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As melhores invenções de 2026 
time.com

A revista Time divulgou a lista das melhores invenções de 2026. Tem algumas pérolas entre a avalanche de bugigangas questionáveis, como o Tone T1, um “soprador de folhas silencioso”. (Tenho problema com coisas barulhentas.) Ao todo, a seleção traz 300 (!) invenções.

Bastardica 
bastardica.mitpit.com

Crie fontes amaldiçoadas: a cada X caracteres, outra é inserida no meio. É possível subir suas próprias fontes ou importar mais do Google Fontes. Ao final, dá para baixar a fonte Frankenstein nos formatos *.ttf, *.otf ou woff2.

Tiny5 
github.com

Uma font de 5 píxeis variáveis, do tipo que era popular em interfaces digitais nos anos 1980–1990, como as de calculadoras, mini-games e os primeiros celulares. Gratuita e FOSS.

degr° 
degr.app

Um protetor de tela que exibe, em números garrafais, a temperatura e/ou a hora contra um fundo preto. Há 30 opções de fontes, combinações diversas e uma opção que move os píxeis um pouquinho vez ou outra para evitar “burn-in” em telas OLED. Gratuito, para macOS e Windows.

Clube da cadeira 
chairclub.net

Este site recebe desenhos de cadeiras que, depois, são selecionadas e transformadas em cadeiras reais pelo designer Taekhan Yun.

“O Clube da Cadeira vai além da criação de cadeiras individuais. É um projeto que conecta a imaginação com a realidade, enquanto coleta e documenta as diversas ideias de pessoas de todo o mundo como uma coleção crescente de cadeiras.”

Deskmod, uma arte esquecida 
pedro.dalbo.me

Pedro relembrou em seu blog a antiga prática do “deskmod”, a alteração do visual do Windows, comum no início nos anos 2000. Era coisa de adolescente desocupado, acho. Eu era um deles, e dos mais entusiasmados.

Hoje, o deskmod encontra espaço entre gente que usa Linux e tem outro nome, “ricing”, herdado da turma da personalização de carros. É um rolê bem mais complexo e com resultados mais diversos, dada a natureza aberta, plural e permissiva das distribuições Linux. No Windows, creio que a partir do Vista ficou mais difícil fazer tais modificações. A interface ficou menos feira, o que deve ter contribuído para o declínio do deskmod.

O único “deskmod” que ainda faço é trocar o papel de parede padrão por uma cor sólida — no momento um azul escuro — devido a uma questão técnica: aqueles vídeos deslumbrantes que a Apple adotou como papéis de parede há alguns anos escrevem um bocado na memória de armazenamento do computador. No longo prazo, imagino que acelerem a degradação da memória.

The Rebrand Registry 
msrebrandregistry.com

Um detalhado banco de dados das marcas da Microsoft para suas soluções de nuvem: os nomes, datas e a duração de cada uma, todas com as devidas fontes. Acho que não existe outra empresa de tecnologia com uma crise de identidade tão aguda quanto a Microsoft. Dica do Marcos Daniel, no Órbita.

Mastodon 5.0: criando as bases 
blog.joinmastodon.org

A turma do Mastodon publicou alguns mock-ups da vindoura versão 5.0 do sistema. As ideias me parecem todas boas, em especial a maior distinção das mensagens diretas (renomeadas “mensagens”) e o destaque dado às listas (rebatizadas “feeds personalizados”).

Sonhos de design do Gnome Shell 
blogs.gnome.org

A interface de usuário do Gnome Shell teve apenas refinamentos pontuais e melhorias de usabilidade na maioria dos últimos ciclos, mas, do lado do design, exploramos diversas ideias de longo prazo que gostaríamos de colocar em prática. Para algumas delas já temos planos relativamente bem definidos; outras ainda são ideias vagas, que exigem mais pesquisa e prototipagem. Como sempre, colocar esse tipo de coisa em prática depende da disponibilidade e do interesse dos desenvolvedores (e, às vezes, de financiamento).

Gosto das ideias. Nenhuma delas representa uma grande ruptura com a interface atual; várias alinham o Gnome à experiência esperada e comum em outros ambientes desktop e sistemas operacionais.

A mais avançada, que deve aparecer na próxima versão (Gnome 51), é a camada sobreposta à tela com os resultados da pesquisa (imagem), em vez desses aparecerem numa tela própria/inteira. A mudança se justifica à luz da filosofia adotada no Gnome 40: “Quando você navega pelo Gnome Shell, os elementos da interface sempre vêm de algum lugar e saem para outro lugar, de uma forma que é semântica e previsível ao longo do tempo.”

Estes homens bregas com óculos ridículos querem que você também os use

A Meta, mesma empresa que afirmou em 2021 que hoje você estaria vivendo no “metaverso”, vendeu alguns poucos milhões de óculos com câmeras para pervertidos e, de repente, o novo futuro vislumbrado pela mente doentia de Mark Zuckerberg é da gente usando óculos com câmeras e “inteligência artificial”.

Sim, os CEOs do Vale acreditam que a melhor maneira de mitigar a compulsão por telas a 20 cm do rosto é colocar telas a 20 mm dos olhos.

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O leiaute do Manual tem uma nova coluna

Se você está acessando o Manual por uma tela grande — como a de um notebook —, deve ter reparado na novidade: agora o blog tem uma segunda coluna, à direita, com vários links. É um “menu principal”.

A última vez que usei um menu do tipo foi no longínquo ano de 2018. Desde então, adotei a coluna única pela facilidade maior em criar e manter ambas as versões para telas pequenas e grandes.

O novíssimo leiaute nasceu de uma nova tentativa minha de domar a propriedade grid do CSS. Desta vez, deu certo. Além do espaço maior para destacar áreas do blog e links externos, a busca também “subiu”, ficou mais fácil de encontrá-la.

Quando o blog tinha analytics (software de aferição da audiência), saltava à vista a proporção de acessos a partir de dispositivos com telas grandes (notebooks, computadores de mesa e tabletões). Eram cerca de 1/3 do total. Creio que esse percentual não tenha diminuído desde então, o que justifica a atenção dada à versão para telas grandes em um mundo que acessa a internet mais pelo celular.

Em telas pequenas, aliás, pouca coisa mudou. O menu lateral vai para o rodapé da página, com um atalho no topo que te leva direto a ele e outro, lá embaixo, que te traz de volta ao topo.

Se encontrar algum erro, avise-me nos comentários ou por e-mail.

Saldo de Carnaval das mexidas no blog

Peguei leve no Carnaval e só cometi três mudanças neste blog.

A primeira foi no aquecimento, sexta-feira (13), quando inventei de modificar os comentários para aparecerem em um painel deslizante, igual a implementação dos amigos do Núcleo. Pareceu-me tão moderno e agradável.

Gastei um caminhão-pipa com instruções ao Claude (desculpe), mas funcionou! Tinha previsão para telas pequenas, links diretos para comentários e animações nativas, com CSS. O código também previa cenários sem JavaScript; nesse caso, os comentários abriam do jeito normal, após o post.

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Cores em navegadores antigos

O CSS — linguagem que define a apresentação de uma página web — tem recebido muitas novidades nos últimos anos. Empolguei-me com uma delas, a função light-dark(), sem me dar conta de que o suporte universal dos navegadores é recente e, nessa, versões anteriores a 2024 podem não exibir as cores corretamente. (Notei com o meu iPad velho, que empacou no iOS 16.) Reverti o uso da light-dark(). Está tudo bem agora.