FIB16 em Belém (PA): Um passeio visual

Tive a oportunidade de participar de mais uma edição do Fórum da Internet no Brasil, o FIB16, desta vez em Belém (PA). O evento, organizado pelo NIC.br, reúne pessoas de diferentes setores para debater assuntos quentes e/ou importantes relacionados à internet no país.

O meu FIB16, porém, foi um pouco diferente. A exemplo da edição passada, em Salvador (BA), vim aqui contratado pelo NIC.br para conduzir o podcast de entrevistas Nós da Internet. Optei por ficar menos dias desta vez, o que adensou o cronograma das entrevistas e me privou de acompanhar as mesas. (Dica que vale para mim: todas foram transmitidas e estão disponíveis no YouTube.)

Para não passar o evento em branco neste Manual, pensei em registrar em fotos os ambientes e momentos do FIB16 e os bastidores do Nós da Internet.

Fazia muito tempo (mesmo) que não fotografava qualquer coisa além de eventos familiares. Ignorem ângulos estranhos, luzes estouradas e cores esquisitas. Notei que esqueci tudo que sabia de fotografia — o que, verdade seja dita, nunca foi muita coisa.

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Redes sociais afetam adultos também

Existe ainda alguma dúvida de que redes sociais são prejudiciais para crianças e adolescentes? O ano de 2026 encaminha-se para o fim dessa fábula.

A Austrália já baniu o acesso de menores de 16 anos às plataformas sociais.

No Brasil, o chamado ECA Digital, com uma série de novas obrigações para sites e aplicativos a fim de mitigar os perigos da internet a que menores estão sujeitos, está prestes a entrar em vigor — com algumas aberrações perigosas, como a “verificação de idade”.

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Nem mágica, nem IA: PresenteIA, do Marcos Mion, explicita a devassa dos nossos dados

Estava zapeando a TV no último sábado quando topei com Marcos Mion anunciando o PresenteIA, uma solução para “nunca mais esquecer o aniversário de quem é importante pra você”.

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Peritos da PF usam equipamento que quebra senha mesmo com celular desligado  g1.globo.com

Em seu blog, a jornalista do G1 Julia Duailibi diz que a Polícia Federal usa um equipamento que quebra senha mesmo com celular desligado, o que estaria causando pânico entre os engravatados de Brasília.

Como funciona esta maravilha tecnológica?

A tecnologia da PF não permite meio-termo: ou se extrai tudo, ou nada. Segundo a apuração do blog, os peritos “baixam” o conteúdo integral do dispositivo para depois analisá-lo. Isso significa que conversas, fotos, e-mails e registros antigos, mesmo que não relacionados diretamente ao caso, estarão expostos aos investigadores. É essa devassa total em aparelhos de figuras tão conectadas que explica o clima de terror na capital.

Não explica muita coisa. Palpites?

É possível viver sem WhatsApp no Brasil?

Vamos direto ao assunto: viver sem Instagram, Facebook e Threads (risos) é fácil. Os únicos contratempos que me ocorrem são a privação dos rolos no marketplace do Facebook e o apagão de informações de restaurantes, cafés e clínicas que insistem em reduzir a presença no digital ao Instagram. Inconveniente, mas contornável.

No Brasil, o “chefão” de quem decide se livrar da Meta é o WhatsApp. E como não seria? Algumas pesquisas de hábitos no celular apontam que até 99,1% dos brasileiros maiores de 16 anos usam o app de mensagens. Por aqui, ele é onipresente; o meio de comunicação padrão de muita gente e empresas.

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O APOIA.se avisou, em mensagem enviada por e-mail (e só, aparentemente), o vazamento do nome completo, e-mail, endereço de entrega e identificadores internos de quem faz ou já fez apoios pela plataforma. A falha foi identificada no dia 6/1. A empresa afirmou que os dados vazados “não revelam diretamente quais campanhas você apoiou, seus interesses ou preferências”.

Profissão: criador de conteúdo

Tremo na base quando alguém me pergunta o que eu faço. O que eu faço? Não sei. Costumo responder “sou jornalista”, definição que está longe de me descrever, apenas para matar o assunto.

“Tenho um blog” é outra resposta a que recorro quando a carga de paciência está cheia. A ela sucedem-se perguntas inevitáveis, como “mas você consegue viver só disso?”, e comentários do tipo “eu já tive um blog, ganhava uns trocados com AdSense”.

A fundação da Célere embolou ainda mais o meio-campo. “Tenho uma pequena agência que presta serviços de tecnologia para jornais digitais.” Correto, mas cansei só de escrever. E, sendo bem pedante, isso não é “o que eu faço”, é “onde eu trabalho”. Parte do tempo. Porque tem o blog ainda.

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Protege+ do BC / Galaxy Z TriFold / A tela LCD que parece a do Kindle

Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. Recomendo que você dê uma olhada no arquivo de links para descobrir mais links. É bem legal!

Protege+ do Banco Central, 1:01

BC Protege+: Banco Central lança serviço contra fraudes na abertura de contas, Banco Central.

Meu BC.

Galaxy Z TriFold, 3:23

Apresentando o Galaxy Z TriFold (vídeo).

A tela LCD que parece a do Kindle, 4:38

TCL Tab NXTPAPER 11 Gen 2 chega ao Brasil com tela que agrada fãs de Kindle TudoCelular.

Conversa no Órbita.

Chineses contra iFood / Recurso hilário do X / Celular velho prejudica a economia

Está no ar a pesquisa anual para conhecer quem lê (e ouve) o Manual do Usuário. Leva menos de 3 minutos para responder e ajuda um bocado o projeto. Responda: https://tally.so/r/xXVV7d

Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. (Recomendo fortemente que você dê uma olhada no arquivo de links. É bem legal!)

Chineses contra o iFood, 0:24

Keeta “ataca” Grande SP e foca na experiência do entregadorStartups.

99Food chega a Curitiba e promete restaurantes com preços iguais ao cardápioBanda B.

Recurso hilário do X (antigo Twitter), 4:29

Estadunidenses estão mantendo o mesmo celular/computador por mais tempo e isso está prejudicando a economia (em inglês), CNBC.

A polarização dos EUA se tornou o bico do resto do mundo (em inglês), 404 Media.

Celular velho prejudica a economia, 7:05

X expôs uma vasta rede secreta de influência visando estadunidenses (em inglês).

Meta não é um monopólio / “Agentes” de IA no Windows

Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. (Recomendo fortemente que você dê uma olhada no arquivo de links. É bem legal!)

Meta não é um monopólio, 0:26

O teste simples que derrubou o caso da FTC contra a Meta (em inglês), Platformer.

Como o TikTok ajudou a Meta a vencer um caso antitruste (em inglês), New York Times.

Para ser franco, o Instagram foi adquirido para eliminar um concorrente, e isso foi ok para a FTC (em inglês), Pixel Envy.

CEO do Mastodon, 7:06

Meu próximo capítulo com o Mastodon (em inglês).

RCS na Claro, 9:53

Claro lançará RCS para iPhones em 2026; TIM já testa o serviço em pilotoMobile Time.

“Agentes” de IA no Windows, 10:57

Microsoft alerta que agentes de IA do Windows 11 podem abrir as portas para novos riscos à segurança (em inglês), Windows Central.

“O fato de as pessoas não se impressionarem por podermos ter uma conversa fluente com uma IA superinteligente que pode gerar qualquer imagem/vídeo me deixa boquiaberto.” Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI.

Reprogramando a Mozilla: Fazendo pela IA o que fizemos pela web (em inglês).

Facebook e Instagram são paraísos para golpistas, revelam documentos internos da Meta

A Reuters jogou luz no lucrativo negócio da Meta baseado na venda de anúncios fraudulentos em suas plataformas — Facebook e Instagram. Documentos internos da empresa obtidos pela agência de notícias mostram que 10,1% da receita da Meta em 2024, ou US$ 16 bilhões, veio de anúncios fraudulentos, de golpes digitais.

Um documento de dezembro de 2024 mostra que a Meta veicula em média 15 bilhões de anúncios fraudulentos por dia. Eles se somam a 22 bilhões de conteúdos suspeitos “orgânicos”, aqueles sem impulsionamento/pagamento, que vão de perfis hackeados oferecendo esquemas de criptomoeda à promessa de curas milagrosas em grupos, passando por anúncios falsos no Facebook Marketplace.

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STF e o artigo 19 / Novo Lerama / Baixa no streaming pirata

Dois episódios em duas semanas? É um novo recorde para este podcast. (Disse no podcast que hoje era 8 de novembro porque, a princípio, publicaria o podcast nessa data, aí mudei de ideia e só lembrei da marcação tarde demais.)

1:13 STF e o artigo 19 do Marco Civil da Internet:

Voto do ministro Luiz Fux *.pdf

Meta está faturando uma fortuna com uma avalanche de anúncios fraudulentos, mostram documentos (em inglês), Reuters.

Fraude, IA e dinheiro falso, Projeto Brief.

7:54 Lerama:

Novo Lerama.

Lerama e diretório de newsletters brasileiras se fundem e ganham novos recursos.

10:41 Baixa no streaming pirata:

Operação na Argentina derruba acesso de milhares de brasileiros a gatonetUol.

12:45 RCS na TIM:

iOS 26.2 beta ativa suporte ao RCS para clientes da TIM no BrasiliHelp BR.

RCS em iPhones no Brasil.

“Pix das mensagens”, ou um plano para destronar o WhatsApp no Brasil.

Sobre o vazamento das senhas de 183 milhões de contas do Gmail

Na mesma linha da pauta “celulares em que o WhatsApp deixará de funcionar”, sites de notícias brasileiros parecem ter descoberto uma nova fonte de cliques perene na editoria de tecnologia: milhões de senhas vazadas do Gmail.

Há, de fato, um banco de dados do tipo rolando na internet, criado por um estudante de graduação nos Estados Unidos. Troy Hunt, que administra o Have I Benn Pwnd, um repositório de vazamentos, analisou os dados e constatou que “apenas” 8% das senhas, cerca de 14 milhões, são novas. O que é compreensível, dado que o banco foi criado agregando dados de várias fontes e vazamentos anteriores.

A principal mensagem que uma notícia dessas passa não é “sua senha do Gmail pode ter vazado”, mas sim que “as suas senhas, qualquer uma delas, pode vazar a qualquer momento”. Não para fazer terrorismo, mas sim para ajudar na conscientização de boas práticas de segurança digital.

Quais? Para esse caso, duas básicas:

  1. Usar um gerenciador de senhas. Com ele, você terá acesso fácil à criação e recuperação (uso) de senhas fortes e diferentes para cada serviço.
  2. Autenticação em dois fatores (ou verificação em duas etapas). Pode até mesmo ser junto do gerenciador de senhas. Em cenários como um vazamento, o segundo fator bloqueia acessos não autorizados mesmo de alguém que saiba a sua senha.

É possível verificar se suas senhas vazaram jogando seu e-mail no Have I Been Pwned. Se ele aparecer, não há motivo para pânico: troque a senha e ative um segundo fator de autenticação. O Google explica como fazer isso no Gmail.

Acho fascinante que tanta gente compre a falácia de que a inteligência artificial é confiável o bastante para balizar a tomada de decisões. E, às vezes, acho engraçado também.

A Jumpad intriga já na proposta: uma “plataforma self-hosted, instalada na nuvem da empresa” que permite habilitar APIs de serviços externos, como os da OpenAI e Google. Hm, ok. O serviço “envolve dashboards de engajamento e treinamentos gamificados, contribuindo para a transformação da cultura”. Como exemplo de “transformação da cultura”, somos brindados com esta pérola:

Em um dos clientes, houve a constatação de que 25% do tempo dos funcionários era gasto em calls e reuniões, mas cerca de 80% deles não participavam ativamente. Ou seja, era uma grande perda de tempo.

Imagine ter que torrar o planeta para “descobrir” que a maioria das reuniões poderia ser um e-email.

(As informações são do Brazil Journal.)

O clube de gente que faz sites em Curitiba

A internet encurtou distâncias, subjugou o tempo e aproximou pessoas com interesses similares que, de outra forma, jamais se encontrariam.

Tudo isso é muito legal, mas essa dinâmica tem um lado negativo, também, mesmo que um tanto subjetivo, até difícil de explicar. Pode-se dizer que as interações digitais não saciam a nossa necessidade de socialização. (E isso vale até para perfis introspectivos, como é o meu caso.)

Alguns meses atrás, topei com o Homebrew Website Club, uma iniciativa global para promover encontros (presenciais!) de gente que gosta de fazer sites. Há uma lista dos grupos estabelecidos, que se reúnem com alguma frequência. Nenhum deles no Brasil, porém.

Não é difícil montar um grupo do tipo. Só depende de gente, óbvio, e um mínimo de organização. Mandei um e-mail para o Daniel Kossmann, que já conhecia da cena WordPress, e ele topou na hora. E assim nasceu a edição em Curitiba do Homebrew Website Club!

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