O Pix Cobrança, que lembra boletos bancários, começou a funcionar nesta sexta (14). Com ele, empresas e prestadores de serviços poderão emitir um QR Code para pagamento imediato. A outra parte do serviço, o agendamento de vencimento futuro, foi adiado pelo Banco Central para 1º de julho. Via Uol Economia.
maio 2021
O Audacity, adorado editor de áudio multiplataforma, agora faz parte do Muse Group, “uma coleção de marcas que inclui outro popular aplicativo de música de código aberto chamado MuseScore”. Pelo que eu entendi, o britânico irlandês Martin “Tantacrul” Keary, do Muse Group, assumirá o comando do Audacity.
Em um vídeo muito legal (acima, em inglês), Tantacrul conversa com os criadores do Audacity e alguns dos membros mais ativos da comunidade, remonta a origem do aplicativo e o cuidado que, garante, terá na tomada de decisões. (Felizmente, o ícone feio do Audacity não deverá mudar.)
A nota oficial do Audacity termina informando que eles estão “assustados e empolgados”. Nós também. Via Audacity (em inglês).
O WhatsApp como um bar
Analogia é o recurso linguístico mais preguiçoso que existe para explicar algo. Peço desculpas antecipadamente para fazer uso de uma nesta breve análise do WhatsApp às vésperas da entrada em vigor da sua nova política de privacidade.
Dinheiro por nada
O recente falatório sobre NFTs produziu, em grande medida, muita confusão. Em quase todos os artigos, NFTs são enquadrados como um fenômeno tecnológico incrivelmente complicado que exige uma explicação cuidadosa, em vez de uma blablablá entediante que nos impede de focar. Essa dissonância gera dúvidas. Você pode dizer a si mesmo(a): “Ok, o que entendi disso parece ridículo, mas é um negócio de alta tecnologia e parece que está rolando uma grana alta, por isso talvez eu esteja deixando escapar alguma coisa?” Leitor(a), você não está. NFTs são tão absurdos e banais quanto você provavelmente acha que são.
Post livre #268
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.
Não durou dois dias a passagem do executivo Antonio García Martínez pela Apple. Um grupo de dois mil funcionários da empresa protestou contra a contratação devido a declarações consideradas racistas e misóginas que Martínez, que trabalhou com publicidade no Facebook, fez no passado — algumas delas em seu livro de 2016, Chaos Monkeys. Via MacMagazine.
A Tesla parou de aceitar bitcoins na venda dos seus carros elétricos menos de dois meses após anunciar o novo meio de pagamento. No Twitter, o CEO Elon Musk disse estar “preocupado com o rápido aumento no uso de combustíveis fósseis para minerar e transacionar bitcoins”, como se isso fosse novidade ou alguma grande revelação. Via @elonmusk/Twitter (em inglês).
A cotação do bitcoin cai 11% nas últimas 24 horas, segundo o CoinMarketCap.
Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.
Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.
Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.
À luz da nova política de privacidade do WhatsApp, a Alemanha proibiu o Facebook de processar dados dos usuários do app de mensagens. Para isso, amparado pelo GDPR, o órgão regulador máximo do país impôs um congelamento de três meses na coleta de dados do WhatsApp.
O Facebook se defendeu, dizendo que houve um “mal entendido”. E eles estão certos: o Facebook cruza dados do WhatsApp com os de suas outras propriedades desde 2016, ou seja, isso não é novo e nada tem a ver com a nova política de privacidade. De qualquer forma, ela tem seus problemas e este episódio na Alemanha é mais um tijolo colocado no muro que tenta barrar a mudança no app, que passa a valer neste sábado (15). Via Reuters (em inglês)
O grupo de segurança digital Safety Detectives descobriu um esquema gigantesco de reviews falsos na Amazon perpetrado pelas próprias fabricantes. Eles encontraram um banco de dados de 7 GB na China exposto publicamente (por erros de permissão). Dentro dele, havia mais de 13 milhões de registros, cerca de 200 mil endereços de e-mail, supostamente de pessoas envolvidas do esquema, e os nomes das empresas participantes.
Essas pessoas compravam um produto na Amazon e, em seguida, escreviam um review elogioso, de cinco estrelas. Depois, elas enviavam uma mensagem à fabricante do produto com um link do review e eram reembolsadas por elas, via PayPal, no valor gasto na compra. Em outras palavras, trocavam um review positivo pelo produto em si.
Após a divulgação do esquema, os produtos de algumas marcas chinesas populares na Amazon e que constavam no banco de dados, como Aukey, MPow e Tacklife, sumiram do site da Amazon. Nenhuma dessas empresas se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. Via Safety Detectives (em inglês), Xataka (em espanhol).
O Spotify agora permite compartilhar trechos específicos de podcasts, da mesma maneira que o YouTube faz. Ao tocar no botão de compartilhamento enquanto um podcast está tocando, um seletor para compartilhar o áudio a partir daquele momento aparece acima dos botões dos outros apps. É o tipo de coisa útil e que só é possível em plataformas. Via Spotify (em inglês).
A Amazon anunciou uma nova prateleira de produtos importados com frete grátis para membros do Prime e entrega até no mesmo dia em São Paulo (e prazo máximo de duas semanas). O AliExpress anunciou que garante entregas internacionais em até 12 dias para a cidade de São Paulo. Via LABS News, Mercado & Consumo.
O TweetShelf é uma alternativa aos órfãos do Nuzzel, que parou de funcionar no último dia 6. Ambos os apps coletam links compartilhados por quem você segue nas redes sociais e listam eles numa interface bonita, com menos foco nos tuítes, mais nos links em si. A principal diferença é que o TweetShelf só conversa com o Twitter — o Nuzzel se comunicava com o Facebook também. Por outro lado, achei a interface do TweetShelf mais simples e direta.
O TweetShelf é gratuito, com uma versão “Premium” disponível por ~R$ 30 (compra única). Além da web, tem apps para Android e iOS. Dica do leitor Robson Sobral.
Um punhado de estatísticas do processo de revisão da App Store apareceram no julgamento da ação movida pela Epic Games contra a Apple (ouça no Guia Prático). Cerca de 500 pessoas trabalham nessa área na Apple, avaliando ~100 mil apps por semana (a maior parte, atualizações de apps). em 2019, 36% das submissões foram rejeitadas, e só em 1% desses casos os desenvolvedores apelaram da decisão. Mais gráficos e dados nos links ao lado. Via 9to5Mac (em inglês), @stroughtonsmith/Thread reader (em inglês).