A propósito, uma dica para economizar com o plano de celular: vez ou outra, acesse o site da sua operadora e dê uma olhada nos planos que ela está oferecendo a novos clientes. Compare com o seu e, se houver diferença (mais vantagens e/ou menor custo), ligue no SAC e peça a troca. Fiz isso há algumas semanas e troquei por um mais simples e barato, que não existia quando contratei o meu agora antigo. Com isso, vou economizar ~R$ 180 por ano.

O Twitter mudou a sua política de conteúdo hackeado, usada como justificativa para bloquear o compartilhamento de uma matéria do New York Post sobre a família Biden, nos EUA:

  • Conteúdo hackeado só será removido se tiver sido compartilhado por quem hackeou ou alguém agindo em conluio com os hackers.
  • Em vez de bloquear o compartilhamento de links, rótulos serão adicionados aos links compartilhados para dar contexto.

Via @vijaya/Twitter.

Um estudo da agência australiana CSIRO indicou que o SARS-CoV-2, o coronavírus causador da COVID-19, poderia sobreviver até 28 dias em superfícies como o vidro das telas de celulares. Os resultados causaram alguma comoção, mas é preciso cautela na interpretação. Via BBC Brasil.

Os testes laboratoriais foram conduzidos no escuro, em um ambiente com temperatura controlada e sem o uso de muco humano, que costuma acompanhar o espalhamento do coronavírus. O mundo real afeta drasticamente os resultados — basta lembrarmos dos medicamentos que, em laboratório, se mostram eficazes contra o coronavírus, mas que no corpo humano, não. Um professor da Universidade de Cardiff, Ron Eccles, disse à reportagem da BBC que o estudo australiano causa um “medo desnecessário nas pessoas”.

Na dúvida, higienize seu celular sempre que sair de casa. Tem uma matéria explicando como aqui no Manual.

Três dos cinco indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para compor a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável por fazer valer a LGPD, são militares. Levantamento do Data Privacy indica que somente em dois outros países entre as 20 maiores economias do mundo há militares em órgãos do tipo: China e Rússia. Não são exatamente referências em respeito à privacidade dos cidadãos. Via Folha.

Vem aí mais uma mudança nos apps de mensagens do Google. O Hangouts será substituído pelo Google Chat no primeiro semestre de 2021. Com isso, o Google Chat se tornará gratuito e acessível a usuários domésticos, que não estão no Google Workspace. Lembre-se que, em paralelo, o Google ainda oferece o Google Mensagens (para SMS/RCS), e que nenhum dos dois com criptografia de ponta a ponta. Via 9to5Google (em inglês).

O C6 Bank foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil e a estornar quase R$ 30 mil na conta de um cliente que teve o celular roubado. O assaltante conseguiu fazer cinco transferências pelo aplicativo do celular para outras contas que totalizaram R$ 29.990.

Um detalhe curioso. O C6 argumentou que as transferências só poderiam ter sido feitas com a senha “secreta, pessoal e intransferível”. Na sentença, a juíza Claudia Carneiro Calbucci Renaux, da 7ª Vara Cível de São Paulo, disse que “a forma como a senha chegou ao conhecimento do terceiro assume pouca importância na conclusão da responsabilidade do banco”, e que caberia ao banco provar que o cliente teve participação na fraude. Via Jota (paywall).

A partir de 16/11, o Google tornará o Google Meet, sua solução de videochamadas, a opção padrão para os usuários do Google Workspace (antigo G Suite). A mudança é “opt-out”, ou seja, se uma empresa quiser continuar usando outra solução como padrão nos novos agendamentos, terá que desmarcar um item nas configurações.

O Google Meet ainda come poeira do Zoom, líder no segmento — são 100 milhões de usuários contra 500 milhões do rival. É nesse tipo de comportamento, quando uma empresa usa o poder que tem em um segmento para alavancar seu produto menos popular de outro, que configura o abuso. Via Forbes (em inglês).

Facebook e Twitter removeram links a uma reportagem do jornal New York Post que liga a família Biden, do candidato democrata à Presidência dos EUA, a negociações suspeitas com a Ucrânia. No Facebook, o bloqueio à URL veio antes que verificadores de fatos independentes avaliassem o material; já o Twitter se embasou em uma política sua que proíbe a veiculação de dados pessoais obtidos via hacking.

Sem entrar no mérito da reportagem, é uma situação que merece atenção. Aparentemente, Facebook e Twitter não cometeram qualquer ilegalidade à luz da legislação norte-americana (via The Verge), porém uma ação forte e abrupta do tipo coloca em xeque o argumento das redes de que elas não são árbitras da verdade. E dado o poder que têm no debate público, há quase um consenso de que se abriu um precedente perigoso.

No Twitter, que sequer deixa postar a URL em tuítes e DMs, o CEO Jack Dorsey disse que a comunicação da medida foi ruim e que o bloqueio da URL sem qualquer contexto é “inaceitável”. Via Reuters.

O ótimo Down Dog, um app de ioga, está procurando tradutores-narradores para traduzir as instruções do app, do inglês para o português. É um trabalho remoto, de meio período e paga US$ 100 por hora traduzida. Experiência no ensino de ioga é um diferencial/desejável. A inscrição pode ser feita neste formulário.

O maior fator de diferenciação entre os modelos “simples” e Pro da linha iPhone 12 é a câmera. E foram tantas novidades que um guia, como este do Bruno Santana no MacMagazine, acaba sendo útil para entender quais recursos estão disponíveis em quais modelos. Embora tudo pareça muito impressionante, achei a narrativa técnica demais — muito “Pro”; até que ponto captar vídeo em Dolby Vision importa ao consumidor que gravará a maioria dos seus vídeos no Instagram, para ser visto em outros celulares carentes da tecnologia? E, salvo engano pela primeira vez desde o iPhone 8 Plus, de 2017, quem quiser a melhor câmera da Apple terá que recorrer ao modelo grandalhão — no caso, o iPhone 12 Pro Max.

O Zoom começará a oferecer criptografia de ponta a ponta na semana que vem, em contas pagas e gratuitas, ainda em caráter de “prévia técnica”. Durante 30 dias, a empresa coletará impressões e relatos de bugs. As videochamadas criptografadas de ponta a ponta poderão ter até 200 participantes e não terão recursos que dependem de processamento em um servidor central, como gravação na nuvem e transcrição em tempo real.

Para saber se você está em uma videochamada do tipo, fique de olho no ícone do escudo verde: em vez de uma marca de verificado (✔️), as criptografadas exibem um cadeado. Via Zoom (em inglês).

Impressionante o desempenho das fintechs — e do Nubank, em particular — no cadastramento de chaves Pix. Das 33,7 milhões cadastradas até esta quarta (14), só o Nubank havia cadastrado 8 milhões, ou 23,7%. O primeiro bancão que aparece no ranking, o Bradesco na quarta posição, cadastrou 3,7 milhões de chaves Pix, ou 11%. Via G1.

Procuradores, políticos e jornalistas relataram, nas últimas semanas, que tiveram suas contas no Telegram invadidas. A verificação em duas etapas (2FA, na sigla em inglês) do Telegram é uma senha adicional — e opcional — que o aplicativo pede ao ser instalado em um novo aparelho. Ela se soma ao código de login, enviado por SMS ou notificação em outros aparelhos que já tenham o app. Ao combinar algo que você tem (código de login) com algo que só você sabe (senha da 2FA), sua conta no Telegram fica mais protegida contra tentativas de invasão.

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No aplicativo, entre em Configurações, depois em Privacidade e Segurança e, nesta tela, em Verificação em duas etapas. Clique em Configurar Senha Adicional e, na telas seguintes, insira uma senha e confirme ela. Na sequência, o app pedirá um lembrete de senha e um e-mail de recuperação, para caso você se esqueça da senha da 2FA. Ao informar o e-mail, será preciso confirmá-lo com uma senha temporária que será enviada ao endereço.

Para aprender como ativar a autenticação em duas etapas no WhatsApp, leia isto.

Após o mês de testes do boletim diário, a ideia mostrou-se inviável com a estrutura atual do Manual do Usuário. Por isso, o podcast hibernará por tempo indefinido, até surgir um modelo viável para retomá-lo. Darei mais detalhes do experimento com os boletins e o futuro do Guia Prático/podcast do Manual do Usuário na newsletter exclusiva dos assinantes pagantes desta semana. Ainda não é? Assine aqui.

Ah, o Tecnocracia segue firme. Nesta quarta (5) tem episódio novo.

Se você já estava no Twitter há dez anos (estamos ficando velhos), entre na rede social e clique neste link. Ele busca tweets de dez anos atrás dos perfis que você segue hoje, criando uma timeline direto do túnel do tempo.

Outra brincadeira legal é ver o que você publicava há uma década. Para isso, copie a URL abaixo, troque “nome” pelo seu perfil e dê Enter:

https://twitter.com/search?f=tweets&q=filter%3Afollows%20until%3A2008-05-25%20-filter%3Areplies%20from%3Anome&src=typd

Repare que no meio aparece uma data. Você pode editá-la para ver outras eras do Twitter.

Dica do Andy Baio.