Moxie Marlinspike não é mais CEO do Signal. No anúncio, Moxie explicou que após uma década à frente do aplicativo, acha que chegou a hora de passar o bastão a outra pessoa — e que a estrutura atual da Fundação Signal, com 30 pessoas trabalhando, agora lhe permite isso. Enquanto buscam por um substituto, Brian Acton, que co-fundou o WhatsApp, será o CEO interino. Os dois, Moxie e Brian, seguem no conselho administrativo da fundação. Via Signal (em inglês).

Ajuste o brilho de monitores externos pelo teclado no macOS com estes aplicativos

Quem usa notebooks da Apple ligados a monitores externos deve ter percebido que controles de brilho e de volume do teclado não funcionam nesse cenário. É o tipo de coisa que deveria funcionar, mas não é o caso — pelo menos até você instalar um desses aplicativos.

Um deles é o Lunar. É cheio de comandos e funcionalidades que vão além dos controles de brilho e volume, mas boa parte delas fica atrás de um pagamento/assinatura, de US$ 20,30 (~R$ 115), que dá direito a um ano de atualizações. E talvez nem sejam tão necessárias. Felizmente, existe uma versão “lite”, que só o faz o básico, por um preço mais em conta (R$ 16,90 na App Store).

Outra opção, a que tenho usado, é o aplicativo de código aberto (e gratuito) MonitorControl. Ao contrário do Lunar, o MonitorControl praticamente não tem interface — só uma janela de configurações e um discreto ícone na menubar que combina com os nativos do macOS.

Qualquer que seja o app escolhido, é bom voltar a ter esse controle pelo teclado no monitor externo, especialmente naqueles que carecem do sensor de luminosidade e consequente ajuste automático do brilho (a maioria).

É hora de abandonar a popular crítica esquerdista de que as plataformas, como os parasitas, apenas se alimentam dos dados dos usuários e não fazem nada. Isso nos deixa de mãos atadas quando se trata de imaginar e articular políticas industriais e públicas progressistas. Não há problema em dizer que as plataformas fazem coisas grandes — mal feitas.

— Evgeny Morozov, pesquisador e escritor, no Twitter.

Lembra aquela máscara de proteção gamer da Razer, a Zephyr (anteriormente Project Hazel), anunciada na CES 2021? Ela foi lançada em agosto, por US$ 100, mas teve uma mudança importante no meio do caminho: seus filtros deixaram de ser referenciados pela empresa como “padrão N95/PFF2”. Agora, são apenas “filtros purificadores de ar”. Embora a Razer garanta que os filtros atingem o mesmo nível de proteção das PFF2, para receber a certificação toda a máscara precisa ser assim, o que não é o caso.

Em outra atualização, de dezembro, a Razer parou de se referir à Zephyr como um equipamento de proteção individual (EPI). Pelo Twitter, a empresa postou no último sábado (8) que “a Zephyr e a Zephyr Pro [com amplificadores de áudio] não são dispositivos médicos, respiradores, máscaras cirúrgicas ou equipamentos de proteção individual (EPI) e não são feitas para uso em ambientes clínicos ou hospitalares”.

É muito brilho (RGB) e pouca substância. Lamentável que uma empresa que não tem nada a ver com saúde e segurança individual tenha tentado surfar a onda da pandemia de maneira tão irresponsável. Via The Verge (em inglês).

O Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Governo Digital (SGD), firmou um acordo de cooperação com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que representa 109 bancos, para dar acesso a esses “em caráter de degustação experimental”, por 12 meses, à base de dados da identificação civil nacional para fins de validação biométrica e biográfica, “bem como a conexão da plataforma de autenticação gov.br e os bancos, permitindo assim a autenticação de cidadãos cadastrados nos bancos”.

Especialistas ouvidos pela Carta Capital criticaram a falta de clareza no texto do acordo. O receio é que o governo federal esteja concedendo acesso gratuito aos dados brutos dos cidadãos. Embora falte mesmo clareza, o objeto informa que a parceria visa ao “uso das APIs de Identidade Digital pelos Bancos”, descrição que lembra um bocado o DataValid, do Serpro, usado pela iniciativa privada com a mesma finalidade — e também alvo de críticas de alguns especialistas. Via Carta Capital.

Mineração de bitcoins está sendo banida em países do mundo todo — e ameaçando o futuro das criptomoedas

Mineração de bitcoins está sendo banida em países do mundo todo — e ameaçando o futuro das criptomoedas (em inglês), por Shawn Tully na Fortune:

A repressão da China à mineração de bitcoin no ano passado, que culminou com uma proibição total em setembro, desencadeou uma diáspora de produtores em busca de novos lares. Muitos correram para as fontes renováveis dos países nórdicos, enquanto outros foram atrás do carvão e gás natural do Cazaquistão, Irã, Kosovo e da pequena Abcásia. No outono passado, mais de um quarto de todas as assinaturas de criptomoedas estavam sendo cunhadas no Cazaquistão e no Irã.

Mas, nos últimos meses, aqueles locais antes acolhedores começaram a expulsar mineradores em massa. Os recém-chegados estão consumindo quantidades gigantescas de eletricidade, criando déficits que estão espalhando apagões de Teerã a Almati. A tendência é especialmente ruim para os entusiastas que preveem que a indústria de bitcoin resolverá em breve seu problema de poluição pela operação majoritária com energias renováveis. Em uma nova reviravolta, os países escandinavos afirmam que não poderão atingir as metas de energia limpa se as criptomoedas estiverem ocupando uma parte enorme e crescente de seus recursos eólicos, energéticos e geotérmicos.

O LinkedIn liberará, ainda este mês, um novo recurso para hospedar eventos interativos apenas em áudio — em outras palavras, seu clone do Clubhouse. A ideia da rede social profissional da Microsoft é oferecer uma plataforma para que criadores e empresas hospedem eventos ao vivo. Uma versão baseada em vídeo deve pintar ainda no primeiro semestre, bem como a opção de cobrar pelos eventos, esta ainda sem data para ser liberada.

Praticamente todas as outras redes comerciais de grande alcance já lançaram o recurso consolidado pelo Clubhouse, que por um breve período de duas semanas, no início de 2021, parecia a nova super rede social onde todo mundo estava. Tarde demais? Via TechCrunch (em inglês).

Antivírus que mineram criptomoedas no meu computador. Devo me preocupar?

Um post de Cory Doctorow no Twitter ressuscitou uma polêmica de 2021: o antivírus Norton 360, da NortonLifeLock, estaria minerando criptomoedas nos computadores dos usuários. É verdade, é um mau negócio, mas não é tão ruim quanto parece, ou como a mensagem de Cory dá a entender.

O módulo de mineração de criptomoedas, chamado Norton Crypto, foi incluído no Norton 360 em junho de 2021. O usuário do antivírus interessado pode ativá-lo, juntando-se a outros usuários que também ativaram-no para minerarem criptomoedas juntos, o que aumenta a chance de ganhar uns trocados. O dinheiro gerado, ou sua parcela dele, é depositado em uma carteira digital criada pela NortonLifeLock, que cobra 15% de comissão por todo esse trabalho.

O Norton Crypto é opcional e vem desativado por padrão. Mais importante, ele só fica disponível em computadores potentes, com placa de vídeo dedicada com pelo menos 6 GB de RAM — em outras palavras, apenas computadores gamers caros e recentes. Nessas condições, o módulo entra em ação quando o computador está ocioso, fazendo os cálculos necessários para validar transações de criptomoedas, trabalho que é recompensado com novas criptomoedas.

As salvaguardas da NortonLifeLock parecem corretas, mas isso não significa que seja uma boa ideia, muito menos um bom negócio. Como se vê pela reação pública ao post de Cory, incluir um minerador de criptomoedas, tipo de software associado a invasões e vírus maliciosos, é um incinerador de reputações. (A maioria dos antivírus classificam mineradores de criptomoedas como malware.)

Além disso, a comissão cobrada pela NortonLifeLock é alta e os ganhos provavelmente não compensam o aumento na conta de luz. O The Verge fez os cálculos e concluiu que, nos Estados Unidos, alguém que se aventure pelo Norton Crypto fica no empate. Imagine no Brasil, com bandeira vermelha, crise hídrica, termelétricas a todo vapor…

A NortonLifeLock é a parte de varejo/consumidor doméstico da antiga Symantec — a outra parte, corporativa, foi comprada pela Broadcom em 2019 por ~US$ 10 bilhões. A NortonLifeLock tem outros antivírus em seu portfólio além do Norton 360, como o gratuito Avira, com 500 milhões de usuários, que recentemente também ganhou um módulo opcional de criptomoedas. Não bastasse isso, em agosto de 2021 a NortonLifeLock comprou a Avast por US$ 8,6 bilhões. O antivírus da Avast ainda não tem módulo de criptomoedas. Ainda.

O que fazer? Nada. Se você já usa o Norton 360 ou o Avira Antivirus, é bem provável que o módulo de criptomoedas esteja desativado e nem possa ser ativado, devido à configuração do computador. Se não usa, vida que segue.

Entendo, porém, que notícias como essa possam causar um abalo na confiança. Se for o caso, não é como se faltassem opções de antivírus no mundo Windows. A AV-Comparatives realiza testes regulares com os mais populares e é uma boa fonte de pesquisa. E, vale sempre lembrar, o Windows 10/11 já vem com um antivírus pré-instalado, o Windows Defender, que é bem avaliado e deve ser suficiente para protegê-lo(a) de ameaças digitais.

Os smartphones dos entregadores

Os smartphones dos entregadores, por Bruno Romani e Tiago Queiroz no Estadão:

Esqueça o iPhone ou o Galaxy S: sob essa perspectiva, o negócio bilionário das plataformas de delivery está escorado num mar de modelos básicos, e quase nunca novos, de Motorola e Samsung — é um retrato mais fiel também do mercado brasileiro de smartphones. Isso significa que a bateria seca mais rápido, o GPS não entende direito a localização e os aplicativos engasgam. Tudo isso, claro, interfere diretamente no trabalho.

[…]

Ainda que fosse mais barato, o smartphone da Apple [iPhone] não seria muito útil no trabalho. Os trabalhadores lembram que os apps para entregadores do iFood e da Rappi só funcionam com Android, sistema operacional do Google. O iFood largou o iPhone em dezembro de 2020. Assim, apenas o Uber Eats é compatível com o celular da Apple.

O papel do Twitter no espalhamento de desinformação no Twitter

A campanha #TwitterApoiaFakeNews, que já soma quase 90 mil menções no Twitter, mobilizou influenciadores da comunidade científica e envolveu o Ministério Público Federal (MPF), tem mérito, mas talvez precise de um “rebranding” para evitar efeitos colaterais indesejados no futuro.

(mais…)

A Mozilla suspendeu o recebimento de doações em criptomoedas nesta quinta (6) após receber críticas de membros pioneiros da fundação. Em resposta a um tuíte de 31 de dezembro em que a Mozilla pedia doações a detentores de criptomoedas como bitcoin e dogecoin, Jamie “jwz” Zawinski, co-fundador da Mozilla, disse que “todos envolvidos no projeto deveriam estar super envergonhados dessa decisão de se juntarem a vigaristas de pirâmides que incendeiam o planeta”. Peter Lins, que desenvolveu o Gecko, motor de renderização do Firefox, disse em seguida que concordava 100% com Jamie e que “vocês [a Mozilla] deveriam ser melhores que isso”.

Em resposta, a Mozilla suspendeu o recebimento de doações em criptomoedas, opção que existia desde 2014, e afirmou que fará uma revisão de “se e como nossas atuais políticas de doações de criptomoedas se encaixam com nossos objetivos climáticos”. A retratação não abordou as acusações de Jamie e Peter de que criptomoedas seriam esquemas de pirâmide. Via Insider (em inglês).

O serviço de entregas de restaurantes do Uber Eats será desativado no Brasil em 8 de março. A saída da Uber deverá consolidar ainda mais o segmento nos dois líderes, iFood e Rappi. No Brasil, restará o serviço de entregas de mercado e outros estabelecimentos, feito pela Uber em parceria com a startup chilena Cornershop. Outra mudança no app do Uber Eats é que a partir desta quinta (6) a modalidade de pagamento com dinheiro em espécie deixa de ser oferecida. A Uber ressaltou que o serviço de caronas segue funcionando e que o volume de viagens já é maior que no período anterior à pandemia. Via CNN, LABS News.

Em 2022, o Google focará suas energias em integrar o Android a outros sistemas e dispositivos conectados, algo parecido com a integração vertical que a Apple oferece em seu ecossistema há anos. Além de avançar as integrações entre Android e Chrome/ChromeOS e outros sistemas próprios, pela primeira vez o Google estenderá isso a plataformas rivais. A empresa fechou parcerias com Intel, Acer e HP para expandir tais integrações ao Windows. É uma enxurrada de promessas. Veja todas, com GIFs animados exemplificativos, no link ao lado. Via Google (em inglês).

Dos arquivos: Mergulhado no ecossistema Apple: As vantagens de se usar iPhone e Mac juntos (mar/2016).

Dispositivos “livres de distrações” podem alterar a maneira como escrevemos?

Dispositivos “livres de distrações” podem alterar a maneira como escrevemos? (em inglês), por Julian Lucas na The New Yorker:

Mas o modo focado em um dispositivo generalista é uma sala de meditação dentro de um cassino. De que adianta separar a escrita da edição, formatação e interfaces atulhadas se você não consegue separá-la da internet? Mesmo um computador desconectado oferece muitas oportunidades de distração […]. E assim como os empresários experientes ressuscitaram o “dumb phone” [celular simples] como um dispositivo de comunicação monotarefa premium, talvez fosse inevitável que alguém revivesse o processador de texto dedicado.