Como bloquear a reprodução automática de vídeos (autoplay) em sites

Toda segunda, às 8h da manhã, publico aqui e na newsletter uma dica útil, fácil e rápida de fazer. Para receber as próximas no seu e-mail, inscreva-se na newsletter — é grátis.


Uma das maiores chateações na web são os vídeos que começam a tocar automaticamente (autoplay). É algo tão chato que, nos últimos anos, os principais navegadores adotaram políticas que proíbem o autoplay de vídeos com som. Melhor, mas ainda não é o ideal.

Na dica desta semana, você aprenderá a bloquear por completo a reprodução automática de vídeos. Como sempre, a configuração depende do seu navegador e se você quiser uma experiência de navegação melhor e ainda usa o Chrome, talvez devesse reconsiderar essa decisão.

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O Google lançou a primeira versão estável do ChromeOS Flex nesta quinta (14). (Sim, agora “ChromeOS” se escreve assim, tudo junto.) O sistema é uma variante mais democrática do Chrome OS que vem equipado de fábrica. Ele pode ser instalado em centenas de computadores antigos (veja a lista) e promete dar vida nova aos já abandonados pelas fabricantes, como modelos de mais de uma década da Apple, por exemplo.

Embora seja quase igual, o ChromeOS Flex tem menos recursos que o Chrome OS que sai de fábrica nos Chromebooks. A principal ausência é o suporte a aplicativos Android. E, sempre bom lembrar, em qualquer caso é obrigatório o uso com uma conta Google logada, ou seja, todos os seus movimentos são monitorados e registrados pelo Google. Download aqui. Via Google (em inglês).

Dia desses topei com um material do Google com dados da base instalada do Chrome. Embora já tenha mais de um ano (alcançam até abril de 2021, eles pintam um retrato do tipo de dispositivo (celulares e computadores) que a maioria usa e, o que me chamou a atenção, traz dados segmentados para o Brasil.

Por aqui, por exemplo, mais da metade dos usuários do Chrome para Android usavam dispositivos com 2 GB de RAM ou menos, quantidade tida por alguns como insuficiente hoje (e já em 2021). Os processadores desses celulares tinham, a maioria (~60%), entre 5 e 8 núcleos.

Nos computadores Windows, a quantidade de RAM é mais diversificada, sendo a maioria com até 4 GB. Em processadores, por outro lado, dominam com mais da metade da base aqueles com até dois núcleos.

Outro exercício interessante é comparar os gráficos brasileiros aos de outros países. Há piores nos indicadores, como Nigéria e África do Sul, e, claro, alguns bem mais avançados no critério dispositivos melhores, como Alemanha e Reino Unido. O documento, no link ao lado, também traz dados de dispositivos que rodam Chrome OS. Via Google, blog do Chrome (ambos em inglês).

Precisa do Chrome? O ungoogled-chromium é uma alternativa livre da vigilância do Google

Print do ungoogled-chromium, com o Manual do Usuário aberto, e o menu de “perfil” do navegador aberto também.

Por mais que alguém queira distanciar-se do Chrome, às vezes o navegador do Google se faz necessário.

Aconteceu comigo, numa participação em um podcast gravado num site que só funcionava no Chrome. Só que em vez de baixar o Chrome do Google, baixei o ungoogled-chromium, um projeto alternativo que tenta entregar um Chrome funcional sem qualquer vestígio do Google. E funcionou muito bem.

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O ChromeOS como… porta de entrada para o Linux?

por Cesar Cardoso

Praticamente todo ChromeOS atual tem suporte ao container Crostini; basta ligar e começar a usar. A história oficial é que o container Linux é para poder desenvolver em um Chromebook — o grande objetivo do Crostini sempre foi rodar o Android Studio em uma plataforma Google —, no entanto, é um distribuição Linux dentro de um container, o que significa que você pode usar o Crostini para… aprender Linux.

Usar o ChromeOS para aprender Linux faz todo sentido: o container Crostini é simples, leve, está bem integrado com o ChromeOS, roda apps gráficos sem grandes problemas, roda os apps de terminal que todo mundo gosta/usa/precisa e… bom, se você cometer alguma bobagem, basta destruir o container e recomeçar, sem precisar partir para medidas drásticas como a reinstalação da máquina.

Aliás, é possível usar o container Linux do ChromeOS não apenas para aprender Linux, mas também diversas outras habilidades computacionais que podem ajudar no campo de estudo ou trabalho — programação, operação de sistemas, operação de provedores de cloud (AWS, GCP, Azure) etc.

Pois é. Não tinha pensado nisso, mas fica aí a dica.


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O que chamou a atenção no Google I/O 2022

por Cesar Cardoso

Em software:

Em hardware:


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O Google lançou emblemas para extensões que atendam a certos critérios na Chrome Web Store. O objetivo, segundo a empresa, é facilitar aos usuários a descoberta de ótimas extensões e dar reconhecimento a quem as cria.

São dois emblemas: o de destaque (“featured”), concedido a desenvolvedores que seguem boas práticas de programação e as diretrizes de apresentação da loja, e o de editor estabelecido (“established publisher”), concedido a quem tem a identidade verificada pelo Google e um bom histórico de relacionamento com a empresa.

O Firefox já oferecia essa funcionalidade há tempos. Via Google (em inglês).

O Google liberou uma atualização emergencial do Chrome (versão 99.0.4844.84) a fim de corrigir uma falha grave do tipo “dia zero” descoberta na sexta-feira (26), código CVE-2022-1096. A falha atinge o motor JavaScript V8. Ao ser explorada (e segundo o Google, ela já está sendo), a falha pode travar o navegador e abrir brechas para a execução remota de códigos.

É a segunda vez em 2022 que o Google libera uma atualização de emergência devido a uma falha do tipo “zero dia” no Chrome. A outra, código CVE-2022-0609, foi corrigida em fevereiro.

Agora vai: Steam está chegando ao Chrome OS

por Cesar Cardoso

Já faz uns dois anos que o Steam está chegando no Chrome OS. Precisava estabilizar o Crostini, precisava suporte gráfico melhorado, precisava de um monte de coisas… que foram feitas.

Chegou a hora de — isso mesmo — aparecer código. Mais especificamente, aqui.

// The special borealis variants distinguish internal developer-only boards
// used by the borealis team for testing. They are not publicly available.
constexpr char kOverrideHardwareChecksBoardSuffix[] = "-borealis";

constexpr const char* kAllowedModelNames[] = {
    "delbin", "voxel", "volta", "lindar", "elemi", "volet", "drobit"};

constexpr int64_t kGibi = 1024 * 1024 * 1024;
constexpr int64_t kMinimumMemoryBytes = 7 * kGibi;

// Matches i5 and i7 of the 11th generation and up.
constexpr char kMinimumCpuRegex[] = "[1-9][1-9].. Gen.*i[57]-";

Eu sei que C++ é uma linguagem de programação quase alienígena. Por sorte, alguém no 9to5Google, que descobriu o commit, traduziu isso para os meros mortais. O Steam só rodará em dispositivos Chrome OS com Core i5 ou i7 de 11ª geração com pelo menos 8 GB de RAM, e ainda assim a placa-mãe terá que ser liberada pelo Google para rodar o programa.

(Lembrança eterna: todo o desenvolvimento do Chrome OS é orientado a placas-mãe, já que o Google certifica e suporta as placas-mãe que os OEMs podem usar.)

A lista de aparelhos elegíveis neste primeiro momento é bem curta (três Acer, dois Asus, um HP e um futuro Lenovo, todos topo de linha etc.), e que não deve se expandir muito já que a exigência da 11ª geração garante que somente Chromebooks lançados a partir de 2020 têm chance de serem suportados (embora, ao que parece, tem testes internos no Google com Intel Core de 10ª geração e chips AMD).

Agora só falta mesmo o anúncio oficial do lançamento. Talvez com um Chromebook com teclado RGB junto, porque afinal parece existir uma lei obrigando tudo gamer a ter RGB.


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Chrome OS Flex: o seu novo desktop Linux?

por Cesar Cardoso

Há pouco mais de um ano, o Google comprou a Neverware, produtora do CloudReady; um Chromium OS que você poderia baixar e instalar no seu computador, ou reaproveitar aquelas máquinas da sua empresa que já não conseguiam mais rodar Windows ou macOS sem fazer o utilizador passar raiva. Esta semana finalmente sabemos de um dos resultados da aquisição com o anúncio do Chrome OS Flex.

O Chrome OS Flex é o mesmo Chrome OS disponível nos dispositivos Chrome, com a mesma UI, o mesmo Chrome, as mesmas integrações… só não roda apps Android (e não tem suporte à Play Store) nem o Secure Boot tão robusto. Tanto é o mesmo Chrome OS que pode ser usado em Chromebooks, embora não resolva o problema do ciclo de vida do aparelho.

O Google está vendendo o Chrome OS Flex como uma solução para máquinas Windows e Mac mais antigas mas ainda perfeitamente capazes, que podem ser convertidas pela TI e administradas com o Admin Console; no entanto, nada impede que seja instalado pelos usuários em máquinas que estejam precisando… ou até mesmo como sistema principal (embora, hora de lembrar, que ainda está em Early Access e você não deveria fazer isso).

Um Linux “mais ortodoxo” (ao contrário, *cof cof*, do Android), com uma interface já conhecida, suportado por uma grande empresa… Parece bom, parece bom…


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O Google anunciou nesta terça (15) o Chrome OS Flex, uma versão do Chrome OS que pode ser instalada em qualquer PC ou Mac. O objetivo do Google é dar sobrevida a computadores antigos, que não conseguem ou rodam mal as versões mais recentes do Windows e do macOS.

Há algumas diferenças entre o Chrome OS “normal”, que vem pré-instalado em notebooks homologados pelo Google, e o novo sabor Flex. A principal é a ausência, no segundo, do suporte a aplicativos Android. Esta página traz mais detalhes.

O Chrome OS Flex parece fruto direto da aquisição da Neverware pelo Google em 2020. A empresa distribuía o Cloudready, um Chrome OS instalável em qualquer computador, criado a partir do projeto de código aberto do Chrome OS.

O Chrome OS Flex já pode ser baixado aqui, mas é um “early access”, ou seja, versão sujeita a falhas. O Google espera lançar uma versão estável nos próximos meses. Via Ars Technica, Google Cloud (ambos em inglês).

O Google desistiu oficialmente do FLoC, sua controversa alternativa aos cookies de terceiros para o direcionamento de anúncios na web.

Desde o início, o FLoC foi criticado por especialistas em privacidade, temerosos pelo potencial de abuso e discriminação da tecnologia. (Entenda.) Outros navegadores que não o Chrome, buscadores que não o Google e extensões de privacidade e bloqueio de anúncios já haviam sinalizado que bloqueariam o FLoC.

Em um post no blog da empresa, o diretor de produtos Vinay Goel deu rapidamente a notícia antes de apresentar seu substituto, a API Tópicos. Trata-se de um conjunto de cinco interesses do usuário, detectados nas últimas três semanas e restritos ao Chrome, que sites e anunciantes poderão usar para direcionar anúncios.

Vinay diz que os Tópicos são limitados (350 no lançamento) e criados com cuidado, a fim de excluir assuntos sensíveis como religião e raça/etnia, e que o Chrome apresentará uma interface inteligível para o usuário excluir tópicos ou desativar o recurso. Cerca de 5% dos tópicos/assuntos enviados pelo Chrome a anunciantes serão falsos, para aumentar a proteção à privacidade do usuário.

Aqui tem uma explicação técnica da API dos Tópicos.

Em boa medida, os Tópicos parecem ser uma versão menos atabalhoada que o FLoC e limitada ao navegador — que, não sem surpresa, é do próprio Google.

O Chrome será o último dos grandes navegadores a abandonar os cookies de terceiros. O atraso se deve à necessidade do Google, uma empresa de publicidade com forte atuação na web, preparar um substituto à altura em termos de precisão e geração de receita.

Dica: o Firefox já abandonou os cookies de terceiros e vem de fábrica com várias boas configurações pró-privacidade. Via Google, Axios (em inglês).

A extensão Vinegar, para iOS e macOS e criada por Zhenyi Tan, substitui o tocador de vídeos do YouTube — no próprio site do YouTube e em outras páginas, onde eles estiverem incorporados — por um leve, usando a tag <video> do HTML. Custa R$ 10,90 na App Store. Via Zhenyi Tan and a dinosaur (em inglês).

Para quem não usa os sistemas da Apple ou outro navegador, a extensão Privacy Redirect (Chrome e derivados, Firefox) faz algo similar: se assim configurada, ela troca o tocador de vídeos do YouTube incorporado em outros sites pelo do Invidious. A estabilidade depende da instância adotada, mas funciona bem. E para links diretos ao YouTube, como o nome sugere, a extensão redireciona o usuário a uma instância do Invidious.