Dois homens, em poses diferentes, usando cuecas pretas da Insider, um em cada canto da imagem. No centro, a frase: “A cueca mais confortável com 12% Off. Cupom MANUALDOUSUARIO12”

TikTok alcança 1 bilhão de usuários

Nesta segunda (27), o TikTok anunciou ter alcançado a marca de 1 bilhão de usuários ativos mensais (MAUs, na sigla em inglês; a métrica é padrão para mensurar usuários em redes sociais).

É o primeiro aplicativo criado por outra empresa que não Facebook e Google a atingir essa marca. E dos mais rápidos: levou apenas 5 anos.

Para contexto, o Facebook demorou 8 anos para chegar a 1 bilhão de usuários. Foi em 2012 e, de lá para cá, a empresa de Mark Zuckerberg mais que dobrou esse número. Via TikTok (em inglês).

Instagram suspende app pra crianças em busca de motivos para lançá-lo

O Facebook acredita que o Instagram Kids, versão da rede social para menores de 13 anos que estava desenvolvendo, é uma boa ideia, mas decidiu suspendê-la para trabalhar com pais, especialistas e legisladores a fim de demonstrar o valor e a necessidade do produto. Segundo Adam Mosseri, head do Instagram, as crianças já estão conectadas, então é melhor construir experiências adequadas à idade em vez de deixá-las usar as versões “para adultos”. Via Instagram (em inglês).

Estranha essa lógica da inevitabilidade. Crianças adoram açúcar e, se deixássemos por conta delas, comeriam açúcar o dia inteiro. Não significa, porém, que liberar açúcar seja a saída, muito menos que deixar a distribuição de açúcar às Nestlé da vida seja uma boa ideia. Mosseri escreve que o YouTube e o TikTok têm versões para menores de 13 anos como se isso validasse seu argumento. É como se em vez da Nestlé, a dieta das crianças ficasse sob os cuidados de Nestlé, Mondelez e Ferrero.

E, convenhamos: de todas as empresas do mundo, por que alguém confiaria justamente no Facebook para isso? A mesma empresa que, sabendo que 1/3 das meninas adolescentes que usam o Instagram desenvolvem problemas com a própria imagem, fez o que pode para ocultar esse resultado dos seus próprios funcionários e do mundo externo?

Sobre essa pesquisa, a propósito, saiu outro post oficial, esse assinado por Pratiti Raychoudhury, VP e head de pesquisa do Facebook, rebatendo a reportagem do Wall Street Journal que revelou os estragos causados pelo Instagram ao público menor de idade. Ele traz algumas correções pontuais — algumas parecem coerentes, outras, forçadas. A pesquisa e os slides que a reportagem do WSJ viu não foram divulgados, o que deixa uma nuvem espessa de incertezas sobre as alegações do Facebook. Se para qualquer empresa a divulgação da íntegra desse material seria o mínimo, imagine para o Facebook? Via Facebook (em inglês).

Antes de GTA V, já existia um simulador de entregador do iFood no jogo infantil da holding do iFood

Uma correção: GTA V não foi exatamente o primeiro jogo transformado pelo iFood em peça de propaganda. O leitor Juliano César apontou que já existia algo similar no jogo de mundo aberto PK XD. Não encontrei notícias ou comunicados oficiais, mas uma consulta no YouTube revela vários vídeos em que os jogadores vestindo mochilas do iFood participam de “missões” que consistem em entregar pizza para outros personagens em troca de moedas.

A parte mais intrigante: o PK XD nasceu como um jogo do PlayKids, uma plataforma de streaming e atividades infantis, e foi desenvolvido pela Afterverse, que posteriormente o incorporou ao seu portfólio. As duas empresas, PlayKids e Afterverse, são da Movile, a holding que também é dona do… iFood.

PK XD é fortemente baseado em Roblox. O jogo completou dois anos neste mês de setembro. Os dois títulos da Afterverse, PK XD e Crafty Lands (clone de Minecraft), têm 50 milhões de usuários ativos.

iFood permitirá que você “atue” como entregador no game GTA V

O iFood inovou e lançou o primeiro simulador de emprego precarizado do mercado. A experiência funciona dentro de um servidor brasileiro do jogo GTA V, o Cidade Alta. Nela, o jogador assume o papel de um entregador e pode receber cupons em troca do trabalho — de dinheirinho virtual e de dinheiro de verdade, para usar no app do iFood.

Segundo Paulo Benetti, CEO da Outplay, dona do servidor onde a dinâmica do iFood acontece, “as experiências e os desafios são muito similares ao dia a dia de um entregador da vida real”. Curioso para saber se o entregador virtual passa fome caso sofra um acidente e fique impossibilitado de trabalhar, se ele pode ser desligado a qualquer momento sem explicações ou se tem que fazer mais horas com o tempo porque o valor das entregas vai minguando na medida em que mais entregadores são recrutados. Via Canaltech.

Achados e perdidos #35

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana. ***

Os posts do Twitter que desaparecem da timeline no meio da leitura

Na condição de alguém que não lê o Twitter pelos apps oficiais, às vezes me choca o estado lastimável da experiência que eles proporcional. Nesta semana, o Twitter prometeu atacar um problema crônico: impedir que a timeline atualize e tire de foco o post que o(a) usuário(a) está lendo.

A rede social reconheceu o óbvio, que essa “é uma experiência frustrante”, mas aparentemente não é tão simples manter menos de 280 caracteres parados na tela por tempo suficiente para que alguém consiga lê-los: “Nos próximos dois meses, liberaremos atualizações da maneira como mostramos tuítes a você de modo que eles não desapareçam.” Obrigado? Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

A melhor novidade do iOS 15 são os sons de fundo

Três prints de um iPhone, mostrando o passo a passo para acessar e configurar os sons de fundo via Central de Controle no iOS 15.

Costumo aguardar algumas semanas para atualizar meus dispositivos para novas grandes versões (já falei isso, né?), porém abri uma exceção ao iOS 15 por conta de um recurso que não foi sequer mencionado na apresentação do sistema (acho?) e que só entrou no meu radar nesta semana, após o lançamento da versão final: os sons de fundo.

Os sons de fundo ficam em Ajustes, Acessibilidade, Áudio/Visual, mas a melhor maneira de acessá-los é acrescentando um atalho à Central de Controle — como na imagem acima.

Como o próprio nome diz, são… sons de fundo, barulhinhos constantes que ajudam a te isolar do mundo externo. O iOS 15 oferece seis: ruído equilibrado, ruído brilhante, ruído escuro, oceano, chuva e riacho. Não há quaisquer opções disponíveis fora o volume.

Muitos anos atrás, fiz uma peregrinação nas lojas de aplicativos atrás de apps do tipo. Pode parecer bobeira (talvez seja), mas são raros os realmente bons para esse fim. Um problema comum e chato: como esses barulhos costumam ser um arquivo de áudio curto repetido indefinidamente, em muitos casos a lacuna entre o fim e o reinício dele fica bem perceptível. Se o objetivo é concentrar-se, rupturas mínimas como essa saltam aos olhos — ou melhor, aos ouvidos.

Os sons de fundo da Apple parecem ser de ótima qualidade! (Mais uma categoria de apps que foi “sherlockada”?) Eles só ficam devendo em personalização. Se para você isso é importante, minha recomendação — derivada daquela peregrinação de anos atrás — é o Noisli (Android, iOS). Custa uns trocados (entre R$ 8 e 11, dependendo da plataforma), mas vale cada centavo: a qualidade dos sons é altíssima, a variedade é grande e é possível combiná-los com volumes independentes para cada tipo de som.

Twitter libera gorjetas no Brasil em parceria com o PicPay

O Twitter expandiu o recurso de gorjetas (no Brasil, traduzido como “bonificações”). Agora, é possível incluir um botão no perfil que leva os seguidores a um dos parceiros do Twitter que fazem efetivamente a transação. No Brasil, o Twitter firmou parceria com o PicPay. Também é possível enviar/receber pagamentos em bitcoin. Por ora, a configuração e o envio de bonificações só estão disponíveis no aplicativo para iOS. Via Twitter, Ajuda do Twitter.

União Europeia propõe USB-C como padrão para celulares e outros gadgets a partir de 2024

A Comissão Europeia (CE) apresentou, nesta quinta (23), uma proposta de padronização de conectores de recarga em celulares e outros dispositivos eletrônicos. Com o objetivo de reduzir a produção de lixo eletrônico e inconveniências aos consumidores, o bloco europeu quer obrigar as fabricantes a adotarem um padrão, o USB-C, a partir de 2024. No caso dos celulares, a maioria já usa o USB-C, com uma notável exceção, a Apple, que há quase uma década usa o conector Lightning em seu iPhone e alguns acessórios, como os AirPods.

A proposta da CE, válida para diversas categorias de produtos (tablets, câmeras, fones de ouvido etc.), ainda prevê a interoperabilidade entre padrões de recarga rápida, a quebra da venda de carregadores dos produtos que eles recarregam e mais informações aos consumidores. Via Comissão Europeia.

A Apple não pareceu animada com a proposta. Em um comunicado enviado à Reuters, a empresa disse que “segue preocupada que regulações rígidas que obrigam apenas um tipo de conector inibem a inovação em vez de encorajá-la, o que acabará prejudicando os consumidores na Europa e no mundo inteiro”. Via Reuters (em inglês).

Blogs à moda antiga

Quem viveu os anos 2000 na internet provavelmente se lembra da explosão dos blogs. De repente, qualquer um podia criar o seu, virar editor e expressar-se para o mundo todo ler — ainda que esse “mundo” fosse composto quase sempre por dois amigos, seu pai e sua mãe. Blogs enquanto novidade duraram pouco, porém, apenas […]

Post livre #287

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