manter esse hábito, mas gosto de pensar que sim. Tentarei isso, digo. Sinto-me desconfortável em tirar o celular do bolso e gravar, ainda que apenas alguns segundos, algumas cenas em certos lugares, mas no fim das contas (ou de um ano) é um pequeno incômodo que se dilui em meio a tantas boas lembranças.

BBM para Android e iPhone: um intruso que chegou tarde demais

Antes da briga ferrenha que se desenrola hoje nos bolsos de praticamente todo mundo que tem um smartphone pela supremacia na troca de mensagens rápidas, havia um app que conseguiu fazer um nome, criar uma reputação: o BBM.

Restrito aos domínios do BlackBerry, ainda assim ele conseguiu se destacar pela confiabilidade com que recebia e entregava mensagens, e trazer recursos que só mais tarde os outros apps do gênero como WhatsApp, Facebook Messenger e WeChat, apresentariam e popularizariam nas plataformas concorrentes.

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