Eu anuncio que sou um hacker e a Uber sofreu um vazamento de dados.

— Hacker de 18 anos que invadiu sistemas internos da Uber e fez uma devassa.

A boa e velha engenharia social vitimou a Uber. Sistemas internos foram invadidos e dados sensíveis, como e-mails e códigos-fonte, levados. Parece algo grande e sério.

O anúncio acima foi feito pelo hacker no Slack da Uber. Funcionários acharam, a princípio, que era uma piada.

Não era. Via New York Times (em inglês).

Eu estou exercendo a minha liberdade de expressão e fazendo uso da minha propriedade privada.

— Gabriel Baggio Thomaz, o filósofo de Curitiba que registrou o domínio bolsonaro.com.br e o transformou em uma peça artístico-jornalística anti-bolsonarista.

Gênio. Via Veja.

O site não está entrando mais, deve ter sido derrubado. A Wayback Machine salvou cópias dele, porém.

É um leiaute tão básico que é difícil imaginar uma única pessoa levando mais do que um dia para criá-lo no Squarespace, Wix, Webflow ou em um dos page builderes do WordPress.

— Matt Mullenweg, co-criador do WordPress e CEO da Automattic.

A mensagem acima foi publicada por Matt no debate da reformulação das páginas inicial e de download do WordPress.org.

Voluntários pagos decidiram usar o sistema de blocos do WordPress para criar as novas versões e demoraram 33 dias para concluir a tarefa. A menção a rivais diretos do WordPress e seu sistema de blocos, aludindo a serem mais fáceis de usar, é a cereja no pudim.

A respeito dos blocos e do futuro do WordPress (o Manual do Usuário usa esse sistema), leia isto. Via Search Engine Journal (em inglês).

Se o Telegram, um dos dez aplicativos mais populares do mundo, está recebendo este tratamento [da Apple], imagine as dificuldades enfrentadas por desenvolvedores de aplicativos menores.

— Pavel Durov, CEO do Telegram.

O desabafo de Durov diz respeito a uma atualização do Telegram presa há duas semanas no processo de revisão da App Store, da Apple.

Segundo o executivo, é uma atualização que vai “revolucionar a maneira como as pessoas se expressam em aplicativos de mensagens”. É de se duvidar, mas seguimos atentos. Via @durov/Telegram (em inglês).

Faça o Instagram ser o Instagram de novo. (Pare de tentar ser o TikTok, eu só quero ver fotos fofas dos meus amigos.) Atenciosamente, todo mundo. Por favorrrrrrrr

— Kylie Jenner, em story a seus 360,9 milhões de seguidores no Instagram.

Não adianta reclamar da tiktokzação do Instagram — a menos que você seja uma Kardashian e a segunda pessoa com mais seguidores do mundo na plataforma.

Foi o que fez Kylie Jenner nesta segunda (25), o que motivou um constrangedor “mea culpa” de Adam Mosseri, diretor responsável pelo Instagram, na manhã desta terça (26).

No vídeo, Mosseri tenta explicar por que o Instagram está mostrando vídeos que ocupam a tela toda, dando ênfase a vídeos em detrimento das fotos e mostrando conteúdo de perfis que o usuário não segue. Em outras palavras, explica (sem explicar na real) por que o Instagram está copiando desesperadamente o TikTok. Via @mosseri/Twitter, The Verge (ambos em inglês).

Talvez seja tarde [para dizer isto], mas colocar seu dinheiro em criptomoedas é [como] apostar em jogos de azar.

— Aaron Davis, co-fundador do MetaMask.

A MetaMask é uma “hot wallet” de criptoativos que interage com a blockchain Ethereum, bastante usada por detentores de NFTs para guardar e transacionar seus “ativos”.

A declaração foi dada numa entrevista inédita que ele e seu sócio e co-fundador, Dan Finlay, deram à Vice.

Em outro trecho, Finlay admitiu que “não conseguimos impedir as pessoas de montar esquemas de pirâmide/Ponzi nas blockchains”. Até ontem (ou até antes da quebradeira do setor), a imutabilidade e o caráter “zero confiança” das blockchains e criptomoedas eram virtudes; agora, são uma inevitabilidade que propicia golpes. Que coisa. Via Vice (em inglês).

[Elon] Musk aparentemente acredita que é livre para mudar de ideia, detonar a empresa, bagunçar suas operações, destruir valor dos acionistas e sair impune.

— Advogados do Twitter.

O argumento do Twitter na Justiça nos Estados Unidos para obrigar Elon Musk a cumprir sua palavra e comprar a empresa por US$ 44 bilhões é pesada.

A empresa afirma que não há base para a alegação de Musk de que o acordo foi violado, o que lhe daria uma saída do negócio que, a essa altura, está evidente ele não quer mais. Via Reuters, Bloomberg (ambos em inglês).

Quando aquilo [a Uber] se revelou não ser o caso — que, na real, nós vendemos às pessoas uma mentira —, como você pode ter a consciência limpa se você não se levantar e se responsabilizar pela sua contribuição a como as pessoas estão sendo tratadas hoje?

— Mark MacGann, ex-lobista da Uber e delator dos “Uber files”.

Um dia depois de revelar os “Uber files”, o The Guardian trouxe uma entrevista com o responsável por vazar os 124 mil documentos que embasaram a reportagem original — e que, certamente, fará emergir outras revelações em breve. Via The Guardian (em inglês).

Os preços que estão sendo praticados na banda larga… é um mar de sangue. Ofertas inacreditáveis que a gente sabe que não tem retorno financeiro. Amanhã ou depois, com certeza, isso vai ter reflexo no mercado, vamos começar a ter surpresas novamente no mercado com falta de sustentabilidade de algumas operações.

— José Félix, presidente da Claro Brasil.

A declaração de José foi feita em um evento setorial na terça (28). Ela contrasta com alguns levantamentos, como um recente da CupomVálido, que colocou a internet brasileira como a mais cara da América Latina. (Ainda que a metodologia de levantamentos do tipo seja questionável.)

Outra análise mais confiável, feita pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) e Alliance for Affordable Internet (A4AI), revelou que o custo de conexão via banda larga fixa no Brasil representou 3,49% da renda nacional bruta per capita (GNI) em 2021, um aumento de 39% em relação a 2020 (2,51% do GNI).

Também relevante: o lucro operacional da Claro Brasil saltou 71% e chegou a R$ 1,6 bilhão no quatro trimestre de 2021.

Apesar do tom da crítica, José não especificou empresas, valores ou planos que estariam manchando o mar da banda larga de vermelho. Via Folha de S.Paulo/Reuters, Mundo Conectado, TeleTime, Valor Investe.

Nós [Netflix] vamos lançar uma assinatura suportada por publicidade. Não sabemos ainda quando: pode ser entre o final deste ano e o começo do próximo

— Elisabetta Zenatti, vice-presidente de conteúdo da Netflix no Brasil.

Ainda de acordo com Elisabetta e Francisco “Paco” Ramos, vice-presidente de conteúdo para a América Latina, o plano gratuito com anúncios da Netflix dará acesso a todo o acervo da plataforma.

Atualização (15/6, às 7h30): A assessoria da Netflix desmentiu dois dos seus principais executivos e disse à Folha de S.Paulo que não há planos para a versão gratuita com anúncios.

Vai aumentar a base de usuários e o faturamento? Certamente. Vai ajudar a Netflix a voltar a crescer consistentemente, como esperam os acionistas? Tenho cá minhas dúvidas. Via Folha de S.Paulo.