Achados e perdidos #39

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

***

Tirinha mostrando um homem careca, sentado à frente de um computador, “negociando” com a tela o acesso a uma notícia com paywall. O homem e a tela trocam ataques — “eu tenho adblocker”, diz ele, “então bloqueio o conteúdo”, diz ela —, até que, no final, a tela desiste, entrega uma folha ao homem e diz “Lê essa merda logo”.
Tirinha: @linhadotrem/Twitter.

— Raphael Salimena resumiu bem a luta que é ler conteúdos jornalísticos hoje, com paywalls, códigos de bloqueio e outros artifícios hostis para forçar o usuário a aceitar anúncios intrusivos ou pagar. (Você conhece o Burlesco?)

— Para o pessoal dos ~games, ri horrores desta outra tirinha, do Paulo Moreira, dos bastidores de Super Smash Bros.

— Óbvio que equiparam aqueles cachorros robôs assustadores com armas (!) (em inglês).

— Este site analisou 425 mil favicons (em inglês), aqueles ícones de sites, para encontrar padrões, práticas mais comuns e outras curiosidades.

— A Onyx Boox fabrica e vende e-readers com tela e-ink. Existe vida além do Kindle!

— Para quem acha que o OnlyFans só serve para putaria: museus austríacos estão criando perfis no OnlyFans para mostrar suas obras mais… desinibidas, com nudez.

A Fundação Raspberry Pi e a Lego se uniram (em inglês) para criar uma plaquinha adicional ao Raspberry Pi que permite controlar/programar alguns conjuntos de Lego. Lá fora, por US$ 25 (~R$ 130).

— Uma coleção de produtos rotineiros deliberadamente inconvenientes (em inglês).

Coloque um textão aqui, aperte o botão Submit e veja todas as letras sumirem — apenas a pontuação permanece. É um exercício curioso, outra forma de ver a sua própria escrita e a de outras pessoas. Uma explicação do criador do sistema (em inglês).

— Eric Barone, do ótimo Stardew Valley, anunciou seu novo jogo: Haunted Chocolatier (em inglês).

— Sempre quis usar o DuckDuckGo no terminal? O ddgr é para você. Prefere o Google (argh…)? Tente o googler.

— Uma listona de tecnologias ~humanizadas.

— O imgin é um front-end alternativo mais leve, rápido e privado para o imgur. (Ficou boiando no “front-end”? Veja este vídeo.)

— O Fritter é um app alternativo para usar o Twitter sem precisar criar uma conta no Twitter. Obviamente, você não consegue postar, mas dá para acompanhar suas @s favoritas numa boa, de maneira privada, com a timeline em ordem cronológica e sem o algoritmo tóxico do Twitter. Gratuito, para Android.

— O FitoTrack é um app para registrar exercícios físicos, de código aberto e sem conexão à internet ou elementos de rede social. Gratuito, para Android. Se você é do time iOS, o OutRun faz a mesma coisa (embora semi-abandonado, ainda funciona bem no iOS 15).

— O Cleanup.pictures é um serviço gratuito que remove objetos indesejados de fotos.

— Um app de código aberto para acompanhar bolsas de valores. Gratuito, para Android.

— Ficou com inveja do entalhe na tela dos novos MacBook Pro? Esta extensão do Gnome adiciona o bom gosto estético do hardware da Apple ao seu notebook.

— Debates legais que estão rolando no post livre:
– Qual Linux num MacBook velho?
– Apps de cashback, tipo Méliuz, compensam?
– Boas práticas para gerenciar o e-mail.
– Indicações de bons guarda-chuvas.
– Existe toca-discos de entrada bom?
– Dica: Instagram sem anúncios.
– Caixinha de streaming: qual?
– Apple, por que tão cara?

— O podcast Guia Prático desta semana foi um pouco… diferente. A Jacque não pôde gravar, então chamei convidados: Tatiana Dias, do Intercept Brasil, e James Pond, da Cipher Host (e quem mantém o Manual no ar). Ouça no seu app de podcasts preferido.

— Destaques literários da semana:

  • Privacidade é poder [Amazon, Magalu, Zoom, editora]1, de Carissa Véliz, publicado pela editora Contracorrente: “Antes mesmo que comecemos nosso dia, diversas organizações já sabem que estamos acordados. Eles conhecem nossos horários, nossa agenda e têm conhecimento de nossos gostos e inclinações. Por meio das nossas redes, expomos nossa privacidade a essa indústria digital. Sem nossa permissão, conhecem nossos segredos e traçam formas de manipular nosso comportamento. A tecnologia digital usa nossos dados para exercer poder sobre nossas escolhas. Para retomar o poder da nossa privacidade, precisamos proteger nossos dados.”
  • Iguais perante a lei [Amazon, Magalu, Americanas, editora]1, de Augusto de Arruda Botelho, publicado pela editora Planeta: “Este é um livro que foge do juridiquês tão temido. Aqui, você aprenderá as regras essenciais do sistema de justiça, como funciona um processo e a melhor maneira de lidar com algumas situações concretas que pode vir a passar, como o que fazer se sofrer violência doméstica, xingar muito no Twitter, passar por uma abordagem policial ou for detido em manifestação.”
  • Catástrofe: Uma história de desastres [Amazon, Magalu, Americanas, editora]1, de Niall Ferguson, publicado pela editora Crítica: “A partir de análises do ponto de vista científico, econômico e geopolítico, o autor traça uma espécie de ‘teoria geral de desastres’. E mostra como os políticos e a própria sociedade pode e deve responder melhor.”
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7 comentários

  1. Excelente edição.
    Acho que cliquei em todos os links dessa vez.
    PS: Preciso de um Fritter pra ios ou web.

    1. Não é igual o Fritter, mas na web existe o Nitter, um front-end sem JavaScript para o Twitter. Não dá par criar contas nem seguir. A proposta dele é ser uma interface alternativa para o Twitter. Ótimo para consultar perfis diretamente.

  2. O leitor de livros, 149 doletas a opção mais barata!! 😭😭😭 Será que o real um dia vai valorizar de novo?? Saudades, dólar 2 reais!!

    E eu, definitivamente, fiquei muito desconfortável com a lista dos “produtos rotineiros deliberadamente inconvenientes”. 👀

  3. A primeira imagem me define. Sigo alguns meios de imprensa de grande alcance só por enfeite, não tem como ler mesmo 😅

  4. Eu uso o fitotrack. Funciona bem a maioria das vezes, apesar de vez ou outra não comunciar bem com a minha mi band para acompanhamento cardiaco

  5. Muito bom o conteúdo desta semana, ri horrores lendo o readme da extensão do entalhe para o GNOME. AUHSUHSUHshAUHs

  6. Para contornar o paywall, existe também o “Posso ler?” que é muito eficiente e funciona em alguns sites que o Burlesco não funciona.

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