O chatbot de IA do DuckDuckGo

Eu gosto muito da abordagem para IA da Apple pré-“Apple Intelligence”. Há anos a empresa (e o Google pré-ChatGPT, justiça seja feita) espalha pequenas melhorias em seus sistemas sem estardalhaço nem esfregar na cara dos usuários que aquilo é IA. Ou “AI”, que seja.

Um dos usos mais frequentes que faço é o do tradutor embutido no macOS e iOS. Seleciono um texto, clico com o botão direito e, no menu, peço para traduzi-lo. A tradução é ok e tenho botões para copiá-la ou, se possível, substituir o trecho original pelo traduzido.

Enfim. O que quero dizer é que, deixando de lado todas as implicações ambientais, trabalhistas e éticas, às vezes é difícil não usar um ou outro recurso de IA generativa.

Nesses casos, é legal ter uma camada de proteção contra a vigilância das empresas menos comprometidas com a privacidade dos usuários.

A Apple promete essa proteção nas consultas que seus usuários fizeram ao ChatGPT. Não é preciso esperar pela “AI” nem comprar um iPhone 15 Pro para tal, porém.

O DuckDuckGo, que já blindava o usuário da vigilância da Microsoft (o índice do DDG é baseado no Bing), lançou um “AI Chat” que faz o mesmo para grandes modelos de linguagem (LLMs), ou seja, permite conversar com IAs generativas sem que seus dados fiquem expostos a empresas como a OpenAI.

Outro aspecto legal do AI Chat do DDG é a oferta de outros LLMs. Além do ChatGPT 3.5 Turbo, temos o Claude 3 da Anthropic e dois de código aberto: o Llama 3, da Meta, e o Mixtral, da startup francesa homônima.

Como o git funciona

Todo mundo sabe que a maneira certa de aprender a usar o git é tentar uns comandos até dar certo e, depois disso, repetir ad nauseaum. Para quem ainda está na primeira parte ou (bate na madeira!) quer aprender git de verdade, este resumão (memorex?) da Julia Evans é um ótimo ponto de partida.

Se preferir, baixe o *.pdf.

Método simples para proteger a conta Microsoft (do Outlook) de invasões

No Órbita, arthurr comentou que sua conta do Outlook, da Microsoft, sofre uma média de 20 tentativas de acesso por dia.

Por curiosidade, abri o registro de atividades recentes da minha conta Microsoft, que faz uns bons anos não uso para qualquer coisa que seja, e deparei-me com cenário parecido. São tentativas frustradas por senha incorreta e que usa o e-mail secundário como “alias da conta”.

A minha hipótese é de que sejam robôs abastecidos com dados de vazamentos anteriores diversos que ficam tentando logar em quaisquer contas de e-mail. Para quem reutiliza a mesma senha em vários lugares, o risco é real.

Na mesma conversa do Órbita, Fábio deu uma dica ótima para eliminar essa importunação:

  1. Crie um e-mail do tipo alias nesta página. Pode ser qualquer nome. Esse e-mail será usado apenas por você, para fazer login em sua conta — por isso, não compartilhe com ninguém!
  2. Agora, na tela “Gerencie como você entra na Microsoft”, clique no link Tornar o principal do e-mail/alias recém-criado.
  3. Acesse a tela de preferências de entrada e desmarque todas os endereços de e-mail, nome de usuário e telefone. O único que ficará marcado é o e-mail/aliás recém-criado e tornado principal.

A partir de agora, seu e-mail principal não serve mais para fazer login. (Dá erro ao tentar usá-lo.) Para acessar a conta associada a ele, é preciso informar o e-mail/alias que acabou de ser criado.

A lógica é bem simples: como o e-mail recém-criado não é conhecido e o original foi desabilitado para autenticação, os robôs perderam o dado de que dispunham para tentar invadir a conta.

Certifique-se de duas coisas: 1) guardar bem o e-mail/alias recém-criado para não correr o risco de esquecê-lo; e 2) não divulgá-lo em lugar algum.

TenBlueLinks: Traga de volta o Google das antigas

No mesmo dia em que avisou que a IA generativa havia chegado aos resultados do seu buscador, o Google anunciou com discrição um “filtro Web”, que retorna apenas os bons e velhos links azuis. Tonya Ugnich criou um site que facilita definir o filtro Web como padrão no Chrome e Firefox.

Outra dica, que acho até melhor, é usar um buscador web decente, tipo o DuckDuckGo.

LinkedIn sem o feed é o melhor LinkedIn

Hoje cedo entrei no LinkedIn e entre dois ou três posts legais, dentro da proposta da rede, dei de cara com um monte de ~opiniões que me cansaram um tanto. Aí arregacei as mangas para tentar ocultar o feed do LinkedIn.

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Domando apps do tipo “para ler depois”

Quando os celulares modernos se popularizaram, surgiu uma categoria de aplicativos para conciliar o desconforto da tela pequena e a natureza móvel do dispositivo, que nos deixa em contato permanente com conteúdos interessantes.

Apps do tipo “para ler depois”, como Instapaper e Pocket, são repositórios privados de textos que catamos por aí e que, por qualquer motivo, não queremos ou não podemos ler no momento.

Eu sempre tive um desses instalado em meu celular, desde o primeiro capaz de lidar com tais apps. E, daquela época até hoje, jamais havia conseguido segurar o contador de leituras pendentes.

Alguém consegue? (mais…)

Atalho do iOS para salvar anotações em arquivos de texto

Em 2019, afirmei que “todo mundo precisa” de um app de anotações. Corta para 2024 e… talvez não? 👀

Eu não tenho precisado. Sempre escrevo textos maiores no computador, em um teclado de verdade. No celular, preciso no máximo de um “guardanapo digital” para anotar, temporariamente, um telefone, uma ideia ou qualquer coisa do tipo.

Em vez de instalar dois apps — um no celular e outro no computador — para ter acesso a esses rascunhos, mantive os arquivos de texto soltos (*.txt) no computador e criei um atalho no app homônimo para criar notinhas no celular.

Ao disparar o atalho, uma caixa de texto aparece junto ao teclado. Escrevo, dou “ok” e o texto é salvo em um arquivo intitulado com a data e hora do momento direto na Mesa, via iCloud Drive. (Dá para substituir por Dropbox, Google Drive, OneDrive…)

Assim.

O atalho pode ser baixado neste link. As regras dele são simples de entender, o que abre margem para alterações e personalizações.

Se quiser um app que lide com texto puro (e várias sintaxes de linguagens de programação), o Runestone é a melhor pedida do momento.

Aplicações e alternativas de self-hosting

O mais legal deste diretório de aplicações que qualquer um pode hospedar é que ele puxa dados direto dos repositórios, o que facilita saber se um projeto está ativo ou não e a aplicar filtros.

Como bloquear o Threads no Mastodon

Agora que o Threads começou a federar com o fediverso (ainda de modo capenga), chegou a hora dos incomodados bloquearem a instância da Meta.

No Mastodon, dá para bloquear um domínio/instância inteiro apenas em sua conta, independentemente de quem administra a instância. (Por outro lado, uma instância bloqueada pelo administrador não pode ser liberada por um usuário desta.)

Se a sua instância não bloqueou o threads.net e você deseja fazer isso, siga estes passos:

  • Acesse um perfil de alguém de lá, como o do Zuckerberg (coloque @zuck@threads.net na busca);
  • Clique no ícone das reticências, no topo da tela; e,
  • No menu que se abre, clique em Bloquear domínio threads.net.

Caso se arrependa, é só seguir o mesmo caminho para desfazer o bloqueio. As relações anteriores ao rompimento (quem você seguia e quem te seguia), porém, não voltam automaticamente.

Atualização (10h40): Uma opção melhor para gerenciar instâncias bloqueadas é abrir o seu próprio perfil, tocara no botão de reticências () e, em seguida, em Domínios bloqueados. Obrigado pela dica, João!

Curso gratuito de inteligência artificial na USP

A USP está oferecendo um curso gratuito de introdução à inteligência artificial em comemoração aos 90 anos da universidade. São 600 vagas para o curso presencial e 50 mil para o virtual, que será transmitido pelo YouTube. As aulas acontecem no dia 5 de abril. Via Jornal da USP.

Indie App Sales, edição de março de 2024

O Indie App Sales, evento de descontos em aplicativos para plataformas Apple, lançou uma edição agora em março. São +250 aplicativos em promoção somente nos dias 12 e 13 de março.

Kindle sem Amazon

Mesmo eu, que prefiro livros de papel, não consigo negar as vantagens dos leitores digitais, ou e-readers, como o Kindle e… bem, o Kindle. No Brasil, você pode escolher qualquer leitor digital, desde que seja um Kindle.

A compra do dispositivo da Amazon é, na verdade, um contrato com o diabo, digo, com Jeff Bezos, digo, com a própria Amazon. Embora seja possível carregá-lo com livros e documentos não adquiridos na Amazon, esse tráfego de arquivos alternativos tem que passar pelos servidores da empresa.

Ou será que não?

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Links organizados e leituras em dia com o Linkding

Organizar as coisas que encontramos na internet nunca foi tarefa fácil. São infindáveis posts, artigos, vídeos legais, vídeos úteis, tutoriais, pendências… ufa. Com o Linkding consegui, enfim, centralizar, organizar e criar um fluxo estável para salvar links — e recuperá-los depois.

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Guia simples e direto para usar (e curtir) o Mastodon

Para muita gente, o Mastodon foi uma promessa que não se realizou. Em novembro de 2022, quando o desmonte do Twitter começou, o Mastodon era a solução perfeita: estava pronto, era só pegar e usar.

Eu já usava o Mastodon havia três anos àquela altura. Fiquei empolgado com a perspectiva de uma migração em massa. Ela aconteceu, ainda que menor do que poderia ter sido e sem efeitos duradouros.

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Como limitar o volume dos fones para não estragar seus ouvidos

Um estudo publicado no final de 2022 na revista científica BMJ Global Health soou o alerta: mais de 1 bilhão de jovens correm o risco de perda de audição devido a fones de ouvido e ambientes com som muito alto.

Estudos anteriores analisados pelos pesquisadores descobriram que, com frequência, o volume em fones de ouvido chega a 105 dB, bem acima dos limites recomendados — 80 dB para adultos e 75 dB para crianças para intervalos curtos; até 70 dB para longa exposição, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Pode parecer um pequeno incremento, mas a escala de decibéis (dB) é logarítmica.

É difícil detectar de ouvido esses limites e a depender do ambiente ou da empolgação com a música ou podcast sendo ouvido, extrapolá-los.

Felizmente, existem maneiras de impedir que os fones de ouvido atinjam volumes danosos aos nossos ouvidos.

Tela de “Segurança de Fone de Ouvido” nas configurações/Ajustes do iOS.
Opção nativa no iOS.

O iOS tem um limitador nativo. Entre em Ajustes, depois em Som e Tato, role a tela até o final e toque em Segurança de Fone de Ouvido.

Na tela seguinte você verá a opção Limite de Volume. Ative-a e defina o volume máximo no “slider” imediatamente abaixo, que vai de 75 a 100 dB.

No Android, até onde sei, não existe um limitador nativo. (Ao menos, não no Android 13, versão que tenho instalada no meu celular de testes.)

Atualização (13h50): O leitor Victor K mencionou, nos comentários, que celulares Android da Samsung com a One UI oferecem um limitador de volume nativo. Este vídeo demonstra como configurá-lo.

Existem, porém, vários aplicativos de terceiros com essa funcionalidade. Dos que encontrei, o Voli parece o mais acertado. É gratuito e não exibe anúncios e, embora seja voltado a crianças, funciona ok com adultos também.

Para quem quiser maior controle, o Volume Lock permite configurar limites e travar volumes por tipo — mídia/música, ligações, notificações etc.

O aplicativo é gratuito e exibe anúncios. O Volume Lock Pro, versão paga, remove os anúncios por R$ 23.