Instapaper ganhou um recurso que eu sugeri

O Instapaper 8.4 para iOS, lançado nesta terça (25), trouxe uma série de refinamentos e atualizações sutis que deixaram o app mais moderno e integrado aos padrões da plataforma da Apple.

Uma das novidades foi resultado da minha insistência com um dos sócios do Instapaper, Brian Donohue.

Em maio, mandei um e-mail com algumas sugestões. Entre elas, que ao segurar o dedo sobre um link durante a leitura, a pré-visualização do link aparecesse — é um comportamento padrão do iOS e algo de que sentia muita falta.

Na época, ele me disse que:

Sobre a pré-visualização de links, eu tentei adicionar quando ele [o recurso] foi lançado. Funcionou bem, mas não havia como adicionar opções personalizadas para permitir que as pessoas salvassem artigos diretamente no produto [Instapaper]. Na época, pareceu algo importante, mas percebo que a pré-visualização de links é tão onipresente agora que vale a pena reavaliá-la. Também não tenho certeza se a Apple agora permite que você adicione opções personalizadas na pré-visualização de links, então pode não ser mais um problema.

De fato, não é mais um problema. O Instapaper 8.4 tem pré-visualização de links no modo leitor e a primeira opção é salvar o link.

Esse tipo de interação é muito comum em projetos de código aberto, bem menos em software proprietário, como é o caso do Instapaper. Ter essa abertura é bom para todo mundo: acabei conseguindo resolver uma “dor” que tinha em um aplicativo que uso muito e o Instapaper tornou-se um app um pouquinho melhor pelo toque dado. Via Blog do Instapaper (em inglês).

Típico da Meta esconder o feed cronológico de quem você segue no Threads e, ainda por cima, não deixar defini-lo como padrão.

Aliás, você sabia que o Instagram também tem um feed desse tipo desde março de 2022? Fica escondido e não pode ser tornado padrão, óbvio. Para vê-lo, toque no nome “Instagram”, no canto superior esquerdo da tela, e um menu aparecerá com a opção “Seguindo”. Via The Verge (em inglês), Blog do Instagram.

Relatório de Stanford identifica conteúdo de abuso infantil no Mastodon e oferece sugestões de melhorias

Dois pesquisadores do Observatório da Internet da Universidade de Stanford, David Thiel e Renée DiResta, publicaram um relatório sobre a segurança de crianças no fediverso — em específico, no Mastodon —, nesta segunda (24).

O relatório expõe algo grave e é, ao mesmo tempo, uma bem-vinda chamada de atenção a quem desenvolve projetos de/em plataformas sociais descentralizadas, um modelo que implica na busca de novas soluções para lidar com um problema que, embora longe de estar resolvido, é melhor atacado em/por plataformas centralizadas.

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O Google vai adotar um padrão para mensagens criptografadas de ponta a ponta e interoperáveis no Google Messages e no Android. O Message Layer Security (MLS, especificação RFC 9420) foi finalizado neste mês de julho.

O Google arrisca ser visto lá na frente como um pioneiro: como não tem um app de mensagens popular, pode abraçar sem ressalvas a ideia; e com a força da União Europeia/Digital Markets Act, as chances do MLS vingar são bem maiores que as do RCS, que até hoje a Apple ignora mesmo diante de apelos públicos do Google. Via Google (em inglês).

A assinatura premium do Spotify ficou mais cara no Brasil:

  • Individual: de R$ 19,90 para R$ 21,90 (+10,1%);
  • Duo: de R$ 24,90 para R$ 27,90 (+12%);
  • Universitário: de R$ 9,90 para R$ 11,90 (+20,2%).

O plano família não sofreu alterações — continua custando R$ 34,90.

Sexta o Telegram ganhou stories. O diferencial é que, lá, só assinantes pagantes podem publicar stories. Nesta segunda (24), o TikTok lançou o formato de posts em texto escrito. A lei de Zawinski continua firme e forte. Via Núcleo, TikTok.

Marca do Twitter será aposentada; Musk mudará o nome do serviço para X

Teorias da conspiração não costumam resistir aos fatos, por isso a ideia de que Elon Musk estaria destruindo intencionalmente o Twitter para livrar-se da dívida enorme que criou com a compra da empresa não me parece plausível.

A favor dessa postura está o fato de que não é a primeira vez que ele tenta emplacar um “app de tudo” chamado X — o novo nome do Twitter, já em processo de mudança com logo provisório em todo lugar e x.com redirecionando para o Twitter.

No final dos anos 1990, Musk tentou a mesma coisa com o PayPal. Na época, perdeu a disputa com um sócio. Walter Isaacson, que escreveu a biografia do bilionário que sai em setembro, compartilhou essa passagem no Twitter, digo, no X.

Hoje, a fortuna de Musk é maior e não há ninguém no Twitter (ou fora dele) capaz de tirar da cabeça que queimar a marca do Twitter, passarinho azul e tudo, é uma decisão estúpida. Via @lindayacc@twitter.com, @WalterIsaacson@twitter.com (ambos em inglês).

O dia seguinte do Threads

Passada a euforia da estreia, é um bom momento para avaliar o impacto do Threads na confusão que virou a disputa pelo suposto vácuo deixado pela passagem do furacão Elon Musk pelo Twitter.

Os dados iniciais foram surpreendentes: 100 milhões de pessoas deram uma chance ao Threads nos primeiro cinco dias do app, lançado em 5 de julho. A taxa quebrou o recorde do ChatGPT, que havia demorado dois meses para chegar nove dígitos.

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Escrevi mais cedo, na newsletter, que a diminuição da base de usuários e tempo gasto no Threads é normal após a primeira onda de entusiasmo e curiosidade. Horas mais tarde, vejo que a Sensor Tower apontou um capote ainda maior: -70% de usuários ativos diários e 4 minutos de uso por dia. Será que já flopou? Via Wall Street Journal [sem paywall] (em inglês).

O notório hacker Kevin Mitnick morreu neste domingo (16) de complicações de um câncer no pâncreas. Mitnick fez fama nos anos 1990, quando hackeou sistemas telefônicos, de empresas, universidades e do governo nos EUA, levando consigo milhares de arquivos e dados de cartões de crédito. Em 2000, após cumprir uma sentença de 46 meses de prisão, converteu-se em um hacker “white hat” e fez carreira como escritor, palestrante e consultor. Mitnick tinha 59 anos e deixa a esposa, Kimberley, grávida do primeiro filho do casal. Via New York Times, Dignity Memorial (ambos em inglês).

Em agosto, o Medium expandirá seu programa de parcerias — que paga a escritores que publicam na plataforma — no Brasil. Além disso, vai reformular os critérios de divisão de receita a fim de incentivar a “escrita humana de alta qualidade” em contraponto a virais baratos e conteúdo gerado por IA.

Sempre tive muitas reservas com o Medium. Ainda as tenho, e talvez por isso, mas também por achar que desta vez possa funcionar, assinei o Medium para ver qual é que é a desse programa. (Ah sim: agora a assinatura, de US$ 5/mês, é pré-requisito para ingressar no programa.) Meu perfil lá, caso queira segui-lo. Via blog do Medium (em inglês).

Estelionatários já estão usando o Desenrola Brasil, programa de quitação de dívidas lançado pelo governo federal nesta segunda (17), para aplicar golpes. A Agência Lupa encontrou posts patrocinados no Facebook, com gastos de até R$ 7 mil, que levam a páginas fraudulentas.

Mais uma vez, a Meta (dona do Facebook) lucra com o uso das suas plataformas para a prática de crimes. A responsabilidade solidária das plataformas digitais, que estava prevista no PL das fake news, provavelmente cairá. Percebe-se que é algo necessário. Via Agência Lupa.

A Justiça do Distrito Federal decidiu que é ilegal às empresas financeiras “sequestrar” o celular de consumidores inadimplentes. A grande ideia — de fazer Orwell se revirar no túmulo, de inveja — consistia em obrigar o consumidor a instalar um app ao tomar um empréstimo que, em caso de não pagamento, bloqueia funcionalidades do aparelho.

A ação foi movida pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e Idec. Ainda cabe recursos. Via Convergência Digital.

Dangerzone mitiga o risco de ataques via documentos ou imagens adulterados

Documentos e imagens podem ser vetores para a disseminação de vírus e outras pragas digitais. O aplicativo Dangerzone ajuda a mitigar esse risco.

Como? Com “sandboxes” isoladas do sistema operacional e uma ideia engenhosa de desconstrução e reconstrução dos arquivos suspeitos.

Transcrevo (e traduzo) a descrição do site oficial:

Você dá a ele um documento no qual não sabe se pode confiar (por exemplo, um anexo de e-mail). Dentro de uma “sandbox”, o Dangerzone converte o documento em um PDF (se ainda não for um) e, em seguida, converte o PDF em dados brutos de pixels: uma enorme lista de valores de cores RGB para cada página. Então, em uma “sandbox” separada, o Dangerzone pega esses dados de pixels e os converte de volta em um PDF.

O aplicativo lida com arquivos *.pdf, documentos do Microsoft Office e LibreOffice e alguns formatos de imagens.

Um projeto da Freedom of the Press Foundation, o Dangerzone é gratuito, tem o código aberto e versões para Linux, macOS e Windows. Baixe-o aqui.

Um juiz de Santa Adélia (SP) condenou a Meta a indenizar um advogado em R$ 5 mil e excluir perfil falso no WhatsApp que usava a foto dele para tentar aplicar golpes. O expediente usado pelos estelionatários virou uma epidemia por aqui — eu mesmo já fui usado de “isca” em uma tentativa de golpe do tipo. Se a moda pega… Via Migalhas.