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Post livre #223

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

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79 comentários

  1. Alguém aqui não usa o aplicativo oficial do Twitter para acessar? Tenho notado cada vez mais uma piora no aplicativo, anúncios, alguns travamentos, etc…

    Alguém já usou o Twidere?

    1. Opa, eu não uso. Vez ou outra acesso o perfil do Manual só para ver notificações de curtidas e RTs (que a API não libera para apps de terceiros), mas, no dia a dia, uso Tweetbot (macOS e iOS) e Tweetdeck (no notebook, porque minha versão do Tweetbot não suporta descrições de imagens nem agendamento de tuítes).

      Não sei lhe falar dos apps para Android, mas ouço bons comentários vez ou outra do Talon.

    1. Sequer conhecia a lista. Obrigado pelo link.
      Entrevista do Eduardo Viveiros de Castro é pra guardar.

  2. @Ghedin,
    você ainda usa o Mastodon(te)? Faz sentido? Vale a pena investir o tempo pra configurar e usar?

    1. Sim, ainda estou lá! Acho que faz sentido sim. Tento manter meus perfis lá sincronizados com os do Twitter, porque se por um lado a audiência é menor — um fator que pesa mais no caso do Manual —, sou mais alinhado à proposta dele. Então, colaboro para torná-lo mais atraente a quem não vê tanta diferença entre ele e o Twitter.

      O que noto, do pessoal que sigo, é que muitos se aproveitam do ambiente mais receptivo e ameno do Mastodon para se abrirem. Não há risco de toot viralizar e você ser afogado por bots e/ou idiotas, por exemplo.

      Eu sou suspeito a falar, mas indico dar uma olhada lá sim. O Mastodon pode ser frustrante para quem gosta do ambiente mais caótico do Twitter e ele não substitui o Twitter em todos os cenários (acompanhar uma notícia urgente se desenrolar no Twitter não tem paralelo em lugar nenhum), mas tem seu valor.

      Aliás, meu perfil pessoal e o do Manual, caso queira segui-los.

      1. Eu gosto do Mastodon exatamente porque as pessoas, usualmente, respondem por lá. Ao contrário do Twitter que tanto influenciador e tanto ruído que quase todas as conversas se perdem.

        Sem falar que eu me perco nas threads do Twitter.

  3. Estou recebendo o Auxílio Emergencial.

    Eles liberaram a segunda parcela no “novo sistema” que criaram – a conta eletrônica no “Caixa Tem”. É interessante, mas o problema é que agora eles bloquearam a transferência para outras contas por uns 15 dias e a priore, a movimentação da conta só pode ser feita pelo celular. Ou seja, posso pagar uma conta, usar um cartão de débito virtual ou “pagar via maquininha” (apareceu hoje) com a conta digital para o auxílio.

    Tenho uma suspeita gigante que virou um laboratório para uso de pagamento eletrônico o auxílio emergencial.

    1. (Tenho a suspeita também que forçar o uso do aplicativo para os pagamentos acaba justamente sendo um filtro para por exemplo pegar fraudes e lavagem de dinheiro. Só que deste governo não duvido de mais nada.)

  4. Update nem sempre é imperativo e o que está funcionando não precisa de conserto?

    Descobri que o problema da minha quantidade de erros ao escrever no Palm é a versão do Graffiti. Eu costumava usar a primeira versão, onde é um gesto por letra, no Graffiti 2 há letras e símbolos que precisam de mais um gesto. Dei uma lida aqui outra ali e aparentemente a Palm foi processada pela Xerox e precisou lançar essa segunda versão. Ou seja, não foi uma evolução. Descobri como voltar pra primeira versão e agora é mamão com açúcar.

    Só pra dar uma ideia, para escrever o C cedilha no Graffiti original basta fazer o C começando por baixo, enquanto que no Graffiti 2 são necessários nada mais nada menos que 4 gestos!

    Uma tirinha de brinde https://xkcd.com/1891/

    1. Curioso que eu nunca consegui decorar muito bem os gestos da primeira versão do Graffiti. Experimentei a segunda versão (também instalada por cima) no meu m515 e nunca mais voltei à primeira. A forma de escrever no Graffiti 2 era mais parecida com o jeito que eu já escrevia.

      1. De fato o 2 é mais intuitivo, mas teve muita reclamação porque em alguns modelos a sensibilidade da tela era muito alta e não tava muito afinada, por isso dava muito toque errado.

  5. Fui na Santa Ifigênia /25 de Março / Brás na semana passada, não sei se já tinha contado para vocês… Indo no PL anterior… Não, não contei…

    Como presto serviço eventualmente para uma loja de eletrônica na cidade, me chamaram para retirar uma encomenda em São Paulo. Tive que ir na Santa Ifigênia também para conferir umas coisas. Eis o relato:

    – Santa Ifigênia: Apenas lojas de material elétrico – que são consideradas como “materiais de construção” – estão abertos. Todas as lojas “fechadas” tão com plaquinha “Atendemos no Whatsapp / atendemos no site”. Algumas estão a famosa “meia porta” – bata para falar com alguém ou pegar a encomenda que pegou pelo Whats / Site.

    Muitos camelôs que consertam celular montaram barraquinhas nas ruas ou atendem dentro dos carros.

    – 25 de Março: menos lojas “meia porta”. Os “shopping ‘China'” Pajé, Mundo Oriental e Korai só atendem funcionários, que movimentam as encomendas oriundas de sites, provavelmente. Mas tanto na Santa quanto na 25 de Março há muitos “puxadores”, são eles que acabam como o elo entre o comprador e a loja.

    – Brás: não vou de madrugada / manhã, por isso não consigo ver a situação já relatada em jornais que há camelôs nas ruas. Geralmente vou no meio ou fim de tarde, onde não há o mesmo movimento. De qualquer forma há muitas lojas “meia porta” por causa das encomendas também. Que também foi meu caso.

    Curiosidade: já foi matéria de jornal, mas a região de compras do Brás na verdade é muito maior do que pensam. Considera-se o próprio bairro do Brás, e os bairros do Pari e Canindé, chegando na Marginal Tietê. Se considerar existe também a “Zona Cerealista” (o bairro entre o Brás e o Parque Dom Pedro), a 25 de Março, a Rua São Caetano e a região do Bom Retiro, temos um superbairro de compras por ali.

    1. Como anda o preço do hardware?
      Nas internets disparou. Um amigo queria comprar um notebook, mas até as configs mais simples estão mais de 2K

      1. Tou bem por fora da média, mas notei que os usados também tão com preços disparados. Mesmo uma placa que comprava por 100 reais hoje tá saindo por 130/150.

        Os preços de informática tão totalmente estancados por causa do dólar.

  6. “Se quiser ler alguma coisa de tecnologia apolítica, sugiro abrir outro manual do usuário — o do seu micro-ondas, por exemplo.”

    Respostas como essa são uns dos motivos que me afastam de comentar nos posts do MdU. É muito raro o Ghedin responder de maneira rude, mas alguns que comentam aqui sempre tem algo cínico pra falar ou agem como verdadeiros donos da verdade. Não quero dizer que deve ser passada a mão na cabeça de todo mundo, mas esse tipo de atitude tira um pouco a beleza do bom trabalho que é feito por aqui.

    1. Quem defende visão apolítica das coisas está defendendo a visão elitista dessas mesmas coisas. Não tocar em política é ser ativamente pró-status quo e não questionar o que está acontecendo (e não, não tem como questionar nada sem ter um lado para defender, aliás, o próprio questionamento é um lado).

      Esse tipo de postura (que cobra uma visão apolítica/imparcial) é exatamente o que se chama de “pós-política” em sociologia: quando uma pessoa ou grupo de pessoas se diz sem lado político para defender a manutenção do sistema em vigor.

    2. Acho que pesei um pouco nesse comentário, admito.

      O espaço para comentários é aberto e não tem qualquer filtro ou seleção prévios. Qualquer um pode chegar e comentar, e isso abre uma brecha enorme para desentendimentos, porque não existe relacionamento humano livre de atrito. Quando a situação junta dezenas de estranhos debatendo temas por vezes espinhosos em mensagens de texto escrito, ruídos de comunicação e ataques leves são meio inevitáveis.

      O desafio é manter o ambiente saudável. Quase toda semana apago um ou outro comentário que passa do ponto: ataques pessoais, zombarias gratuitas, generalizações bem tóxicas. Existe um ponto, que é difícil de precisar, que separa a defesa argumentativa incisiva (e aí entram os “donos da verdade”) da fagulha de incêndio (muitas vezes não intencional; quando é o caso, eu justifico no privado ao comentarista porque teve sua mensagem excluída). Achar-se o dono da razão não é tanto problema, o ruim é quando isso funciona de base para comportamentos mais nocivos. Do outro lado, também não dá para, como você mesmo disse, “passar a mão na cabeça de todo mundo”. Algumas discussões são mais acaloradas e podem nos deixar nervosos e ansiosos (acontece comigo também). Como se vê, encontrar o equilíbrio no clima dos comentários é como andar na corda bamba.

      Sempre que achar que eu pisei na bola, me avise. Se preferir por e-mail, é ghedin@manualdousuario.net.

      1. Tenho quase certeza de que começou no post do Tecnocracia da semana passado, mas o comentário pode ser em resposta ao Guia Prático dessa semana. Ainda não escutei.

      2. “O mundo pós-COVID-19: há pouco de novo no “novo normal”

        Nesse tecnocracia da semana passada teve um comentário sobre os textos do Guilherme serem políticos demais.

        Ai papo vai e papo vem, o Ghedin mandou o comentário acima do micro-ondas.

    3. Nessa o Ghedin errou feio… Até no manual do micro-ondas tem política. Veja a empresa q o fabrica e que idiomas ela coloca as instruções, se permite leitura em braile, se é clara quanto a origem do material utilizado, se indica como fazer o descarte correto etc. Não há como escapar dos posicionamentos políticos e eles estão em todo lugar em que haja alguma atividade humana. Vc pode até dar outro nome a isso, mas é essencialmente política. Quem foge disso nega a realidade concreta. É um tipo de negacionismo muito parecido com aquele que nega que a Terra é redonda.

      1. Nunca tinha me atentado a isso. Eu sei escrever/ler em braile por conta de um curso de extensão da UFRGS (que ainda tenho em mim o sonho de trabalhar com LIBRAS) e até hoje apenas uma vez me pediram pra transcrever um manual de usuário para o braile (e foi de uma empresa pequena, de São Leopoldo/RS) de um forno à lenha.

      2. Fábio e Paulo, vocês estão tão embriagados na polarização atual que não entenderam o ponto do meu comentário (ou eu me expressei muito mal mesmo, o que não duvido, sou muito ruim pra me expressar). O problema não é falar de política. O problema é a maneira como tratam aqueles que pensam diferente de vocês. O Fábio, que comentou no Tecnocracia passado, em nenhum momento agiu como um *ista ou foi grosseiro com opiniões absurdas, mas mesmo assim foi chamado de intolerante pelo Guilherme e recebeu esse chapuletata desnecessária do Ghedin. Só faltou ser chamado de minion terraplanista. Concordo totalmente com comentário do Ghedin sobre como não dá pra separar política e tecnologia, afinal esse é um ponto que norteia o site; concordo totalmente com os pontos abordados no referido tecnocracia. Mas esse comportamento de, como diz minha mãe, sempre vir aos comentários com “sete pedras na mão”, só hostiliza e cria uma bolha nos comentários.

        Ghedin, parabéns pelo bom trabalho e pela humildade de reconhecer que pegou pesado.

        1. Você não leu o mesmo comentário que eu li. O Fábio literalmente diz que “politizar não leva a nada” e pede “apenas argumentos e pesquisas” porque isso evidenciou o “lado político” do Tecnocracia e do Guilherme.

          O leitor Fábio partiu da premissa de que politizar e posicionar o podcast traz algo ruim (afasta leitores/ouvintes de outro espectro político) e depois se vitimizou insinuando que existe aqui um “gabinete do ódio”.

          É bom frisar que esse mesmo leitor já iniciou algumas discussões do mesmo modo e largou elas no meio, trazendo à tona a ideia de que era “perseguido”.

          O polarizador aqui é ele.

        2. Cara, vc certamente já deparou com o termo analfabetismo político, certo? Lamento, mas creio ser o seu caso. Mas a grande vantagem é que isso tem solução: ler. Mas não é ler qualquer coisa, tipo Olavo de Carvalho ou comentaristas de política da mesma estirpe. Não… Vc precisa ler os clássicos da política ou textos que apresentam essas questões. É esse o percurso que eu, o Paulo, o Guilherme e o Ghedin, cada um a seu modo, mas sem margem pra muitas variações, passou ao longa da vida de estudos (fundamental, médio, graduação e além). Há 20 anos vc poderia, perfeitamente, me chamar de analfabeto político, pois eu era um. Era apenas um “bem informado”, mas ao entrar na graduação tudo mudou. E isso não tem nada a ver com doutrinação esquerdista, não… Porque mesmo uma pessoa de direita, se ler os clássicos, não irá propor a ausência da política, discussões apolíticas ou qualquer coisa que não envolva política. Estive bem perto das manifestações de junho de 2013 e os grupos que bradavam “sem partido” eram violentíssimos e abriram caminho para a política da extrema-direita. Seria desonesto da parte de qualquer pessoa que travou contato com conhecimento advindo da sociologia, das ciências políticas e de todo o reportório das ciências humanas ignorar as questões políticas quer permeiam todas as civilizações ao longo dos séculos. A perspectiva que tenta neutralizar a política é a mesma que quer calar vozes dissonantes ao discurso reacionário (geralmente facista) que está ganhando força e corpo no mundo todo (não me surpreende se isso nos devorar um dia e um dia só pode escrever isso dentro uma prisão, num papel velho, isso se não estiver já metido numa vala comum). Você e o cara lá parecem não compreender a gravidade e a seriedade do contexto atual. É justamente a falta da consciência crítica e de mínimo conhecimento histórico q dá lastro pra tudo isso. Não é um mal nosso, do Brasil, pois todos grandes países enfrentam crises educacionais, impulsionadas pelo mercado que esvazia o sentido do republicanismo e dos bens públicos (educação, saúde e segurança). Você está confundindo diálogo com discussão. E está confundindo defesa com ataque. Amigo, eu não quero cavar a minha própria cova, sinto muito.

    4. Uma coisa que aprendi nestas áreas de comentários de internet é que em todo o site sempre vai ter “grupos coesos” também.

      Ao menos aqui no MdU a gente sabe que tem 3 pessoas que tem posição política similar, e qualquer menção a política contrária ao que eles pensam eles vão vir refutar, atacar e questionar as pessoas. Ghedin e Felitti ao menos procuram ser bem educados, enquanto estes três muitas vezes vão ser pedantes, quando não as vezes estúpidos. (As vezes acabo entrando junto nesta onda, geralmente para atacar “minion – ou melhor, ‘capanga'”).

      Isso vale para qualquer outro site – TB, MB (o pior no sentido de pedância e estupidez), GZ (abaixo do nível deles nos comentários, só o 4-chan), CT, TM, TT… Sempre vai ter aquele grupo que já estava há tempos no site e viram “a linha de frente” de ataque nos comentários (Gizmodo sofri bastante com eles e até hoje penso em alguma forma socar a cara de alguns por lá – não dos responsáveis, mas dos comentaristas).

      No caso do Ghedin que você menciona, tou bem por fora, mas ele já se veio explicar então nem digo muito sobre – não a toa gosto de estar por aqui, apesar de ter que conviver com comentários contrários (ou com um que gosta de ser sarcástico com os outros). Não a toa também tento diminuir os comentários políticos (vide o primeiro comentário no PL de hoje).

      Sobre política: uma coisa que tenho notado é que quem fala que “não gosta de política”, ou é porque a “cabeça” – a cultura – aprendeu que qualquer papo fora do padrão vivido por ele é “política” e não presta para conversar – falta de educação social, uma triste realidade neste país; ou é porque realmente é cínico demais também para admitir que o que pensa é política e quer defender o que já está mantendo e alguém ou algo irrompe a manutenção do que está – seja um pensamento implicando, comentários contrários ou a pessoa estar no meio de outros que agem “em manada”. Já estive neste estágio, diga-se de passagem.

      Acho que nos tempos atuais, o que falta mesmo é “baixar os ânimos”.

      Difícil, quando justamente a falta de educação político-social é o que gera a violência policial, os atos antidemocráticos, a manutenção de gente que pensa que “conquistou por mérito”, a morte de inocentes por falta de senso de civilidade – seja de uma polícia despreparada, seja de uma população que de alguma forma tolera (ou até mesmo incentiva) a barbárie.

      Soma-se uma pandemia com governantes que não sabem o que fazer (ou na verdade até sabem e não contam – tirando o salnorabo, este já se expôs faz tempo), temos um caldo político cozinhado desde (o romantizado por muitos) 2013 que deixou na situação que estamos.

      Entendo que o melhor a fazer – eu incluso – é parar de discutir política o quão possível for e deixar quem curte fazer isso se matar por isso (alguns pensam que vão ser mártir). Até porque tem gente que acha que todos tem o mesmo nível de conversa, ou não querem se rebaixar ao nível de alguém com menor conhecimento (as vezes é medo mesmo de ser “trollado” ou entrar em refutes estilo OladoDoCa***lho). Ou não tem pedagogia e paciência mesmo para conversar.

      Não existe “não política” – na verdade alguém se dizer assim significa que ela nem deveria conversar com alguém, dado que política é justamente a relação entre as pessoas em uma sociedade.

      O que fazemos ao outro – inclusive este comentário que eu faço – é uma forma política / de política. Afinal, eu, que gastei uns minutos no teclado digitando da cama de casa em um frio de rachar, queria passar o que penso sobre tal assunto (e provavelmente me soando pedante e prolixo devido ao número de palavras) para alguém como você (e os outros que o lerem), assim compartilhando minha visão sobre, correndo o risco de ser refutado de forma estúpida por estes que falei ou ter boas respostas de todos (inclusive os 3 ditos).

      1. Ligeiro, sinto que sua ideia de pedantismo está um pouco frouxa (não é a primeira vez que você evoca esse argumento aqui).

        Ter uma opinião incisiva faz parte do jogo, especialmente se ela está bem embasada. Ser contrariado — e com argumentos! — é chato, eu sei, é chato de doer, mas acontece. Não confunda discussões acaloradas com discussões desleais. Se um comentário passa do ponto, ou seja, se é mal educado, esteja o conteúdo certo ou não, eu o removo.

      2. Você precisa aprender que quando você se posiciona você evoca que outra pessoa faça o mesmo e, nem sempre, o seu argumento é bom o suficiente (ou embasado ou mesmo toca no real) e isso vai ser frustrante, o que usualmente coloca as pessoas na defensiva. Quem passa pelo mundo acadêmico meio que aprende a ser questionado de forma incisiva o tempo todo – por orientadores, por bancas, por pares em revistas – e leva isso mais de boas (ok, nem sempre; me lembro de uma acalorada discussão entre o Eduardo Viveiros de Castro e outro antropólogo, por emails na revista onde eu trabalhei que, tirando vocabulário acadêmico, poderia estar no 4chan).

        Ser pedante é ser outra coisa. Ser pedante não é te questionar e contra-argumentar, isso pode ser até o oposto de ser pedante.

        Eu já evitei responder aos seus comentários antigamente porque, na era Disqus, você simplesmente apagava tudo o que escrevia depois de algum tempo, deixando a conversa “solta”. Para mim isso era ser extremamente antipático, por exemplo.

  7. Vejo nas fotos de escritórios domésticos e em outros casos a proliferação de telas duplas ou até mesmo duas estações funcionando simultaneamente para fins diversos. Minha esposa, que trabalha com direito administrativo e algumas análises processuais, também tem se queixado de sentir falta dos dois monitores que possuía no ambiente de trabalho, e tem trabalhado com um único notebook aqui em casa. Fico pensando se há algo de errado comigo ou se sou tão habituado ao alt+tab que isso nunca me fez falta. Será que perdi o bonde da otimização da produtividade nessa? Sou analista de sistemas (hoje mais voltado para a gestão de TI) e realmente nunca fiz questão e não sinto a menor vontade de aderir a esse ambiente multitelas.

    1. Já tive a chance de usar dois monitores e voltei para o solo. Também me viro bem com um só (e um pequeno, o de 13 polegadas do notebook), zero vontade de ter dois.

      Mas um monitor maior… não recusaria, admito.

      1. Já estava pesquisando por uma tela maior há algum tempo, e o início da quarentena foi o empurrãozinho que faltava para eu adquirir um modelo de 27″. Continuo usando apenas 1 tela (a tampa do notebook fica fechada) e isso sem dúvidas mudou a qualidade do meu dia a dia. Pudesse voltar no tempo faria exatamente o mesmo investimento.

      2. Notebooks de 14′ são a minha proporção ideal para conforto visual nas atividades que desempenho. Lembro da última vez que usei um monitor de mais de 20 e a sensação inicial era que o cursor do mouse tinha de “andar muito” pra chegar onde eu queria, hehehe. Mas é um hábito fácil de adquirir, se voltasse a usar desktop de mesa provavelmente partiria para um desses também.

    2. Acho que um multitelas se resume nos seguintes casos:

      – A pessoa trabalha com algo que precisa de conferência simultânea – ver documentos e puxar um site por exemplo.
      – Vídeo conferência aliado a necessidade de ver algo online ao mesmo tempo (isso é dispensável se usa celular ou tablet).
      – Jogos que podem ser usados em duas ou mais telas (geralmente tiro ou corrida / simulação)
      – Ou a pessoa tem gosto por ter as duas telas.

      Fora isso é individual. Hoje também tem monitores 21:9 que tem tamanho similar a dois monitores um ao lado do outro. Então acaba sendo até dispensável – exceto se a pessoa PRECISA da tela extra.

      1. Desde quando virou regra no meu trabalho ter 2 monitores, não consigo viver sem. Quando estou mexendo com frontend consigo editar em um monitor e no outro já vou visualizando o resultado, isso resulta em agilidade no meu trabalho.
        Há algumas aplicações que preciso ficar monitorando em algumas situações então deixo um monitor para isso enquanto estou desenvolvendo no outro.
        Já em reuniões com videoconferência não consigo usar 2 monitores, me concentro na reunião.

    3. Uso duas telas desde 2005 e, no trabalho, sinto uma falta enorme do segundo monitor. Agora trabalhando de casa está ótimo nesse quesito. Em quase todos, na verdade.

      No trabalho, antes de ser transferido para o atual posto, eu montava planilhas com base em extratos retirados de um site web. Uma dessas planilhas dependia de dados de uma primeira e dos dados do site. Logo eu precisava copiar dados da primeira planilha, colar no site, buscar pelos próximos dados e copiar na nova planilha. Isso se repetia por centenas, algumas vezes milhares de vezes. Antes de conseguir um segundo monitor, eu sofri horrores no alt+tab.

      Hoje eu só trocaria os dois monitores por um ultra wide de tamanho e resolução altos. Mesmo assim eu gostaria de fazer um teste antes de bater o martelo nessa substituição.

    4. Eu nunca tive uma experiência com dois monitores lado-a-lado, mas notebook + monitor para mim não ajuda nada, pois simplesmente fecho a tampa do notebook e uso somente o monitor.

      Eu sinto falta de espaço horizontal apenas em casos muito pontuais, como quando preciso mexer em um site e acho interessante ter página + inspector + editor na tela por exemplo.

      Para desenvolvimento “normal”, tarefas do dia-a-dia e análise de dados….um monitor bom para mim já está ótimo.

    5. Eu tbm não entendia o apelo das duas telas, até ter que dar aula por videoconferência hehehe. Uso uma TV 32 como monitor principal (não é o ideal em termo de resolução, mas o tamanho de tela pra quem lê muitas horas por dia compensa), e na maior parte do tempo só uma tela me basta. Por ser grande, eu costumo dividir apps na tela com frequência.

      Mas com o início das aulas online, a segunda tela tem sido de grande auxílio. Sem ela eu teria muito mais trabalho pra fazer pesquisas durante algum raciocínio da aula, trabalhar com mapas mentais, compartilhar vídeos, etc.

    6. Na minha humilde opinião, você ainda não foi iluminado, hehe.

      Também tinha essa aversão a duas telas, mas depois que peguei uma no trabalho, percebi o galho que elas quebram.

      É muito mais produtivo e ergonômico ir alternando de uma janela pra outra só com o olhar do que desenvolver uma tendinite a médio prazo e acabar com as teclas Alt e Tab do teclado mais cedo.

    7. opa! minha esposa tb é da área do direito. ela usa um notebook com segunda tela. a segunda tela fica na vertical e facilita bastante a vida dela no uso dos recursos informatizados do judiciário. ela usa um monitor simples da dell, q permite girar e funciona bem pra ela.
      eu acabei de comprar um monitor usado, consegui fazer um rolo com um outro equipamento aqui, e pra mim é fundamental. acho q pra produzir conteúdo, fica muito prático. atualmente eu tb uso um notebook com um monitor ligado nele, mas agora estou montando um pc e quero ter as duas telas. a vantagem q eu vejo é q agora terei duas telas iguais, pq no note tem diferença de resolução e tamanho.

      1. Licença?

        Uma sugestão também é ver se compensa para você – já que mexe com edição de conteúdo, e não duvido mexe com vídeo e áudio também, uma tela 21:9 (as “ultrawide”), pois ela ajuda a ter uma tela inteiriça sem os nós do meio.

        Senão vai procurando nos ML / OLX / Marktplc os monitores que você pode igualar tudo e ter o mínimo de interferência entre eles.

        1. Poxa, seria ótimo ter um desses monitores. Também me incomoda um pouco a divisão em duas telas, mas meio que me acostumei com elas. Mas ter dois monitores tem uma vantagem: pelo menos nesse modelo q eu uso dá pra deixá-los na posição vertical e para tratar uma imagem vertical podendo ver ela toda no editor de imagens é uma vantagem. E sem falar que achar um monitor ultrawide 4k é difícil. A LG tem um, que até vai além do 4k, mas é muito caro e nem achei pra vender aqui.

          https://www.lg.com/us/monitors/lg-34WK95U-W-ultrawide-monitor

          Esse monitor que eu uso tem uma boa densidade de pixel e é muito bom para editar imagens e produzir conteúdo digital. Eu tinha um colorímetro, mas infelizmente o vendi há um tempo achando q não ia precisar, mas até q teria sido útil manter.

          enfim, há vantagens e desvantagens nas duas configurações. e, por ora, o q deu pra bancar mesmo foi esse formato. talvez até achasse um bom 21:9 usado q substituísse os dois, mas creio que o que ganharia em espaço e organização, perderia em qualidade de imagem.

  8. Um leitor* me doou um Raspberry Pi 3. Chegou hoje. Ideias do que fazer com ele — fora aquelas coisas mais comuns tipo usar como media center ou emuladores de videogames?

    * Não avisei deste comentário, então fica a critério dele se identificar.

    1. O que VOCÊ precisa, Ghedin? Esse é o ponto.

      Hoje muitos pegam o Rasp no Brasil para os fliperamas portáteis que tem por aí. Alguns para Media Center. Ou até um sistema de backup em nuvem. Ou um roteador para controle de internet (o PiHole).

      Mas lembremos que o Rasp, para quem tem paciência e conhecimento, é uma plataforma de automatização. Então pode ser usado para fazer um robô, ou sistema de automatização da casa (ligar e desligar energia pelo celular por exemplo). Já ouvi falar de projetos (vejo o Element 14 – um canal do Youtube feito por engenheiros) que fazem até um Radar de Trânsito.

      O universo está em suas mãos.

      1. Na real eu não preciso de nada, haha. A ideia era tê-lo como backup, caso volte a ficar sem o computador, e experimentar coisas diferentes.

        1. Nesse caso, compre um case e use uma imagem de um dos vários sistemas disponíveis para ela e tá resolvido.

          Em tempo: Li ontem que lançaram a versão da Pi 4 com 8GB de RAM. Como essa placa tem um SoC melhor, deve começar a ficar interessante montar uma estação de trabalho minúscula com ela.

    2. PiHole pra bloquear anúncios.
      Essa é uma das melhores coisas a se fazer com um RasPI hoje em dia (pra mim).

      1. Esse é um uso interessante e acho que até encaixa como uma boa pauta pro blog, apesar que nem tudo na vida é trabalho etc etc e tal

    3. Depende do que precisa, como bem disse o ligeiro.

      Eu tenho um aqui que roda o PiHole (ao contrário do que o Ligeiro disse, ele não é um roteador, mas um servidor de DNS), e compartilha na rede o scanner de uma velha multifuncional com o SANE e um outro módulo que me esqueci do nome que monta uma interface web para o SANE ao mesmo tempo em que o anuncia no Bonjour da Apple, de sorte que a Captura de Imagem do macOS o reconhece.

      Em curso está a implementação de um sistema de bloqueio de chamadas indesejadas para o telefone fixo, com um modem USB.

      No mais, usá-lo como NAS só se não tiver outra opção: Ligar um HD em porta USB 2.0 quando a interface ethernet já está no mesmo barramento e não dá nem os supostos 100Mbps inviabiliza o uso.

      1. grato pela correção :)

        Mas em tempos, acho que tem uma forma de fazer um Rasp com roteador + PiHole, não?

        1. Até dá, mas para rotear, você precisa de outra interface de rede que, invariavelmente, vai ser pendurada no mesmo barramento USB. Além da saturação desse barramento, a RasPi não tem processamento/memória para lidar com todo o tráfego da rede passando por ela.

          Eu uso um roteador/firewall dedicado aqui. Ele fica entre o modem da operadora e a minha rede interna (ou redes, já que uso 3 sub-redes) e, obviamente todo o tráfego de internet passa por ele. Na primeira versão, ele era um Pentium III de 700MHz com 256MB de RAM e um cartão CF ligada a uma das IDEs e quatro placas 10/100. Alguns recursos tinham que ficar desligados. Na segunda versão, usei uma placa industrial com processador VIA C3 de 1.2GHz, 512MB de RAM e outro cartão CF, de 8GB. A terceira versão, feita depois que essa placa industrial queimou, substituí por um Atom D250 de 1.6GHz com 2GB de RAM e um SSD xingling ligado a uma das portas SATA. A quarta e atual versão, usa outra placa industrial, mas voltada para esse uso. Tem um Celeron J1800 rodando a 2.4GHz, com 2GB de RAM e um SSD xingling mSATA (pouco maior que o da versão anterior para aumentar o tamanho do cache do proxy) e todas as interfaces de rede são 10/100/1000.

          Salvo pelas falhas de hardware e preocupação em reduzir o consumo de energia, cada incremento desses foi sendo feito à medida em que o link de internet ia ficando mais rápido, a quantidade de dispositivos conectados à rede crescia e, consequentemente, o tráfego aumentava. Lá no começo, eram apenas uns poucos computadores ligados ao mesmo tempo. Hoje são menos computadores, mas vários telefones, TVs, tablets, câmeras de segurança e por aí vai. Uma Raspberry Pi certamente não ia aguentar.

        1. Esse problema eu resolvi com outra tecnologia: vasos “auto-irrigáveis” e manejo de adubo orgânico, uma definição chique para colocar cascas de banana na terra mês sim, mês não. O atual vaso de manjericão (este aqui) já tem 1 ano e 3 meses e segue firme e forte :)

          1. Você acompanha algum site/canal sobre horta em apartamento? Quero começar com algumas ervas. Sempre compro no mercado, mas acho o desperdício grande e as vezes quando preciso, está em falta.

          2. @ fred

            Não acompanho, só faço pesquisas para dúvidas pontuais, principalmente quando pego uma planta nova. Minha filha (rs) mais nova é uma palmeira chamaedorea, que peguei em janeiro, aí li e assisti a muitos vídeos sobre preparação do vaso, adubação, rega e outros cuidados.

            Os vasos de tempero contribuem na cozinha, sim, mas não substituem compras. Manjericão, por exemplo: mesmo um pé robusto não dá folhas em quantidade suficiente de uma vez só para fazer um pesto. Aqui, uso muito para temperar molho de tomate, na cobertura de pizzas e para dar um gostinho diferente na caipirinha.

      1. Mas pergunta tola, é fácil fazer um esquema desses?

        Alguém que não manja de hard/soft conseguiria?

        1. Nem sei, mas acho que arduino é mais indicado. Raspberry só se for pra uma plantação :)

    4. Hum… não sei não. Eu ficaria meio desconfiado. Vai que a pessoa colocou algo nesse aparato que, quando estiver ligado na sua rede, começa a espionar? Ou que comece a disparar fake news a partir da sua rede!!! Eu, primeiro, me certificaria de q não é uma armadilha!!! Fora isso, mandar um negócio q vc não sabe o q fazer com ele… é meio esquisito. Tinha q ter mandado e dito o q fazer, por mais versátil q seja esse negócio, ter dado pelo menos uma ideia vaga. Muito estranho…

      1. hahahahaha! Teve um caso desses, a sério, que li há um tempo: Um cara foi dar manutenção num rack de servidores e achou uma Pi escondida no meio dos cabos e ligada a uma das portas do switch. Só não lembro mais o que descobriram que isso estava fazendo, mas parece que foi coisa de um ex-funcionário.

        1. hahaha! pode ser um cavalo de troia… pode ser a polícia querendo monitorar a esquerda tecnológica. pode ser muita coisa.

          isso numa empresa é um perigo. pior q as empresas nem se ligam…

  9. Eu ainda tenho um hábito estúpido de responder de forma estúpida pessoas em áreas de comentários. E por mais que eu tente botar na cabeça que preciso sair disto, acabo voltando a cometer esta falha.

    Fui parar em um post sobre a prefeitura apreendendo pipas com linha chilena / cerol e bem, fui lá dar uma de estúpido em cada comentário favorável as tais linhas. Muitos moleques e homens, nas quais – (e agora cabe um comentário provavelmente preconceituoso, mas já deixo este disclaimer para entenderem tal fala) – nas fotos das redes já demonstram um visual e atitudes comuns – pessoas nas quais quem tem preconceito exposto vai falar que tem “visual de bandido”: pele parda, corrente no pescoço, boné na cabeça e as vezes um foto de moto sendo empinada (artigo 175 do CTB).

    Ter o conhecimento necessário para falar sobre e ter a didática também para tentar colocar na mente de muitos para mudar a cultura seria o ideal, mas acho que é difícil pois primeiro, como até dito por alguns por aqui, as “dark patterns” acabam facilitando postar com a raiva da hora de ver aquele comentário , e segundo que mudar culturas nunca é um trabalho fácil. Requer inclusive talento para isso.

    Imagino que se eu trocar “discutir sobre pipas” por “discutir sobre política” (a propósito, mais tarde escutarei o podcast), dá na mesma a discussão.

    Tem horas que acho que o ideal mesmo seria uma ditadura pois “padronizaria comportamentos”. Mas isso é um pensamento que sei que para muitos é estúpido e para mim é um risco. Aceitar uma ditadura significa também submeter-se a padrões que nem eu aceitaria. Talvez isso também ajude a explicar o porque do comportamento de gado de muitos – o pensamento de que “com um ditador, eles ficariam mais confortáveis e não ligaram justamente para estas restrições pois tais não os atingiriam.

    1. O problema da ditadura você mesmo identificou. Chamo a atenção apenas para o padrão que identificou nos comentários dos quais discorda. Cara, meio zoado. Está do lado do preconceito puro e simples. Ataque as ideias, não as pessoas.

      Eu também tenho esse… problema de sentir-me mal após entrar em algumas discussões, mas com pessoas conhecidas/próximas. No geral, tento evitá-las; se forem inevitáveis, debater com respeito e até o limite da minha paciência. Se sinto que estou exaltado ou prestes a me exaltar, largo mão. (Ainda mais em comentário de internet; ganhar esse tipo de discussão não mudar quase nada. Raramente o estresse vale a pena.)

      1. Acho que o melhor é eu achar um hobby que eu fique muito menos tempo online e vendo redes sociais. Talvez isso me afaste mais de entrar nestas discussões. Nisso está certíssimo.

        Cara, meio zoado. Está do lado do preconceito puro e simples. Ataque as ideias, não as pessoas.

        Exato.

        Por isso que montei meu comentário com a frase daquela maneira. (isso vale para o dito sobre a ditadura também) Vira o padrão comum usado nas discussões principalmente de quem é a favor de usar as falas para se dizer “a favor da liberdade de expressão”.

        Toda discussão onde há um cara moralista, o cara vai muitas vezes usar um estereótipo para ajudar a diminuir a pessoa, e não a ideia. Vira uma discussão falha desde o momento que o estereótipo entra no debate.

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