Como as tecnologias de conexão nos separam

O subtítulo de Superbloom, livro mais recente do escritor estadunidense Nicholas Carr, pode surpreender quem nunca parou para questionar ou mesmo observar os meios de comunicação: “Como as tecnologias de conexão nos separam.”

Soa contraditório, não? Sim, mas faz sentido. Com o texto delicioso que lhe é característico — e que, vez ou outra, nos é oferecido em sua newsletter —, Carr repassa a história das tecnologias de comunicação sob uma nova perspectiva, uma em que, por causa do desenvolvimento focado em eliminar atritos e acelerar a velocidade da informação, deteriora o corpo social.

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Links do dia

De segunda a quinta-feira, reúno os links mais legais da web em listas como esta. Quer mais? Tem no arquivo.

BC informa ataque hacker contra C&M Software, que interliga bancos aos seus sistemas e ao PixG1. Até as 15h40 desta quarta (2), não havia informação oficial do valor do prejuízo. Por aí, fala-se em até R$ 1 bilhão…

Campanhas centralizadas, suporte da IA e mais para empresas no WhatsApp (em inglês) / WhatsApp Calling é liberado para todas as empresasMobile Time.

Novos manuais do LibreOffice 25.2 (em inglês). Esse tipo de coisa me remete a apostilas, cartilhas e manuais que se esperava de softwares nos anos 1990–2000. De certa forma, combina com o visual… “clássico”, digamos assim, do LibreOffice. (Pena que os materiais em português estejam desatualizados.)

Glass3D generator. Um gerador de “fundo de vidro” em CSS, quaaaase igual ao Liquid Glass da Apple.

Bubbles! Um joguinho no navegador para estourar bolhas. Parece fácil, não?

The Thiings Collection. Uma coleção de… coisas, em belas ilustrações e com informações específicas. Dá para baixar as imagens e criar sua própria coleção de… coisas.

Relatório da moderação de comentários (maio e junho de 2025)

Em maio, mudei o fluxo de registro dos casos de moderação de comentários. No anterior eu escrevia em um arquivo *.txt na área de trabalho; no novo, já salvava direto em um rascunho de post no blog.

Resultado: esqueci completamente do relatório de maio.

Talvez seja melhor assim, ou seja, publicá-los com periodicidade bimestral. Temos tido pouca confusão nos comentários, o que por um lado é bom, mas por outro é reflexo de uma diminuição do volume total de comentários ao longo de 2025.

Dos casos do bimestre maio–junho, chamo a atenção ao 202505-9, em que mudei de postura após engajar no debate com o leitor que (na minha avaliação posterior) saiu um pouco da linha. Creio que a conversa, publicada na íntegra ali embaixo, e a minha justificativa sejam suficientes como minha “defesa”.

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Apresentando o “pay per crawl”: permitindo que os proprietários de conteúdo cobrem robôs de IA pelo acesso (em inglês). A proposta da Cloudflare para criar um mercado de massa para conteúdo na web que alimenta IAs. Parece interessante! Inscrevi-me para o beta. (A Cloudflare publicou um punhado de materiais relacionados ao tema neste 1º de julho, chamado pela empresa de “Dia da Independência do Conteúdo”. Hm… ok.)

Tumblr suspende integração com o fediverso e migração para WordPress (em inglês), Mashable. Em outubro de 2023 a prometida integração com o fediverso (ActivityPub) já parecia abandonada. Agora veio a confirmação oficial.

Microsoft Teams ganha um feed de notícias (em inglês). Deve ter alguém na Microsoft responsável por imaginar novas formas de tornar a experiência do Teams ainda mais desgraçada.

Nada é pior que abrir uma página em branco…, @HadasWeiss@mastodon.social. Ou assim era. Acho que esse tipo de coisa é mais eficiente que qualquer propaganda anti-IA para diminuir o uso do Microsoft Word.

Os 100 melhores filmes do século XXI (em inglês), The New York Times. O legal desta lista, construída por votos de +500 artistas hollywoodianos, é que você pode marcar a quais filmes já assistiu e, no final, compartilhar um pôster com seu resultado. (Aqui deu 57/100.)

Kimono Kids. Saiu o novo livro da Paula Gomes, que este Manual já teve a honra de publicar.

Vexilo. Um site/jogo de identificar bandeiras do mundo todo. Dica do Ageu no Órbita.

Seu blog favorito precisa de ajuda

Queria aproveitar o início do mês para sugerir que você siga, compartilhe e celebre seus blogs favoritos. (Se o Manual for um deles, ótimo e obrigado!)

A web está derretendo diante do calor das IAs e o Google não manda mais leitores novos. O que significa que pequenos projetos e blogs pessoais dependerão cada vez mais do boca a boca para serem descobertos e lidos.

Tenho feito um esforço para divulgar posts do Manual em tudo quanto é canto, mesmo nos lugares mais hostis. Caso esteja em um (ou alguns) dele(s), fica o convite para segui-lo por lá:

E, claro, a nossa newsletter, que continua sendo o melhor canal de comunicação entre a gente; o bom e velho feed RSS; e as notificações push, para quem é desses.

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Microsoft revela ferramenta de diagnóstico de doenças com IAFolha de S.Paulo. Os médicos humanos “não tiveram permissão para acessar livros didáticos ou consultar colegas no teste, o que poderia ter aumentado sua taxa de sucesso”. Se preferir, leia o comunicado original da Microsoft (em inglês).

Microsoft pressiona funcionários a usarem mais ferramentas internas de IA (em inglês), Business Insider. Por outro lado, este comunicado vazado pinta um cenário bem ruim às supostas vantagens da IA que a Microsoft está tentando empurrar às outras empresas. Se fossem tão boas, precisaria pressionar a galera a usá-las…?

Emissões do Google aumentam em 51% à medida que a demanda de eletricidade da IA atrapalha os esforços para se tornarem verdes (em inglês), The Guardian.

DEVONthink 4.0 “Copernicus” (em inglês). Nova grande versão, com suporte a LLMs (IA) e versionamento automático das notas. Somente para macOS.

Seis anos de Gemini (em inglês). O protocolo, no caso, não a IA do Google.

Novo Ensō, primeiro beta público (em inglês). Um editor de texto sem edição, que fez algum barulho na internet anos atrás.

zenta. “Mindfullness” sem sair do terminal.

Mascotes do fediverso em papel (em inglês). Imprima recorte, dobre e cole.

Fadiga de notificações, ou seria de jornalismo?

O Guardian pescou um dado interessante (dentre os muitos interessantes) da edição 2025 do Digital News Report, talvez a maior pesquisa sobre a imprensa do mundo, produzida anualmente pelo Instituto Reuters:

Análise do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo descobriu que 79% das pessoas pesquisadas sobre o assunto ao redor do mundo disseram que não recebem atualmente nenhum alerta [notificação] de notícias durante uma semana comum. Mais importante, 43% daquelas que não recebiam alertas disseram que os haviam desativado deliberadamente. Elas reclamaram de receber muitos alertas ou de não achá-los úteis, de acordo com a pesquisa, que abrangeu 28 países.

Houve uma época, ali por volta de 2014, em que as notificações do celular eram encaradas como “área VIP”, local de disputa pela atenção das pessoas, àquela altura já saturadas pelo volume de informações do digital.

Sem surpresa, a área de notificações também acabou saturada e descartada como mais um lixão digital. Suspeito que muita gente nem ligue para o que tem ali, acumulando dezenas, centenas de notificações não lidas, ignoradas.

O enfoque óbvio da pesquisa do Instituto Reuters, o jornalismo, me fez lembrar de um textinho ótimo do Ricardo Fiegenbaum, pesquisador do objETHOS, da UFSC. Um texto nada acadêmico (no melhor sentido), em que ele pensa alto o lugar do jornalismo hoje:

É nesse terreno minado, paradoxal, complexo e incerto que adentro quando penso o jornalismo. E cada questão que se apresenta neste cenário – lógicas, ideológicas, pragmáticas, tecnológicas, discursivas, etc. — leva-me sempre à pergunta fundamental: do que estamos falando quando falamos de jornalismo?

É uma boa pergunta.

Suspeito que a fadiga transcende as notificações e que boa parte do que se entende por “jornalismo”, hoje, escapa a uma das definições mais nobres do ofício, uma que o Ricardo menciona: atender às necessidades de informação das sociedades.

Do arquivo: em 2022, à luz da edição daquele ano do Digital News Report, me perguntava — ecoando Caetano — quem é que lê tanta notícia.

Entrevista com Diego Perez, da newsletter [MAGAZINE]

Qual é a sua newsletter?

[MAGAZINE].

Como surgiu a ideia de lançar uma newsletter?

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Leia a tese do STF sobre a responsabilização das redes sociaisCartaCapital. Na quinta (26), o STF reconheceu a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet e definiu diretrizes que ampliam o chamado dever de cuidado das big techs na prevenção e na remoção de publicações que violem direitos fundamentais.

Meta vence Kadrey, treinamento de IA foi “fair use” — o que isso significa (em inglês), Pivot to AI. Outra derrota para autores de livros nos EUA.

Promessas de neutralidade de carbono das big techs estão cada vez mais fora da realidade, diz estudoUol.

Uber e Loggi anunciam serviço integrado para entregas nacionais. Por ora, em testes em Campinas (SP) e Curitiba (PR).

Disney+ sobe preços das assinaturas e também do Membro ExtraGuia Disney+ Brasil.

Um celular (que não é um celular) para te ajudar a parar de usar o celular (em inglês), Wired. Projeto sazonal de usar um objeto físico como paliativo para o vício em celular.

Wiki Radio. Sons aleatórios enviados à Wikimedia, em uma interface inspirada no TikTok.

Mondrian in Motion. Um gerador bonitão de gráficos que lembram o estilo do pintor holandês Piet Mondrian.

MMOndrian. Esta é uma versão “multijogador”.

Bemte.li. Felipe Moreno, da Casatrês, editora que publica os zines do Manual, está à frente desta iniciativa, com mais dois amigos, que quer ser uma plataforma brasileira de newsletters — ou “niusleters”, como eles escrevem. Ainda em construção.

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Creative Commons apresenta CC signals, um framework para um ecossistema aberto de IA (em inglês), TechCrunch. O Creative Commons quer repetir, na era da IA, o bom resultado do modelo de licenciamento que deu norte à “web 2.0”. Ainda é um trabalho incipiente.

O PNG voltou (em inglês), ProgramMax. Mais de 20 anos depois, saiu uma nova especificação do *.png.

Mais da metade dos créditos de carbono da Amazônia está “contaminada” pela mineraçãoInfoAmazonia. Os créditos, usados também por grandes empresas de tecnologia para compensar emissões, são gerados em áreas sobrepostas a concessões minerarias.

Testando a atualização beta dos AirPods 4 e a qualidade de gravação aprimorada para notas por voz (em inglês), MacStories. Ouça os exemplos. A melhoria na qualidade dos microfones dos AirPods (que sempre foi ruim) é notável.

A Rede Social 2 é confirmado com Aaron Sorkin dirigindoOmelete. O que não falta é matéria-prima para esta sequência.

Proton: Cuide da sua caixa de entrada com a visualização de newsletters (em inglês). Um filtro cheio de opções para newsletters e e-mails transacionais. Mais útil que qualquer coisa com “IA” envolvendo e-mail…

Canta. Aplicativo de Android para remover pacotes/apps, até aqueles que, por padrão, não podem ser removidos. É tipo o Universal Android Debloater, só que dispensando o computador.

Figurinhas do Mastodon para Signal. Que bonitinhas! 🐘

Is it really FOSS? (em inglês). Um site que esmiuça projetos de software livre e informa se é FOSS mesmo ou não.

No-HTML Club (em inglês). Acho que não dá para ser mais ~minimalista que isto em um navegador web.

Você vai usar o Gemini no Android porque sim

O Google enviou um e-mail a donos de celulares Android avisando que o Gemini “poderá ajudá-lo a usar o Telefone, Mensagens, WhatsApp e Utilitários no seu celular, independentemente da Atividade nos apps do Gemini estar ativada ou desativada em sua conta”. A alteração está agendada para 7 de julho.

O aviso gerou confusão até em publicações especializadas em Android. — 9to5Google, Android Police, Android Authority. Mesmo depois dos esclarecimentos, incluindo um comunicado do próprio Google, a coisa toda segue… confusa.

Pelo que entendi, se a Atividade nos apps do Gemini estiver desativada, o Gemini continuará disponível e tendo acesso aos apps mencionados, incluindo o WhatsApp e telefone. A diferença é que as interações com a IA não ficarão registradas no histórico e serão armazenadas pelo Google por até 72 horas, com a garantia de que não serão usadas para treinar IAs nem revisadas por humanos.

(Em outras palavras, deixar o histórico ativado submete as interações ao treinamento da IA e a revisões por outros humanos.)

Quem não quiser mesmo o Gemini se intrometendo em ligações, mensagens, WhatsApp e configurações do sistema, precisa desativar as integrações com cada app dentro do aplicativo do Gemini. Que parece ser outra coisa, diferente da Atividade nos apps do Gemini. Presumo seja este app.

As referidas publicações especializadas, após atualizarem suas histórias para “desfazer a confusão”, concluíram que o saldo da mudança é positivo para a privacidade das pessoas. Não estou muito certo disso. Confusões desse tipo, que soam propositais e tentam escondem os botões “nucleares” (que desativam a função oferecida), costumam ser derrotas à privacidade. E nem entro no mérito se o Gemini fuçando nas minhas mensagens é algo bom ou ruim.

Ou talvez eu ainda não entendi direito.

Link relacionado (acho?): a extensa central de privacidade dos apps do Gemini.

Nomadismo digital com um carro elétrico: Um guia de sobrevivência para as estradas brasileiras

por Mácio Meneses

Mácio Meneses tem 29 anos e mora em Recife. É pernambucano orgulhoso, daqueles que afirmam que “o rio Capibaribe se une ao rio Beberibe para formar o Oceano Atlântico!” Trabalha de forma remota com engenharia de software para uma empresa de São Paulo. “É um prazer estar aqui no Manual do Usuário, um site que acompanho e admiro há bastante tempo. Sigo o trabalho do Ghedin desde o início da minha graduação em Engenharia da Computação. Agradeço pelo espaço e parabenizo pelo seu esforço em promover um jornalismo sério e crítico nessa nossa área da tecnologia.” A gente — eu e os leitores — que agradece, Mácio!

O livro The digital nomad (1997), de Tsugio Makimoto e David Manners, costuma ser citado como uma das primeiras obras que trouxe o termo “nômade digital”. O conceito surgiu em um contexto em que o avanço da internet e a miniaturização da tecnologia viabilizavam um novo estilo de vida.

Inicialmente, o nomadismo digital foi adotado por um nicho de profissionais de TI e freelancers que buscavam a liberdade de trabalhar de qualquer lugar, desde que houvesse acesso à internet.

A década de 2010 marcou a explosão do fenômeno. O surgimento de plataformas de trabalho freelancer, a proliferação de ferramentas de comunicação online (como Slack, Zoom e Trello) e a crescente conscientização sobre os benefícios do trabalho remoto contribuíram para sua massificação. A pandemia de COVID-19, em 2020, acelerou a adoção do trabalho remoto no mundo todo, forçando muitas empresas a repensarem seus modelos operacionais.

Eu fui um dos profissionais que migrou para o trabalho remoto durante a pandemia. Desde então, estive no escritório três ou quatro vezes. Para mim, os ganhos em qualidade de vida e produtividade foram significativos.

Há muito tempo eu ouvia falar de nômades digitais. A ideia de trabalhar enquanto viajava sempre me seduziu, mas mesmo após estar em condições de experimentar essa vida diferente, demorei a tomar a iniciativa de sair da zona de conforto para desbravar o mundo sem estar de férias.

Isso mudou em abril deste ano.

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Microsoft estende atualizações de segurança gratuitas do Windows 10 por um ano, com uma condição (em inglês), Windows Central. A condição é ativar o becape na nuvem das configurações do sistema.

Fique por dentro das conversas com o Resumo de Mensagens Privado [do WhatsApp] (em inglês). A Meta diz que as mensagens continuam privadas e criptografadas de ponta a ponta, mesmo resumidos pela IA na nuvem, mas… né, sei lá. Boa sorte com isso. A princípio, apenas para conversas em inglês de quem está nos Estados Unidos.

Os maiores rivais de IA da Meta estão brigando por usuários dentro do seu app de chatbot mais popular: o WhatsApp (em inglês), Business Insider. Você sabia que dá para invocar o ChatGPT e o Perplexity dentro do WhatsApp?

Perplexity no WhatsApp (em inglês), @AskPerplexity/X. O chatbot do Perplexity no WhatsApp é novo, lançado nesta terça (24). Envie uma mensagem para +1 (833) 436-3285.

Anthropic levou a melhor em processo sobre direitos autorais e IA nos EUANúcleo / IA da Anthropic ganha processo de “fair use” para treinamento, mas não com livros piratas (em inglês), Pivot to AI. A Justiça estadunidense decidiu que tudo bem usar livros para treinar IAs, desde que os livros tenham sido comprados. A punição à Anthropic pelo uso de 7 milhões (!) de livros pirateados será definida em uma próxima etapa do processo.

Uber Por Tempo Black: conheça nova modalidade da Uber no Brasil. Motorista particular disponível por até 4 horas. Por ora, em testes em Campinas (SP).

Fairphone 6 (em inglês). A nova versão do celular ~sustentável ganhou um sistema de acessórios modulares e um botão que ativa um launcher alternativo, parecido com aqueles “minimalistas” que viraram uma pequena febre uns meses atrás. € 599 lá fora, sem previsão de ser lançado no Brasil.

Todas essas histórias [de IAs se comportando como humanos] têm a mesma validade intelectual de escrever “estou viva!” em um pedaço de papel, fotocopiá-lo e então dizer “Veja só! Na nossa análise, a fotocopiadora diz que está viva!”

Homem branco, cabelos curtos, óculos de grau com armação preta.Benedict Evans
Newsletter, edição 597

A história a que ele se refere é a de um “estudo” da Anthropic que notou que IAs generativas “mentem, trapaceiam e roubam” para atingir suas metas. Sim, porque foram instruídas para isto.

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Google admite restringir atuação no Brasil caso STF faça mudança drástica nas regrasFolha de S.Paulo. Entrevista com Fábio Coelho, presidente do Google Brasil.

A indústria da música está criando a tecnologia para caçar músicas feitas por IA (em inglês), The Verge. Diz algo (que não consigo formular) o fato de músicas serem mais fáceis de detectar em toda a cadeia produtiva das IAs generativas.

Você pode escolher um modelo de IA que prejudica menos o planeta? (em inglês), The New York Times. LLMs maiores consomem mais energia, mas não necessariamente são melhores que os menores em certas tarefas. Detalhe: o comparativo reportado na matéria foi feito apenas com IAs “abertas”, o que exclui algumas das mais populares como as da OpenAI e Google.

Firefox 140 traz “descarga” de abas, pesquisas personalizadas e novo ESR (em inglês), Omg! Ubuntu. Esta versão também remove a integração do Pocket, que será encerrado no final de julho. E é um ESR, ou seja, versão de suporte estendido.

Slow Quit Apps. Utilitário simples que adiciona um atraso ao atalho Cmd+Q do macOS, evitando fechamentos acidentais de apps. (Não é atualizado desde 2020 e não sei se ainda funciona no Sequoia.)

A história dos ícones do macOS (em inglês), Basic Apple Guy. Ainda acho os ícones do Tahoe uma grande regressão. (Bloco de notas de vidro!?) O único que achei melhor foi o das pastas.

As imagens incríveis do Universo tiradas por novo telescópio revolucionárioBBC Brasil. Mais detalhes (em inglês) e imagens no site do observatório.