Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

“Criminosos de SP agora roubam celulares para limpar contas bancárias das vítimas”, diz o título desta notícia na Folha de S.Paulo. O primeiro personagem é alguém que tinha um iPhone 11 protegido pelo Face ID. Mesmo assim, logo após o furto sua conta bancária já tinha um rombo de R$ 5 mil.

A própria reportagem aponta as possíveis brechas que os criminosos exploram para invadir sistemas que, a princípio, são seguros contra esse tipo de ataque. Segundo um especialista consultado, os casos mais comuns de fraudes são realizados por meio de aparelhos celulares com sistemas operacionais desatualizados ou levados ainda abertos, ou seja, desbloqueados, com o Waze aberto, por exemplo.

No nosso grupo do Telegram (participe!), outra hipótese foi aventada: a recuperação de senhas a partir de códigos enviados por SMS. Nesse caso, bastaria colocar o chip em outro celular para escapar das travas do aparelho roubado/furtado.

Alguma outra ideia de como seria possível invadir esses celulares e contas bancárias?

A saída do ar do aplicativo da mLabs, que levou junto 39 milhões (!) de posts no Facebook e Instagram, foi motivada por uma infração aos termos de uso do Facebook. Em entrevista ao Neofeed, Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs, explicou que para viabilizar o agendamento de stories no Instagram, sua empresa pedia dados de login dos usuários e que isso seria uma prática comum de mercado.

Pode até ser, mas é uma prática temerosa e certo está o Facebook em coibi-la. Existem mecanismos seguros e oficiais para autenticar-se no Instagram em apps de terceiros, e se o agendamento de stories não é contemplado por eles, não deveria ser oferecido.

Por outro lado, talvez o Facebook não precisasse remover 39 milhões (!!) de posts de 332 mil páginas. mLabs e Stone, que tem 50% do negócio, estão tentando contato com a sede do Facebook a fim de reverter a decisão. Via Neofeed.

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Um dos novos recursos de privacidade do iOS 15/macOS Monterey é a Mail Privacy Protection. Nas palavras da Apple:

No aplicativo Mail, a Mail Privacy Protection impede os remetentes [de e-mails] de usarem pixels invisíveis para coletarem informações do usuário. O novo recurso ajuda os usuários a impedirem remetentes de saberem quando eles abrem um e-mail e mascara seu endereço IP de modo que ele não seja conectado a outras atividades online ou usado para determinar sua localização.

O recurso será apresentado aos usuários na primeira vez que eles abrirem o Mail após a atualização.

Para empresas como Substack e donos(as) de newsletters, essa novidade foi encarada como uma declaração de guerra. É com esse pixel invisível que se monitora a taxa de abertura dos e-mails, dado que para muitas operações é vital, mas que representa uma violação de privacidade nem sempre consentida ou mesmo conhecida pelos usuários, como alertei neste Manual do Usuário em março de 2020.

Embora o Mail seja meio irrelevante em países como o Brasil, em outros, especialmente os mais ricos, ele é um tanto popular. E, com esse movimento, a Apple reforça (ou cria) uma tendência, levando ao mainstream um recurso até então de nicho — essa mesma proteção é/era um dos diferenciais do Hey, serviço de e-mail do Basecamp.

No NiemanLab, saiu uma longa análise dos novos recursos apresentados pela Apple e seus possíveis impactos no jornalismo. Há comentários negativos de publishers e donos de newsletters referentes à Mail Privacy Protection.

Em tempo: há quase dois anos o Manual não coleta esses dados em sua newsletter. Se fizeram falta em algum momento, não senti.

Na página de recursos do iOS 15, uma menção ao nosso querido Brasil (tradução livre):

Filtragem de SMS para o Brasil
O [aplicativo] Mensagens traz inteligência no dispositivo que filtra mensagens SMS indesejadas, organizando-as nas pastas Promocional, Transacional e Lixo, mantendo assim a sua caixa de entrada limpa.

Atualização (17h40): O leitor Iago Macedo já instalou o iOS 15 Beta e tirou prints do aplicativo de mensagens com as novas pastas para o Brasil: tela das pastas e tela de opções.

A abertura da WWDC 2021 ficou dentro do esperado, com novas versões dos sistemas da Apple, a saber: iOS 15, iPadOS 15, watchOS 8 e macOS 12 Monterey. Abaixo, o tradicional comentário no calor do momento dos anúncios:

  • A oferta de aplicativos e serviços próprios é tão grande que deu à Apple o luxo de passar quase duas horas falando de integrações e benefícios que só dizem respeito a usuários mergulhados em seu ecossistema. Se você está nessa ao ponto de usar o iMessage para conversar com família e amigos, foi um prato cheio. Se não, sobraram algumas migalhas interessantes.
  • A maioria das novidades se espalha por todos os sistemas. Coisas como itens compartilháveis em apps como Fotos e Mensagens (Shared With You), experiências remotas pelo FaceTime (Share Play), configurações de notificações personalizáveis (Focus) e reconhecimento de escrita em imagens, por exemplo, estarão presentes no iOS 15, iPadOS 15 e macOS 12.
  • O iPadOS 15 mistura os widgets aos ícones da tela inicial e ganhou a Biblioteca de Apps, acessível pela Dock. A atualização mexe — mais uma vez — na multitarefa do tablet da Apple. Desta vez, pelo menos, haverá indicadores visuais para facilitar a descoberta e o uso desses recursos.
Tela inicial do iPadOS 15 com widgets misturados aos apps.
Imagem: Apple/Divulgação.
  • O nome do novo macOS 12 é Monterey. Sua maior novidade exclusiva é a chegada do aplicativo Atalhos, já presente no iOS e iPadOS. Diz a Apple que o app é “o futuro da automação no macOS”.
  • O Safari foi redesenhado e está ainda mais discreto. Agora, a barra de endereços fica dentro da aba do site em foco. O navegador da Apple também ganha suporte a grupos de abas/sites e as versões do iOS/iPadOS, suporte a extensões. No iPhone, a barra de endereços vai para o rodapé da tela.
Print do novo Safari do macOS 12 Monterey, mostrando os grupos de abas.
Imagem: Apple/Divulgação.
  • Usuários pagantes do iCloud ganham um “upgrade” sem custo ao iCloud+, que dá direito a uma espécie de VPN/Tor nativo e máscaras para e-mail.
  • Boas novidades de privacidade, como uma linha do tempo (de até sete dias) de recursos do celular acessados pelos aplicativos, ocultação do IP/localização do usuário a sites no Safari e o bloqueio de pixels rastreadores em e-mails/newsletters no Mail.
  • ênfase, também, às novidades em saúde: será possível compartilhar dados biométricos com familiares e médicos e a Apple avisará quando algum dado monitorado apresentar variações preocupantes. Tudo muito bonito e útil, desde que você tenha grana para comprar um iPhone e um Apple Watch — no Brasil, esse kit versão básica (Apple Watch SE e iPhone SE) não sai por menos de R$ 4 mil.
  • A Siri passa a processar requisições de tarefas mais simples no próprio dispositivo, sem se conectar à internet. Além do fator privacidade, a mudança acelera um bocado o tempo de resposta.
  • O iOS 15 será compatível com o iPhone 6S, lançado em 2015. Aparentemente, os demais sistemas também chegarão aos mesmos dispositivos compatíveis com os sistemas de 2020.
  • As versões beta dos novos sistemas já estão disponíveis para desenvolvedores. Ao público, elas chegam em julho. E as versões finais, em algum dia do “outono” (primavera aqui no hemisfério Sul).

Mais coisas foram anunciadas — foi um evento cheio, com quase 2 horas de duração. Deixei escapar alguma interessante? Comente aí embaixo.

A Microsoft liberou a versão final do seu gerenciador de pacotes (Windows Package Manager) e da ferramenta de linha de comando, chamada winget. Para quem já usou sistemas *Unix, é o equivalente a gerenciadores como o Apt do Debian e o Homebrew. Ele vem pré-instalado a partir da build 1809 do Windows 10, mas pode ser baixado diretamente no GitHub.

Apesar da boa notícia, parece que o registro de apps na ferramenta, automatizado, é bastante suscetível a falhas e fraudes. No último fim de semana, ele foi inundado com nomes duplicados e registros incompletos. Tem que corrigir isso aí. Via Windows Command Line (em inglês) e Bleeping Computer (em inglês).

O WABetaInfo, site especializado em WhatsApp, descolou uma entrevista com Will Cathcart, CEO do WhatsApp, e Mark Zuckerberg. Na conversa, a dupla antecipou algumas novidades do aplicativo.

Nota-se uma grande ênfase em tornar o WhatsApp mais efêmero. Foram mencionados dois recursos do tipo que estão na boca do forno: um “modo desaparecimento”, que torna automático o desaparecimento de mensagens em sete dias em todas as conversas, e o “ver uma vez”, que exclui fotos e vídeos após serem visualizados uma vez. (O Signal já conta com esse recurso.)

Outra novidade confirmada é o suporte a múltiplos dispositivos sem depender do celular ligado e conectado à internet. O usuário poderá ter até quatro dispositivos conectados a sua conta e os testes devem começar dentro de dois meses. Zuckerberg disse que foi “um grande desafio técnico” conseguir sincronizar mensagens mesmo com o celular sem bateria, mas que eles conseguiram. Só fica a dúvida se esse novo arranjo aproximará o WhatsApp da infraestrutura do Facebook, dentro daquela promessa feita em março de 2019 de unificar todos os apps de mensagens da empresa e que já juntou as mensagens do Messenger e do Instagram. Via WABetaInfo (em inglês).

O Twitter lançou seu plano de assinatura paga, o Twitter Blue, na Austrália e no Canadá nesta quinta (3). Por US$ 2,99 (no Brasil, há indícios de que custará R$ 15,90), o usuário pagante tem acesso a um “desfazer” tuítes, organização por pastas de tuítes salvos, “Modo Leitor” para fios, cores diferentes no app e no ícone e suporte prioritário — embora, disse o Twitter ao The Verge, esse suporte não inclua reclamações de assédio e abusos. É bem provável que novos recursos apareçam no futuro, mas para uma estreia, achei os recursos bem tímidos para justificar a assinatura. Via Twitter, The Verge (em inglês).

O blog do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu do ar nesta quarta (2). Nesse aspecto, Trump é gente como a gente e também abandona blogs dias depois de lançá-lo — o From the Desk of Donald J. Trump foi ao ar em 4 de maio. Um porta-voz explicou que o blog “era apenas um auxílio aos esforços mais amplos em que estamos trabalhando”. Acredita quem quiser. Via CNBC (em inglês).

Brincadeiras à parte, esse episódio reforça o papel que as redes sociais têm na amplificação de discursos extremistas. A relação de Trump e de outros populistas com redes como o Twitter é simbiótica. Em um blog, sem a atenção do equivalente a transeuntes digitais e sem as ferramentas embutidas de amplificação, é muito mais difícil ter o mesmo desempenho e, por consequência, manter a empolgação.

A Huawei anunciou nesta quarta (2) o HarmonyOS, seu novo sistema operacional para celulares, tablets e outros dispositivos conectados. Gestado desde 2016, o projeto ganhou uma importância maior depois que a empresa foi proibida de fazer negócios com parceiros norte-americanos em maio de 2019. A medida unilateral do governo dos Estados Unidos impede até hoje que a Huawei use o Android do Google, o que freou o movimento de expansão global da marca. Via Bloomberg (em inglês, com paywall).

Veja os destaques da apresentação da Huawei (em inglês).

O HarmonyOS chega primeiro no tablet Mate Pad Pro e no relógio inteligente Watch 3, ambos anunciados junto ao sistema. Cerca de 100 dispositivos já lançados serão atualizados para o HarmonyOS. A previsão da Huawei é de que o sistema esteja em 200 milhões de aparelhos até o final de 2022.

O visual do HarmonyOS é bastante familiar — lembra o Android, mas com elementos visuais do iOS. Embora a Huawei afirme que se trata de um sistema totalmente novo, análises independentes apontam que o HarmonyOS é baseado no Android. Via Ars Technica (em inglês).

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O TrackerControl (TC) instala bloqueia e dedura rastreadores em celulares Android. O aplicativo instala uma VPN local (ou seja, todo o processamento é feito no próprio aparelho) e usa por padrão a lista de rastreadores Disconnect para fazer os bloqueios. O que não consta nela pode ser visualizado e bloqueado manualmente, pelo próprio usuário. Gratuito, na F-Droid — a versão disponível na Play Store tem “menos recursos”. Dica do Luis Sass.

Hoje (31) é o último dia para enviar fotos e vídeos ao Google Fotos sem descontar espaço no armazenamento da sua conta Google. A partir desta terça (1), toda foto enviada ao serviço será contada contra o espaço em nuvem, que para usuários não pagantes é de 15 GB.

O Google Fotos surgiu em 2015 com uma proposta interessante: espaço ilimitado para fotos e vídeos na nuvem, desde que elas fossem otimizadas a 16 megapixels (fotos) e 1080p (vídeos), coisa que o Google chama de “alta qualidade”. Em novembro de 2020, o Google anunciou mudanças no serviço, as que entram em vigor nesta segunda (31), acabando com o espaço ilimitado. Fotos e vídeos enviados antes de 1º de junho não serão contados no espaço do usuário, porém. Você pode gerenciar seu espaço no Google Fotos nesta página. Via Google (2) (em inglês).