Vi no Mastodon: a NLnet Foundation está oferecendo financiamento, de € 5 mil a € 50 mil, para indivíduos que desenvolvam projetos de software livre. Todos os detalhes e formulário de candidatura (prazo até 1º/6) neste link (em inglês).
Dinheiro
Celular Seguro e Click to Pay vencem o Prêmio Seleção Mobile Time 2024
A convite do Fernando Paiva, tive a honra de compor o júri de 12 especialistas em tecnologia do Prêmio Seleção Mobile Time 2024.
O resultado foi divulgado nesta terça (14). O grande vencedor do júri foi o Celular Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. (Posso contar que foi o “case” a que atribuí a maior nota? Espero que sim!)
Na premiação aberta ao público, o Click to Pay, da Abecs, levou a melhor.
Celular Seguro e Click to Pay vencem o Prêmio Seleção Mobile Time 2024
Mobile Time
Sem alarde, a Apple eliminou da sua linha de tablets o iPad de 9ª geração — último modelo com o visual clássico de bordas grossas, botão “home” redondo na frente e entrada para fones de ouvido. A boa notícia é que o iPad de 10ª geração, que mantém o Touch ID, mas se parece com os modelos mais caros (Air e Pro), caiu de preço. A má é que mesmo com a redução de 20% no Brasil, ele continua caro (R$ 4 mil; nos EUA, sai por US$ 349). Via The Verge (em inglês).
As novidades da linha iPad foram anunciadas nesta terça (9), em um infomercial de 40 minutos. O novo iPad Air tem chip M2 e ganhou uma versão maior, com tela de 13 polegadas, e o novo iPad Pro agora tem tela OLED, chip M4, corpo finíssimo e novos acessórios (capa/teclado e Pencil Pro).
Novos preços e planos família no Fastmail
O Fastmail reformulou seus planos e agora tem preços em 20 moedas — incluindo o real brasileiro. Os novos planos são voltados a “indivíduos e famílias”, e contempla um, dois ou até seis usuários. Os antigos continuam existindo, só que agora na categoria “negócios”.
No Brasil, o antigo plano padrão, que dá direito a usar domínio próprio e oferecia 30 GB de espaço, custa R$ 24/mês. (Assinaturas anuais ou por mais tempo têm descontos.) Quem já é cliente será migrado aos novos planos e valores locais no fim do ano, mas já pode usufruir do espaço extra, de 50 GB.
[en] Novos preços e planos família
Blog do Fastmail
O Fastmail é parceiro do clube de descontos para assinantes do Manual do Usuário e oferece 20% de desconto a quem assina o site por um ano.
Nubank: a rara ascensão de um mamute no rígido cenário bancário do Brasil
Vamos começar o segundo episódio da sexta temporada do Tecnocracia explorando duas ideias sem um elo aparente entre elas.
A primeira saiu da cabeça de, facilmente, um dos dez seres humanos mais geniais da história. Em 1687, um polímata inglês de 45 anos lançou um livro chamado Princípios matemáticos da filosofia natural. O livro era composto de basicamente duas leis definidas pelo quarentão após décadas de observação e experimentação com matemática, astronomia e física. Você não apenas já ouviu falar delas, como o livro continua sendo fundamental em uma série de campos do pensamento humano: a lei do movimento e a lei da gravitação universal. Estamos falando de sir Isaac Newton.
Google Play: Pix chega à loja de apps e amplia opções de pagamento
O Google Play, loja de aplicativos Android do Google, agora aceita pagamentos por Pix:
Ao realizar uma compra e selecionar “Pix” como forma de pagamento, você recebe um código de pagamento ou o QR code, que tem validade de quatro dias. É só copiar o código ou escanear o QR code e pagar no banco de sua preferência. Após a conclusão do pagamento, pode levar até 10 minutos para que o pagamento seja processado e os itens comprados fiquem disponíveis.
Detalhe importante presente na documentação: o Pix só pode ser usado para compras únicas, ou seja, não funciona para assinaturas.
Google Play: Pix chega à loja de apps e amplia opções de pagamento
Blog do Google Brasil
Apps voltam a ser vendidos em compra única, só que com preços salgados
Lembra quando a App Store era um universo de aplicativos geniais e baratinhos? Depois, ali por volta de 2015, veio a fase das assinaturas. Agora, tenho notado uma espécie de retorno às origens, só que com preços… não tão baratinhos.
Tomemos o recém-lançado Simple Scan, para iOS, que expõe um recurso muito legal nativo do iOS — a digitalização de documentos — que, por padrão, fica um pouco escondido nos apps Arquivos e Notas.
O Simple Scan é comercializado via assinatura (R$ 24,90 por ano) ou em compra única de R$ 99,90. A única diferença é que, agora, as licenças perpétuas são chamadas de “lifetime”.
Alguns apps que uso e que aderiram a esse modelo de negócio:
- O Daylio, que já comentei aqui, custa R$ 14,90 por mês ou compra única de R$ 149,90.
- O 1Blocker custa R$ 12,90 por mês ou R$ 199,90 em compra única.
- O KeepPassium custa R$ 4,90 por mês, R$ 49,90 por ano ou R$ 249,90 em compra única (app alternativo, KeePassium Pro).
E tem muitos outros exemplos por aí.
Operadoras e bancos anunciam iniciativas sistêmicas para melhorar a segurança de celulares
Um assunto recorrente neste Manual é como proteger o celular de golpes e acessos não autorizados. É possível mitigar o problema, mas não resolvê-lo porque uma solução satisfatória transcende o que o indivíduo é capaz de fazer.
Duas iniciativas, em frentes diferentes, prometem abordagens sistêmicas ao problema.
Semana passada, as três maiores operadoras do Brasil — Claro, TIM e Vivo — anunciaram a adesão ao Open Gateway, um programa da GSMA, entidade que administra o ecossistema global de telecomunicações, que consiste em APIs compartilhadas entre as operadoras para viabilizar serviços diversos.
Os três primeiros serviços do Open Gateway a serem oferecidos no Brasil serão a verificação do número sem o uso do SMS, a identificação de trocas de chips recentes e o compartilhamento da geolocalização do celular independentemente da camada de software, evitando as manipulações do sinal de GPS.
Em outra frente, a Febraban confirmou o lançamento para breve de um programa chamado Celular Seguro, criado em parceria com o Ministério da Justiça e a Anatel.
Isaac Sidney, presidente da Febraban, não deu detalhes técnicos, mas explicou ao Mobile Time que o objetivo do programa é bloquear rapidamente celulares roubados a fim de impedir o uso de dados pessoais e o acesso a contas bancárias pelos assaltantes. Via Folha de S.Paulo, Mobile Time.
O Google tem feito um trabalho interessante de localização no Brasil na frente de pagamentos. Em novembro, a empresa lançou pagamentos com QR code para cartões cadastrados em sua carteira, uma alternativa a aparelhos sem um chip NFC, e anunciou nesta quarta (29) que a Play Store vai aceitar pagamentos por Pix em algum momento futuro. Via Mobile Time (2).
Buckwheat
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O Buckwheat é um aplicativo de controle financeiro dos mais simples. Ao abri-lo pela primeira vez, ele pergunta qual é o seu orçamento, a moeda usada e quantos dias precisa passar com essa grana.
Dali em diante, basta lançar os gastos para que o app lhe informe se o orçamento estourou ou não.
A abordagem mais simples pode ser interessante para quem está colocando o pezinho nas águas do controle financeiro ou precisa apenas de uma ferramenta para segurar os gastos do dia a dia.
Buckwheat / Android / Gratuito. Download »
Muito boa a “prestação de contas” do Signal, a primeira que a fundação sem fins lucrativos faz. O custo operacional em 2023, até agora (novembro), é de ~US$ 33 milhões, e estima-se que em 2025 será de US$ 50 milhões/ano. O que é pouquíssimo comparado a aplicativos similares, também gratuitos, que não têm nem de longe o mesmo cuidado com a privacidade do Signal. Via Signal (em inglês).
Um memorando vazado de Matt Mullenweg, CEO da Automattic, anunciando uma redução no escopo do Tumblr, foi confirmado pelo próprio.
Os 139 funcionários dedicados à plataforma serão remanejados para outros produtos da empresa em 2024, e o trabalho no Tumblr será mais de manutenção do básico, sem grandes planos de expansão, para que ele funcione de modo “suave e eficiente”.
Mullenweg comentou que, em quatro anos, ~200 pessoas se dedicaram integralmente ao Tumblr, e que os esforços na plataforma deram prejuízo de US$ 100 milhões.
É como diz o título do memorando: ou você vence, ou você aprende. Via @photomatt/Tumblr (em inglês).
Brasil é o país do WhatsApp
Uma das muitas promessas da Meta que não resistiram ao tempo foi a de não mexer no WhatsApp. Ela foi feita por Mark Zuckerberg após a aquisição do aplicativo, por US$ 19 bilhões, em 2014.
Nessa semana, Zuckerberg (que era e ainda é CEO da Meta) e Will Cathcart (diretor à frente do WhatsApp) concederam entrevistas a grandes jornais daqui e dos EUA para falarem do app de mensagens.
Nos EUA, Zuck disse ao New York Times que posicionou o WhatsApp como o “próximo capítulo” da história da sua companhia.
A onipresença do WhatsApp só escapa a dois países: a China, por motivos óbvios, e os EUA, o que é difícil de explicar.
A Meta diz que mais da metade dos jovens adultos norte-americanos já tem o WhatsApp instalado. É um primeiro passo para superarem o SMS e o debate batido de “balões verdes/azuis”.
No Brasil, Cathcart concedeu uma entrevista ensaboada à Folha de S.Paulo, onde exaltou o nosso vício no app: somos o país que mais manda áudios (quatro vezes mais que qualquer outro!), mensagens que somem e mensagens no geral.
Em outro momento, Cathcart garantiu que o WhatsApp jamais terá anúncios, com um asterisco: nas conversas. Outras áreas, como Status (stories) e canais, estão em aberto.
Anúncios no Facebook e Instagram que direcionam usuários aos aplicativos de mensagens da Meta (WhatsApp, Messenger e DMs do Instagram) já são um negócio de US$ 10 bilhões, e continuam crescendo.
A Meta precisa continuar entregando crescimento a cada três meses a seus acionistas. O WhatsApp é um “gigante adormecido”, um aplicativo com +2 bilhões de usuários e um potencial inexplorado de receita enorme. Com Zuck torrando bilhões em metaverso e outros negócios estagnando, parece que chegou a hora de acordá-lo. As entrevistas em jornalões são o alarme tocando.
O Manual tem um canal no WhatsApp. Siga para receber comentários, imagens e links por lá.
O pagamento por NFC foi o mais popular em compras presenciais no Brasil no terceiro trimestre, segundo a Abecs, com 52,3% de participação. Na subdivisão da modalidade, o plástico lidera com folga (81% dos brasileiros dizem usá-lo), seguido do celular (26%) e relógios inteligentes (1%). Via Mobile Time, Abecs (PDF).
Contra o tecno-otimismo
Nos anos 1990, Marc Andreessen criou o Netscape, primeiro navegador web comercial de sucesso, pivô da disputa que levou a Microsoft ao banco dos réus em um dos maiores julgamentos antitruste dos Estados Unidos.
Hoje, Andreessen é mais conhecido por ser sócio da Andreessen Horowitz, ou a16z, uma das firmas de capital de risco mais badaladas do Vale do Silício. Ele viu antes da maioria o potencial de crescimento de startups como Facebook, Skype, Airbnb e Stripe, e lucrou horrores com essas sacadas.
Andreessen também gosta de escrever. Bastante. Foi um dos que popularizam os detestáveis fios no Twitter (outra empresa em que investiu). Seus longos textos em tom de manifesto são populares no meio tecnológico, frutos da fama adquirida em uma tão rara quanto feliz previsão acertada feita em 2011, no artigo seminal “O software está devorando o mundo”. O que não significa que ele seja ou deva ser encarado como um oráculo.