O iOS 26 habilitou o RCS no iPhone brasileiro. (Ao menos na Vivo.) Fiz um teste (obrigado, Caique!) após atualizar o sistema e tudo funciona, aparentemente: recibos de leitura, status de digitação, reações e envio de imagens em alta resolução.
Notas
A Justiça estadunidense decidiu os “remédios” que serão aplicados ao Google no processo em que a empresa foi condenada por práticas monopolistas no mercado de buscadores:
- Proibição de celebrar ou manter contratos de exclusividade relacionados à distribuição do Google Search, Chrome, Google Assistant e o aplicativo Gemini.
- Obrigação de disponibilizar certos dados do índice do buscador e interação do usuário para rivais e potenciais rivais.
- Obrigação de oferecer serviços de distribuição de anúncios e serviços em texto para pesquisas para permitir que rivais e potenciais rivais possam competir.
E só.
Foi pouco e todo mundo reclamou. Ou quase todo mundo: Apple e Mozilla, que recebem valores astronômicos do Google para manterem o buscador como padrão no iOS/Safari e Firefox, respectivamente, respiram aliviadas.
Acho super legal o entusiasmo e o esforço do Eric Migicovsky para ressuscitar o relógio Pebble. (O visual e as especificações finais do Pebble Time 2 acabaram de sair.) Dito isso, pergunto-me se o Pebble tem espaço no mercado em 2025, com as prateleiras repletas de alternativas mais capazes, bonitas e/ou baratas. É um negócio só para nostálgicos e o próprio Eric, certo?
Gente velha na internet provavelmente se lembra do phpBB, um sistema de fóruns de discussão muito popular no início dos anos 2000. Descobri, por acaso, que ele ainda existe e tem desenvolvimento ativo, ainda que lento: a série phpBB3 foi lançada em dezembro de 2007 e a última grande atualização (3.3), em janeiro de 2020. Em time que está… existindo, não se mexe?
Ler este artigo (de 2012!) me levou a reavaliar a capa do Manual. O formato tradicional, de blog, soterra conteúdo com muita rapidez. O que não é muito o lance de um blog “slow”, ou lento, como é o caso aqui. Gastei algumas horas do fim de semana mexendo no leiaute e acho que cheguei a um resultado melhor: os textos ainda aparecem em ordem cronológica inversa, mas de uma maneira mais compacta — e notas curtas, como esta, na íntegra.
Menos de dois meses após instituir uma “taxa de serviço” de R$ 0,99 a todos os pedidos (antes, ela só incidia em compras de baixo valor), o iFood dobrou a tal taxa, para R$ 1,99.
O Washington Post reporta o incômodo que profissionais do colarinho branco estão tendo com a presença cada vez maior de robôs de IA tomadores de notas em videochamadas. Há casos em que há mais robôs que seres humanos nas reuniões.
Este talvez seja um resultado positivo da adoção caótica de inteligência artificial nas empresas. Quando todo mundo estiver mandando robôs para videochamadas e lendo resumos em texto das mesmas, talvez esse pessoal finalmente se dê conta de que todas aquelas reuniões poderiam, de fato, terem sido e-mails.
Assisti a Idiocracia (2005), do Mike Judge, seguindo uma dica que peguei ali no Órbita. O filme se passa em 2505 e “prevê” uma enorme regressão cognitiva da humanidade. Duas pessoas congeladas em 2005 e acordadas no futuro servem de parâmetro para o declínio, ou como ponto de vista do espectador naquele futuro distópico.
Fiquei fascinado com os vislumbres da sociedade idiotizada de 2505 na nossa, aqui em 2025. Marcas dando nomes a todas as coisas, serviços e lugares, o presidente dos EUA, a violência generalizada, “mas tem eletrólitos”. Meio sem querer, até a suposta raiz do problema — a procriação desenfreada de seres humanos burros — já se faz presente, mas subvertida como parte da distopia.
É como se estivéssemos 480 anos adiantados e, não bastasse isso, superando algumas das previsões de Judge.
Entre a Meta anunciando que sua IA, Meta AI, atingiu 1 bilhão de usuários e o Google que os AI Overviews são usados por 1,5 bilhão, fico curioso em saber quantas dessas pessoas fazem o uso intencional do recurso, ou que preferem-no àqueles que a IA substitui.
Os AI Overviews aparecem no topo das buscas, sem opção de desligamento. O Meta AI suspeito que muita gente aciona sem querer ao tocar naquele botão horrível no WhatsApp, nos resultados da pesquisa dos três apps ou ao tentar marcar uma pessoa em um grupo digitando uma arroba.
Muito fácil chegar a números enormes quando já se tem uma plataforma gigante. Acho que isso nem entra na discussão. A questão é alardeá-los como tais números fossem conquistados, e não impostos.
Um dos links desta segunda (26) foi o Just a QR Code, um gerador de QR codes simples, direto, sem anúncios nem rastreadores invasivos.
O Just a QR Code nasceu da insatisfação de Gabe Schuyler com geradores online do tipo. “Não é possível criar um site de uma página que use JavaScript para gerar QR codes? Algo que eu possa salvar no disco e rodar localmente?”, ele se perguntou.
E disso nasceu o Just a QR Code. Os custos operacionais o próprio Gabe se dispôs a bancar. Em troca, ele pede:
Se você achar [o Just a QR Code] valioso, pague por ele criando sua própria coisa útil para o mundo e disponibilize-a de graça. Vamos tomar a web amigável de volta, derrubando uma ferramenta irritantemente monetizada de cada vez!
É esse espírito que move o PC do Manual. Que, a propósito, tem duas ferramentas de geração de QR codes, uma geral e outra para o ingresso em redes Wi-Fi.
A Mozilla anunciou o encerramento do Pocket, um dos serviços pioneiros do tipo “para ler depois”.
A partir de 8 de julho, o Pocket não permitirá mais salvar, ou seja, ficará em “modo leitura”. Os dados poderão ser exportados até 8 de outubro de 2025. Depois dessa data, eles serão apagados.
Segundo a empresa, “a maneira como as pessoas usam a web evoluiu”, o que justificaria o redirecionamento de recursos para “projetos que combinam mais com os hábitos de navegação e necessidades online”.
O PC do Manual tem uma instância do Wallabag, uma boa alternativa ao Pocket. Para usá-la, precisa ser assinante do Manual.
O Signal encontrou uma solução genial para blindar seu aplicativo do Recall, o spyware oficial da Microsoft para o Windows 11: classificar o app como protegido por direitos autorais (DRM), tal qual o da Netflix, o que o impede de ser “fotografado”/aparecer em prints — incluindo os do Recall.
Recall, caso tenha se esqueci, é um recurso de “IA” que a Microsoft anunciou em maio de 2024, para computadores Copilot+, que tira prints da tela a cada poucos segundos e cria um arquivo pesquisável. Tipo um spyware. O lançamento foi adiado diante da repercussão, mas voltou a ser testada em abril e deverá chegar a computadores elegíveis em breve.
Na ação em que a Justiça estadunidense decide qual “remédio” aplicar à Alphabet pela condenação por monopólio do mercado de buscadores, Eddy Cue, vice-presidente de serviços da Apple, disse que, em abril, o volume de pesquisas feitas via Safari encolheu pela primeira vez em na história, ou seja, em quase duas décadas.
Eddy atribui a queda à ascensão de assistentes de IA generativa que entregam resultados de busca mastigados, como Perplexity (com quem a Apple estaria conversando), ChatGPT e Claude.
As ações da Alphabet (Google) tomaram um tombo de 7,5% após a declaração do executivo da Apple, reportada pela Bloomberg. A empresa soltou uma nota contestando a informação, em que diz que “continuamos a ver o crescimento geral de consultas à Pesquisa [do Google]. Isso inclui um aumento no total de consultas provenientes de dispositivos e plataformas da Apple”.
Em quem acreditar? Não sei, mas se havia dúvidas de que uma mudança sísmica está curso, dados como esse ajudam a dissipá-las.
Eddy Cue disse também que a Apple cogita alterar o Safari para que o navegador receba assistentes de IA e que a perspectiva de perder os US$ 20 bilhões anuais, que o Google paga de “caixinha” para ser o buscador padrão do Safari, está lhe tirando o sono. Que pena.
O criador do cURL, Daniel Stenberg, subiu barreiras contra a avalanche de relatórios de segurança produzidos por ou com a ajuda de inteligência artificial generativa. Além do volume, eles são inúteis: “Ainda não vimos um único relatório de segurança válido feito com a ajuda da IA.”
A maioria dos usos inadequados de IAs já era possível antes. O que muda com a IA é a escala da coisa.
Saiu a programação da CryptoRave 2025, evento anual que reúne, em 24 horas, uma série de atividades sobre segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede. (E mais uma festa no final!)
Neste ano, a CryptoRave acontece nos dias 16 e 17 de maio, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo (SP). A inscrição é gratuita e pode ser feita online ou no local (o link ao lado traz os detalhes, datas e horários).