Clube da cadeira 
chairclub.net

Este site recebe desenhos de cadeiras que, depois, são selecionadas e transformadas em cadeiras reais pelo designer Taekhan Yun.

“O Clube da Cadeira vai além da criação de cadeiras individuais. É um projeto que conecta a imaginação com a realidade, enquanto coleta e documenta as diversas ideias de pessoas de todo o mundo como uma coleção crescente de cadeiras.”

O guia definitivo do Neubrutalism na web 
neubrutalism.co

O Neubrutalism é um movimento estético digital que rejeita a neutralidade polida moderna em prol do que chamam de “franqueza gráfica”: paletas de alto contraste, tipografia ousada, formas bem definidas, estrutura óbvia e — principalmente — linhas e sombras duras.

Deskmod, uma arte esquecida 
pedro.dalbo.me

Pedro relembrou em seu blog a antiga prática do “deskmod”, a alteração do visual do Windows, comum no início nos anos 2000. Era coisa de adolescente desocupado, acho. Eu era um deles, e dos mais entusiasmados.

Hoje, o deskmod encontra espaço entre gente que usa Linux e tem outro nome, “ricing”, herdado da turma da personalização de carros. É um rolê bem mais complexo e com resultados mais diversos, dada a natureza aberta, plural e permissiva das distribuições Linux. No Windows, creio que a partir do Vista ficou mais difícil fazer tais modificações. A interface ficou menos feira, o que deve ter contribuído para o declínio do deskmod.

O único “deskmod” que ainda faço é trocar o papel de parede padrão por uma cor sólida — no momento um azul escuro — devido a uma questão técnica: aqueles vídeos deslumbrantes que a Apple adotou como papéis de parede há alguns anos escrevem um bocado na memória de armazenamento do computador. No longo prazo, imagino que acelerem a degradação da memória.

The Rebrand Registry 
msrebrandregistry.com

Um detalhado banco de dados das marcas da Microsoft para suas soluções de nuvem: os nomes, datas e a duração de cada uma, todas com as devidas fontes. Acho que não existe outra empresa de tecnologia com uma crise de identidade tão aguda quanto a Microsoft. Dica do Marcos Daniel, no Órbita.

Mastodon 5.0: criando as bases 
blog.joinmastodon.org

A turma do Mastodon publicou alguns mock-ups da vindoura versão 5.0 do sistema. As ideias me parecem todas boas, em especial a maior distinção das mensagens diretas (renomeadas “mensagens”) e o destaque dado às listas (rebatizadas “feeds personalizados”).

Sonhos de design do Gnome Shell 
blogs.gnome.org

A interface de usuário do Gnome Shell teve apenas refinamentos pontuais e melhorias de usabilidade na maioria dos últimos ciclos, mas, do lado do design, exploramos diversas ideias de longo prazo que gostaríamos de colocar em prática. Para algumas delas já temos planos relativamente bem definidos; outras ainda são ideias vagas, que exigem mais pesquisa e prototipagem. Como sempre, colocar esse tipo de coisa em prática depende da disponibilidade e do interesse dos desenvolvedores (e, às vezes, de financiamento).

Gosto das ideias. Nenhuma delas representa uma grande ruptura com a interface atual; várias alinham o Gnome à experiência esperada e comum em outros ambientes desktop e sistemas operacionais.

A mais avançada, que deve aparecer na próxima versão (Gnome 51), é a camada sobreposta à tela com os resultados da pesquisa (imagem), em vez desses aparecerem numa tela própria/inteira. A mudança se justifica à luz da filosofia adotada no Gnome 40: “Quando você navega pelo Gnome Shell, os elementos da interface sempre vêm de algum lugar e saem para outro lugar, de uma forma que é semântica e previsível ao longo do tempo.”

Estes homens bregas com óculos ridículos querem que você também os use

A Meta, mesma empresa que afirmou em 2021 que hoje você estaria vivendo no “metaverso”, vendeu alguns poucos milhões de óculos com câmeras para pervertidos e, de repente, o novo futuro vislumbrado pela mente doentia de Mark Zuckerberg é da gente usando óculos com câmeras e “inteligência artificial”.

Sim, os CEOs do Vale acreditam que a melhor maneira de mitigar a compulsão por telas a 20 cm do rosto é colocar telas a 20 mm dos olhos.

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O leiaute do Manual tem uma nova coluna

Se você está acessando o Manual por uma tela grande — como a de um notebook —, deve ter reparado na novidade: agora o blog tem uma segunda coluna, à direita, com vários links. É um “menu principal”.

A última vez que usei um menu do tipo foi no longínquo ano de 2018. Desde então, adotei a coluna única pela facilidade maior em criar e manter ambas as versões para telas pequenas e grandes.

O novíssimo leiaute nasceu de uma nova tentativa minha de domar a propriedade grid do CSS. Desta vez, deu certo. Além do espaço maior para destacar áreas do blog e links externos, a busca também “subiu”, ficou mais fácil de encontrá-la.

Quando o blog tinha analytics (software de aferição da audiência), saltava à vista a proporção de acessos a partir de dispositivos com telas grandes (notebooks, computadores de mesa e tabletões). Eram cerca de 1/3 do total. Creio que esse percentual não tenha diminuído desde então, o que justifica a atenção dada à versão para telas grandes em um mundo que acessa a internet mais pelo celular.

Em telas pequenas, aliás, pouca coisa mudou. O menu lateral vai para o rodapé da página, com um atalho no topo que te leva direto a ele e outro, lá embaixo, que te traz de volta ao topo.

Se encontrar algum erro, avise-me nos comentários ou por e-mail.

Saldo de Carnaval das mexidas no blog

Peguei leve no Carnaval e só cometi três mudanças neste blog.

A primeira foi no aquecimento, sexta-feira (13), quando inventei de modificar os comentários para aparecerem em um painel deslizante, igual a implementação dos amigos do Núcleo. Pareceu-me tão moderno e agradável.

Gastei um caminhão-pipa com instruções ao Claude (desculpe), mas funcionou! Tinha previsão para telas pequenas, links diretos para comentários e animações nativas, com CSS. O código também previa cenários sem JavaScript; nesse caso, os comentários abriam do jeito normal, após o post.

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O CSS — linguagem que define a apresentação de uma página web — tem recebido muitas novidades nos últimos anos. Empolguei-me com uma delas, a função light-dark(), sem me dar conta de que o suporte universal dos navegadores é recente e, nessa, versões anteriores a 2024 podem não exibir as cores corretamente. (Notei com o meu iPad velho, que empacou no iOS 16.) Reverti o uso da light-dark(). Está tudo bem agora.

Para mim, o NetNewsWire é o aplicativo perfeito para macOS. O NetNewsWire 7.0, lançado nesta terça (27), reforça essa distinção. A implementação do Liquid Glass é tão boa que o app ficou mais bonito (prints), e sem perder a sua identidade. Pontos extras para os menus sem ícones, mitigando um problema dos mais bobos do macOS 26 Tahoe. Fica agora a expectativa pela versão do iOS.

Análise da convergência no desenho dos emojis, 2018–2026 
blog.emojipedia.org

Se os emojis são um novo idioma, representações muito distintas podem causar ruídos profundos na conversa. Em 2018, a Emojipedia previu que as diferentes fornecedoras de emojis convergiriam seus desenhos. A previsão se concretizou tendo a Apple como referência. Por quê?

A Apple é amplamente considerada como o conjunto de desenhos de emoji “padrão” no Ocidente. Esse status remonta a 2008, quando a Apple introduziu o suporte a emojis no iPhone anos antes deles serem formalmente incorporados ao Unicode.

[…]

A realidade mercadológica por mais de uma década reforçaram essa influência. A Apple continua a dominar o mercado de telefones celulares nos Estados Unidos.

Um lembrete de que também nos detalhes as big techs moldam muito das nossas vidas.

O texto é recheado de exemplos de convergência, polêmicas (lembra da arminha de brinquedo?) e uma nova onda de rupturas da unidade semântica dos emojis (o culpado começa com “x” e termina com “x”). Mesmo que inglês não seja o seu forte, vale pelas imagens.

Todos os ícones dos dez aplicativos do Apple Creator Studio.
Imagem: Apple/Divulgação.

Muitas coisas interessantes no recém-anunciado Apple Creator Studio, o “pacote Adobe” da Apple.

Para quem achava que a saída do chefe de design de interfaces da Apple fora o prenúncios de tempos melhores nesse departamento, os novos ícones dos aplicativos (imagem acima) indicam nada mudou no front. São horríveis.

Além disso, apenas o Pixelmator Pro — que foi comprado pela Apple em 2025 — adota o Liquid Glass. Estranho. Ah, e como parte do lançamento do Apple Creator Studio, o Pixelmator Pro ganhará uma versão para o iPadOS.

Quanto à oferta em si, embora a gente não aguente mais assinaturas, esse formato reduz (em muito) a barreira de entrada dos aplicativos profissionais da Apple. Eles eram compras únicas (e continuam, como alternativa), mas eram tão caros que acabavam restritos a quem tem as despesas pagas pelo empregador ou faz muito dinheiro com as ferramentas.

No Brasil, o pacote custará R$ 39,90/mês ou R$ 399/ano. O Final Cut Pro isolado custa R$ 1.999, equivalente a cinco anos do Apple Creator Studio. Logic Pro? R$ 1.299. Pixelmator Pro, o mais baratinho? R$ 299.

A assinatura é compartilhável com a família.

O assinante tem acesso ao Final Cut Pro, Motion e Compressor (edição de vídeo), Logic Pro e MainStage (áudio), Pixelmator Pro (imagens), modelos, fotos e imagens de alta qualidade e recursos de IA para Keynote, Pages, Numbers e Freeform.

O Apple Creator Studio será lançada no dia 28/1.

iOS 26 ainda patina para ganhar espaço entre usuários de iPhone 
cultofmac.com

Ed Hardy encontrou um dado interessantíssimo nos números do StatCounter:

[…] Cerca de quatro meses após o lançamento [do iOS 26], em meados de setembro, apenas ~15% dos usuários de iPhone têm alguma versão do novo sistema instalada. Isso segundo dados de janeiro de 2026 da StatCounter. Em vez disso, a maioria dos usuários permanece em versões anteriores.

A título comparativo, em janeiro de 2025, cerca de 63% dos usuários de iPhone tinham alguma versão do iOS 18 instalada.

A curva de adoção do iOS 26 é atípica, e por uma larga margem. Anos anteriores (2023, 2022) entregaram números mais parecidos com os de 2024, do iOS 18.

Agradeço a todos os amigos que seguem firmes no iOS 18. Eu não resisti e atualizei o meu e, embora ache o Liquid Glass do iOS o menos pior entre todos os dispositivos com que tive contato, ainda assim é a versão mais esquisita desde que comecei a usar iPhone, há mais de uma década.

Espero que esses números acendam um alerta no departamento de design da Apple.

Atualização (17h10): É possível, embora não confirmado, que uma alteração no “user-agent” do Safari esteja causando distorções nos números do StatCounter. Outras fontes, porém, reforçam a suspeita de adoção mais lenta do iOS 26, mesmo que numa intensidade menor.

Apps de fora da Play Store no Android / Fire TV sem pirataria / Ícones do macOS

Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. (Recomendo fortemente que você dê uma olhada no arquivo de links. É bem legal!)

2:57 Apps de fora da Play Store no Android:

Verificação de desenvolvedores Android: Acesso antecipado começa agora enquanto continuamos criando com seu feedback (em inglês).

Google deixará “usuários experientes” continuarem instalando aplicativos não verificados (em inglês), The Verge.

8:15 Fire TV sem pirataria

Fire TV da Amazon bloqueará aplicativos usados para pirataria, mesmo que você os tenha baixado por fora (em inglês), 9to5Google.

10:21 (Bônus!) Steam Machine da Valve

Anúncio do Steam Hardware (vídeo, em inglês).

Valve retorna aos consoles com a Steam Machine (em inglês), Tom’s Hardware.

11:18 Ícones do macOS

Os ícones terríveis do macOS 26 Tahoe (em inglês, mas o importante são as imagens), One Foot Tsunami.

Os ícones terríveis do macOS 26 Tahoe: B-sides (em inglês), Blog do Jim.