Para mim, o NetNewsWire é o aplicativo perfeito para macOS. O NetNewsWire 7.0, lançado nesta terça (27), reforça essa distinção. A implementação do Liquid Glass é tão boa que o app ficou mais bonito (prints), e sem perder a sua identidade. Pontos extras para os menus sem ícones, mitigando um problema dos mais bobos do macOS 26 Tahoe. Fica agora a expectativa pela versão do iOS.
Se os emojis são um novo idioma, representações muito distintas podem causar ruídos profundos na conversa. Em 2018, a Emojipedia previu que as diferentes fornecedoras de emojis convergiriam seus desenhos. A previsão se concretizou tendo a Apple como referência. Por quê?
A Apple é amplamente considerada como o conjunto de desenhos de emoji “padrão” no Ocidente. Esse status remonta a 2008, quando a Apple introduziu o suporte a emojis no iPhone anos antes deles serem formalmente incorporados ao Unicode.
[…]
A realidade mercadológica por mais de uma década reforçaram essa influência. A Apple continua a dominar o mercado de telefones celulares nos Estados Unidos.
Um lembrete de que também nos detalhes as big techs moldam muito das nossas vidas.
O texto é recheado de exemplos de convergência, polêmicas (lembra da arminha de brinquedo?) e uma nova onda de rupturas da unidade semântica dos emojis (o culpado começa com “x” e termina com “x”). Mesmo que inglês não seja o seu forte, vale pelas imagens.
Muitas coisas interessantes no recém-anunciado Apple Creator Studio, o “pacote Adobe” da Apple.
Para quem achava que a saída do chefe de design de interfaces da Apple fora o prenúncios de tempos melhores nesse departamento, os novos ícones dos aplicativos (imagem acima) indicam nada mudou no front. São horríveis.
Além disso, apenas o Pixelmator Pro — que foi comprado pela Apple em 2025 — adota o Liquid Glass. Estranho. Ah, e como parte do lançamento do Apple Creator Studio, o Pixelmator Pro ganhará uma versão para o iPadOS.
Quanto à oferta em si, embora a gente não aguente mais assinaturas, esse formato reduz (em muito) a barreira de entrada dos aplicativos profissionais da Apple. Eles eram compras únicas (e continuam, como alternativa), mas eram tão caros que acabavam restritos a quem tem as despesas pagas pelo empregador ou faz muito dinheiro com as ferramentas.
No Brasil, o pacote custará R$ 39,90/mês ou R$ 399/ano. O Final Cut Pro isolado custa R$ 1.999, equivalente a cinco anos do Apple Creator Studio. Logic Pro? R$ 1.299. Pixelmator Pro, o mais baratinho? R$ 299.
A assinatura é compartilhável com a família.
O assinante tem acesso ao Final Cut Pro, Motion e Compressor (edição de vídeo), Logic Pro e MainStage (áudio), Pixelmator Pro (imagens), modelos, fotos e imagens de alta qualidade e recursos de IA para Keynote, Pages, Numbers e Freeform.
Ed Hardy encontrou um dado interessantíssimo nos números do StatCounter:
[…] Cerca de quatro meses após o lançamento [do iOS 26], em meados de setembro, apenas ~15% dos usuários de iPhone têm alguma versão do novo sistema instalada. Isso segundo dados de janeiro de 2026 da StatCounter. Em vez disso, a maioria dos usuários permanece em versões anteriores.
A título comparativo, em janeiro de 2025, cerca de 63% dos usuários de iPhone tinham alguma versão do iOS 18 instalada.
A curva de adoção do iOS 26 é atípica, e por uma larga margem. Anos anteriores (2023, 2022) entregaram números mais parecidos com os de 2024, do iOS 18.
Agradeço a todos os amigos que seguem firmes no iOS 18. Eu não resisti e atualizei o meu e, embora ache o Liquid Glass do iOS o menos pior entre todos os dispositivos com que tive contato, ainda assim é a versão mais esquisita desde que comecei a usar iPhone, há mais de uma década.
Espero que esses números acendam um alerta no departamento de design da Apple.
Atualização (17h10): É possível, embora não confirmado, que uma alteração no “user-agent” do Safari esteja causando distorções nos números do StatCounter. Outras fontes, porém, reforçam a suspeita de adoção mais lenta do iOS 26, mesmo que numa intensidade menor.
Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. (Recomendo fortemente que você dê uma olhada no arquivo de links. É bem legal!)
Tive uma ideia para ressuscitar este podcast: comentar um ou outro link dos que publico nas listas diárias de links no blog do Manual. Será que vai funcionar? Você me diz!
Meio chocado que isso seja possível. O Liquid Glass é só uma skin em cima da UI agora clássica do macOS? Isso explicaria muita coisa… (Dica do Capi Etheriel, via r/MacOS.)
Grandes reformulações de interfaces gráficas sempre geram estranheza e reclamações. Com o Liquid Glass, a nova linguagem visual da Apple, não é diferente.
A boa notícia é que por baixo dos novos botões, blocos de texto ilegíveis e efeitos modernizados, o jeito de usar sistemas como iOS e macOS não mudou. Quem estava acostumado às versões anteriores conseguirá se guiar nas novas.
Isso não significa que o Liquid Glass seja um acerto. Sob o risco de me contradizer no futuro, acho que a Apple errou.
Ler este artigo (de 2012!) me levou a reavaliar a capa do Manual. O formato tradicional, de blog, soterra conteúdo com muita rapidez. O que não é muito o lance de um blog “slow”, ou lento, como é o caso aqui. Gastei algumas horas do fim de semana mexendo no leiaute e acho que cheguei a um resultado melhor: os textos ainda aparecem em ordem cronológica inversa, mas de uma maneira mais compacta — e notas curtas, como esta, na íntegra.
Desde o Safari 18.4, o navegador da Apple não exibe mais o ícone do cadeado
Adeus, cadeado do HTTPS! Imagem: Manual do Usuário.
Notou algo diferente na imagem acima? Desde o Safari 18.4, lançado no final de março, o navegador web da Apple não exibe mais o ícone do cadeado.
Só os deuses sabem quantas vezes cliquei naquele ícone — todas elas, sem querer, o que abria um popup chato no meio da tela. Detalhes da UI que aumentam a qualidade de vida 🙏
A justificativa do WebKit se desdobra em duas: 87% de todas as conexões já são feitas pelo HTTPS, ou seja, conexões seguras são o normal; e “a presença do [ícone do] cadeado poderia estar criando uma falsa sensação de segurança, se os usuários acreditassem que ele está lá para sinalizar que o site é confiável”. Dei esse alerta no já distante ano de 2018.
O Firefox, até a versão 138, pelo menos, ainda exibe o cadeado. O Chromium, base do Chrome, escondeu o ícone do cadeado em maio de 2023.
O 404s é uma ode às páginas de erro da web. O nome do site faz referência ao código de resposta padrão do protocolo HTTP para páginas não encontradas. Este site celebra o erro — e acredito que celebrar os nossos erros, a ponto de nos orgulharmos deles, é algo um tanto saudável.
Mais um capítulo da série “fascinado com os detalhes do CSS”, desta vez com o atributo text-wrap: pretty e o cuidado dos navegadores para determinar as quebras de linhas, “rio tipográfico” (não conhecia o conceito) o comprimento da linha final.
O Safari é o penúltimo grande navegador a implementar o text-wrap: pretty, novidade anunciada em um post super detalhado (em inglês), interessantíssimo. “Pretty”, em inglês, significa “bonito”; achei belo a especificação do CSS delegar a cada navegador as decisões para apresentar texto embelezado por ele.
Ah, a boa e velha atenção aos detalhes da Apple! Após atualizar o macOS para a versão 15.4.1, somos brindados com mais um pedido para ativar a Apple Intelligence e esse ícone de uma seta visivelmente desalinhado.
Saiu o Pinta 3.0, nova versão do editor de imagens levinho, tendo como destaque a migração para o GTK 4 e a Libadwaita — em outras palavras, a bem-vinda modernização do aplicativo para o Gnome.
Embora isso, por si só, já traga uma série de melhorias “de graça” ao Pinta, não é a única. Há novidades visíveis (novos ícones, menu, seletor de cores e camadas inteligentes) e por baixo dos panos (ajustes dinâmicos para diferentes tamanhos de e orientações de tela, suporte a gestos, mais velocidade e, espera-se, menos falhas).
O suporte a add-ins, que havia sido removido temporariamente na série 2.x, está de volta. Por ora, apenas dois fizeram a “passagem”, mas os desenvolvedores dizem que “é provável que mais sejam portados para esta versão e lançamentos futuros”.
A origem do Pinta remonta ao Paint.NET do Windows, ou seja, a proposta é ser um editor de imagens simples, mas nem tanto; o elo perdido entre o Paint e o Photoshop. O código é aberto e o app é compilado para Linux, macOS (agora com suporte a chips Apple), OpenBSD e Windows.