Começamos o ano com duas novidades legais no Lerama, nosso índice/diretório de blogs e newsletters brasileiras:

  • A visualização padrão agora é em cartões em vez de lista (que, aliás, continua disponível). Desse modo, em especial com o seletor “Simplificado” ativado, dá para ver mais posts no mesmo espaço de tela.
  • O menu principal ganhou um novo link, o “Aleatório”. É isso mesmo que você está imaginando: clique nele para cair em um post aleatório das publicações do Lerama que saiu nos últimos 30 dias.

É possível que a escolha da pessoa do ano da revista Time, que nesta edição elegeu “os arquitetos da IA” (leia-se: CEOs de big techs da área), tenha sido feita por uma IA. Primeiro indício: apontar pessoas no plural (“os arquitetos da IA”) como a pessoa (singular) do ano. Segundo e mais forte indício: só alguém estúpido como uma IA elegeria essa galera tosca como pessoa(s) do ano.

A chegada de dezembro precipita uma inundação de “retrospectivas” das grandes plataformas de tecnologia, aquele período festivo em que iFood, Spotify, Apple Music… Google Maps (??) e sei lá mais quem esfregam na nossa cara o tanto de dados que coletam e, de quebra, ainda convencem muita gente a fazer propaganda de graça.

Não é obrigatório compartilhar, mas se quiser, pode. De qualquer maneira, recomenda-se paciência e, se possível, manter distância das redes sociais até 2026.

Há alguns meses, youtubers denunciaram intervenções não solicitadas do Google para “melhorar” seus vídeos com IA generativa. Parecia um teste; agora, é oficial.

Donos de canais podem desativar esse recurso no Studio: entre em Configurações, Canais, Configurações avançadas e desmarque as duas opções no tópico Melhorias na qualidade dos vídeos. Para quem assiste ao vídeo, a saída oferecida pelo Google é alterar a resolução nas configurações do próprio player.

Muita gente se surpreendeu ao descobrir, no último dia 20, que o Signal usa a infraestrutura da Amazon/AWS. A presidente do Signal, Meredith Whittaker, teve que escrever o porquê:

Mensagens instantâneas exigem latência próxima de zero. Voz e vídeo, em particular, exigem sinalização global complexa e relays regionais para gerenciar jitter e perda de pacotes. Essas são coisas que a AWS, Azure e GCP [Google] fornecem em escala global que, na prática, outros (no contexto ocidental) não fornecem.

Importante notar que o Signal usa criptografia de ponta a ponta, o que significa que ninguém na AWS consegue acessar o conteúdo.

(Aliás: o problema dos “reply guys” no Mastodon se manifesta em quase todos os posts mais técnicos da Meredith.)

Acho fascinante que tanta gente compre a falácia de que a inteligência artificial é confiável o bastante para balizar a tomada de decisões. E, às vezes, acho engraçado também.

A Jumpad intriga já na proposta: uma “plataforma self-hosted, instalada na nuvem da empresa” que permite habilitar APIs de serviços externos, como os da OpenAI e Google. Hm, ok. O serviço “envolve dashboards de engajamento e treinamentos gamificados, contribuindo para a transformação da cultura”. Como exemplo de “transformação da cultura”, somos brindados com esta pérola:

Em um dos clientes, houve a constatação de que 25% do tempo dos funcionários era gasto em calls e reuniões, mas cerca de 80% deles não participavam ativamente. Ou seja, era uma grande perda de tempo.

Imagine ter que torrar o planeta para “descobrir” que a maioria das reuniões poderia ser um e-email.

(As informações são do Brazil Journal.)

No macOS 26 Tahoe, rode este comando para desativar o Liquid Glass:

defaults write -g com.apple.SwiftUI.DisableSolarium -bool YES

Meio chocado que isso seja possível. O Liquid Glass é só uma skin em cima da UI agora clássica do macOS? Isso explicaria muita coisa… (Dica do Capi Etheriel, via r/MacOS.)

Bolhas financeiras não têm data marcada para estourarem, mas sempre há sinais que precedem o evento. O mercado de inteligência artificial, sério candidato a próxima bolha, tem sido abastecido por “negócios circulares” financiados por Nvidia e OpenAI na ordem de US$ 1 trilhão, segundo a Bloomberg. O movimento lembra aquela esquete do Chaves em que ele vende todo o estoque de churros do Seu Madruga para si mesmo usando a mesma única moeda.