O PicPay está entrando de cabeça no universo das criptomoedas. A fintech capixaba lançará uma exchange em agosto e quer trabalhar com cerca de 100 criptomoedas até o fim do ano.

O segundo passo, mais ambicioso, será lançar uma “stablecoin” atrelada ao real brasileiro, a Brazilian Real Coin (BRC). (Uma “stablecoin” é uma criptomoeda que mantém paridade de valor com uma moeda fiduciária, ou assim promete.)

Embora possa ser negociada em outras exchanges, o PicPay quer alavancar sua base de 30 milhões de usuários e pontos de venda integrados para popularizar a BRC para pagamentos. Via Neofeed.

Will Cathcart, diretor responsável pelo WhatsApp, foi ao Twitter alertar os usuários de um aplicativo, o Hey WhatsApp, da HeyMods, que era na realidade uma emboscada para instalar malwares (vírus) em celulares e roubar dados pessoais das vítimas.

O Hey WhatsApp não era distribuído pela Play Store. Mesmo assim, o Google, a pedido da Meta, conseguiu remover o Hey WhatsApp dos celulares onde fora instalado, via Google Play Protect.

Cathcart disse que a Meta tomará outras medidas para impedir que a HeyMods continue operando e prejudicando usuários do WhatsApp. E pede para que todos fiquem atentos com os aplicativos que amigos e familiares usam para conversar pelo WhatsApp, evitando as versões alternativas e falsas — um alerta já dado pelo Manual do Usuário. Via @wcathcart/Twitter (em inglês).

O jornal britânico The Guardian obteve acesso a 124 mil documentos internos da Uber, produzidos entre 2013 e 2017, que revelam a estratégia agressiva de expansão da empresa, as táticas questionáveis do então CEO Travis Kalanick e as relações questionáveis com líderes mundiais.

Os chamados “Uber files” expõem com riqueza de detalhes alguns fatos que já eram conhecidos, como a estratégia da Uber de entrar primeiro em cidades e fazer lobby depois. Já valeriam só por isso, mas tem mais: contatos secretos entre Kalanick e alguns líderes mundiais, como o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e da França, Emmanuel Macron — este teria ajudado ativamente a Uber a entrar e se firmar na França.

Os documentos foram compartilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) e repassados a outras redações do mundo inteiro. Em outras palavras, teremos mais revelações nos próximos dias.

Resumos no Núcleo (meu) e na Folha de S.Paulo. Matéria completa ao lado. Via The Guardian, ICIJ (ambos em inglês).

Na última quarta (6), a Apple anunciou uma novidade para os vindouros iOS/iPadOS 16 e macOS Ventura: o “Lockdown Mode”, ou Modo de Bloqueio, uma configuração opcional que incrementa a segurança do dispositivo a fim de protegê-lo de ataques sofisticados, como o Pegasus, do NSO Group.

O Modo de Bloqueio limita os tipos de arquivos aceitos no iMessage, desabilita algumas tecnologias web no Safari, bloqueia por padrão o contato por tecnologias da Apple, como o FaceTime, bloqueia acessórios cabeados com o dispositivo bloqueado e impede a instalação de novos perfis de uso.

São mudanças pontuais que prejudicam um pouco a usabilidade e, ao mesmo tempo, a área de ataque possível. (O Pegasus, por exemplo, se disseminava via imagens compartilhadas por mensagens de texto.)

Por isso, a Apple foi bem cuidadosa na divulgação do recurso: ele é direcionado a pessoas que correm algum risco real de serem alvos de ataques sofisticados, como ativistas, políticos e jornalistas investigativos.

Será interessante ver até que ponto o Modo de Bloqueio prejudica o uso comum do aparelho. Segurança, como se sabe, é o resultado do equilíbrio entre proteção e comodidade. Arrisco dizer que a maior parte dos recursos do Modo de Bloqueio não é tão incômoda, mas só testando na prática para ter certeza. Via Apple (em inglês).

Calibre é um aplicativo para gerenciar e ler e-books (livros eletrônicos). O Calibre 6.0, nova grande versão, trouxe novidades significativas:

  • Suporte à indexação e pesquisa de livros inteiros. É opcional.
  • Suporte à leitura dos livros, usando o sistema “text-to-speech” nativo do sistema operacional.
  • Suporte a URLs iniciadas com calibre://.
  • Suporte à arquitetura ARM no macOS (chips M1, M2 e variantes) e no Linux. Por outro lado, o aplicativo deixa de suportar sistemas 32 bits.

O Calibre 6.0 está disponível para Linux, macOS e Windows. Via Calibre (em inglês).

Como ser lembrado(a) dos aniversários de amigos e familiares sem depender do Facebook

Até algum tempo atrás, era comum ouvir de gente com perfis no Facebook que o único motivo de continuar usando essa rede social eram os lembretes de aniversários. Se este for o seu caso, boa notícia: a dica de hoje é como ser lembrado(a) de aniversários sem depender do Facebook.

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Dilemas (absurdos) do trem, um Walkman novo e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Sem muita surpresa — dados os últimos acontecimentos —, o advogado de Elon Musk, Mike Ringler, enviou uma carta à SEC (a CVM dos Estados Unidos) nesta sexta (8) demandando o rompimento do acordo de compra do Twitter, um negócio de US$ 44 bilhões.

Musk alega que o Twitter não lhe entregou dados relacionados ao volume de contas falsas/de spam na plataforma, que o Twitter afirma não ser superior a 5% do total, o que Musk contesta.

A desculpa, fajuta, desde o início foi encarada pelo mercado como uma desculpa para o arrependido Musk pular fora do negócio.

No Twitter, Bret Taylor, presidente do conselho do Twitter, disse que a empresa quer levar o negócio a cabo e que recorrerá à Justiça para que Musk cumpra sua palavra. Via SEC, CNBC, @btaylor/Twitter (todos em inglês).

O que está acontecendo com as empresas de tecnologia dos Estados Unidos?

Dois mil e vinte dois tem sido um ano estranho. Depois juntar os cacos da catástrofe da bolha pontocom, na virada do milênio, o setor de tecnologia teve uma ascensão espetacular e tornou-se o mais valioso do planeta. Agora, porém, a maré virou e o que era bonança virou um tsunami de notícias ruins: demissões, desvalorizações, quebras. O que está acontecendo?

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O Reddit chegou meio atrasado à festa e anunciou, na quinta-feira (7), uma coleção de NFTs baseados em seu simpático mascote, usando a blockchain Polygon.

O comunicado à imprensa e os tópicos oficiais publicados pelo Reddit chamam a atenção por uma ausência: não há qualquer menção ao termo “NFT” ou “token”, embora os avatares colecionáveis sejam NFTs. Talvez seja uma estratégia para dissociar a investida de um termo que tornou-se meio radioativo e já está perdendo fôlego?

Nos tópicos, parte da galera apreciou o fato de o Reddit estar ajudando artistas a fazerem uma grana com sua arte, mas tem muito mais gente irada com o apoio ao NFT, principalmente no subreddit principal. Via Reddit (em inglês).

A colunista da Veja Rio, Carla Knoplech, foi ao Parque Lage participar do NFT.Rio, primeiro evento totalmente dedicado ao tema do Brasil. Saiu de lá com uma certeza que intitulou sua última coluna no site da revista: Não, NFT não é um hype passageiro.

Fora a estranheza de se realizar um evento de NFTs no ambiente físico (e a web 3.0?), esbocei um sorriso com este trecho:

Fez parte da experiência também ver de perto a exposição física de alguns dos NFTs mais famosos do mundo como Cryptopunks, XCopy e Fidenza, além de obras que integram o acervo do colecionador Cozomo de’ Medici, pseudônimo reivindicado pelo rapper Snoop Dogg, no ano passado.

Alguém imprimiu uns desenhos que pegou na internet e, bum!, temos uma “exposição física de NFTs”. Via Veja Rio.

O Pixel 3a permite que o Ubuntu Touch tenha um smartphone usável

por Cesar Cardoso

Um dos grandes problemas de usar uma distro Linux móvel é que, em geral, sempre tem um “mas”, “porém”, “contudo” etc. envolvendo algum componente sem suporte, ou com suporte incompleto.

Por isso o TuxPhones comemorou o aparecimento do primeiro telefone 100% compatível com o Ubuntu Touch: o bom e velho e querido Pixel 3a.

Tudo bem — e muitos vão gritar “apelou perdeu” — que o Ubuntu Touch usa o kernel Androidizado e o Halium como camada de abstração entre o kernel e o userspace (GNU/)Linux. No entanto, para boa parte do público potencial, essas são discussões menores perto da possibilidade de, finalmente, ter um telefone rodando um Linux móvel sem ter que abrir mão de algum periférico/facilidade/sensor/etc.

Agora faltam os apps.


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O engajamento no Instagram chegou a uma nova fase, em que os seguidores atuam ativamente para ajudar influenciadores a “hackear” o algoritmo da plataforma e ganham prêmios em troca do trabalho voluntário.

A justificativa dos influenciadores que aderiram à prática é que o algoritmo do Instagram joga contra eles. Assim, instigar a base de seguidores para interagir com as publicações é uma forma de burlá-lo, ou “hackear o algoritmo”.

Os influenciadores posicionam tais campanhas para angariar ajudantes como uma troca — o prêmio dado ao seguidor mais engajado seria uma retribuição pela “atenção, apoio e gentileza”.

A escolha do agraciado não é aleatória, em sorteio. É alguém que o influenciador escolhe, tendo por critério o engajamento.

A constatação é da Issaaf Karhawi, doutora e mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em artigo publicado no blog do DigiLabour, o laboratório da Unisinos que estuda as conexões entre mundo do trabalho e tecnologias digitais.

O artigo da Issaaf, que explica em detalhes o fenômeno, pode ser lido no link ao lado. Via DigiLabour.

Nesta terça (5), o Parlamento Europeu aprovou as duas leis apresentadas no final de 2020 e aprovadas pela Comissão Europeia em março e abril deste ano: Digital Markets Act (DMA) e Digital Services Act (DSA).

As duas leis miram as big techs norte-americanas. O DMA tenta combater práticas anticompetitivas das big techs no território da UE. O DSA responsabiliza as grandes empresas de tecnologia por eventuais conteúdos ilegais ou danosos que veiculam.

Agora, as leis precisam ser adotadas pelo Conselho da União Europeia. Depois disso, elas serão publicadas no Diário Oficial e passam a valer 20 dias depois da publicação. Via Comissão Europeia, Axios (ambos em inglês).